Tag ânsia
Ânsia;
Foi o que eu sempre senti
Ânsia;
Ganância;
Tudo soa a ânsia;
E assim foi! Só sei que foi assim, já diria o pobre do auto!
Troquei meu sangue por ânsia;
Minha pele perdeu a cor;
O cabelo também;
De repente;
Chegaram repletos daquilo que me constituiu e ainda constitui;
E falaram assim:
"Distância";
Distância da ânsia?
Não me parece possível;
Essa ânsia me mata, mas me cria;
Pois na realidade;
Acho que é pior do que isso;
Essa ânsia é minha AIDS mental;
Essa é nova !
É virtual e espiritual;
Pelo visto;
Sou um novo infectado;
A pandemia do COVID-19 me salvou;
Para que dessa ânsia....
Eu com prazer e deleite me infectasse,
A verdadeira pandemia começa aqui.
Longe, tão longe,
Que a imaginação se cansou e ficou pelo caminho,
Mas é lá, bem lá longe,
Que acordei com a ânsia de fazer meu ninho,
Escreve o pensamento
Escrevo, quando a minha vontade,
é a de falar.
Te ter por perto, te sentir minha,
não no sentido de posse,
mas no sentido de estar junto,
em um convívio constante.
Escutar tua voz, sentir os teus beijos,
o calor de tuas mãos,
a pele suave e doce do teu corpo.
Escrevo e te vejo à minha frente.
Para o meu pensamento, és palpável.
E assim segue a tarde.
Ao seu final, inicio de noite, e eu te vejo
da mesma maneira .
Penso , no nosso querer, na ânsia desse
amor.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
acadêmico acilbras - roldão aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
#VENENO
Ainda sou o mesmo aqui...
Apenas mais solto para sentir...
Perdido em algum lugar...
Pareço tão absurdo?
Cada palavra que falo
Te parece veneno?
Passou-se o tempo...
Com a qual sonhei um dia...
A dor que eu sentia...
Já não mais há de voltar...
E nos delírios mais loucos.
E daí?
Me encontro...
Agora quero voar...
No punhal atravessado...
Tantas vezes por ti declarado...
Em que o morto não matara...
Já não mais me encontrará...
Alimento minha alma com esperança...
Não me entregando mais às perfídias...
Germinando minha ânsia...
No transcorrer dos meus dias...
Em que não mais estará aqui...
Amo as estrelas pois estão longes de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
Ele era assim: não tinha pressa para nada, nem para falar. Devia amar sem ânsia, aos bocadinhos, como quem sabe saborear uma delícia.
A gente reclama do amor
e ao mesmo tempo clama por amor,
na ânsia de vivê-lo, ao menos uma vez,
mais uma vez ou uma última vez.
Ah, se eu pudesse descrever-te
Toda ânsia de meu ser
De tudo querer, de nada poder
Desta alma desejosa do que não pode ter...
Somos o Santo Graal, transbordando dos mistérios que buscamos. Aquilo que desejas te causa ânsia ou anseio?
Há morte em vida quando o trajeto é menosprezado ou mesmo ignorado pela ânsia do destino, do desfecho que só tem segundos de alma.
A Dança é ânsia da Alma
As pessoas esquecem que o espírito é vento dançando — e que a ânsia do movimento pode ser êxtase ou vertigem, prece ou pressa.
Mas o vento não se apressa nem hesita — ele simplesmente dança, sem se perder no tempo.
Só quem aprende a dançar com o vento entende que não há urgência na alma, apenas movimento.
*
✍️...
Em si a poesia,
traz consigo uma ânsia,
sim, aquela de falar dos sentimentos,
sejam eles de tudo que nos rodeia, ou também uma conversação
com Deus em uma oração... 😇
E o nosso Criador escuta com atenção!... 🙏
***
Dance de corpo e alma, porque sem corpo, não se sente a ânsia da vida. A dança é onde movimento e sentimento se fundem, uma efêmera afirmação da vida, onde cada momento não dançado é um momento não vivido.
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
A ânsia
Se tu reparar um momento
Neste mundo que está mudando
Não vai ver o que vou dizer agora
Pois seus olhos estão te enganando
Mas aposto que já sentiu
O que o coração pressentiu
Desse assunto que seguirei contando.
Começo pelas pessoas
Que tomaram certa distância
Do tamanho de um abismo
A grandeza foi a intolerância
Cada um fechou em si
O motivo? Talvez a competição
Pela corrida da ascensão individual
Que deixou de ser só uma opção
E a estratégia é ser racional
Criar o melhor marketing pessoal
Pra se vender na próxima promoção.
Produto desta circunstância
Logo tornamos
E como em um hipermercado
Aguardamos quem nos compre, mas também compramos
Quem está no topo
É elegido para ser o espelho
Dos que estão bem atrás
Estes, acatam o conselho
Muitos não entendem o nexo
Porque é diferente o reflexo?
Depois de ralar tanto o joelho.
Mas é uma fábrica de desejos
Não há tempo de compreender
Mas sim de ajuntar riqueza
Pois é ela que garante o poder.
Assim com bastante correria
Esquecemos de nós no caminho
A mente tão cheia do saber
O coração frio e mesquinho
Na alma a vontade de encontrar
Um sentimento capaz de curar
O medo de estar sozinho
Começa daí um movimento
Reconstruindo uma ponte de união
Onde, de um lado, um grita pela causa
Que defende do outro, o seu irmão
A injustiça teve o seu papel
A sociedade acordou
E em um senso de empatia
Com as vítimas se solidarizou
Da tecnologia brotou um empurrão
Que ergueu a voz do chão
E ao mundo se espalhou.
O nó na garganta foi superado
Dando lugar ao direito de opinião
Que vindo do calor da emoção
É muitas vezes usado errado
Com ódio e maldade escancarado
Fragmentos de uma ferida compartilhada
Do silêncio que por muitas foi habitada
Resta delegar ao tempo intermediar
Encontrar no diálogo o remédio de curar
Na pessoa, a ânsia de se sentir encontrada.
A necessidade da expressão
Nunca foi tão forte, a ânsia de gritar, mostrando ao mundo o íntimo, do pensar, sentir e estar. E pregando a liberdade, sendo este um símbolo exaltado, que faz diluir o vácuo, de um silêncio opressor tão relutado. Talvez seja a cura de nós, despirmos nas palavras opiniões, aguardando quem nelas as espelham, ou ao menos entenda do criador, as interpretações. Porque o maior medo do homem é ter de encarar a solidão, assim esforços este faz sempre, fazendo da sua presença uma ostentação. Então pode-se formar aqui uma reflexão bem interessante: sozinhos não somos ninguém, pois para um "ninguém" nos tornamos sempre distantes!
O vazio existencial tornou-se, nos nossos dias, um desafio para a humanidade. E na ânsia de não senti-lo, o ser humano busca no consumismo, no individualismo e na falta de limites, a resposta para seu vazio.
SEDE DE VIVER
Ando com sede de viver. Uma sede arrebatadora. Sede de tomar com todas as minha forças este líquido chamado vida. Esta ânsia é o combustível para não parar no tempo e ficar estagnada. Chega um determinado momento em que a única forma de se chegar lá, é lutando e esta luta é interna. Esta luta vem desta sede feroz e intensa que me domina e me empurra pra frente. Penso, que é através desta sede de lutar que sairei vencedora.
"AMIGÂNCIA"
Ah chega a dar uma ânsia
Estar com amigos de infância
É uma extravagância
E verdadeira ganância
Com extrema elegância
Que se mantém a constância
Da vida em abundância!
