Somos Ligados pelas nossas Alma
A mente turva, feito as águas de rio bravo;
O coração despedaçado, feito vidro estraçalhado;
A alma cheia, feito o vazio do espaço;
A dor silenciosa, feito grito no vácuo;
O brilho no olhar ofuscado, feito penumbra em noite de luar.
Desde que partiu, a ambiguidade desses sentimentos me frustram; o contentamento descontente; a certeza incerta; a razão irracional. O sorriso, na verdade, é a máscara da dor; o silêncio, na verdade, é o rastro camuflado da fatalidade; a força, na verdade, é a angustia disfarçada. Nada e tudo; o mundo perdeu a graça e a vida já não mais tem sentido.
A única coisa na qual tenho certeza, é que a saudade sempre se fará presente, eterna companheira solitária. Sei que nunca superarei sua perda, e que todas as manhãs acordarei com a esperança que a sua partida tenha sido apenas um pesadelo, mas conforta-me a ideia de que voltarei a vê-lo na eternidade.
Sempre será uma uma inspiração para mim. Estou orando por ti!
FELIZ NATAL a toda a gente
Devoção, fé e esperança e na alma refrigério
Professo, o amor do Filho em seu nascimento
É uma alegria maior, é um bem sem mistério
E o que deu causa a isto um valioso portento
Ah! que alegria o seu Natal, divino ministério
Sim, Ele veio por nós! Se doou em sofrimento
Hei de levá-Lo no crer até o desfecho funéreo
E, tê-Lo na devoção e no capital sentimento
É o seu Natal, sejamos perdão e ternura
No escorço de Deus Pai, humilde criatura
Gratidão, e então, glorificá-lo fartamente
E, assim, fiel ao Verbo que foi anunciado
Honrando estes versos plenos ao amado
Menino Deus! Feliz Natal a toda a gente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/12/ 2020, 10’39” – Triângulo Mineiro
Usando a minha alma de escritor te levantarei do chão, e eu juro que um dia salvarei pelas letras mais de um milhão.
Meu coração dói, minha alma geme, meu corpo definha e pede por você. Meus olhos inundam, minha boca seca e palavras de ajuda não são mais suficientes para que eu me mantenha nesse mundo e nessa realidade. O único jeito de fugir da realidade era dormir que hoje, para mim, não significa mais tranquilidade e descanso, mas sim um poço de lembranças e milhões de pesadelos. Meu corpo despido entregue aos lençóis, te imagina ao meu lado, me aquecendo nas noites frias e nas madrugadas sombrias. Meu corpo pede você, minha alma grita por você e meu coração quase parando te espera, mesmo sabendo que talvez você nunca chegue, mesmo sabendo que é impossível te esperar por tanto tempo, se o mesmo já está parando de bater.
O amor é como a dor,
Tatuagem,
Marca o peito,
Pinta a alma,
Branco, preto ou colorido,
Entre sombras e nuances,
Infinito,
Visceral,
Não se apaga,
Coisa de pele,
Fica,
Machuca,
Fere,
Cicatriz.
Sou divergente espírito errante...
Nas sombras julgo meus medos...
Sendo minha alma sombria...
Sentimentos foragidos...
No remanso do amor...
Debulho em tantas vidas...
Ciladas do destino...
Mero desejo profundo...
Laços de ternura...
Assombroso temor de minha paixão...
Alma singular no meu pior ainda assim faz parte do meu passado...
UM TALVEZ
Sempre quis ter no afeto aquela felicidade
Recanto em que minh’alma estaria pausada
Deparasse, afinal, com a fé da cumplicidade
Demorando em uma longa e jovial jornada
Um sorriso virtuoso, assim, com verdade
Aquela palavra certeira e tão enamorada
Em que o coração pulsa cheio de amizade
E, tem caseira e boa conversa descansada
Ah, como é bom ter o alguém confidente
O que nos dá ouvido, os de beijo ardente
Consolo ao amor, e nele me completasse
Um talvez, mais de um, nenhum exato
Frechado pelo cupido, e fosse de fato
Pleno, sem que eu mais o procurasse!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/12/2020, 18’57” – Triângulo Mineiro
Mil e uma noite do Poeta
De volante ajustado....
Pneus calibrados....
De alma prazerosa...
Empossado de uma tela...
Anti-desdobravel....
Estou vivendo minhas mil e uma noite imaginárias....
Sem medo...
Sem receios....
As horas passam...
E os céus se rasgam....
Digno de sonhos....
Porém...
Com algumas situações frágeis....
Uso um adjetivo do verbo contrário...
Disciplina e me enveneno de cafeína... Vergonhas na urna...
Votos contraditórios....
Não debato mais...
E não discuto mais...
Apenas enfrento calado...
Estou deixando semeado...
Mas estou regando...
Dias calmos...
Ensolarados sem sombras...
Noites turbulentas....
Tempestades tudo em uma só chama...
Fogo de um sabedoria que em mim chora..
E ao mesmo tempo me deixa frustrado...
Mascarada e a frase...
Ela quer se calar e não quer mostrar sua face...
Insensível estou...
Inteligente e delinquente....
Estou dando argumentos as frações...
Dando tork as trações...
Para não patinar...
Sou um orgulhoso revelado...
Dando pressas ás minhas imaginaçôes...
Odiando a escravidão...
Estou bebendo salivas e resistindo...
Nas tenho fé...
Além da minha alma de Poeta...
Tenho forças para continuar...
E dobrar minhas mil e uma noites de inspirações....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Lave a alma liberando o perdão.
Goze a vida aproveitando cada emoção.
Seja livre do que não te rouba a paz.
Deixe Cristo te doar o amor que satisfaz.
Não viver apenas para o trabalho, é essencial, ó equilíbrio da mente, corpo e alma, traz o autoconhecimento, mostrando o verdadeiro sustento e maneiras de ganhos na vida, não cegando nos, à tudo o que é realmente importante à liberdade, sem fazer do trabalho o único meio de existência, que esgota o sangue de cada um, com a falsa segurança do conforto, das comodidades financeiras, que levamos tanto tempo para adquirirmos, colocando nos em uma roda de ratinhos, onde somos doutrinados com o medo, para sustentar uma máquina falida do sistema assistencialista, que cria vagabundos emburrecendo os, com monopólio da vida, tirando sua própria identidade, encantados com canções sonolentas e trabalhando para manter as aparências. Encarem o trabalho como ofício, não somente pelo dinheiro, tenha conotações amplas, dando mais sentidos ao desenvolvimento das aptidões do verdadeiro bem estar, trabalhe menos e viva mais, recuse se as regras de um jogo de escravidão, que te faz dizer uma frase, que já ouvimos, meu nome é trabalho, sobrenome hora extra, encarem suas responsabilidades, sem destorcer seus princípios, trabalhando como doação, não somente pelo dinheiro, o que é claro, as consequências da reciprocidade da nossa vida, é recíproco.
No caos sou o solo fértil.
Arrancando sensações,o poema parido
entre catarse e emoções.
Uma alma num berço ferido.
A morte do ego,
da personalidade que veste
e decora meu espírito sofrido.
Minha roupagem é essa carne,
que se rasga com facilidade
e jorra sangue morfético,versos,
canções num universo poético.
Um casamento de palavras,rimas,
poesias e aflições.
