Sobre meus Medos
É em tua presença que meus medos se esvaem.
Não há palavras para descrever tanto amor.
Quando no obscuro do meu ser encontro-me.
Percebo que as minhas esperanças findam em ti.
Mesmo sem saber o porque... prefiro acreditar nas razões que me fazem busca-lo.
Sem saber as respostas prefiro acreditar nas questões.
Sem saber a direção busco pelo encontro da exatidão do seu caminho.
Sem saber a tua vontade lhe peço: "tome conta do meu coração".
E minha alma clama e exclama: "Jesus, segura em minhas mãos!"
Os meus medos e os meus traumas ninguém nunca vai entender!
Sabe porque?
Porque foi eu que passei,foi eu que sofri,foi eu que senti!
Eu vivi na pele cada um deles,sofri calada,nunca fui há um psicólogo,eu superei cada um deles,nas horas do medo,do apavoro eu clamava a Deus!Superei sim mais não esqueci nenhum deles,porque ficou gravado na minha memória de criança inocente! Então não me julgue e não me peça pra esquecer porque não posso,não sou capaz de esquecer algo que feriu minha memória e minha alma!
Meu olhar te acompanha
Silenciosamente te falo de amor
E em segredo te falo os meus medos
e em gestos declarados revelo meus desejos
sigo, mesmo querendo ficar
recuo mesmo querendo avançar
desisto mesmo querendo insistir
esqueço mesmo querendo lembrar
É hora de partir, é tempo de recomeçar
e mais uma vez desisto de amar!
MEUS MEDOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sempre tive um medo imenso de ficar grande sem crescer. De amadurecer sem ficar maduro. Curtir a vida, os lances, oportunidades, e não curtir minha essência.
Desde cedo não sabia como era isso, mas o meu coração girava em torno dos medos. Queria o corpo em sintonia plena com o espírito, para que o rótulo correspondesse ao conteúdo. Meu rosto, meu resto e minhas palavras não fossem a propaganda enganosa de quem não sou.
Tinha pavor de brilhar e mesmo assim permanecer no escuro de uma ignorância equivocada, com ares inúteis de sabedoria. Temia puxar um saco de filosofias hipócritas, bondades plásticas e religiosidades vãs, de conveniências e chaves que abririam as portas da sociedade. Da popularidade familiar. Do prestígio ao meu redor e os apupos externos de quem olha e pronto. Não importa ver, porque isso dá prejuízo; afasta os favores e subtrai prestígios com vistas a vantagens futuras.
Tenho muitos; muitos vícios, defeitos e desmandos. Bem maiores do que os que julgo, até condeno em terceiros, mas temia os vícios, defeitos e desmandos menores. De quem vai mas não vai. Finge que não, no entanto é. Finge que sim, porém não. Tudo sempre a depender das perdas e os danos; dos lucros e as cotas... ou até das sobras e as sombras que lhes restem ou não.
Tive medo imenso de aprender a fingir. A simular. Ganhar na estampa e levar a melhor na lábia. Ser quem não sou. Talvez até jamais ser; só estar. Fazer acordo com as rotações do mundo, as demandas da vida e as músicas conforme as quais devo dançar nas horas desconsertantes. Nos momentos em que não vejo saída, se não for pelas concessões.
Jamais deixei os meus medos. Eles me ajudam a ser menos pior do que sou. Não os troco pela coragem sonsa de abrir mão das minhas verdades para supostamente me dar bem.
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Não posso parar de escrever. Não até resolver meus medos. É assim que mantenho a cabeça no lugar: há coisas imensas para serem decididas. Planos de vôo incompletos e inviáveis…tudo muito radical, muito intenso.
Escrevo o dia todo, toda hora, coisas publicáveis ou não. Grito mágoas, sussuro final de sonhos, imploro clemência de Deus para não enlouquecer de pavor. Estou naquela fase da vida, em que as coisas deveriam necessariamente estar bem, calmas e eu deveria estar transcendendo felicidade.
Eu fui até o amor. Subi nas paredes mais altas por ele, transpus fortalezas de abnegação e humildade.
Aceitei,
me feri,
andei sob a efervescência da carne,
batizei minha vida com convulsões e choros.
Você acenou com adeus…
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(2000)
A Criança da Minha Criancice
Você é como um suspiro;
Sua presença afasta os meus medos;
Mesmo quando em face de um momento assustador;
A sua voz vem de encontro aos meus anseios.
A sua voz é como a de uma criança;
Traz de volta a pureza do mundo ao redor;
Ao ouvi-la retomo a esperança;
De que com você o meu mundo possa ser melhor.
O seu olhar é sublime, penetrante;
Mostra ao dia uma razão pra amanhecer;
O momento que nosso olhar se cruza, é cortante;
É um instante de paz, êxtase e prazer.
Esses seus cabelos, como corredeiras de rios;
Caem em linha, negros como a noite;
O seu perfume e a sua presença causam arrepios;
A sua pele traz paz, que livra os meus ombros da dor do açoite.
Eu me afasto de mim mesmo, vivendo o que acredito.
Preferindo meus medos, minhas fantasias, prefiro meu fantasma.
Cansei de bondade, cansei de amar, cansei de fingi.
amo meus sonhos
entre tantos te amo
sem julgar meus medos
apenas muitos abismos
declaro meus meus pecados,
e adoto seu corpo a minha perdição,
te beijos e bebo um gole de absinto,
estamos vivos até o sonho acabar.
"O fracasso não me faz recair, e sim me fortalece mais e mais, tirando meus medos de superar novos desafios e de encarar a realidade".
No dia em que eu crescer e superar meus medos
serei melhor até do que melhor que eu mesmo
assim não sentirei medo da solidão por esta completo por dentro
já não desejarei receber do externo, o que eu posso encontrar dentro do meu ser.
minhas maldades já não existiram, pois eu morrerei mill vezes por dia pra me tornar imortal.
tomarei banho de ervas diariamente, por que meu corpo será entendido como tempĺo do deus que abita na profundeza do meu eu desconhecido.
já não desejarei conhecer o infinito, por que saberei que preciso começar pelo desbravar do toque do tambor tambor biológico, e que a cada soar binário, me conectarei com o divino universo do meu eu.
minha vida será de ancestralidade, meu respirar será historia, e meu caminhar será a cartografia do território do qual faço parte e pertenço.
os bits já não serão em vão, serei guiado no universo digitalizado de Ogum
atravessarei as encruzilhadas das redes neurais por verificar que esse é um mundo que tem que ser meu, mas não meu no sentido colonizado, falo da resigificação do mundo de todos.
viverei o reavivamento dos que foram privados de viver pelas balas violentas dos atos de resistência da Policia militar do Brasil.
lembrarei do dia em que chorei sem saber o motivo mas sentir a dor do mundo.
chegará o momento que todos gritaremos o mesmo coro pela continuação da vida e o cultivo das diferença como algo essencial para manutenção da paz verdadeira real e não dos vencedores trancados e protegidos e aos mesmo tempo separados por suas própria escolhas em muralhas de condomínios distanciando-se da mãe terra.
já não precisaremos escrever com tanta dor, homenageando os 50 e tantos mortos em Belem do Para, dando continuidade aos massacres da candelária, Carandiru e pedrinhas.
não lembrarei que dos jovens mortos no Brasil esse ano 84% são NEGROS.
o eco de nossas zuelas e cantos, bantú, nago, fon e etc, banharão o mundo, fazendo acorda todos os que esqueceram de se reconhecer nos espelhos da beirada do lago dos segredos coletivos de cada um.
nesse momento já respiraremos tranquilos, por que as plantas não serão desmatadas criminosamente . tomaremos água sem nos preocupar com seu desaparecimento, pois lembraram que não é por estarmos no planeta azul que temos que acabar com as reservas naturais.
E não nos preocuparemos com o Retorno de Zumbi pois saberemos que ele nunca nos abandonou e que que esta aqui.
a questão é que muitos estão cegos pra ver o tanto que Dandaras e maria ainda estão atuantes.
e o Quão forte elas são como necessitamos de telas por perto sempre.
No dia que eu crescer e superar meus medos!
Nada no mundo me entristece,
me excita trabalhar meus medos,
o similar me enlouquece...
Me encontrei no lado avesso!
Medos
Meus medos afloram
Quando mais me sinto forte
Vasculham minhas gavetas
Em busca da minha fragilidade
Busco na luz de meus parâmetros
A identidade da coragem
Que sou forçada a ter
Para sobreviver
A escuridão se faz
Em pleno sol do dia
Mas a lanterna do destino
Clareia meu caminho
Finjo não sentí-los (os medos)
Enquanto eles teimam em me assombrar
É preciso ignorá-los
Cubro a cabeça...
Mas a noite escura e quente
Me faz sentir calafrios
Tento respirar bem devagar
Para eles (os medos) não me encontrarem
Meus medos afloram
Quando mais preciso ser forte
Eu finjo...finjo...finjo
E sobrevivo
(Nane-08/12/2014)
Sempre fui uma pessoa cheia de medos ,quando criança meus medos eram, bicho papão, fantasmas, monstros essas coisas que criamos na nossa cabeça quando somos crianças.
Fui amadurecendo e os medos também. Na minha adolescência tinha não medo propriamente dito, mais sim insegurança, acho que isso é normal da fase. É quando surge o primeiro amor, e junto a insegurança por estarmos passando por tantas transformações, agente se acha o ser mais horrível da face da terra, então ali que nasce aquela história de que o amor faz sofrer. Ainda bem que essa fase passa,pena é que as vezes esquecemos de deixar lá os medos e as inseguranças como fizemos na infância.
Talvez porque ,quando somos crianças, se estamos com medo choramos para que alguém venha nos socorrer. Mais na adolescência achamos que somos capazes de enfrentar os medos sozinhos, e acabamos apenas sufocando eles por isso eles seguem com a gente pra próxima fase.
A boa noticia é que, a maturidade te dá mais coragem e sabedoria para lidar com cada um deles, a gente se sente mais forte e mais corajosa até mesmo pra chorar como uma criança para que alguém apareça para nos ajudar.
Ao expor os nossos medos eles se tornam tão pequenos que até parecem aqueles monstros imaginários da nossa infância, e agora sabemos os quão bobos eles eram.
O segredo é não termos vergonha de ter medo e nem sufoca-los, porque apenas iremos alimentá-lo e ele se tornará ainda maior.
Enfrente seus medos, chore, grite como fazia quando era criança, se seu super-herói não aparecer, pelo menos você assustará o monstro
MINTO
A noite chega trazendo os meus medos
Confusos, diluídos pela idade de profusos segredos,
um galopar voraz a consumir-me olhares,
paisagens tenho, olhares sutis e rápidos nas tardes mornas,
tenho mentiras cambiantes coordenando palavras,
dizem que sei sonhar em forma de sonetos,
sei que minto há muito morreu o deus do olimpo...
esse pégaso pisoteia as pétalas perfumadas
, o passado surge desfolhado e desflorido,
outono das paixões onde passeiam
visagens enrugadas, embrutecidas...
minto é o que me resta
é a minha meta
a vida é linda e infinda
minto porque sou poeta
Senhor...
Que a minha fé seja maior que os meus medos.
Que meu amor seja maior que o ódio, a mágoa e o rancor.
Que eu saiba perdoar aqueles que me feriram, trairão e me querem mal.
Que por onde eu passar eu consiga levar uma palavra de fé e esperança a quem possa precisar.
Senhor fazei de mim um instrumento de sua paz!
Eu sobre degradado tempo me descaso de meu casulo, vivera atado á meus medos, porém desfaço aquele temor, quão dura fostes a vida, não mereces meu desamor...
És o maior dos meus medos,
Pois conheces as veredas do meu coração,
No mais intimo do meu eu, confesso,
Me tens em suas mãos.
