Sobre meus Medos

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⁠Quando todos os meus medos
Gritam dentro de mim
Quando o céu está cizento
E me parece ser o fim

Quando vem o vento revolto
O meu coração vem a gritar
Logo penso em ti
E tudo vem a passar

Muitas vezes não pude entender
Nem pude confiar
Mas ao te conhecer pude ter a certeza de voltar a amar

Eu gosto de ti, sempre penso em ti
Eu olho pra Ti e espero logo te encontrar.

⁠Brincar com os meus medos funciona como uma terapia para mim.


Não tenho medo do tamanho das adversidades da vida, pois meus medos fogem de mim quando percebem que eu tenho coragem.
(Luan Ferreira)

Aqui
Me sinto livre, liberto dos meus medos,
Esqueço de viver,
Me sinto imortal, a guerra não me aflige,
Meu mundo particular, Esse é meu vício,
Minha forma de cura, minha nostalgia plena,
Meu ponto de equilíbrio, minha plenitude física e psíquica,
Meu mar, meu chão, meu ar, meu espaço no infinito...
... Meu sétimo céu, minha paz interior.
Aqui
Minha insanidade aflora,
Minha lógica contradiz minha razão, meu ímpeto ultrapassa meus instintos,
Me sinto independente, insuscetível,
Minha obsessão aqui faz sentido, um minuto dura a vida inteira,
Meus sentimentos se encontram, os espaços se completam,
Aqui
Minha alma se purifica, meu silêncio ensurdece,
Ouço os anjos Balbuciar, aqui minha Fé é meu paradigma,
Meu castelo intransponível, Meu desejo surreal,
Minha única casa, meu porto seguro, minha estrada sem fim,
Minha metodologia substancial, minha superfície supérflua,
Meu ponto de encontro com o criador, aqui não me sinto só,
Deus sempre está comigo,
Aqui
A natureza frustra a mais bela obra humana, aqui sou música, sou verso,
Sou inspiração, aqui tenho asas, aqui não sou só mais um,
Sou muitos dentro de um só.

Não posso destruir os mares dos meus medos, mas tenho acreditado que posso atravessa-los.

Tenho meus sonhos
meus medos
meus versos inacabados
tenho.

Então vem, senta aqui no meu lugar, sinta as minhas dores, os meus medos, olhe na direção inconstante do meu olhar, ouça esse barulho enorme em minha cabeça, sente-se e fique por um momento olhando os destroços de um coração... Perceba o que você sente, se ainda conseguir sentir alguma coisa, se você ainda estiver vivo, por favor, olhe o mal que isso causou. Você jamais poderia imaginar, mas até as paredes sentiram a tristeza e o peso daquele exato momento em que o punhal atravessou mortalmente cada centímetro do amor que jazia em prantos.

Tenho meus medos e dramas, tento sempre me dopar de sensatez, mas nos cantos, longe dos olhos dos jurados, sento-me, esparramando-me pelo chão, como a menina que acaba de estragar sua única boneca, e choro sentida, sem holofotes, sem brilho, sem pudor, sem requinte, sem amor.

Meus medos... Meus defeitos tolos, enxertados com falsa ou muita modéstia a ponto de me iludir, brincar que ainda sou criança e consigo sorrir para a vida mesmo quando cai um pedaço do céu em cima dos meus sonhos.

Estou pronto... finalmente organizei meus medos e matei meus demônios e principalmente guardei no passado o que pertence a ele, a parte mais difícil da minha vida foi enterrar quem eu prometi amar. Porem hoje o mundo se renova, as forças estão finalmente renascendo e dentro do meu coração ainda existe o leão que me fez ficar de pé até hoje. Eu posso cair de novo porem irei me levantar. Agora estou pronto para uma nova pessoa, um novo amor, uma pessoa e uma nova vida começar..

Como um Lagarto, sigo minha Vida. Camuflo os meus medos, regenero as partes perdidas, sobrevivo a desertos...Caço os meus Sonhos.

Sombras


Descobri que sou sombra,
sombra dos meus medos,
da minha insegurança.


O que faço, outros levam,
o mérito, o brilho, o nome.
Fico com o resto, com o eco.


Sou sombra da minha própria mediocridade,
mas está tudo bem.
Meus olhos, há muito,
se acostumaram ao breu.


Aprendi a ser invisível:
a estar sem ser,
a falar e ser silenciada
por gestos sutis,
por olhares que não me veem.


Já não me importo.
Já não espero.
Já não pergunto
se aquele sorriso era pra mim.


Aprendi.
Aprendi a ser sombra.

Eu sou mais forte do que meus medos e mais sábio do que minhas fraquezas.

Ao responder sobre
mim,
recitei minhas saudades e
meus medos,
então em uma coragem
esquizofrênica,
eu me 'interlecutei' com
"Onde me fixo?"
e me 'enlucidei' vago,
como um ponto e vírgula
em meio a um
papel em
branco.

Hoje me dei conta que perdi meus medos...
Decidi seguir em frente, eles foram embora porque quiseram ir, não suportaram o processo....

Foi enfrentando meus medos e atravessando meus desertos que cheguei ao meu oásis.

De costas para o mundo neguei


Neguei meus erros,
meus acertos,
meus medos,
meus fragmentos.


Negava tudo e todos:
meus amores, desamores,
as purezas e os lodos,
os alívios e as dores.


Negava porque era fácil,
fácil cuspir ao mar,
naufragar sem resistência,
não pensar, não remar.


Era uma nau de negação,
um léxico de repulsa,
astrônomo da exclusão,
cartógrafo da recusa.


Mas a vida, em sua confusão,
devolveu-me o resultado:
quem nega toda direção
também termina negado.


Sem saída, sem subida,
entre sombras que tracei,
aprendi, tarde na vida,
o inferno que criei.

Medo...

São tantos os meus medos, que me tornam incapaz de enfrenta-los. Mas não por covardia, e sim medo de ferir quem eu não gostaria.

Meus medos não me paralisam mais, aprendi a carregá-los comigo, são sombras que me acompanham, mas não me definem, sou muito maior que eles.

Corri para ser feliz. Corri para deixar a tristeza para trás, vencer os meus medos e aliviar o peso da minha alma.


Houve dias em que corri para superar desafios. Em outros, corri para silenciar a ansiedade, organizar os meus pensamentos e reencontrar a paz que o mundo havia tirado de mim.


Corri para superar perdas. Corri para vencer a depressão, a angústia, a tristeza e o vazio da alma. Corri para resolver problemas que eu mesmo havia criado.


Até que, um dia, percebi que estava correndo de mim mesmo.


Cada respiração renovava as minhas forças. Cada passo fortalecia a minha coragem. Cada quilômetro me mostrava que eu era mais forte do que imaginava.


Eu sentia o vento bater no meu rosto, o suor escorrer pela minha pele e, pela primeira vez, enxergava a perfeição e a beleza da natureza. Foi então que compreendi que eu também fazia parte dela e que a vida está em constante movimento.
Eu tentei fugir de mim mesmo, mas, a cada passo, me aproximava mais de quem realmente era.
Descobri que a corrida nunca foi uma fuga. Foi um encontro.
Corre foi coragem. Foi recomeço. Foi liberdade.


E, no fim, a maior distância que percorri não foi medida em quilômetros. Foi o caminho que me levou de volta para mim mesmo.