Síntese
SÍNTESE DO INCABADO II
...Ostenta, do “fogo eterno”, a sua chama... “beleza”;
Macula o olhar inocente de uma criança que geme, maldiz, clama
E implora ao Criador: - Perdoe-me, na Tua criação, a minha fraqueza?!
Oculta das ondas do mar: a sua dança;
Ofusca a luz que reluz do sol e deixa a lua em chama;
Retira da lua – vermelha, linda e nua- toda beleza!
Confunde o cosmos – à luz da imensidão –
Extraindo siluetas, beleza e inocência provindas da Sua ação;
Com maldade tenra, inebria a Luz Divina que reluz na escuridão;
Libera a morte: mortalizando a pureza de Eva e de Adão...
Sussurrando-lhes anseios pecaminosos contrários à imaginação
De Quem – com onipotência, onipresença e onisciência –
Não conseguiu manter Seu próprio desejo de imortalidade
Inerente à Sua nobre criação!
E quem (eu) – condenado a ficar calado –
Amargura-se amargurado
Diante do poder e da glória
Daquele que – de um nada imaginado –
Transformou a vida em morte, no ápice da divina criação?!...
...E, diante do imortal – agora mortalizado –
Ganhou o prêmio de torturar, matar e extrair sempre a razão
De um ser (eu) condenado a ser – da gênese até então –
Um Miserável Ser Mortal Inacabado!...
A maldade maculou a inocência,
Forçando o Criador a deixar, de lado, Sua onipotência...
...Ignorar a Sua própria onisciência;
Dissimular não ter onipresença;
Não lutar pelos Seus próprios desígnios;
Mortalizar a quem Ele imortalizou;
E ainda, a Maldade, Ele premiou,
Dando-lha poder sobre a terra e
E sobre a inocência, a qual ela enganou.
No prélio entre a Maldade, Criador e Criação,
QUEM MAIS PODER OSTENTOU?...
A SÍNTESE DA VIDA
Nada
é
irremediavelmente
tão
obscuro,
tampouco
tão
nítido.
Entre
a transparência
e o não
óbvio,
reside
a síntese
da vida.
SÍNTESE DE NÓS
Algumas
vezes -
serenos,
pacíficos...
Outras
vezes -
inquietos,
impulsivos!...
Somos
um
misto,
afinal,
de brisa
e vendaval.
Que a síntese tem muito poder na poesia. Independente das regras estruturais. Sugiro que pensemos nisso: a poesia não precisa ser literal
Em qualquer explicação ou resposta evite a prolixidade, pois ela, diferente de uma síntese precisa, nem sempre nos leva ao entendimento e interesse.
A criação artística é a emancipação da consciência.
A consciência é a síntese da inteligência.
A inteligência é o arquivo da alma.
A alma é a porta-voz do espírito.
O espírito é essência da imortalidade.
A imortalidade é o conjunto infinito de todas as obras de arte.
A obra de arte é o começo e o fim da roda da vida.
No saber das estações...
O outono faz seu "duo" com a primavera...
Para planear o "gran finale"alquímico...
Entre o inverno e o verão...
"A síntese do saber universal que chega até você é o eco das suas buscas e pode ser percebida simultaneamente em algum lugar distante, neste exato momento, ou daqui a centenas de anos."
Que mistérios podem existir na planitude que sustenta essa imagem, que, de tão ordinária, é síntese de todas as mandalas, essa simetria líquida transparente de leque e luz? Que segredos teria essa ave, tão de novo e de velho nascida, de louvre e lavra tecida numa primavera parisiense? Que filigranas de inéditas emoções e sensações escondem essas penas que tingem o voo e nos ofuscam a dor?" O último verão em Paris, 2000
A MULHER DA MINHA VIDA
Ela foi a síntese de todas as mulheres que já conheci. A mulher da minha vida.
É isso mesmo. Não se tem só o “homem da vida”, mas também a “mulher”.
Permitam-me falar dela que, mesmo sendo um afeto muito pessoal, quero que todos a conheçam. A mulher que construiu meus alicerces e de toda sua descendência.
E ela ainda vive, basta procurá-la nas mãos doceiras e no jeito especial de ser mãe e avó de Eloísa; no olhar meio que severo e na fidelidade trabalhadora de Diana; na firmeza geniosa de Eliana e, em mim, em tudo que consigo ser de melhor.
Impossível se igualar a ela. Era e será sempre única, por isto imortal, feita de atitudes grandiosas e intransferíveis. Uma guerreira que viveu quase um século com dignidade e coragem. Comigo mais de quarenta anos de amparo, amor e doação. Um exemplo de vida, Com ela todos se sentiam especiais. Sabia validar cada um com a palavra certa. De porte pequeno e magro, comia pouco, quase nada, mas produzia fartura com suas mãos calejadas pelo trabalho árduo de todos os dias, sem se queixar.
Depois que ela se foi nunca mais o pão teve gosto de erva-doce, como o que ela fazia no forno à lenha, nem os doces cuidadosamente elaborados, sempre em fogo baixo para não queimar, ensinava ela. Nossos filhos, seus bisnetos, todos foram enrolados em mantas de crochê tecidas cuidadosamente, ponto-a-ponto nas poucas horas que dispunha para descansar. Tirava da terra quase tudo de que precisava para o sustento da grande família de quem era matriarca. Tudo que vinha dela era repassado de amor, carinho e doação. Poucas vezes a vi chorar. Não queria nos atingir com a própria tristeza para que nada nos perturbasse. Sentia-se responsável por nós, como zeladora incansável. E era. Quando ficávamos doentes , com um simples chá de erva-cidreira, um escalda-pés e um paninho quente no lugar da dor , nos deixava curados, prontos para voltarmos às travessuras no dia seguinte, como num passe de mágica. A magia da cura instantânea vinha do amor que colocava em tudo que fazia. Na verdade era o poder do amor e da confiança que tínhamos que assim estava certo e pronto.
Quando penso nela como mulher, não consigo colocá-la em nenhum parâmetro feminino que conheço. Foi mulher de um homem só e muito jovem perdeu seu amado. Falava dele e nos contava como era. Sem saber preparou nossa memória para que um dia pudéssemos contar aos nossos descendentes de onde viemos. Foi fiel à sua memória enquanto viveu. Não conheceu a vaidade, era simples no trajar e na forma de pentear os cabelos presos à nuca, brancos e lisos.
Se eu ficar falando nela, na vida que viveu, da fortaleza sensível que era, de seu legado de amor, com certeza teria que escrever um livro com muitas e muitas páginas. Acho que não conseguiria fazê-lo. Apenas quero homenagear esta mulher, que foi a mulher da minha vida e a sorte que tive em tê-la ao meu lado.
É justo que dedique a ela a singeleza do meu primeiro livro, à vó Geca, que mesmo sabendo apenas desenhar seu nome foi minha primeira professora e me ensinou, numa antiga lousa que fora dela a muitos anos, como escrever letra por letra todo o alfabeto.
Vó, te dou de presente minhas “CONVERSAS DE DOMINGO”.
Maria Alice
SÍNTESE DE NÓS
Algumas
vezes -
serenos,
pacíficos...
Outras
vezes -
nervosos,
agressivos!
Somos
um
misto,
afinal,
de brisa
e vendaval!...
A cultura, por definição, constitui-se como uma síntese das manifestações objetivas resultantes da faculdade cognitiva e criativa inerente à consciência humana.
A Verdade, ou Singularidade, não possui pluralidade, pois é a síntese das leis universais. As verdades relativas ou provisórias são apenas construções mentais passageiras.
Um ateu é alguém que fugiu da dialética por culpa, medo ou modismo. Criou uma síntese, ignorando a tese e a antítese; entrou em um labirinto escuro fechando os olhos, ouvido e os sentidos do corpo e do espírito e desesperado esbraveja - Deus não existe!
Em síntese, o livro das nossas vidas possuem apenas duas páginas, uma para os momentos bons e outra para os momentos ruins.
E em ambas está escrito:
"Isso um dia vai passar"
"A síntese da suprema hipocrisia: ser elogiado por gestos de subserviência ou consentimento, porém criticado ao se revoltar contra as injustiças.
Ao longo da história a balança que pesa o martelo nunca foi indiferente às mãos que desferem as marteladas."
- Relacionados
- Amor é Síntese
