Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
O meu quarto vai de piscina há poço
Quando estou triste mergulho
Quando estou magoada me afogo
Cada gota de lágrima é lembrada
Sempre me preocupo com o barulho
Más ninguém me ouve,então é tranquilo.
Um dia um senhor me parou na esquina de casa
E me perguntou o que eu acho da vida e o porquê de tanta tristeza
E eu não consegui responder pois naquele segundo,passou mil coisas na minha cabeça
E são coisas que até hoje não sei explicar .
Sabe...tudo que sai de mim é frieza
é rancor e eu não queria ser assim,
eu não sei perdoar,não sei amar,e as vezes até duvido que possa existir (O amor).
Queria poder estar escrevendo um texto sobre a paixão
Ou amizades,quem sabe sobre um grande romance melancólico,más meu peito e minha mente só absorvem dor e solidão,talvez eu nem tenha esse tal coração que segura as coisas boas e as prende para sempre.
A oralidade há tempos vem perdendo o seu peso, hoje em dia tem que ser tudo autenticado para ter valor, cível e infelizmente moral, na presença de cinco ou seis testemunhas, as palavras a cada dia estão mais redundantes e sem sentido, tanto os discursos quanto às pessoas. As declarações de manhã, já não se sustentam a tarde. Me lembro do meu saudoso avô, que não falava em parar de fumar, por medo de não sustentar a palavra, e quando o fez, foi sob o último cigarro que acendeu. Século XXI, onde a retórica perpassa a honra, ética e a moral, bem como a verdade.
Tem dias que os pensamentos me consome.
Tem dias que sou apenas lembranças.
Há dias que já nem sei mais quem sou.
Mais a dias que só preciso do seu olhar para me redescobrir.
MATARAM O REI -
Mataram o Rei! Há sombras pelo ar ...
Há nevoeiro sobre as Quinas da Nação!
Mataram a Alma de Portugal!
A nossa Pátria perdeu-se do coração!
A Coroa dos Heróis desfez-se em pó!
Passámos a beber do mesmo graal:
o cálice de D. Amélia, tão só,
qu'inda assim perdoou a Portugal!
E de que fibra fora eleita tal Senhora,
que de lágrimas desfeita, sem destino,
tendo ao colo, amortalhado, o seu menino,
entregou o Coração a este povo,
sofreu calada, recomeçou de novo,
dia-a-dia, triste, só mas sonhadora?!
Ricardo Maria Louro
Em profunda Admiração a D. Carlos, a D. Luis Filipe e a D. Amélia de Orleães.
D. Amelia:
"A dor cobriu tudo. Esvaziou-me o Espírito. As recordações desapareceram. Estou incapaz de chorar. Inerte."
Entre o verde das folhas e o azul do céu há uma imensidão de cores para serem descobertas! Abre a tua mente para as receberes.
HÁ UM MÍSTICO ♥´☆`♥
Há em mim um místico sentimento
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.
Há circunstâncias na vida que o silêncio é um grito plausível e gritante, que faz calar a boca dos imbecis.
Todos os dias há para tudo sempre um novo recomeço, uma nova luz e uma nova rajada de esperança pronta para te levar a caminhos novos e a corações lindos
E na Selva de Pedra
Há falsos brilhantes e luz escondida.
Há muitos solitários acompanhados.
Há celebração utópica de vida em sepulcros caiados.
Há corpos de estômago farto, de alma faminta.
Há juras de amor em janelas mecânicas,
e corações torturados pelo nada.
Há medo de partir e deixar tesouros perecíveis,
Mas o medo que impede é o mesmo
Que dá coragem para silenciar em morte sonhos de luta.
Há jovens velhos e velhos jovens.
Há sangue de resistência e cale-se da impunidade.
Há rios que não matam a sede;
Sua fonte é a amargura, lágrimas que levam a dor daqueles que tiveram sua alma e esperança despedaçadas.
Há nascer e renascer.
Há morrer e deixar de existir.
E na Selva de Pedra...
"Há razões para afirmar que o homem moderno tornou-se um imbecil moral.
São tão poucos aqueles que se preocupam com o exame de suas vidas -- ou que aceitam a reprovação que advém da admissão de que nossa situação atual talvez seja decadente --, que alguém pode se perguntar se as pessoas compreendem agora o que significa a superioridade de um ideal.
Alguém pode pensar que as pessoas perderam o raciocínio abstrato: mas o que esse alguém deve pensar quando testemunhos dos tipos mais concretos são colocados diante delas e mesmo assim elas são incapazes de perceber uma diferença ou tirar uma lição?"
CALABOUÇO (soneto)
Ah! quem há de amar, amor inconstante e criado
O que o coração sofre, e a poesia cria impotente
Sangra, chora, pena e arde o sentimento da gente
Nas lágrimas poetadas num recanto aprisionado
O pensamento escreve, e o desagrado fica ao lado
Catucando a alma com seu olhar tão descontente
Quando nos versos teria que ser o trovar diferente
E, insistente, se faz a melancolia hospedada no fado
Ó palavra pesada, rude, fria e espessa, que penaliza
Abafa a ideia leve, e do sonho põe-se num paralelo
Onde refugia a solidão, numa escuridão governanta
Quem pode achar a expressão tenra, tal afável brisa?
Que sopre rimas que nunca foram ditas, de teor belo
E venha ao amor confessar agrado preso na garganta!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/01/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
EM CADA TRAÇO
Em cada traço do teu rosto
Há uma estrela angelical
No hemisfério norte do amor
E em cada letra do teu nome
Há um verso rimado de mim
E quando de ti tenho fome
Tu convidas-me ao pecado
E em cada linha do teu corpo
Tem a luz o desejo da tentação
Que me devora num mágico sonho
Em cada gesto de loucura num poema
A Quase História.
A Troca de palavras virou conversa
A conversa abriu a porta há muito trancada
O encanto fez nascer prosa e poesia
Virou um conto
O conto?
Foi ganhando ares de história, história com h mesmo
Uma bela História que quase aconteceu
O tempo não foi amigo, a distância não favoreceu e, em algum momento, o coração entristeceu.
A História não se perdeu, não morreu, porque o sentimento é vivo...
Dizem que escreve a história quem ganha a guerra
Ao perdedor coube recolher os segredos e sentimentos nunca antes divididos, guardar e se ocupar de cuidar da porta, agora fechada.
Fechada? Fechada... Fechada.
Mas sobrou uma alegria, saber que o coração não foi partido, mas sim levado. Levado pleno, inteiro e sem arrependimentos.
Outros contos? Melhor não, daqui para frente porta fechada e trancada, alma anestesiada.
O poeta tinha razão: " navegar é preciso".
Tomando uma licença poética, " somente navegar é preciso".
O resto é ilusão.
Dizem que escreve a história quem ganha a guerra, como a História será escrita?
Não se sabe, como única certeza o vencedor ganhou o mais precioso tesouro, um coração íntegro, nunca quebrado, nunca colado, somente apaixonado.
O que ele vai fazer com esse coração?
O final da História também é ilusão.
Há de chegar o dia que toda lágrima secará.
As noites traiçoeiras se tornarão calmas e serenas.
As lembranças trancadas na alma para que nunca mais atormente.
O mais puro e verdadeiro amor que foi extirpado, sucumbirá.
E aquilo que foi tão forte e pleno se acabará sem ao menos sabermos o real motivo.
Há sempre uma possibilidade, um caminho, uma esperança e espaço para o crescimento espiritual.
É possível que as coisas dêem certo, SIM a gente precisa é de coragem para se amar muito, se aceitar e se tratar da melhor forma possível.
Se ame, se respeite viva bem!
