Sede
A sede persiste, insaciável em mim, oh Deus eterno. Somente em Ti encontro alegria sem fim. Nas voltas dos Teus braços, encontro o fim. A alegria em mim transborda, imensa. Nenhuma palavra traduz essa presença.
Em Teus abraços, como peixe na maré. Sem Tua proximidade, falta-me o porquê. Longe de Ti, meu rumo se perde. A esperança só em Teus braços verde.
Alegria é sentir-Te nos instantes, em Teus braços. Como peixe na correnteza, sem Teu calor, perco-me, sem razão, sem ardor.
Em Teus braços, descubro a calmaria. A alegria que em palavras se esvazia. Nenhum motivo, exceto Tua presença. Só em Teus braços, encontro a essência.
Em meu caminho, encontro buracos, pedras e montanhas. Nos buracos, encontro água e mato minha sede, as pedras uso para repousar durante a caminhada e é subindo as montanhas que consigo ver ao longe e corrigir minha rota.
Gaiola doida
O relógio parado
Fixado na parede
Não falta água
Só não tenho sede
A minha causa rara
Afirma-se em solidão
Sem perspectiva do amanhã
E o hoje sem a tal emoção
O velho sábio pensa
Indefinições que voam
Como pássaros embriagados
Sonhos que são lamentados
Nada é como outrora
O pôr-do-sol se extinguiu
Nunca pesquei naquele rio
Minha empresa já faliu
Antes de nascer eu previ
Na gaiola doida estaria
Segue então o rumo do baile
Fantoches em total monotonia
O meu esconderijo maior
Esconde aqueles sentimentos
Cada vez mais realçados
Num poço de lamentos
Não vejo as cores
Tal como elas são
O daltonismo cai
A luva serve na mão
Razão na pura emoção
Comoção sem sentir
Um amor que aflora
Na cova vou partir
Quase nunca nada
Jamais te conheci
Nada serei sem ti
Estrela da madrugada
Adeus ao navio negro
Leve todas as vítimas
Eu aqui ainda aguento
Mesmo sem carícias.
UNIÃO, CARÁTER, COMPANHEIRISMO, AFETO, CARINHOS, SENTIR SAUDADE, ALEGRIA, PAZ, DESEJO, SEDE E FOME AO MESMO TEMPO; DIZEM QUE TUDO ISSO SE CHAMA AMOR.
“Sinto uma sede que a água não aplaca. Sinto uma fome que dilacera minhas vísceras. Carrego todas as dores do mundo. Escuto todos os sons. Compreendo a todos, mas não compreendo a mim. Devoro tudo, sem jamais saciar-me. Essa angústia me consome e, ao mesmo tempo, me impulsiona. Sinto o todo, sem ser o todo. Sou paradoxo e antítese.”
“Quem dera se toda sede fosse aplacada com água. Aos sedentos por poder, vingança e ódio, o único cálice capaz de saciá-los é o de sangue.”
Teu olhar perfurante
Invade meu ser
Desperta em mim sede
Faz sofrer
Dor no coração
Descubro um balanço
Entre ambos
O oposto na ondulação
Não há limite
Nossos caminhos
Saíram do mar
Para terra
Fruto da nossa parte
Em representar a. Realidade
Cativante EA expectativa daquele coração que não se deixa abalar por uma simples sede por Aventura...
Que lindo e grandioso é o esplendor do Crepúsculo, E qual enigmático é para aqueles que o temem.
Pedir que a chuva pare é pedir que o sistema ignore sua própria sede; a oração é mais eficaz quando transforma a nossa vontade, não o clima.
Sobre Coisas Que Não Quero Mais
Hoje, terminei o dia com sede de mudança. Comecei por arrumar meu quarto. Não que meu mundo esteja resumido a ele, mas grande parte está contida nele. Lembranças, fotografias, roupas de festa, pijamas que me acompanham ao longo do dia, brinquedos que marcaram a minha infância, souveniers que ganhei de amigos (ou pessoas que nem reconheço mais), alguns sapatos espalhados, folhas e mais folhas reviradas – de pensamentos soltos.
Olhei pro canto detrás da porta e vi pôsteres enrolados. Passou uma tempestade de boas recordações em minha cabeça, de um tempo que eu daria a vida por alguns daqueles grandes ídolos. Mas o tempo passou... As paixões amadureceram e se tornaram apenas admirações. Refleti: Não foram as únicas paixões que amadureceram, e mudaram. Algumas perderam toda a sua força.
Decidi que dali em diante toda a minha vida estaria reestruturada. E aquela desordem, aquela bagunça teria fim.
Assim como as coisas, passei a encarar as pessoas. Pessoas que não quero mais. Não preciso que esteja ao meu lado quem quer me ver por baixo, quem quer sugar minhas energias ou enganar meu amor. Se tem uma coisa que já aprendi há tempos, bem antes dessa faxina começar, é que amor é tão sagrado que não deve ser desperdiçado. E eu não seria leviana com meus próprios conceitos.
Outrora aprendi a não amar por apego. Amor tem que ser diálogo, tem que conter resposta e mútuo interesse. Por hoje, aprendi que além de não desperdiçar amor também não desperdiçaria minha tão solene companhia. A partir de amanhã de manhã, só estarei presente na vida de quem me quer bem, de quem faz questão de participar do meu cotidiano, ou se não todo dia, que se sinta feliz em participar de alguns eventos. Não preciso que se doem por inteiro, mas que sejam ombro amigo sem maiores pretensões e sem eu precisar pedir.
Por mim, eu arrastava os móveis e os escondia com lençóis coloridos, lixava as paredes para tirar aquela cor pálida que o vendedor da loja de tintas conseguiu convencer a minha mãe a levar, e tratava de pintá-las de poá. Tão mais justo comigo mesma deixar o ambiente do jeitinho que eu gosto. Tão harmonioso ver que as coisas estão levando o rumo que eu gostaria que levasse. Mas aí pensei duas vezes antes de começar essa obra, e vi que certas mudanças não podem ser feitas da noite para o dia. Devem ser idealizadas, arquitetadas e agendadas, para que assim saia melhor que a encomenda. Porque mudar por mudar não significa evoluir.
Nós nos Hidratamos com água, e ela sacia a nossa sede. Com Cristo Jesus, nós nos saciamos com vinho, porquê o vinho se torna mais doce, e sendo mais doce, teremos mais sede e nos saciamos com mais água.
LUZ PEQUENA
(Bartolomeu Assis Souza)
Seus olhos revelam tanta beleza, tanta sede...
Chega mais perto, não tenha medo...
Revelas um jardim de flores no olhar...
Se soubesses o quanto em meu peito...
É intenso o amor que tenho por você...
Jamais buscaria outro amor...
Que mesmo na distância...
Não me canso de esperar...
Espero por você...
E quando você se aproximar...
Meu coração se alegrará...
E outro amor jamais existirá...
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Amém!
FANTASMAS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Meus fantasmas têm fome
Meus fantasmas têm sede
Meus fantasmas têm sonhos
Estátua amputada da minha infância
Busco a casa que aguarda
Sonhos que já não se sonha
O traço,
A caneta,
O rabisco, tudo reduz
Olho o horizonte que
Ameniza essa mágoa...
Uma garrafa de água, seca, alguém tem sede,
Mas o plástico do recipiente será reciclado,
Se ninguém jogá-lo no bueiro mais próximo,
Causando a próxima e (in) evitável inundação.
As massas nunca sentiram sede pela verdade. Eles se afastam dos fatos que não gostam e adoram os erros que os apaixonam. Quem souber enganá-las será facilmente o seu dono; quem tentar desiludi-las será sempre a sua vítima. Isto revela a vulnerabilidade da coletividade à manipulação e a resistência à verdade. Para mudar, é necessário cultivar o pensamento e a busca por conhecimento, valorizando a verdade acima das ilusões confortáveis.
