Sede
A música é o ar que respiro... é o sangue que corre nas veias e a água que mata minha sede. É amor... é paz... é alegria... e felicidade. Com ela me deito e me levanto. Ela é um privilégio e o dom que Deus me deu. É o alimento que preciso para sobreviver...!
As pessoas sempre buscaram o poder. Hoje querem ser famosinhas para um tal empoderamento. Na sede de agradar seleto grupo, deixam de ser reais e viram fantoches esquecendo se de quem são na verdade. Ao buscar a aprovação de uma maioria, elas se perdem, buscando coisas desnecessárias, que não fazem parte do mundo delas. Nesse frenesi, nessa ânsia insaciável de serem o que não são, se frustram, se perdem, e deixam de viver uma plenitude que lhes pertencem. "Não se importem com o que dizem ou pensem sobre vocês, busquem o que é teu por direito, o que foi reservado para você! E sejam plenos do que é seu!!"
G.M.
Este vento que me domina...
É a água que mata minha sede,
É a melodia suave que embala meus sonhos.
Este vento que me domina...
É o encanto de seus lábios,
É o som da sua voz.
Este vento que me domina...
É o seu caminhar ao encontro do meu,
É suas mãos deslizando em meu corpo.
Quero o vento que me encanta
E me faz adormecer.
Quero vento que me encanta
E me faz crescer.
Quero o vento que me domina
E me faz esperar por você.
Na minha fé muda,
a minha sede
pra parede mudar de cor,
me moldará apenas
co'mum excelente torcedor.
Amo muito tudo o que eu vivo...e vivo muito tudo o que amo e tenho sede e fome de vida e de aprender muito mais!
Quando o diabo recebeu os reinos do mundo para governar,escolheu o local da sua Sede de Governo e disse satisfeito:
-Aqui será meu futuro paraíso,Brasília! Hummmmm!
“O homem tem sede de destruição, não tem sensibilidade para “sentir” que as árvores só querem sossego.”
—"Sede da própria alma."
Voe anseiamente!
Desapegue de tuas quimeras.
Escute isso,
incoerente morcego.
Morda-me!
E faça de minha essência,
Relevância à estranheza
Voe inevitavelmente!
Enlouqueça!
Arda pela tentação.
Voe pelo breu vasto da carência.
Mostre tuas asas
trêmulas à degustação!
Desperte-se pelo deserto
de vastos lírios
da provocação.
Seduza os pobres
espíritos que
anseiam de obsessão.
Enojado de discrepâncias,
Logo,
Deves estar efêmero à tolerância.
Termino tua sede,
Vivido à
conscientizar tua arrogância.
(Autora; Sther de'Lavíe)
BEIJOS DO DESERTO
Ele, só lhe pedia:
- Dá-me um beijo, se não morro à sede...
E ia desfalecendo...
Aos poucos, morrendo.
E ela, ao lado dele, atirava:
- Quem vai morrer, não precisa de beijo!
Ele então tropeçou,
Aninhou,
Levantou,
E caminhou
E cada vez mais dela se afastou...
Afastou...
Mais à frente ele encontrou
Um cato no deserto,
Que depois de aberto,
A sede dele matou.
E então correu, como proscrito,
Correu pelo deserto infinito...
Já não quis o beijo que lhe matava a sede.
Depois chegou ela e viu o cato.
O cato, já estava seco,
De facto,
Mirrado,
Como um cão esfaimado.
Mas ela para matar a sede
Beijou o cato,
Pensando beijar os lábios dele
E morreu...
Do beijo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 24-11-2022)
Em meu caminho, encontro buracos, pedras e montanhas. Nos buracos, encontro água e mato minha sede, as pedras uso para repousar durante a caminhada e é subindo as montanhas que consigo ver ao longe e corrigir minha rota.
Gaiola doida
O relógio parado
Fixado na parede
Não falta água
Só não tenho sede
A minha causa rara
Afirma-se em solidão
Sem perspectiva do amanhã
E o hoje sem a tal emoção
O velho sábio pensa
Indefinições que voam
Como pássaros embriagados
Sonhos que são lamentados
Nada é como outrora
O pôr-do-sol se extinguiu
Nunca pesquei naquele rio
Minha empresa já faliu
Antes de nascer eu previ
Na gaiola doida estaria
Segue então o rumo do baile
Fantoches em total monotonia
O meu esconderijo maior
Esconde aqueles sentimentos
Cada vez mais realçados
Num poço de lamentos
Não vejo as cores
Tal como elas são
O daltonismo cai
A luva serve na mão
Razão na pura emoção
Comoção sem sentir
Um amor que aflora
Na cova vou partir
Quase nunca nada
Jamais te conheci
Nada serei sem ti
Estrela da madrugada
Adeus ao navio negro
Leve todas as vítimas
Eu aqui ainda aguento
Mesmo sem carícias.
