Sede
__LUA VERMELHA
Na fome, o peso da sede
em alívio confuso
esparja na boca,
contamina músculos
contundidos na face
toldada por fascínio
de híbridos, sentenciados
ao destino de fênix.
Sete estrelas do paraíso
emprestam seu brilho
ao olhar dos amantes,
em comunhão do tempo.
Corre água... Verte sangue!...
Escorre veneno na saliva.
Corre suor no vício lacrimejante...
E o riso copula com o pranto
leve, denso, adocicado.
No embate de vozes vorazes,
GRITO tudo!... Tudo
que o desconhecido supunha,
rasgando o céu a unha
na imensidão do proibido.
Piso na lua vermelha,
deixo meu rastro de libido.
Tenho Fé!
E
quando a
chuva chegou...
Deixei-me molhar.
Refresquei a pele seca.
Tinha sede.
Sede desse mar
que vem do céu.
Agradeci a Deus.
E vi quão forte
é o amor D'ele por nós!
Terra molhada.
Brotos das árvores.
Rios cheios.
Corpo fresco.
Ar umedecido...
Agora é só esperança,
pulsando no coração!
Tempos bons virão.
Tenho fé!
As lágrimas viram amendrontar tuas buscas e o medo ti fará fraco, mais acredite a sede sempre é saciada por quem tem sede, assim como o riso permanecerá e há de se fazer como troféu de vitoria.
Na hora da sede, as próprias mãos nos servem como cálice de cristal, por certo, esse é o principal motivo de mantê-las limpas, e afastadas das bactérias oferecidas tanto pelo desespero, quanto pela usura.
sou ar
e vento que suspira
no alento um beijo que morre,
desejo ser a água que mata tua sede...
no florescer da solidão...
A Mãe da Última Mais Nova
Gotejou em quem estava no colchão
E a flor de sede
Agradecia se afogando…
A mãe da filha
Olhando a última mais nova
Entristecida com o céu a irrigando.
SIM
Cobre-me
Com teu calor
Revela-te a mim
Pois tenho sede
Tenho fome
Fome de ti
Invade o meu corpo
Deseja-me
Dilacera-me
Domina-me
Aquece-me no Fogo
Que me queima
Loucamente
Na Vontade de sentir
A tua boca na minha.
haverei sempre de matar
a curiosidade, da gata aqui
a sede, de conhecimento
o prazer, da maldade
o tempo, com a minha ociosidade
a vontade, das coisas prazerosas
o cansaço, que me consome
a preguiça, que insiste em não me largar
a ideia, que me azucrina
a fome, alimentando a alma
o mal, com sentimento de amor
o sonho, porque ele será ser realizado
a dúvida cruel
o ódio, com amor(próprio)
de raiva, mesmo sem querer
e também haverei de morrer
de tédio
de agonia
de loucura
de indignação
na doce ilusão
dos meus pensamentos
e há quem diga que é de morte morrida
e muito bem sofrida
porque é de amor que quero morrer
e outros dizem que é de morte matada
onde muitos já me mataram em seu coracao
e eu também já matei muitos sentimentos
em legítima defesa, que me levaram
ao banco dos réus em minha justa consciência
e da morte me restou apenas a flor
por cima do meu jazigo de vidro
uma alusão aos telhados de vidro
da vida frágil e remota que temos
mas não temos saída a não ser por aqui
só sei que de saudade não quero morrer!!!
se desejamos a felicidade será que ela não existe, pelo fato de desejarmos , nos temos sede e existe água, se temos sede de felicidade, e a felicidade é desejo que um instante alegre seja eterno , a palavra de Deus promete a felicidade eterna, se existe a sede pela felicidade eterna provavelmente a palavra de Deus esteja certa.
Não sinto fome.. Não sinto sede.. não sinto vontade de fazer nada, só quero ficar no quarto e chorar.. porque toda vez que eu tomo alguma atitude.. só dá errado.
Não cabe a palavra Amor no que já se tornou banal e cotidiano. Amor é descoberta, vivência, sede de novos e imensos horizontes. Simplesmente não dá para prender o Amor em um vidro de conserva.
As massas nunca sentiram sede pela verdade. Eles se afastam dos fatos que não gostam e adoram os erros que os apaixonam. Quem souber enganá-las será facilmente o seu dono; quem tentar desiludi-las será sempre a sua vítima. Isto revela a vulnerabilidade da coletividade à manipulação e a resistência à verdade. Para mudar, é necessário cultivar o pensamento e a busca por conhecimento, valorizando a verdade acima das ilusões confortáveis.
