Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes
E eu queria mesmo é que ninguém pudesse ter mais ombros, sendo assim, eu não ficaria na falta de um para colocar minha cabeça sobre ele e chorar. Chorar chorar e chorar. Sendo que eu promenti que nunca mais iria derramar uma lágrima pelo que não fosse valer a pena. Mas minhas promessas todas são em vão, então esquece. Vou chorar.
Menestreis do requinte da etiqueta obtusa, embasada à nobreza sobre os ombros
Opróbrios de vultos da sobrevida dos calabouços da antiga elite.
Excludentes assim perpetuaram...emudecidos por séculos fomos!
Dados como moedas de troca, mercadoria sem valor, porém o tempo rei em
Aptidão encarregou-se de nos mostrar o caminho há liberdade... a Resistência!!!
" Estou exasperada de deitar a minha cabeça em ombros que poderiam ser meus para sempre, - mas que eu sei que serão só por alguns instantes, como se eu os houvesse alugado ou somente pedido emprestado a alguém. "
Os Galhos Da estrada(crônicas)
Os cabelinhos caidos sobre os ombros,olhinhos tão brilhantes,olhava a estrada,que tão triste e deserta se perdia na distância .
Lentamente se levantou e em passinhos miúdos começou a andar nas mãos trazia ,uma boneca que se arrastava ao chão,a sandalhinha ao meio do pé,o sol faiscava calor pelo ar.
As pedras de tão quentes pareciam se mover, os ramos queimados pela poeira, que vento trazia .Quase no escurecer percebeu que aquela estrada não tinha fim,pois se destinava em váris direções,e se perdeu.
Pensou em voltar.Porém que estrada daria a sua casa? A noite estava caindo, a fome já arrancava-lhe o estomago ,nimguem haveria se preocupar com sua ausencia;há muito tua mãe partira,deixando apenas teus avós,que de velhinhos nada quase se lembravam,teu pai nunca conhecera.
O tempo trazia os dias;os meses,e assim completava-se anos,crescia pelos matos.Consegui sobreviver,alimentando-se de qualquer coisa que lhe tampasse a fome.
Agora os cabelos já cobriam-lhes os quadris,trapos envelhecidos cobriam suas partes mais intimas,mais parecia: filha da selva,Uma princesa perdida de inocência,e do mundo lá fora.
Um peso nos ombros, como se todos os problemas do mundo se pendurasse neles. Uma lágrima, o rosto na esperança, e a fé na certeza de que todos os problemas vá se resolver.
A cruz que nos pesa excessivamente é aquela que não almofadamos aos ombros com o veludo da compreensão.
"Vez ou outra me ponho debaixo do chuveiro e deixo a água cair nos ombros só pra ter a ilusória sensação de que o peso irá escorrer pelo ralo..."
"Isso, vai, anda com os ombros sempre bem erguidos.
*Faz a borboleta ter vontade de pousar*.
E você nem desconfia que agora mesmo existe alguém de olho em coisas que nem você sabe. Alguém que sonha um dia te contar sobre seus próprios segredos - esses capazes de deixar qualquer um com toda vontade de pousar no seu ombro.(...)"
Gabito Nunes
Não existe um humanista sequer, que não carregue as agruras e o opróbrio da sociedade em seus ombros.
Deus, no momento em que o peso nos meus ombros me fizerem cair, como o Cristo carregando a Cruz a caminho do Golgota, que eu lembre de levantar o rosto olhar para o céu e acreditar que você irá mandar um Cirineu para me ajudar a continuar.
Deus que mesmo diante desse peso eu tenha o discernimento para enxergar e aceitar a ajuda do Cirineu, pois ele as vezes vem revestido de formas tão sutis que meu orgulho não me permite identificar tua mão me ajudando.
CleSantos
Tinha muitas ilusões nos olhos; depois teve que carregar em seus ombros: frustração, decepção e dor!
Fitei a face de um homem, com seus ombros caídos e mãos gastas e ali enxerguei toda a tristeza e sofrimento de seu povo, orquestrado pelas mãos de outros homens, más estes eram poderosos por escolha deste povo angustiante mente sofredor.
Tenho andado bem assim-assim, ultimamente:
qualquer que seja a cena, dou de ombros,
viro a cara, fecho os olhos e nem choro na festa.
Não consigo nem mais transformar um limão em limonada,
nem pegar o metrô para a próxima parada,
nem atravessar na estrada de contramão.
A vida banaliza-se diante dos olhos.
A morte parece-me uma chuva de verão.
O ódio um filtro solar de desilusão.
Tenho andado tão frio, ultimamente:
antes urrava contra a falta de educação,
hoje sonho com uma gota de alegria.”
Quando cheguei do trabalho o corpo clamava pelo sossego da casa vazia.
Os ombros espremidos feitos limões depois de um dia inteiro vivenciado no antes e depois. Nunca agora.
O agora pertence ao reino das pessoas bem resolvidas, do presente selvagem, da ausência de dores e dúvidas. Por isso tal lugar me é tão fantasioso e desconhecido. Estou sempre presa entre dois tempos. Meus limões e eu.
E a silenciosa ordem da casa vazia era a única coisa de que precisava para que o dia terminasse afinal. Não haveria ninguém me esperando, não precisaria contar como foi o dia, o que fiz. Tudo estaria no exato lugar que a mão desatenta deixou pela manhã.
Estaria… do Pretérito mais que perfeito condicional.
Condição em que eu teria encontrado a casa se tivesse deixado a bendita janela fechada.
Mas a mão (aquela mesma descuidada que nunca repara o que está fazendo) abriu a janela antes de sair e foi embora despreocupada como só as mãos sabem ser. Nem pensou em olhar a tempestade que se anunciava desde cedo no horizonte.
Suspeito, na verdade, que exista uma relação profunda entre mão e vento. É o que percebo toda vez que minha mão esgueira para janela aberta do carro quando ninguém está olhando. Estende-se para o vento que corre livremente do lado de fora, finge que voa enquanto o ar se espreme entre suas partes sempre tão guardadas por anéis.
Em todo caso, a mão não estava lá quando o vento entrou enfurecido procurando por ela. Raivoso brandiu com força papéis para todos os cantos, derrubou aquele vaso feio que ficava sobre a mesa, o único que aceitou receber a estranha planta que eu nunca sabia se estava viva ou morta. Agora entre os cacos de vidro no chão não restava dúvida: morta.
Os papéis que permaneceram sobre a mesa molhados pela água do vaso, o restante espalhado no chão.
As cortinas caídas sobre o sofá como se cansadas de lutar contra o vento e tivessem simplesmente desistido. Ficaram observando enquanto o caos reinava na casa.
Nada naquele lugar lembrava a paz que eu buscava quando entrei.
A mão primeiramente cobriu os olhos com mais força do que o necessário, foi se agarrando a cada osso do rosto até se prostrar entre os dente a espera de ser castigada. Respirei fundo e a coloquei em seu devido lugar ao lado do corpo.
Caminhei entre vidros, cortinas, papéis e flores que já estavam mortas muito antes do vento chegar.
No meio da sala olhei para as mãos descuidadas e famintas por vento. E por um instante me senti bem em meio ao caos. Não sabia por onde começar a arrumação e, sinceramente, não havia qualquer pressa para isso.
Soltei o peso dos ombros que pela primeira vez eram nada além de ossos, músculo e pele. Fiz um azedo suco com o saco de limões que carregava e bebi inteiro, sem açúcar.
E ali, cercada pelo silencio caótico que se estende após a tempestade não havia nenhum outro lugar em que eu pudesse estar. Só o famigerado momento presente e eu em meio a sala. Sós.
POETAS
Poetas, poetas, poetas...
Quantos poetas no mundo!
Sentindo o peso nos ombros
De amar um amor profundo.
Poetas, poetas, poetas...
Quantos poetas no mundo!
Feliz são todos poetas
Ou quem não é um segundo?
Digam-me, então, os poetas,
Com seu olhar mais fecundo,
Se agraciada é a meta
De ser poeta no mundo!...
Se for pra sorrir, quero sorrir ao seu lado.
Se for pra chorar, que seja nos seus ombros.
Se for pra brigar, que seja na cama ao seu lado.
Se tiver que pular barreiras, que você seja minha energia.
E se for pra eu morrer,
que seja no seu colo,
sentindo suas lágrimas frias e o calor dos seus seios.
Para que minha última visão seja do seu rosto,
dos seus olhos, e da sua boca que tantas outras vezes
beijei apaixonadamente.
E para que você perceba que eu em meus melhores,
piores e mais macabros dias,
te escolhi para até o fim da minha vida.
Pode chorar e desabafar comigo, faça dos meus ombros o seu conforto e seu travesseiro, e meu abraço a sua segurança.
Pai Nosso, me alivia...
(Nilo Ribeiro)
Pai Nosso, fortaleça meus ombros,
não me deixe jamais me entregar,
mesmo que eu esteja nos escombros,
ajude-me sempre a me levantar,
me dê Sua Mão para meu irmão eu ajudar
Pai Nosso, por mais que eu tenha pecado,
ajude-me a conseguir o meu ideal,
desejo pelo Senhor ser perdoado,
ser benevolente na vida espiritual,
e ser iluminado na vida material
Pai Nosso, Senhor do poder,
me ajude no meu caminhar,
me dê saúde para restabelecer,
e mesmo se alguém me magoar,
me dê sabedoria para eu perdoar
Pai Nosso, meu nobre Senhor,
não quero prejudicar ninguém,
quero sim distribuir amor,
ser bom filho e pai também,
hoje, amanhã e sempre, amém...
Pai Nosso, fortaleça meus ombros,
não me deixe jamais me entregar,
mesmo que eu esteja nos escombros,
ajude-me sempre a me levantar,
me dê Sua Mão para meu irmão eu ajudar
