Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
As vezes eu deixo meus sonhos caírem ao chão,perco por instantes ou por muito tempo as esperanças e as vezes me prendo na solidão
As vezes o escuro da noite me faz ver com clareça e ouvir com atenção as batidas do meu coração
As vezes eu não quero mais nada do nada,mais por fim querendo tudo e de tudo, sobretudo o mundo em minhas mãos...
As vezes eu só quero um abraço,um afago,um beijo molhado,uma ilusão
As vezes eu me perco em mim e não me acho e é nesses momentos que retiro de mim palavras,conselhos e eu me escuto, mais num escudo de proteção... As vezes eu tenho medo dos segredos que invade minha alma e quem nem eu sei ou as conheço e me bate o vazio da sofreguidão...
Eu amo,não amo,acredito,desacredito do mundo,de mim, e me vejo e me sinto sofrendo,talvez em vão.
As vezes eu qria somente acreditar em algo muito além de tudo que existe...ou talvez não exista...Estou sozinha,completamente sozinha desacreditada e sem paixão.
disseram que meus passos em falsos me levariam ao chão.
estavam certos. mas, ganhei um motivo muito valioso para me reerguer.
amigos ganhei, alguns eu perdi
atitudes mudei, mais forte me senti.
Uma maré de sangue se ondulou no chão da avenida silenciosa, meus cabelos pregaram no rosto, o primeiro tronco negro que avistei, envenenei com minha fraqueza, tempestade... Quantas gotículas pesadas caem sobre minha carne, alguém por favor ilumine essa ruela sórdida e absorva de mim o peso dessa cruz de madeira? Estou decidida a não errar mais... Partículas de odor e um tenebroso rangido de botas entrando em atrito com o chão me deixaram em alerta, a névoa nunca esteve tão vasta...
Fitei com dificuldade aquele corpo esguio que vinha em torno da minha direção trajando a tons sombrios. Insinuou medo, tive sensações déjà vu, uma afronta terrível de querer encarar o medo com ousadia. Mas corri, Porque o medo é algo fatídico, porque aquele coldre de couro na sua cintura, insinuava medo, não proteção. Rápido como um raio, empurrou violentamente os meus ombros pra traz, cai. Mas não inconsciente, sim sufocada com aquele macho em cima de mim! Soquei seus seios rijos em tentativas de um golpe, mas em frações, segurou minhas mãos sobre o chão crespo.
Quase obsceno de tão sedutor, dono de um jeito perspicaz, ficou clara sua sagacidade., DE NOVO NÃO... Sem ver, rolamos no chão de lama ralando o nosso corpo na avenida, eu estava decidida a não errar novamente, mas aquele macho gracioso voltou-me a aparecer novamente.
Como lagrimas minha raiva escorre
Transbordando minha solidão
Nesse chão frio me encontro
Meus sonhos todos pelo chão
Pensei que mudaria minha vida
Reescreveria minha historia
Mas Deus é tão cruel
Não me deu essa chance
Pra que rezar
Implorar
Se ele não responderia
Uma inútil como eu
Pra que pedir
Chorar
Se o meu sangue
Já não é mais meu
eu estou entregue a escuridão novamente
De noite
Escuto passos em meu quarto
Eu estou jogado para o demônio
Que saboreia minha carne com o maior prazer
Ser rejeitada por sua mãe
E esquecida pelo seu pai
Ser disputada entre as pessoas
Mas os verdadeiros não existem mais
Eu, sou apenas uma doce alma corrompida
Solitária no escuro...
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!
Hoje os raios do sol me surpreenderam
bailando no chão de minha cozinha...
Logo vi estavam prometendo
não me deixarem sozinha...
mel - ((*_*))
Escrevo todos
Escrevo todos os meus sentimentos
Procuro nas palavras o que sinto
O chão foge a cada minuto dos pés
Palavras escritas mal ditas da voz
Renasce um silêncio rasgado de dor
Cresce um vazio que em mim é vazio.
Escrevo todas as magoas e tristezas
Aninho-me em ti, sentindo o teu calor
Esperança guardada levada pelo vento
A parede que morre da árvore a morrer.
Incômodo desnecessário feito de lágrimas
Céu morto nascido parido no nosso inverno!
Eu me tranquei no banheiro, estava caída no chão quando você entrou, me pegou para sentir meus batimentos cardíacos.
Eu ainda conseguia te ouvir gritar "por favor, não me deixa. Espera eu ainda te quero, volta, eu ainda preciso de você"
O outono se foi. Deixou a beleza no chão para de novo fecundar. Meus olhos se recolhem na saudade do que foi. Da delicadeza quase abandonada das folhas, flores que se somam à terra vermelha.
A força do que se renova.
Foi nesse parque que conheci a gangorra, o balanço, o escorregador. E depois de tanto tempo as flores caem igual a cada novo outono. A gente muda e a natureza é fiel à beleza do que precisa permanecer para poder continuar gerando vida.
Que seja mais uma estação...
Minha família sempre foi humilde. Lembro-me que meus primeiros passos foram no chão "vermelhão" onde me via refletida. Observava desde pequena o empenho daquela mulher brava que passava horas na enceradeira deixando o chão brilhando.
Minha mãe é um exemplo de força!
A casa era pequena, de madeira, com um quintal grande e uma goiabeira que eu amava me pendurar. Certa vez desabei da goiabeira. Fixei os pés em um dos galhos e comecei a cantar Roberto Carlos. O galho quebrou e eu fui cantando para o chão. Me ralei toda e cantei até o fim; mas também, tinha medo dos seus galhos quando fazia alguma "arte". Era a primeira coisa que minha mãe pegava: a varinha para dar nas pernas. Já fui para o parquinho da primeira infância com vergões. Eu não era fácil.
Quando eu sabia que tinha feito algo errado, me escondia atrás da casa. Como se não houvesse amanhã, esperava passar a braveza da mãe para escapar da varinha, ou fazia desenhos com declarações de amor para amolecer o coração daquela mulher...
Quando a noite caía, meu pai sentava na área da frente e me ensinava a contar estrelas... Meu pai é um poeta calado que nunca escreveu ou declamou seus poemas. Eu o entendo. Olhávamos o céu juntos e de fundo eu ouvia a vinheta do Jornal Nacional.
Em dias de faxina, minha mãe colocava os discos do Roberto Carlos, (eu sabia todas), Abba, Altemar Dutra, Júlio Iglesias, que até hoje sei de cor a sequência das faixas. Fora os sucessos dos anos 80 num disco de coletânea. Era sensacional!
Sozinha, com o socador de alho (que pegava escondido), eu cantava no fundo do quintal. Criava as próprias coreografias, tinha público e tudo. (Imaginário, claro!).
Eu imitava meus pais porque nas missas e casamentos os via cantando juntos. Observava aquelas pessoas que os abraçavam no final dos eventos. Eu sorria e achava lindo! (...)
Memórias, delicadezas do tempo. Sou nostálgica e me alegro ao sentir tanto amor nessas lembranças. Tanta coisa aconteceu depois disso...
Gosto imenso de bordar detalhes. A beleza da vida se encontra naquilo que o tempo nunca apaga. Eterniza.
Eu tive uma infância feliz...
"Minhas costas
Estão sentindo
O frio do chão gelado
Os meus olhos fixos em suas mãos
Tremem
O pavor domina-os
O medo controla meu movimentos
Sinto a carne pulsar
O vento vindo da sala para a cozinha
Entram carne adentro
Adentra pelos ferimentos
Que ela me fez
A faca em suas mãos ainda respingam
Respingam o meu sangue
Eu disse a ela que daria minha vida
Por ela
Mas não que daria a minha vida
Para que fosse o joguinho dela
Meu peito queimou
Meus braços congelaram
Minhas pernas travaram
Meu coração
Tentando me manter vivo
Pulsa repugnantemente
Pulsa para dar
Ou tentar
Me dar um futuro
Mas nego-me!
Nego-me a continuar a viver
Sendo um simples brinquedo
Daquelas mãos malucas
Que não sabe dar o valor
Sinto que estou afundando
Preciso de alguém
Alguém que em sopre a vida
Que me ensine a olhar
O que me faz bem
Ela me chamava de urso
Quão forte era o meu amor
Eu a chamava de baixinha
Porque é por causa dela
Que eu não me machucava
Ela me dava um chão para pisar
Ela me dava a areia para pisar
Pra que eu não sentisse medo
Medo de continuar
E eu continuei
Continuei
Hoje sangro sem motivo
Choro pela razão da qual morrerei sem saber
Meus olhos tremem de pânico
Meu coração aos poucos
Covarde é
Mas ainda cuida de mim
E parando aos poucos de bater
Vê pelos meus olhos que temem o pior
Ela soltando a faca ensanguentada
Em minha direção
O sangue pela ultima vez
Respinga em minha pele
Antes de eu morrer de amor
A faca cai em meu peito
O seu corpo cai sobre mim
Ela como uma faca em suas costas
Sussurra suas ultimas palavras
Eu te amo
O meu julgamento final
Antes de morrer
Em sincronia com ela
Foi ter pensado
Que amor é esse
Que machuca tanto
E julga-se
Como amor
Por fim
Ela apertou os meus braços
Esperando minha resposta
Chorando eu disse não
Ela sorrindo
Falece me dizendo
Tu nunca soube mentir pra mim"
- John.
AMOR...
se tu necessitas de um broto de flor
te darei meus jardins
se tu necessitas de chão
te darei minhas nuvens
se tu necessitas de uma mão
te darei meu corpo
se tu necessitas de água
te darei meu oceano
se tu necessitas de voos
te darei minhas asas
se tu necessitas de afago
te darei meu ninho
se tu necessitas de beijos
te darei meus desejos
se tu necessitas de instantes
te darei o eterno
se tu necessitas de horizonte
te darei o infinito
se tu necessitas de ar
te darei os ventos
se tu necessitas se banhar
te darei meu mar
se tu necessitas de segundos
te darei meus templos
se tu necessitas de tempo
te darei meus silêncios
se tu necessitas de pão
te darei todo o cesto
se tu necessitas de estrelas
te darei meu universo
se tu necessitas de abrigo
te darei meu mundo
se tu necessitas de amor
te darei meu coração ...
Sempre te darei muito mais além
e muito mais que tudo
Sempre te darei o que devo
e muito mais que posso.
Sem pedires
Sem chamares
Sem me olhares
Sempre te darei ...
Só porque a ti pertenço
muito antes de existir .
Nasci para te amar
e ser tua amada .
És minha calma
És minha alma
És minha alvorada
És meu lindo poema
e de mais ninguém.
Eu te amo
Eu te amo
Eu te amo muito mais além ...
- Paula Monteiro
01/10/2016 - à tarde - 16:00
Por um instante senti o chão se abrir,quando olhei de longe e vi um outro alguém ao seu lado,meus olhos choraram,meus pensamento gritavam,e minhas mãos ficaram trêmulas em meios ao medo . E as perguntas eis que surge *você me estende a mão em um ato de cumprimento me olha nos olhos e minha voz não sai, não tenho resposta, só sei que meu coração dói...
Eu te desejo por toda a vida, não me contento só com uns instantes...nossos mundos separados por uma espera absurda.. porém para o AMOR não existe a pressa...
Não demore a chegar pois dói demais te amar....
MEUS PASSOS
Por onde, neste mundo, ando
Os meus rastros deixo exarados lá no chão...
E os meus passos são contados, incessantemente
E os meus atos calculados, cuidadosamente
E minha vida se desdobra em dizer sim ou dizer não,
Emudecer ou querer falar, sair ou então ficar...
E o meu grito faz silêncio nesse instante,
E o meu silêncio grita alto incessante,
Perturbando, gradativamente, o sono
Dos que contam os meus passos
E calculam os meus atos, mas...
Me admiram mesmo sem querer!...
AUTOR: Sivaldo Prates Ribeiro
Vi paredes transparentes, um chão que cedia; no fim, tudo era deserto, os grãos de areia eram meus melhores amigos, o meu Deus: minha atmosfera. enfrentei minha fera, às vezes ela se liberta e me deixa preso na cela. O mau aluno virou um bom professor; eram vivências de uma vida que transformavam um sofredor. A vida é fácil pra quem? Se morremos a cada dia, seja o dinheiro que for; no fim, somos carcaça, o que move é o espírito, consciência ou inconsciência, planejamento ou coincidências - é tudo questão de fé, imaginação, ou ciência. É difícil permanecer no espaço. Procurei nos outros aquilo que move meu ser, olhares são desejos que nos motivam a viver. Agitei minhas correntes, a liberdade é um sonho. O paraíso é um bônus, o inferno é um ônus.
Mais um dia presa com meus pensamentos, sentado no chão observando a parede e pensado ,o porque de tudo isso.
