Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Tu me chamas sobre muitas águas, onde meus pés podem falhar, mas aguento em fé. E por Teu nome vou chamar, e por cima das ondas vou olhar, e se a maré subir, no Teu abraço eu ficarei e forte permanecerei, pois eu sou Tua, e Tu és meu! Tua graça vence o meu pecado, pois Tu és meu Deus, és meu guia. Se o medo e o caos me cercarem, eu sei que Tu não falharás! Leva-me ao Teu refúgio, onde me salvas, guia-me a uma confiança sem fronteiras, pois quero andar sobre as águas, até onde queres que eu vá, até onde me chamares. Faz meus pés inabaláveis na jornada e chegarei a uma fé sem fundo. Serei firmada na presença do Meu Salvador!
Os meus pés de frutas
Lembro da minha casa de varanda
lá pelas terras do Conforto,
onde eu brincava na rua
e minha maior preocupação
era me livrar das "correadas"
(que naquela época eram permitidas),
que minha mãe, por certo me daria
depois de mais uma traquinagem.
Era uma casa bem grande e com quintal,
onde um pé de manga e um abacateiro
também faziam morada. Mas a goiabeira...
essa morava no quintal da vizinha
e me obrigava a "trepar" no muro
para roubá-las.
Um dia...
depois de ler "O meu pé de laranja lima",
quis ser seu protagonista (amei a ideia dele)
e amarrei uma cobra(de brinquedo) no cordão.
Me julgava mais esperta que o Zezé,
só não sabia que minha mãe também o era.
Os vergões das lambadas (e não era a dança)
ornamentaram meus "gravetos" e meu bumbum
por um bom e dolorido tempo.
São tempos idos e encantadores
que de vez em quando me puxam pro passado
e me levam de volta para a minha casa de varanda
lá pelas terras do Conforto...
(Nane-09/12/2014)
As chamas já lambem meus pés
o medo de queimar, se foi
veio com ela
o desejo de ir
ao invés de embora
o de ficar na vida, agora
Nunca uma dor foi tão bela
nem vai
minha agenda que nunca foi minha
escrevia sozinha
o nome dela
Hoje sou poeta
me tornei pela dor
do amor
que nunca senti
mas vivi
dos olhares
que ao me julgarem
amaram alguém
Ironia
um poeta que nunca amou
talvez de dia
nunca amei
à noite
meu pássaro canta
se encanta
das dores que deixei
Nunca aprendi a poetizar
só pensei num dia
que na noite fria
eu queria uma companhia
para amar
Amei
a poesia
e amo
de noite
de dia
principalmente na madrugada
que ela vem embriagada
e eu também
Eu também
amo ela
A poesia
e a menina que cuida dela.
Aprendi a andar descalço, sem que as pedras do destino ferissem meus pés expostos.
Aprendi a viver sozinho, mesmo na escuridão se abre um novo caminho.
Aprendi a sorrir para dor, seja ela o tanto dolorida for.
Aprendi que algumas amizades são passageiras, apenas apagam a poeira.
Aprendi que é difícil um amor de verdade, pois a maioria aproveitam de sua ingenuidade.
Aprendi que dificuldades são sazonais e que Deus sempre nos salva nos finais.
Aprendi que algumas pessoas são ingratas, mas sempre tem as que te abraçam.
Aprendi a ver injustiças e maldades,
que nao deixaram saudade.
Aprendi que na vida temos chuvas e temporais,
mas também Arco Íris e esperança demais.
Aprendi que alguns te fazem chorar,
outros te fazem sonhar.
Aprendi a dor do sofrer,
mas também o sorrir de viver.
Aprendi que o próximo devo amar
para poder me libertar.
Aprendi que devo perdoar simplesmente,
aquele que trouxe a tristeza para gente.
Aprendi a aceitar minha vida,
mesmo que um pouco sofrida!
Sergio Fornasari
Sou forte
O suficiente
Para
Caminhar
Com
Os meus
Próprios
Pés
Verdadeiro
Suficiente
Para
Demonstrar
O que
Sinto
Humilde
Suficiente
Para
Ter
Simplicidade
Na alma
Coragem
No
Peito
E amor
No coração..
Me calço de fantasias, me visto de flores...no meu caminho: versos, luzes, amores. Aos meus pés a beleza do tempo, a poesia dos ventos...rosas, cores.
Se eu encontrar um paraíso perdido,
E nele construir fortunas,
E o mundo se curvar aos meus pés.
Para nada servirá se todas as glórias, não sejam
Frutos para amadurecer e ter como fonte de inspiração
Para ajudar o próximo.
É impossível esquecer meus pés moldados no barro, do abrigo em um barraco, da escassez de alimentos.Como não lembrar dos brinquedos que tanto queria, das roupas recebidas, dos sapatos que espremiam os pés. Hoje não questiono as provações, agradeço de coração a Deus que concedeu-me uma família, e mostrou-me que o valor esta na vida, no amor e na compaixão.
VELHOS SAPATOS
Meus sapatos velhos
de couro secado
aperta meus pés
por todos os lados.
Já não tenho careta
nem rugas na testa
até tento andar certo
mas o couro infesta.
Meus sapatos velhos
contem certo cheiro
me dá uns apertos
me doendo inteiro.
Causa dores no cravo
e frieiras nos dedos
arranca-me sorriso
pra manter o segredo.
Antonio montes
Meus pés na terra úmida
As mãos sujas de barros
Misturando a terra
O ar húmido e cheiroso
Do verde, das flores
O sol nos ombros a bronzear
Sentindo seu calor sem queimar
As abelhas que zunem para lá e para cá
Procurando do néctar
As borboletas que pairam no ar
Desafiando o vento
Meu respirar parece entrar em harmonia
Formando um conjunto de seres
Tudo isso só me faz lembrar de uma coisa!
Seu amor continua em mim
Se assim não fosse
Como perceberia tanta beleza ainda na vida.
BCP-14/07/2016
'Meus pés' me levam para estradas com muitas respostas; em ambas as margens; diferente de 'meus pais' que jamais trilharam estradas tais, e, por isto mesmo, eles nunca têm respostas.
POR ENQUANTO
Levanto meus pés
Alcanço o teu pescoço
Ah, como quero a tua boca, moço!
Estou sedenta de ti
te quero aquém de mim,
e te querendo assim,
amo-te além de ti!
Além do que tu és
E pelo que não és
Independente de quem tu és
Amo-te por tudo...
Pelos abraços que me destes
e pelos que negastes à mim.
Amo-te pelo teu calar
e pelos gritos de tua alma,
quando, desenfreadamente faz amor comigo
Nada me importa além dos teus braços,querido
Neles cabem todos os meus sonhos...
Então não penso
Sinto...
...E sinto tanto!
E o que tenho, tenho agora
Amanhã não sei se virás,
nem quero saber
... Se não vier,
sofro
Mas sofro amanhã
Então...
Enlaço-te nas minhas pernas
e te tenho.
Enquanto posso...
Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)
Meus pés sempre estarão nas estrelas, meu coração em um por de sol. Minhas mãos sempre estarão por perto preocupadas em semear sonhos disfarçados de sementes.
Enquanto meus pés e minhas mãos tocarem o solo da terra e tudo que nela possa existir, lembrarei que sou somente pó, e que ao mesmo retornarei algum dia, e assim sendo não sou melhor ou pior que ninguém, nem mais ou menos que ninguém, pois a mortalidade é a prova do quão frágil somos.
Sorrir
quando tudo parecer escurecer
e desandar
Sorrir
quando meus meus pés estiverem
exaustos de recomeçar
Sorrir
quando quando a paz
demorar de me abraçar
Sorrir
quando o vazio insistir
em meu peito residir
Sorrir
quando a maldade do mundo
tentar me ferir
Sorrir
quando a tristeza persistir em
minha alma morar
Sorrir
quando um amor demorar
pra chegar
Sorrir
Quando alguém me fizer
chorar
Sorrir
Quando os espinhos
da vida insistirem me desflorar ...
Sorrir
Porque só assim ...
Todo o mal que chegar até aqui
conseguirei derrubar.
ALUCINAÇÃO À BEIRA-MAR
Um medo de morrer meus pés esfriava.
Noite alta. Ante o telúrico recorte,
Na diuturna discórdia, a equórea coorte
Atordoadoramente ribombava!
Eu, ególatra céptico, cismava
Em meu destino!... O vento estava forte
E aquela matemática da Morte
Com os seus números negros, me assombrava!
Mas a alga usufrutuária dos oceanos
E os malacopterígios subraquianos
Que um castigo de espécie emudeceu,
No eterno horror das convulsões marítimas,
Pareciam também corpos de vítimas
Condenadas à Morte, assim como eu!
