Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Rastro de luz
No soprar da luz, faíscas iluminaram os meus pés,
Então, veio a resistência e eu continuei a caminhar seguindo os rastros da luz.
E se acaso eu tropeçar
Sei, me segurará
Se cansar os meus pés
Um colo me dará
E me carregará... Tiago Cardoso
Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.
Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...
Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.
Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.
Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.
Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.
E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.
Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.
Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.
Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.
E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.
Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta
2775 📜 Minha 'Cã' sempre trazia um pouco da ração dela e largava junto aos meus pés. Era a forma que ela encontrou para me agradecer, seja lá do que for: Que graça, Minha 'Cã'.
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Adoro 'cãs', cãos, gatos, cavalos, patos, marrecos e todos os Animais, exceto aqueles mosquitos que matam-nos... Ou tentam!
Aqui na beira desse mar, me sento na areia fofa que insiste em esconder meus pés. Talvez seja por ver-me sem fôlego e queira me dizer que aqui tenho que voar!
Quase sempre meus defeitos se sobrepõem às minhas qualidades.
Quase sempre meto os pés pelas mãos, mas sempre prezo pela verdade.
Meus pés caminharam por tantos lugares. Entre vielas e becos que, de tanto caminhar aprendi a superar os calos e agora só ando de salto alto, me equilibrando entre as ladeiras e caminhos estreitos com a chance, desses pés cansados acharem a cura.
Meus pés cansados pediram arrego e assim estagnei, parei de caminhar procurando um caminho certo que ninguém do aeroporto saberia me dá. A dúvida paralisa e a gente fica esperando aquela coisa incerta, que uma hora pode ser que venha ou pode ser que não, quem vai saber? E essa minha intrepidez, tenho que admitir. Já me paralisou muito. Mas cansei das madrugadas em claro, olhando pra tela do PC, pro teto, pra debaixo das cobertas e nada encontrar. Meu desespero não vai te trazer de volta e nem os meus desatinos vão ajudar a preencher o vazio. Fecharei os olhos então, pra não vê o que doe. Vou andar por esse horizonte, não por caminhos incertos, mais em busca da minha sonhada felicidade e vou te esquecer.
É cedo.
Caminho devagar, cabeça baixa, quero ser só.
Vejo apenas meus pés avançando, um depois do outro, um depois do outro...
Não quero ver para onde vou, a touca do meu blusão diminui meu campo de visão.
Nem o Sol nasceu ainda e a lua se despede.
Não há vejo, mas sei que ela está lá, sua energia, sua luz, sua presença me incomoda, quero estar só.
Sinto figuras ao meu redor, sinto sua energia, (medo, dor, raiva), elas não me amedrontam mais.
Sinto inveja da cegueira das pessoas, a cegueira que vai além da física.
Continuo...
Passos estreitos, tenho medo de chegar.
Quero estar só.
Então porque não consigo?
A PORTA
Sempre esta porta todo dia na calçada
É posta logo onde estes meus pés vão pisar
Faz simplesmente seu dever como uma porta
O meu progresso no regresso atrapalhar.
É sempre porta, esta nunca foi janela
Se a abro bruscamente me vejo na rua
Não tem uma tranca e se rompeu a taramela
E me cancela o encontro com a lua.
Um dia porta eu me perco a paciência
E me abstenho de querer te respeitar
Lanço-te fora e aproveitando sua ausência
Encontro um novo mundo pra poder morar.
E se acaso lá no meu fundo sertão
Onde escolhi para de ti me esconder
Houver mais portas dentro deste coração
Então eu volto e me caso com você.
" Me sinto livre, corro pelas areias brancas, mal sinto
os meus pés tocá-las, quase flutuo. No horizonte o pôr do sol como companheiro, e às águas calmas do mar no seu vai
e vem preguiçoso."
"Um pedido"
As ondas molham os meus pés descalços
Elas vem e vão...
No pensamento um pedido
Que elas levem para longe,
as lágrimas que eu chorei em vão.
E tragam de volta o meu sorriso!
A carta que nunca entreguei
Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mais de nós dois. Te quero sendo comigo. Me diga, me mostre, me olhe, me ame. Canta outra vez no meu ouvido que quer o nosso bem, que faz tudo pelo nosso amor. Não perca o costume de me desequilibrar, muito menos de me segurar no último instante. Contorna meus lábios com teus dedos e para bem na ponta do meu nariz; me olha bem no fundo de mim e diz com aquele teu olhar o que sempre me disseste.
Dia desses, antes de dormir, percebi uma coisa. Pensei que o amor fosse meu, mas não: é todo teu. Guarda com cuidado, num canto escondido qualquer que seja. Lembra dele, vez ou outra. Olha.
Sente saudade,
como eu faço.
Se uma lágrima talvez caísse dos meus olhos
Se um rio de lágrimas existisse em meus pés
Você construiria uma ponte para me ver sorrir?
Me quebro
Me corto
E sangro
Com meus próprios
Pedaços
Ando aos pés descalços
Me corto
E sangro
Com os pedaços
Que deixei no chão
Às vezes vejo pedaços
Me jogo à seus pés
Me quebro
Me corto
E sangramos
Somos iguais
Não tenho toda a força
Vivo em tentativas
Sob minha pressão
Estou em minhas próprias mãos
Cortadas, quebradas ou não.
