Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Grito (do cerrado)

Corações cerrados
devaneados
no chão vivido
torto, ressequido
árido
e empoeirado.
Que crasta
arrasta
queima
sem dilema...
Pari alarido
sofrido
num socorro
caldorro
de miseração,
num grito a destruição...
Chora o cerrado
devastado.

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O verdadeiro tamanho de um homem só pode ser avistado quando este se encontra no chão!

Inserida por pastoreinaldoribeiro

Ter fé é estar equilibrado mesmo na ausência de um chão para pisar!

Inserida por pastoreinaldoribeiro

Papel e Tinta

Laivei o meu pincel
no cinza do cascalhado
no entardecer fogueado
no chão ressecado
no desbotado areado...
Laivei o meu pincel
na luz do horizonte
na sombra atrás do monte
no suor da fronte...
E no branco do papel
vão aparecendo inquinações:
de folhas secas, chão árido
amarelados ipês, buritis, ar cálido
pequis, céu divino e estrelado
num desenho do cerrado...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Tudo

Tudo,
são metamorfose,
e também sanhudo.

Se é grão, se é chão,
criador e criado,
do todo, expressão,
desamor e amado...
Porém, se é do coração,
o afeto é apropriado,
e a poesia eterna canção...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 26 de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

região

chão árido cascalhado
de tradição e moda de viola
à alma consola
coração do Brasil
- Goiás do cerrado...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

versos do cerrado

chão agastado
ressecado poema

canto empoeirado
ventos em trema
no estro grudado

do cascalho sangrado
inspiração extrema
dum pôr do sol encovado

num horizonte com fonema
e galhos tortos poetado
no sertão árido com dilema

num cântico sulcado
dum poético ecossistema

choram os versos do cerrado

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Mutante

As chuvas que vem e vão
sobre a sequidão do cerrado

Dos ipês, atapetando o chão
enfeitando o pasmo encantado

No horizonte o céu encarnado
flor de pequi e buritis na enseada

Trafegam entre o pó ensebado
dos galhos, folhas e cor desbotada

Na vastidão as luas de prata
das noites cheia de tudo e de nada

E nesta estrada tão pacata
mutante o vem e vai da esplanada

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

vai um cafezinho?

há no cerrado um gretado
ali ressequido, árido chão

no verão ele é molhado
no inverno devastação

sem a cor do encantado
mas encanta a fascinação

ele tão pálido, incendiado
insiste em renovação

aguerrido nosso cerrado
dedicado o nosso sertão

hoje todo cafeinado…
põe açúcar ou não?

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
quarta 16/10/2019
Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO SUPLICANTE

Amor, o meu plangor rasga o céu
Como lavradores no chão inviolado
Querendo arar o peito aqui calado
Com o teu olhar, e no teu amor, réu

Neste universo dum amor imolado
Escrevo sentimento neste cordel
Triunfante e tão cheio de tropel
Que faz o pensamento enevoado

Venha ver as emoções deste anel
De luz, quantidades e, de agrado
Num vento de virtude, nunca infiel

E entre muitos, o meu a ti destinado
É fulgor transparente, sem ser cruel
Apenas a sorte de amar e ser amado

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
16'00", janeiro de 2016

Inserida por LucianoSpagnol

Caminhei entre os cascalhos da vida...
No chão árido e arbustos tortos, do cerrado,
me arranhei em espinhos e colhi margaridas.

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO VAZIO

Meu cerrado, distante dos amores
Que me vê chorar no teu chão árido
Singrando entre cascalhos, e flores
Em uivos de dor no peito afluído

Em tal saudade, que tira os vigores
Da alma solitária e coração ferido
Imersos na tristura e pesares tutores
Da falta do afeto no passado perdido

Aqui na soleira do cerrado, temores
Com um assustado olhar esvaído
Olhando o horizonte que exala odores

De um velho sonhador de sonho diluído
Na solidão de secos sabores, incolores
Duma nostalgia, aqui pelo vazio fruído

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CORTEJO

De que vale evitar a morte, indesejada
Se para o silêncio do chão é o fado
Pois, o que parte, no óbito é calçado
E com solidão a personagem é levada

Com que cortejo desfilar no cerrado
Se o culto deveria estar na jornada
No forrar o cascalho da árida estrada
E não suspiros ao morto derramado

Que importância terá a vida finalizada
Se o elo no amor, então, não foi selado
E tão pouco, a vida, daquele, foi amada

Pra nada adianta ter tarde vazio agrado
Se de volta ao pó, a alma é consagrada
Deixe as rosas de lado, e avance calado

Luciano Spagnol
Agosto de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Vidão

Ramerrão na estrada
De chão cascalhado
Casas na beirada
Na beira do cerrado

Passa lento a lentidão
Devagar que dá canseira
O vento sopra mansidão
No cerrado de lombeira

Pasmaceira de vidão...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Passo a passo

Eu vim passo a passo errando
Parei no cerrado, hoje solitário
Chão árido, místico templário
Me vi na sorte contemplando

Então pus asas no imaginário
Em vagidos ocos, murmurando
E como peregrino venerando
Em silêncio, orei neste sacrário

E assim o meu poetar ficou perdido
Entre sonhos aos sons estradivário
Devaneando em suspiros indefinido

Já fiz o que vim fazer, involuntário
Fui nobre reverência e saio provido
A alma cheia de um amor solidário

Luciano Spagnol
Maio, 24 de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Ele conserta coisas. E, com esse álbum, ele está consertando o buraco no chão.

Inserida por pensador


Um dia de chuva é mágico. O som da chuva caindo no chão é como uma melodia suave, que envolve meu corpo e meu espírito. A chuva traz consigo uma sensibilidade especial e um sentimento de paz. Nesse dia, posso escrever minhas poesias mais profundas, aquelas que meu coração quer ouvir. A chuva é a melhor companhia para escrever, trazendo consigo uma energia especial que me ajuda a expressar meus sentimentos. Com as gotas de chuva, posso sentir o sabor da tranqüilidade e do amor. É um dia para escrever, refletir, e desfrutar da chuva.

⁠Poema: Uma Oração ao Senhor

Senhor... Luz que rompe a escuridão
Mão que nos ergue do chão.

Senhor... Água abundante no deserto
Olhos que nunca saem de perto.

Senhor... Fogo que aquece os corações
Abraço que agasalha nas aflições.

Senhor... Amor que cuida da gente
Pai que sempre se faz presente.

Inserida por Opoetadosertao2023

Quem faz do amor seu teto, concebe como abrigo até o chão de seu relento!

Inserida por pastoreinaldoribeiro