Sapato
O SAPATO
Marquei o traço do passo apurado,
do sapato seco.
Partia torpe no calor, eu o via árido
no beco.
Quem o calçava passava aperto
naquela fuga.
Era a gravata cara voada ao vento.
Era ruga.
Olhos famintos, não minto, suando,
sem rumo, sufoco!
Atenta doutro lado, a vida, passando
o pisado oco.
Não esqueço o dia daquela trajetória ruim.
Tempo que passar.
Marquei-o tanto na memória, que a mim
doía caminhar.
Título: Caneta, de Arquiteto.
Roupa social.
Sapato, e bota.
Rosto sério.
Material, de construção.
Ferramentas.
Livro.
Engenharia Civil.
Universidade. Mochila.
Transporte, para carregar o material.
Aprender, sobre construção. Vídeo.
Muito, trabalho duro.
Trabalho, de formiga.
Um dia, de cada vez.
Um grupo, de pessoas.
Vários tipos, de materiais.
Limpeza.
Matemática.
Empresa, de construção.
Cimento cinza.
Caminhão.
Mecânico, de caminhão.
Tem uma pedrinha no meu sapato,
incomoda,
pinica meu pé,
sinto uma leve dor.
Minha jornada é longa.
Se eu tirar a pedrinha agora,
vou perder.
Então terei que suportar essa pedrinha.
Quem sabe um dia poderei tirá-la.
Por enquanto, vou suportando essa pedrinha
porque minha perda seria maior.
Pés descalços,
Calçados,
Com chinelo, coturno, tênis, tamanco,
Sapato de salto alto, sandália, e bota de falso couro,
E o que mais se tem nestes metros quadrados,
É pé rapado meu senhor dos desafortunados,
Sujos, soltos, cansados, presos e amarrados,
Me socorre de tanta pisadura dura,
Que nossa alma quase desgraçada,
Está descalça e sem doçura,
“A teimosia é um pejorativo que castiga, pois insistimos em usar um sapato que machuca.”
Giovane Silva Santos
Por trás do novo cabelo, da nova roupa, do novo sapato, da maquiagem e de toda a mudança de visual, cheque apenas se o seu caráter e a sua essência permanecem intactos.
Reflexões sobre o ocaso I
Vestiram-me um paletó preto,
Calçaram-me um belo sapato.
Senti-me importante.
Era a primeira vez
Que calçava sapatos.
Quando precisei, não os tinha.
E para onde irei
Não precisarei usá-los.
Eu penso em você toda hora,parece um chiclete que gruda na sola do sapato e não quer soltar mais,também como um aroma de uma flor que pra mim se torna único e especial.
"Vá ao gemba todos os dias. E quando for, não gaste a sola do sapato em vão. Você deve voltar com pelo menos uma noção do kaizen".
"Os Bobo Útil!?sempre será o capacho e a sola do sapato de Marx..."assim como Stalin e outros Bobos Úteis foram a destruição de milhões de pessoas do Nosso planeta;e ainda alienar a mente de jovens ao uma liberdade controlada pelo estado e o pensamento Gabarola de pensadores modernistas fracassados com sua motivação falida...."
Já caminhei muito
Em chão de barro e no asfalto,
Sapato baixo ou alto
Chinelo de dedo ou descalço
No conforto ou no percalço.
Andei de pressa, andei mansinho
Quando fazia calo
Era hora de parar
Cuidar das feridas
E voltar a caminhar!
A vida é continuidade
Nunca para
Tudo se aprende no caminhar
É só observar!
Falta de humildade e o orgulhoandam junto em uma linha tênue, mas quando o sapato aperta até a ponta é cortada pra dar folga aos dedos!
”Insistir na mulher errada é que nem você usar um sapato apertado só porque é bonito, você acha q um dia se ajustará, mas nunca vai servir direito, e só vai te machucar”
Nem sapato curte a caixa. A mágica acontece sempre fora da caixa. Pense, veja, ouça, sinta e ouse fora da caixa.
Prisão Perpétua
suspenda a festa,
doe o vestido, o véu
o sapato e a grinalda,
recolha o tapete
vermelho, vermelho,
a luz seja apagada
cancele o sonho,
aquele sonho único
capaz de redenção,
escondo no escuro
da solidão, esse Amor
tornado em opressão,
esqueço de tudo
da busca frustrada,
Amor não vivido,
de mim mesmo
da vida, pra sempre
ficarei esquecido,
a prisão perpétua
em última instância
condenado em instantes,
Amar sem medidas,
poesias de versos rotos,
meus graves atenuantes,
perpetrada a condenação
de meu crime cometido,
Amar o Amor não vivido..
