Sal
"O ciúme, como o sal, dá o tempero, no entanto seu excesso é o passaporte para a morte de uma relação que nasceu para durar, onde a confiabilidade é “conditio “Sine qua non” para uma vida a dois, saudável e produtiva"
O Mito que o Mundo não Conheceu
No fundo ainda sou aquele garoto,
Que sonhava em ser herói,
Salvar a ninfa, abater o nefasto,
Um garoto com um hobby que não dói.
Entretanto, a ninfa não me quis,
Mas ainda nos trombamos,
Nossos olhos se fitam, ela diz:
Como vão os seus planos ?
Respondo: vão bem e vós ?
Completa: eu também.
A isso se resume o veloz
Contato apaixonante que a gente tem.
Sou o sapo que não foi beijado,
Um sapo desencantado.
Já o nefasto, subestimei-o;
Se promoveu e saiu.
Quando foi transferido
Do departamento, gargalhou e riu.
Encerrou-se aí o grande confronto.
O heroísmo me levou a um cortiço,
Afastado, mal localizado, onde me entoco.
Pago aluguel do buraco,
Prestes a ser interditado,
Saio ou serei despejado.
Recebo um salário mirrado,
Similar a infiltração na parede de onde esquivo.
Deleito-me nos passeios de coletivo.
O contrário de deslumbrante,
Até que seria um título instigante:
“O mito que o mundo não conheceu”
Ele não viveu feliz para sempre, mas viveu.
Vamos a bordo de um excludente navio que, em caso de um naufrágio, não oferecerá bote ou coletes salva-vidas pra nossa classe social...
Ainda vamos descobrir um jeito de ficarmos juntos
Juntos na chuva, no sonho, no sal
Juntos na primavera, nos verões, nas manhãs de outono
Juntos na sala, na cozinha, no quarto, no banheiro
Juntos juntos
E juntos separados
Juntos quando uma boca completar a frase do outro
E juntos quando a risada for igual,
Consoante, firme e verdadeira
Ainda vamos descobrir um jeito, um lugar, um som, um momento
Que nos ate
Que nos prenda
Que seja nosso
Vamos descobrir ou inventar, não importa
Vamos fazer esse dia
Ou fingir que ele existe
Vamos acender todas as estrelas
E beber cada uma delas até o fim
E assim, grávidos de luz e poesia
Parir o mundo onde possamos existir.
O Sal da infidelidade
A minha raiva é pura
é genuina
Traz com sigo
Um gosto amargo de fel
No olhar envenenado
Um brilho
Que Carrego do inferno ao céu.
E na terra sigo meu destino
A procura do gosto adocicado do mel
Tentando purificar o meu ser
Que se contaminou com lodo salgado e infiel.
A procura das águas cristalinas pura e alcalina
Acabei me envenenando
E me sujando
Por um alto teor
De águas salinas.
Sem tempo para esperar você nessa guerra sem armas, mergulhando em água e sal;
faço o impossível para te agradar tendo a certeza de que toda minha luta foi em vão;
Me esforço para que você consiga entender que é de você que preciso para sobreviver nesse caminho de pedras e espinhos;
Diga-me que ainda existe um lugar em seu coração para que eu possa descansar e não ficar a deriva nesse mar;
Das suas curvas eu derrapo sem direção, de me afogar em água em sal sendo misteriosa como uma Deusa Afrodite;
E meu olhar intencionados de fincar todo o meu prazer e despertar todo o seu libido;
Mas o meu Don de amar se tornar especial com interesses de lhe fazer ficar a vontade e ser como é;
Não costumo me importar com julgamentos alheios
Pois dos meus erros e pecados só me fazem
Mais saliente para a minha vida;
Queria molhar as tuas palavras
e dizer ao sal dessas lágrimas
que a saudade é o mar
onde nado para te encontrar.
Porque eu sei que algo melhor me espera
Alguém que saiba me dar amor
Do tipo que adoça o sal
E faz que apareça o sol
Eu que pensei que nunca largaria você
Que era o maior amor da minha vida
Mas hoje eu entendi
Que não é suficiente para os dois
Eu não vou chorar e dizer que não mereço isso
Porque é provável que eu mereço
Mas eu não quero
Portanto
Me Vou
Que pena, mas adeus
Me despeço de você e eu vou
Que pena, mas adeus
Eu me despeço de você
“Quanto mais nos esforçarmos para ser hoje melhor do que fomos ontem, seguindo o modelo que é o Salvador Jesus Cristo, mais aptos estaremos para identificar e escutar sua voz”
Ney Paula B.
O mar limpa meu corpo com seu sal, revigora a minha alma e leva de mim tudo o que me faz mal. Suas ondas acolhedoras me abraçam, levando embora as preocupações, tristezas e cansaço. Nele, encontro renovação e paz, como se toda a negatividade fosse levada pelas marés. No mar, encontro um refúgio para a minha mente e um bálsamo para o meu espírito. Ele me lembra da imensidão do mundo e da importância de me conectar com a natureza. Em sua presença, sou plenamente eu, livre para ser quem sou, deixando para trás todas as impurezas do dia a dia.
Vivemos em uma época na qual o medo faz os homens acreditarem que a ignorância e o misticismo os salvará do desconhecido.
ESQUECE
Não se esqueça de mim
Não esquece a roupa no varal
Não esquece tem sal no feijão
Não esquece a vida
As contas de água e de luz,
Não esquece segunda é feriado nacional
Não esquece o gari vai passar,
O dentista o plano funeral,
Não esquece a ração
E as vacinas dos gatos,
Os retratos CPF e título de eleitor,
As cobranças boletos e faturas,
Não esquece as mensagens fonadas,
Não esquece o galego, e o dinheiro do queijo
Quebra pedra, o boldo e o mastruz,
Nõo esquece as ervas...
Não esquece o dízimo e missões
Não esquece o fogão aceso,
O ferro ligado, torneira pingando
E se houver tempo para todas as pequenas coisas
Esqueça de ser feliz...
