Sal
O sal é uma pedra, é então prudente afirmar que os primeiros homens comiam pedra, e tiveram tolerância mas um resistiu e evoluiu?
Amor indecifrável
Quando todo sal do mar se for
Quando o pôr do sol se for
Quando todo universo entrar em colapso.
Pouco me importa se isso acontecer
Só quero ter a certeza que você me ama.
Por você eu iria até os confins do mundo
Por você largaria tudo
Enquanto eu ainda tremer e me arrepiar ao te olhar
Não se preocupe
Não me importarei com os problemas ao meu redor
Só quero ter a certeza que você me ama
Quero conhecer o mundo
Quero morar
Quero voar
Mas tudo isso ao seu lado
Só quero a ter a certeza que você me ama.
Quando todas pessoas olharem para gnt de cara feia
Quando todos julgarem nossa forma de amar
Saiba que pouco me importa os problemas
Só queria ter a certeza que você me ama.
Toque minhas lágrimas com seus lábios
Toque meu mundo com as pontas dos seus dedos
E poderemos nos amarmos
Para sempre
Só me dê uma chance
Pouco me importa os problemas ao redor
Pouco me importa os julgamentos da sociedade
Pouco me importa.
Por você renegaria a minha pátria
Por você abidicaria dos meus bens mais preciosos
Pouco me importa essas coisas
Só quero ter a certeza que você me ama.
Vou te proteger desse mundo cheio de tristezas
Deus reúne aqueles q se amam
A cidade está morta
O mexicano que espantava a molecada
com sua espingarda de sal
estancou-se no tempo
A noite está muda.
Amordaçaram Vila Galvão.
Gritos de brincadeiras
fazem eco no quarteirão.
As vozes das crianças
são pedras soltas no caminho.
São concretos que mastigam os terrenos.
São gemidos de gatos
que assombram os telhados.
Ninguém brinca.
Ninguém grita. Ninguém fala palavrão
Ninguém acende um pneu
Ninguém solta um balão.Ninguém.
Na cara do presente
há uma faixa estendida :
É proibido ser criança..
Pra tirar de vez o mau olhar
Banho de sal grosso
Na água fria do mar
Correndo descalço a natura conecta
Sai pra rua meu parceiro
Olha a lua como é que tá
Alguns homens estão querendo destruir Sodoma e Gomorra, mas estão virando estatuas de sal pois estão olhando para trás..
Deste-me cada nascer do sol...
deste-me os teus lábios de sal...
o sal de uma lágrima das ondas do mar....
de um barco que não sabe naufragar..
Sento-me nos braços da noite...
como os ventos da madrugada...
os murmurios do silêncio.....
e da voz desta esperança.....
rezo e peço ainda que calada eu encontre-me...
embalo a dor e rasgo a estrada fria....
Apago a luz do sol que me cega e apago...
os vestígios das minhas lágrimas....
Peço,rogo,imploro e prometo para...
que os meus olhos saíam da escuridão... .
de mais uma tempestade de pensamentos...
neste grito do vento e da chuva....
perco-me de mim no tempo...!!
O sal de tuas lágrimas converter-se á em doces águas e no teu semblante o sorriso será como a fonte cristalina que refresca e mata a sede.
Nos olhávamos secamente. O olhar de duas almas desgatadas por sentimentos brandos, suores sem sal e cafés expresso. Porém, pela primeira vez, foi como se não nos olhássemos com os olhos, mas com o que há no fundo obscuro deles. Seria isso uma janela da alma, esta já tão enjoada de rótulos, de pretextos e mesmisses, ou apenas mais uma cavidade repleta de sangue, músculos e toda essa coisa qual a única finalidade é apodrecer?
Ele trazia um certo peso, uma certa tristeza estreitamente doce no olhar, que ao primeiro choque, a intrigou. Nem conquista, nem asco, e com certeza muito longe de desinteresse. Ela carregava uma beleza não estereotipada, e essa primeira impressão desceu suavemente pela sua garganta deixando seu gosto por onde passava. Lábios, boca, bochechas, gengivas, língua, garganta. Como um bom vinho. E alí, mesmo que de relance, mesmo antes de se tocarem, ele sentia que já a devorava, já a consumia e a fodia.
E pela janela do nosso quarto a água caía fina e desaritmada. E uma gota, intrusa, pequena e incessante pingava na nossa cama. Tarde demais pra perceber, tarde demais pra arrumar ou se importar. Não incomoda. Mas também não deixa em paz. Era a natureza cuspindo sua indiferença sobre nós. E nos fazendo lembrar quem existe pra quem. E sabe, não é de todo ruim ser insignificante. Talvez não viremos filmes de cinema, e talvez depois de nossa morte não sejamos lembrados pela humanidade. Mas você se importa? Pensei. Enquanto havia a colocado deitada, já sem roupa, e desenhava com minha barba em seu corpo como um andarilho qualquer que vai sem pressa nenhuma de chegar a lugar algum. Suspeitei que não se importasse, pelo modo como suas covinhas pareciam estar pintadas à mão em seu rosto, e nesta hora, pensei quão bom foi não estragar tudo dizendo algo ruim. Nem dizendo algo bom, ou dizendo qualquer coisa. Se o fizesse talvez não escutasse a sua respiração e perderia o ritmo do seu coração batendo prensado contra o meu.
E enquanto estávamos ali, brindando a nossa insignificância, o resto do mundo continuava girando, ignorando por completo aquelas duas almas de olhares desgastados, vivendo em épocas de amores brandos, suores sem sal e cafés expresso. E as gotas, naquele quarto, naquela cama, por sua vez, continuaram pingando exatamente do mesmo jeito. Porém, não mais só de chuva.
2000 anjas de pelos encaracolados urinam respingos. O sal reflete nas luminárias. Um choro desandado inunda a noite.
Para mim, a vida precisa ter cheiro, som, sabor. Nada sem sal. Nada que não perfume o ambiente. Nada sem flor. Adoro preto e branco, mas preciso de uma cor, nem que seja nas unhas. Não vivo sem perfume. E preciso do gosto pelas pequenas e quase inocentes alegrias diárias."
Ela brinca com garçom, canta o marinheiro
Pede tequila, sal e gomos de laranja
Fica descalça, faz piada sobre o cozinheiro
Acende mais um cigarro, ri e canta
Alguém diz
Chante une chanson d'amour...
Vem sempre aqui?
Quase nunca
Gosta de Yoni?
Gosto de sunga
Rimas horrorosas
para uma noite de chuva, não acha?
Você quer?
Mais rimas horrorosas?
Des mains sur le corps?
Só se for com g-spot.
Ma maison ou dans votre?
Sans amour?
É melhor assim.
Gol nos acréscimos é como no ultimo verso
Uma rima que comove o displicente leitor de um poema saltimbanco
que fingia só ter versos brancos!
Os eternos baluartes do capitalismo - o crescimento, o pleno emprego da população, o aumento dos salários reais, a estabilidade financeira - parecem estar desaparecendo ao mesmo tempo em que também estão desaparecendo seus inimigos.
É como num fim do espetáculo,
você cumprimenta o pessoal da produção,
olha uma ultima vez pro salão vazio,
e sai pela porta dos fundos do teatro.
Eu estou coberto pelas trevas que deixei entrar no meu mundo,
um grande deserto azul-marinho, o céu é de nuvens negras,
tão densas e zangadas que me dão arrepios, " I'll Get Even",
são palavras que não seu usar.
quanto mais sozinho eu fico mais belos se tornam meus solos, por quê?
quanto mais me dou mais eu tenho de mim mesmo, por quê?
eu quero manchar tudo, odiar tudo, e todos os sorrisos, por quê?
me pergunto quando alguém me estenderá o coração.
bem vindo ao meu lugar secreto de descanso, meu jardim vermelho,
meu ateliê, meu lar dentro do lar da minha mente, estarei aqui, procurando respostas.
- Relacionados
- Salmo
