Poema de sábado: inspirações em versos

Era sábado, a noite não era mais quente do que todas as outras noites de outono, e uma brisa sutil, entoava o ritmo das noites boemias.
A Lapa brilhava em seus muitos tons, dos sambistas altivos em seus velhos ritmos que agitavam os bares, até as damas da noite, que satisfaziam corpo e mente dos afortunados ou não.
Era inegável, no entanto, a magia das noites cariocas. Magia essa que levava os mais variáveis públicos até seus braços, os braços da cativante noite envolta em cerveja e no batuque dos pandeiros.
Carlos não era um homem muito diferente de qualquer outro que apreciava a companhia sistemática de ninguém menos que ele mesmo.
Vivendo o que ele viveu e passando o que passou, seu copo e cigarro eram melhores que qualquer papo que tirasse a poeira da rotina, ou ouvir um amigo falando sobre o espetáculo de Garrincha contra o Flamengo no Maracanã.
Ele se sentia bem na sua própria companhia. E normalmente acompanhado de seu inseparável caderno de notas, o qual escrevia seus romances e infortúnios da sobriedade.
Lembrou-se de uma situação que viveu quando tinha seus 23 anos. Amores de juventude normalmente eram indícios de problemas, principalmente se o resultado final era estar sozinho num sábado a noite.
No entanto, Carlos apreciava as memórias de quem fora importante em seu passado.
Angélica foi seu grande amor, provavelmente o maior de todos os amores, motivo de seu sorriso e embriagues.
Conheceram-se na faculdade de jornalismo, sendo ele o aluno de tal curso, enquanto ela cursava medicina veterinária.
Não era diferente de uma típica menina dos anos 60, onde o amor pela natureza e seus animais era o ápice das relações humana.
No entanto, algo havia cativado o coração de Carlos. Ela fazia com que todas ações que pareciam comuns, tomassem formas absurdamente especiais. Ela sorria de forma diferente, e o cumprimentava de forma diferente, sendo simplesmente diferente de todas.
Ele, por outro lado, resguardava a timidez, característica de sua personalidade frágil com relação ao que não compreendia.
Era um rapaz altivo, porém, jovem. Tinha pressa de conhecer e saber as coisas do mundo, garoto suburbano de pais humildes que trabalhavam para que ele pudesse completar os estudos.
Certo dia, no verão de 67, num Brasil onde todas as palavras precisavam ser medidas, desmediu um ato. Decidiu que Angélica não seria mais sua relação do imaginário. Esbarrou quase que propositalmente nela no meio do gramada da Universidade, e disse:

_Perdão! Desculpa mesmo incomodar. É que eu te vejo sempre, e bom... Você nem deve saber quem eu sou, mas...

Prontamente, foi interrompido por ela:
_Você é o Carlos, eu te conheço sim.
E sorriu. Sorriso esse que queimava no coração dele como uma tocha de coragem, um farol entre seus pensamentos de medo da rejeição. Coragem para fazer a tal pergunta:
_Não aceitaria sair? Eu conheço um barzinho legal na Lapa, com viola e cerveja.
Ela aprontou um amplo sorriso, pois percebia o nervosismo do garoto e apesar dos pesares, ele estava ali, tremendo mas com muita coragem em sua tremedeira.
_Vamos! Ela respondeu.
Prontamente se despediram após marcarem o horário de encontro. Era fim de semestre, quando qualquer aula perdida poderia ser prejuízo.

Eram 22:00 da noite, e a Lapa reinava sublime. Era o auge da Bossa de Vinícius e Tom, que ecoava nos ladrilhos históricos, em nuances carnavalescas com o samba raiz que o carioca entoava com um hino.
A alegria dos presentes era visível. Casais dançavam juntos em bares, com suas bebidas. Rapazes em seus ternos polidos e moças em seus vestidos de cores tão diversas, que eram uma atração visual, um Taj Mahal arco-íris.

Ele já estava lá quando ela chegou, havia separado uma mesa pequena para dois, aconchegante o suficiente para equilibrar conversas como vida, amores, futuros projetos e etc...
Ela falava, ele bobo, olhava e admirava como se fosse a própria rainha da Inglaterra que estivesse discursando particularmente para um único súdito.
Era normal. Todo homem apaixonado cria para si a ideia de um momento, um momento que ele vê como algo possível, mas improvável. Ela estar ali, se divertindo com ele era o algo impossível de se imaginário.
Perdeu o controle quando viu que ela sabia seu nome, e perdeu o jogo quando ela aceitou o convite. Estava totalmente entregue.
Dançaram por horas. Entre pausas e danças, fluiu uma pergunta vinda da moça:
_Acha que o amor é pra todos?
Ele ficou sem resposta, de pé, encarando-a. Então disse:
_Acho que tô prestes a descobrir.
Aquele foi o gatilho, o estopim dos muitos sentimento. O amor era o sentimento sublime que construiu a maior parte da filosofia poética, ferindo de morte os corações desavisados, no crepúsculo da inocência que circundava o homem.
Beijaram-se como casais bem mais antigos, como se estivessem juntos a décadas, uma conexão extremamente rara, uma rosa nascida no concreto dos dias ácidos que corroíam a nação.
Mas brotou, com a força dos bárbaros, e a leveza dos artistas.

Já estavam juntos à 3 anos, e em 1970 era ano de Copa Do Mundo. Ele já era um médico iniciante que acabara de receber uma proposta que poderia mudar sua vida completamente.
Seus muitos contatos universitários trouxeram a ímpar oportunidade de um intercâmbio na Universidade de Cambridge, uma das mais renomadas do mundo. E uma oportunidade tão incrível, poderia não ocorrer duas vezes.

Correu até o apartamento que tinham em conjunto, era pequeno, sem muito brilho, mas era dos dois. Aquele pedaço de paraíso como costumavam chamar. Esbaforido, e exausto de tanto correr para chegar e anunciar à sua amada a notícia tão aguardada.
Ela pressentiu e com um sorriso e olhos marejados entendeu o que ele pretendia dizer no momento em que abriu a porta.
_To contigo! Vai viver nosso sonho, amor. Estarei aqui quando voltar.

Arrumaram as malas juntos, e se encaravam, rindo copiosamente da situação. O sonho de um era o sonho do outro. A distância seria vencida no devido tempo e em seus moldes.
Desceram as escadas do apartamento, e em suas alegrias que se misturavam com a festa pelo gol salvador de Jairzinho, partiram para o aeroporto.

O check-in foi feito assim que chegaram.
_Me responda sempre que possível. E use os casacos, lá é inverno.
_Eu sei, amor.
Ele respondeu.
_Assim que chegar eu dou um jeito de falar com você.

Ela assentiu com a cabeça, como quem entendeu.
_Te amo, lembre-se disso antes de dormir e ao acordar. Você é único, é tudo.
Ele não respondeu. Sua solitária lágrima que delicadamente escorreu de seu rosto, seguido de um beijo.
_Você estará comigo em cada momento.
Respondeu olhando repetidamente para trás e dizendo "eu te amo" em sussurros, até entrar no avião. Partindo para o grande momento.


Depois de 1 ano nos Estados Unidos, correspondiam-se com frequencia. Mas naquela manhã fria e de neve, recebeu um telefonema que não esperava. Era seu pai:
_Oi filho. Eu preciso que volte para o Brasil. É a Angélica, ela...
Relutou em dizer.
_Pai, o que aconteceu? -Disse ele assustado.
_Ela... teve um mal súbito, filho. Encontramos ela caída no apartamento. Eu sinto muito, filho. Ela não resistiu.
Soltou o telefone naquele momento, se negava a acreditar, enquanto gritava encolhido no chão da universidade. Nunca imaginara um mundo onde Angélica não estava, e aquilo doía de formas que a morte seria melhor.
Foi para o alojamento e arrumou suas malas com a ajuda dos colegas. Lembrou-se que sua ajudante na última vez que fez aquilo nunca mais o ajudaria. Sentou-se no chuveiro e por meia hora ficou lá. E suas lágrimas confundiam-se com a água que caía, e que por capricho, não escorriam seu sofrimento até o ralo.
Partiu para o Rio de Janeiro no mesmo dia. 12 horas depois, chegou a um Rio que não era semelhante ao que viveu. Chuvoso e frio, como se o céu sangrasse por ela.
Ele negava-se a entrar na igreja onde o corpo era velado. Como crer naquilo? Era ela, a pessoa que mais amava em todo o mundo, e que 3 dias antes havia falado com ele.
Olhou-a distante, de longe, estava linda, uma flor pálida.
Carlos saiu durante o enterro e seguiu até um lugar comum para ele, a Lapa.

Naquela noite não houve samba, não houve músicas e alegria. Era só ele, sua dor e sua lembrança.
"Lembre-se que te amo, quando dormir e ao acordar."
Lembrou-se disso todos os sábados a noite, por 30 anos, quando ia para o mesmo lugar onde se conheceram. Pedia 2 copos de cerveja e um sempre terminava a noite cheio.
"Realizei nosso sonho, meu amor."

Ele conheceu outra pessoa, a qual amou e construiu família. Mas nunca amou como aquela a quem amou na juventude. Nunca houve outra Angélica.
Nem as rosas pouco falantes de Cartola expressavam sua dor eterna, tão eterna quanto seu amor e gratidão.

Inserida por MatheusHoracio

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Hoje é um sábado qualquer. Ou não.

Talvez, para quem passa os olhos por essas palavras, seja só mais um sábado entre tantos.
Mas para mim, é o sábado em que eu reconheci — de forma lúcida, amorosa e irrevogável — o meu valor.

Entendi o meu tamanho. Entendi a minha mente. Entendi a mulher que habita em mim — inteira, complexa, vibrante.

Fui ensinada, como tantas de nós, a caber. A suavizar. A calar.
Mas hoje, com a alma limpa e o coração desperto, eu não aceito mais diminuir o que é grande por natureza.

Por muito tempo fui a melhor da sala, da turma, do curso.
E ainda assim permiti, por insegurança emocional ou por tentativas de pertencimento, que outros editassem minhas regras internas.
Hoje, essas regras são minhas novamente. E me pertencem com doçura e firmeza.

Não estou falando de beleza estética — isso o tempo leva.
Estou falando do que fica: da mente construída com livros, da psique forjada entre estudos e experiências, da emoção que pulsa com consistência e entrega.
Meu valor está no que vibra quando eu entro em um lugar. Está na minha consciência afetiva, na minha capacidade de sentir e de pensar ao mesmo tempo.

Porque sou o tipo de mulher que não finge não ver.
Sou o tipo de mulher que sente. Que pressente. Que interpreta o silêncio, o subtexto, os olhares que dizem o que a boca não teve coragem.
Que entende o comportamento afetivo de quem valida com gestos ou afasta com ausências.
E mais do que isso — sou o tipo de mulher que, mesmo quando ama, escolhe a si mesma.

A minha paixão é pelo que me expande.
A minha conexão é com o que vibra na mesma frequência: sensorial, intelectual, emocional.
A minha alma não cabe em caixinhas, nem aceita lugares em que precise se diminuir para ser aceita.

E é por isso que digo a você, mulher:
Se olhe. Se perceba. Se escute.
Entenda que ninguém é obrigado a te amar.
Mas você é, sim, responsável por se amar todos os dias.
Ninguém é obrigado a gostar do que você faz.
Mas você é, sim, responsável por reconhecer o poder do que faz nascer de você.

Escolha estar onde você é bem-vinda.
Escolha ficar onde há afeto verdadeiro, validação mútua, presença sincera.
E se precisar ir — vá com ternura, mas vá inteira.

Porque o mundo só muda quando nós, mulheres, paramos de nos moldar a ele…
E passamos a moldá-lo com o que somos.

Autoria: Diane Leite

Inserida por dianeleite

Hoje seria o dia de programação carnavalesca, mesmo sem gostar de aglomerar. É sabado de Zé Pereira, dia de subir ladeira sem hora para acabar. Porque amo essa magia ⁠que contagia e paira no ar. Carnaval é festa de gente grande, para quem sabe brincar. Amo a fantasia que musicaliza todos os ritmos e crenças no mesmo lugar. É tanta alegria que irradia e faz a gente dançar. São quatro dias e noites de frevo que ajuda a gente aguentar. Olinda faz minha alma vibrar. É tempo de sentir a folia que sacode tudo por dentro, mas a vida é para quem sabe esperar. Passatempo que ao lembrar é sorriso no rosto e brilho no olhar⁠

Inserida por DaniLeao

⁠O primeiro carro da familia Mattos (nossa)
Um dia especial, um sábado. Então, , ali estávamos nós; eu, meu irmão Mauricio (in memorian) e o Fusca, este ainda meio cansado da viagem, que tinha sido cansativa e cheia de aventuras, O Fusca, ainda quente da viagem, vez ou outra dava o ar da graça com uns rangidos e pequenos tremores. Mas como começou esta história, que ocorreu há muitos anos ? Foi assim:
Depois de um tempo em São Paulo, meu irmão conseguiu comprar o primeiro carro da família.(lado pobre) Como não podia deixar de ser: um Fusca 67, azul , muito lindo, o mais lindo do mundo. No dia da compra nem trabalhamos direito. Aquela espera angustiante de estar com o carrinho. Era quase noite quando meu irmão pegou o dito cujo. Tudo certo. Ajeitamos as nossas malinhas na porta mala, A gente, naquela época, tinha mais felicidade do que coisas para carregar. Pegamos os nossos convidados, três, e.... estrada. Assim que escureceu, cadê a luz dos faróis? Uma claridade bem fraquinha, mas nada que um eletricista de estrada não resolvesse. Um par de faróis "tremendão", moda na época, que custou uma boa parte das nossas economias reservada para a viagem. Resolvido o problema, pegamos estrada novamente. Só alegria. Depois de viajarmos uns 250 km mais, próximo à Avaré, um pequeno problema? Furou um pneu. Coisa simples de resolver, só trocar e seguir viagem e, boa. Abre capô, tira as malinhas. Eram tantas que cobriam o estepe. Estepe na mão, vixe! vazio. Na pressa da viagem não verificamos as condições do referido pneu... Madrugada, fria, Mês de junho e nós lá, eu e mais um amigo pedindo carona para chegar até um borracheiro, sabe lá aonde. Depois de uns minutos, parou um caminhão cegonha. Aquele que carrega carros. Sem muitas explicações, o motorista do caminhão mandou que subíssemos na carroceria. Se Parado já está frio com o caminhão em movimento a coisa piorou e muito. Rodou uns dois quilômetros, parou e nos chamou para dentro da cabine aquecida. Logo encontramos um posto com borracharia e restaurante. Enquanto arrumava o pneu aproveitamos para tomar café. O motorista, igual a todos motoristas de caminhão, conhecia todos os outros motoristas de caminhão e logo encontrou um que estava indo no sentido contrário ao dele. Ficou fácil, O outro motorista nos deixou perto do fusca e ainda ficou com os faróis do caminhão acessos para facilitar a troca do pneu do fusca. Ao sair, enchemos ele de agradecimento e... estrada novamente. Como morávamos todos em Santa Mariana, a distribuição dos três amigos foi rápida.
Sempre que voltávamos para nossa casa, saindo de São Paulo, a gente avisava nossa mãe. Que castigo!! Ela ficava `a noite toda nos esperando. Mas fazer o que? Mãe é mãe. Bem, dormimos um sono rápido, café de bule, e a missão maior: mostrar o fusca para cidade. Afinal, ele era o objeto de desejo para muitas pessoas. Era muito difícil ter um carro naqueles tempos. O coitado do fusca ainda estalava, resultado da viagem longa. Azar do fusca, tínhamos coisa a fazer. E lá Fomos nós! Meu irmão dirigindo e eu de carona. Paramos em frente ao Cine Plaza e ficamos do lado de fora com aquele sorriso de felicidade, igual ao de criança quando ganha presente. Não demorou muito e chegou um conhecido(nome deletado por ordem judicial)., Para o nosso padrão de vida, da época, ele era milionário. Nem cumprimentou a gente. Ficou olhando para o fusca e fez a pergunta ferina: --"Ué, a firma que você trabalha deixa você viajar com o carro dela ? Tudo bem que o carro ainda não era da família Mattos lado pobre,. Era da financeira e faltavam vinte e quatro prestações, de um numero de vinte quatro para serem pagas, mas ele não precisaria ser tão maldoso. Tirou nossa alegria. O dia ficou triste. Perdemos a vontade e voltamos para casa, ficar perto da mãe. //I

Inserida por IvoMattos

⁠Um sábado de sol.
Trajeto na parte da manhã:
-Passar da casa do Dr, Cleon engraxar os sapatos dele. e saborear um doce de banana feito pela esposa dele. Sempre tinha.
-Grande Hotel. O professor Antônio deixava os sapatos do lado de fora para ser engraxados. Sempre pagava no próximo sábado.
-Vez ou outras engraxava as botas o seo Otávio, no açougue do seo Júlio.
-Um giro pela rodoviária olhando os ônibus imaginado um dia viajar num daqueles.
´-Uma passagem na farmácia do ikeda para me pesar e medir a altura.
-Uma olhada na camioneta que vendia mexerica ponkan, sempre sobrava alguma doação.
-Uma entrada sorrateira na sorveteria, na esquina, e esperar que o dono desse uma "colherada" tipo, assim: vaza.
-Ficar ouvindo musicas na sapataria Paraiso,
-Ver os painéis de filme do cine Rios.
-Chegar no ponto e esperar os "clientes" com suas botinas incrustada de barro.
-Na hora do almoço, esconder a caixa e a cadeira na prefeitura e descer para casa,
Na parte da tarde ia direto até as 18 h. Haja botinas e botas.
-Acho que eu era feliz assim. Gostava daquela felicidade, não conhecia outra

Inserida por IvoMattos

Com você,
Até uma tarde nublada de sábado.
Em uma praça humilde,
No centro da cidade.
Se torna o lugar mais romanesco.

Inserida por ShandyCrispim

Chegamos ao ponto em que jovens temem ficar um sábado à noite em casa pois não suportam nem a própria patética companhia.

Inserida por PensamentosRS

O Sábado vai indo embora... Só tenho motivos para agradecer pelo dia maravilhoso, tudo foi conforme a vontade de Deus. Que a noite seja de paz, descanso e que o Domingo venha lindo e abençoado!
Amém!

Inserida por DanielaLucas

O Sábado está terminando e só tenho que dizer obrigado Senhor por todos os momentos que vivi hoje, te agradeço também por minha saúde, o alimento que não faltou em minha mesa, os livramentos e seu amor que me sustentou. Que a noite seja de descanso e o Teu doce Espírito visite cada lar, restaure cada família e que o Domingo seja vitorioso... Amém!
Boa Noite!

Inserida por DanielaLucas

“” Não tem tempo ruim quando é pra namorar, nem sábado bom quando é para trabalhar...””

Inserida por OscarKlemz

⁠Sábado, dia 22 de maio de 2022.

O telefone toca.

Do outro lado do Atlântico, uma voz embargada pergunta:
- Você sabe o que aconteceu com o Nilton?

As mãos ficam trêmulas, a respiração acelera, a boca seca e ainda assim é o lugar pelo qual o coração tenta desesperadamente sair do corpo.

- Mataram o Nilton! - responde a voz, entre lágrimas, depois que percebeu um silêncio que gritava por socorro do outro lado da linha.

- Mataram o Nilton! - repetia a voz na tentativa que acreditássemos naquela piada sem graça.

- Mataram o Nilton! - insistia.

Só três dias depois entendemos o motivo pelo qual nao acreditamos naquela triste notícia.

Três dias se passaram e continuamos a não acreditar, afinal, que monstro faria mal a uma pessoa como você? Que tipo de lixo humano seria capaz de nos tirar esse sorriso? Que espécie de animal nos tiraria sua companhia, sua amizade, sua leveza, sua generosidade, sua alegria e determinação em viver e fazer os outros viverem?

Três dias se passaram e nós ainda nao acreditamos que voce se foi, mas descobrimos que você tem irmãos espalhados por todo o mundo!

Nesses três dias a Lu recebeu inúmeras mensagens de pessoas, e todas disseram que perderam um irmão, porque é exatamente isso que você é e continuará a ser: O irmão que o nosso coração escolheu! Daí, meu amigo, se o nosso coração te escolheu como irmão, não há violência que te leve das nossas vidas!

Podem dizer o contrário do outro lado da linha! Podem noticiar os fatos pelos quatro cantos do mundo! Você vive, ainda que a gente saiba que nas viagens não vai te ver mais chegar com flores de uma senhora de 80 anos, com a qual você passara toda tarde a faze-la sorrir! Muita falta vai fazer, mas isso não significa que você nao estará lá, então, até a próxima viagem, nosso amigo-irmão!

Te amamos.
Te amaremos, sempre, para todo sempre!

#justiçaporNiltinho
#justiçapeloNilton
#justiça
#violência

Inserida por LiAzevedo

Gestão de tempo se você Aproveita só sábado e domingo

16 horas sábado e 16horas o domingo total 32 horas

32horas Vezes 4 semana=128horas mês 1536horas Ano vezes 2

Anos 3.072 horas

5 Ano=7.680 horas

Vezes 10 Anos 15.360 horas

Vezes 15 Anos-23.040 horas Vezes 20 Anos 30.720

Inserida por Kebay1

⁠Sábado! E as expectativas estão ansiosas para que o final de semana possa se iniciar com muito cuidado, cuidado para não se limitar às coisas que fazem bem ao coração...
Então, eu desejo a todos nós! O máximo de realização, que possamos descansar, festejar e tudo que precisamos fazer... E sim viver;
Vamos ter satisfação com muita alegria... Então, a você que me ler com extrema atenção, eu desejo um excelente BOM DIA!

Inserida por JULIOAUKAY

⁠A divisão social do tempo em manhã, tarde, noite, sábado, domingo etc…não passa de uma ilusão. Não acredite nessa ilusão para deixar de trabalhar nos seus sonhos. Sonhos são para serem conquistados e o momento de trabalhar neles é qualquer dia e qualquer hora. @mcmarombado

Inserida por mcmarombado

Bom mesmo é estar com você em um sábado frio e chuvoso.Quando estamos a sós não há nenhum outro lugar no mundo que eu gostaria de estar, porque o que me faz feliz é estar com você. E nessas tardes frias e chuvosas que estamos junto, poder ouvir sua voz é incrível, e eu sei que quando você terminar de desabafar sobre a semana cansativa e sobre a rigidez do seu chefe, você vai me ouvir e me fazer rir. Mesmo que seja para ficar de pijama o dia inteiro ou apenas dormindo, fazendo planos para quando ficarmos ricos, eu sempre me sinto bem quando estou dentro de um abraço seu. Tudo é mais fácil e mais intenso quando estou com você.

Inserida por droplets

Quero um dia poder te encontrar de novo, como naquele sábado ensolarado...cheio de gente ao meu redor mas eu só conseguia olhar para você. E quando esse dia chegar, sei que nossas almas vão novamente se acorrentar. Sei que o mundo não é tão bom assim, mas ele é melhor quando eu tenho você para mim. Porque desde o dia que eu te vi, sei que enquanto eu penso em você, a vida se torna um pouco mais fácil.

Inserida por droplets

INESQUECÍVEL
Ao cair da noite de um sábado, num recanto desta maravilhosa planície, caminhávamos ao som dos pássaros, sentindo a brisa tocando nossa face.
Contornamos o lago, onde os peixes dividem harmoniosamente o espaço com os patos que deslizam sobre as águas.
O sol ainda iluminava o horizonte, deixando o céu alaranjado, misturando sua luz entre as poucas nuvens que pairavam no ar.
Chegamos à varanda de casa, nos acomodamos numa poltrona macia, de onde podíamos contemplar esta maravilha de Deus, esta porção do paraíso.
- Ei olha lá, disse a ela, veja a lua esta surgindo por trás daquela colina. Ela está lindíssima, cheia como nossos olhos ficaram ao ver este espetáculo da natureza.
- Sim, que encantadora ela está, assim como tudo o que nos ronda. Como estas rosas vermelhas deste jardim florido, estes pássaros que cantarolam aos nossos ouvidos, esta brisa que refresca o entardecer.
Passamos um bom tempo curtindo este encanto, contemplando as estrelas que começam a surgir neste céu que até então estava azul, a luz da lua toma conta do ambiente, ela esta assim reluzente.
Entramos na casa, enquanto eu preparo o jantar ela vai se banhar. A água esta bem gostosa, com velas aromáticas ao redor da banheira e sobre a água pétalas de flores do campo, o aroma das velas se funde ao das flores.
- Hum!!!! Que maravilha. – sussurra ela.
Ela pergunta: O que você vai preparar para o jantar?
- Prepararei frango xadrez, macarrão ao molho, arroz branco, salada de tomate decorado com azeitonas e morangos, acompanhados de um delicioso vinho, para sobremesa teremos morangos cobertos com chantili e chocolate raspado sobre eles. Você gosta?
- Sim. Adorei o cardápio.
Sentamos na sala de jantar, toda envidraçada, de onde podemos visualizar a lua refletindo sobre o lago, o vento movimenta a água fazendo com que o reflexo da lua fique com se estivesse flutuando sobre ele.
Deliciamo-nos com o jantar, degustamos nossas taças de vinho e contemplamos a delicia da sobremesa, o doce do chocolate mistura-se ao do morango tornando-os ainda mais irresistíveis.
Deitamos no enorme e confortável tapete da sala e assistimos ao filme “Segundas Intenções”, enquanto terminávamos de saborear o vinho. A lua continuava sua caminhada pela noite, iluminando o lago, a grama, o jardim, tudo resplandece, tudo brilha e nossos olhos se encantam com este espetáculo.
Estamos tão próximos que posso sentir sua respiração, seu coração pulsando num ritmo acelerado, abraço você trazendo-a ainda mais perto, nossos lábios se tocam, quase não acredito, desde a primeira vez que te vi este era meu grande desejo, tocar seus lábios com os meus. Entregamo-nos completamente, numa sintonia impar.
Tudo isso é encantador, o seu perfume, sua pele, seu olhar... Ah seu olhar sorridente, que deixa a alma tão contente e faz a vida mudar tão de repente.
A madrugada chega tudo silencia. Somente, tão somente, ouvimos uma gostosa sinfonia, que chega aos nossos ouvidos, trazendo paz, sossego e alegria.
A lua se vai, o sol começa a mostrar seus primeiros raios, os pássaros se divertem no jardim, o beija-flor, a este lindo beija-flor, colhe o néctar e sai voando como se estivesse bailando.
E este momento que era para ser um simples jantar, tornou-se como num passe de mágica, mais rápido que um piscar de olhos, em algo INESQUECÍVEL.

Inserida por nivajoaquim

⁠Quando a segunda for igual ao sábado; domingo igual a quinta; quarta igual a sexta; e a terça não saber o que, só a astrofísica explica: está próximo conhecer saturno, plutão, alpha centauri e até o centro da via láctea.

Inserida por giuliocesare

⁠Os sinais: domingo é igual à segunda, assim como a segunda é igual à quarta, ao sábado ou ainda à terça, sendo a diferença do dia para a noite que um tem luz e outro não. De duas, uma: sonhar, esperando abdução por um disco voador e partir, ou ficar, voltando a aceitar todo pragmatismo da realidade terráquea, buscando novos caminhos na vida e com a vida.

Inserida por giuliocesare

AZUL TURQUESA

Quando era sábado eu era magro

E só tinha a ilusão incandescente de um adolescente

O céu era azul turquesa

Como as minhas poesias,

Julieta jamais morreria se eu tivesse um romance,

Mas antes, muito antes

Quando eu ainda não ousara sonhar

Eu só tinha as pipas e piões

E muitas indecisões

Eu já idealizara o olhar dos olhos dela...

Enquanto contemplava

Pássaros, borboletas e libélulas

Eu já era poeta e não sabia

E o olor de viver, o ardor de sobreviver

A dor de subviver era poesia

Eu só precisava daquele beijo

Pra perceber a abóboda azul turquesa,

Pra saber que nos sábados somos magros;

Nos domingos somos lindos

E nas segundas... nas segundas-feiras

Percebemos de quem sentimos falta...

Inserida por tadeumemoria