Ruas
As lojas estão fechadas
Os passos sumiram das escadas
Os carros desalojaram as ruas
Não se respira no caule das torres envidraçadas
(A poesia pura
perpendicula
nos varais e fios de alta tensão
A poesia grita
na pausa dos postes
sussurra
ouvido colado ao chão)
Tento falar mas não saem as palavras
Que eu queria que ouvisse de mim
Nessas ruas sem alma vejo as carcaças
Na mata que estraga por causa dessa desgraça
Me comunico em versos soltos
Afoitos na noite, preso por dentro me sinto incoerente
Os gritos loucos ecoam pelo túnel de chuva
Do tempo nublado da gente que entra na minha mente
E ele não sente, não mente, nem tente mudar
O ponteiro do relógio que não quer andar
Preso no tempo sem escolha ou saída daqui
Me sinto reflexivo, recuado, inexpressivo e sem lugar nenhum pra ir
Eu quero sair, me deixe sair dessas barras de concreto
Escassas de calor e afeto do braço que cura
Que ascende da quente pele do tecido preto
Queimado pelas duas pessoas que moram em uma
Mas no fundo vejo o raio de luz que lhe condena
O solitário destino que te xinga, humilha e passa a perna
Ó desprezo que arde por que não me tira dessa Terra??
Estragada pelos ímpios flagelos que espalharam suas mentiras
Nas Terras de seu Deus não há o sofrimento
A chuva que cai não volta no mesmo tempo
Lamentações e palavras escuras que inundam
O meu ser com pensamentos que não vão embora e nem mudam
Ó pináculo da luz
Onde está a luz
Onde está você
Quando mais precisamos de você?
ninguém sai às ruas produzindo teorias sem inspiração.
a Inspiração é o momento em que Deus, uma Força Maior, toca seu coração e o faz pensar.
Deus, o Criador, está além do espaço-tempo. então, o ato da Criação é um ato eterno.
sendo assim, nossas Teorias tem o poder de melhorar o mundo, a partir de nós mesmos.
O mundo parou
Ruas desertas, incertas
Desnudas de proteção
Ameaçou e desestabilizou
A luz apagou
A música calou e a sombra se fez
Desfez sonhos
Encontros
Abraços
O vírus chegou
Se instalou e vidas levou
E agora?
O que tudo isso nos ensinou?
Que a mãe terra chorava devastação
Era preciso renovar as relações
A compaixão para com o irmão
O perdão e a partilha do pão
Viemos das ruas.
Sobrevivemos a noites escuras.
Seus livros trouxeram conhecimento.
Moldaram mentes, feito estátuas de cimento.
Mas nossas vidas foram escritas com sangue, suor e lágrimas, muitas lágrimas.
Sabedoria adquirida em cada beco e viela.
Olho no olho faz travar a sua gíria imitada.
Não me intérprete mal, sou a favor do conhecimento, amo a literatura.
Sei que livros são a chave e faz girar a fechadura.
Mas eles escrevem sobre o mar sem jamais ter se molhado.
Enquanto nos já navegavamos antes da informação.
Nossa vivência segue quente com a força de um vulcão.
Não nos lembrem da liberdade se estamos todos presos.
As ruas estavam vazias e a pouca liberdade existente ou sobrevivente foi a libertinagem.
Em 2020, ABRIL não foi verdade!
Passando pelas ruas encontrei olhares tristes distantes,
Que sequer têm um prato de comida para o dia de hoje.
Eu andei por tantos caminhos, as ruas eram desertas, o que via não me bastava,
Todavia em ti achei abrigo,quando o vazio me consumia,Jesus tu és o meu esconderijo.
Haviam homens de verniz em suas fortalezas, e
homens nus nas ruas
A miséria, o vírus, a distância.
Era inumano.
Existiam abismos no fim de tudo
Então qual seria o mais fundo?
Os dias que nos pertencem
Aqueles que estamos vivos
O que será dos não nascidos
Nas ruas o medo do vírus
Na rua debaixo da tua
Sua máscara descartável,
Aos restos com a tua comida
Que alguém no lixo procura
" melhor amigo do ser humano "
Infelizmente, vemos todos os dias nas ruas desertas
Sem abrigo, sem comida
Apenas andando com os ossos em vista
Quando acham alimentos, são de formas diferentes
Lixo ou no chão
Talvez alguma pessoa passe a dar de comer para o velho cão
Tão diferentes
E mesmo que seja caramelo
Ou dama e o vagabundo
São bonitos
Sempre terá amores infinitos
Dado por pessoas boas
Tem de todas alturas
Pequeno, grande
Uns são vira latas
Outros são de raças
Mas tendo o mesmo amor
Pelo seu fiel Cuidador
Ontem resolvi viajar pra dentro de mim mesma.
Nessa viagem as ruas da cidade eram sem nomes e com muitas curvas.
Todas tinham placas escritas apenas: Siga em frente...
Máscaras que eu vejo
Máscaras, máscaras eu vejo:
Espalhados nas ruas;
Nas lojas;
Nos shopping;
Nos ônibus e metrôs;
Em todos os lugares está
Máscaras, máscaras eu vejo,
Tá todo mundo usando
pelo mundo afora...
Senão a saliva se espalha
pelo seu corpo inteiro...
E te contamina com perigoso vírus
Vírus que te causa a morte,
Vírus que se esconde
Feito ratos nos escombros da noite
Máscaras, máscaras eu vejo...
Mas máscaras não gosto
Máscaras não quero
Vacinas estão vindo...
Os testes vão se seguindo
O mal vai exterminando
e às máscaras vão caíndo,
mas outras vão vindo!
Máscaras, máscaras eu vejo,
Tá todo mundo usando
pelo mundo inteiro!
Máscaras, máscaras eu vejo...
Mas máscaras não gosto
Máscaras não quero!
Maria Lu T. S. Nishimura
Não sei
Sei que as noites estão mais escuras
As ruas estão mais vazias
Nossos corações estão mais desesperados
Nossos pensamentos mais perdidos
A maldade está cada vez mais lancinante
Estamos cada vez mais vazios
E ao mesmo tempo cada vez mais transbordantes de coisas fúteis e sufocantes
Nosso peito apesar de cheio e conturbado
Apresenta um vazio sufocante
Nada faz mais sentido, tudo é vazio e mórbido
São cada vez mais raras as manifestações de afeto e amor
As drogas, as traições, o mal está cada vez mais em evidência
A pergunta que não quer calar é
Onde está Deus que tem o controle de tudo?
Onde está o amor pregado nas passagens bíblicas ?
Onde está a justiça divina ?
Não sei, não possuo a resposta para nenhuma destas perguntas
Não sei sei se um dia teremos
Não sei se um dia encontraremos o significado de tudo isso
Não sei se a culpa é do fruto da sabedoria ou é fruto da ignorância
Não sei, não sei
Não sei se o meu amor por Cristo é racional ou irracional
Se realmente existe uma "história escrita com h"
Ou se estória é realmente com e .
Nada se explica, não sei o que é fato é o que é factoide
Sei que busco, sei que oro, sei que creio, sei que meu receio é ligeiro
Sei que Jesus me preenche, talvez como ilusão, talvez como a razão.
Talvez fruto de uma paixão criada para alimentar o meu espírito questionador e carente de amor verdadeiro.
Não sei não sei
Sonho com ele, me emociono dormindo.
Leio suas palavras, me conforto.
Me sinto amado, aceito, perdoado.
Se minha consciência entende que a única certeza é a morte.
Meu coração vibra como se a única certeza fosse a vida eterna .
Eu não me preocupo com as igrejas fechadas, e sim se nos impedir de pregar nas ruas aí eu vou me preocupar e vou chorar muito.
As igrejas não cumpre o ide imperativo de Jesus Cristo, passar 30 minutos no domingo passeando pelo bairro onde a igreja está localizada isso não é evangelismo.
Homem que toda mulher sonha,
é aquele que pegue em suas mãos
e saia pelas ruas do bairro com ela.
É aquele que sem nenhuma vergonha,
carregue a sacola dela...
Que a pé,
lado a lado,
mostre a todos a sua mulher,
sem esconde-la em um carro.
Homem assim é raridade,
um homem de qualidade.
... E quando saí às ruas que não a vi, um vazio agonizante apoderou-se de mim, mesmo sem a ver, sua presença era real e o eco de sua voz sussurrava ao meu ouvido, acompanhando os meus passos. Olhei ao lado para confirmar aquele efémero devaneio e compreendi que algo estranho acontecia entre nós: cordões invisíveis aprisionavam-nos um ao outro, e naquele instante percebi o quanto a desejava e amava...
Eu já caminhei pelas ruas, já fui longe daqui, conheci muitas paradas, com gente ruim já convivi... Já passei por muitos Estados, com bandidos já me deparei, com alguns deles, até na "porrada" entrei, já fiz muita loucura e muitas besteiras, até ameaças encontrei... Em minhas andanças, já bati e também já apanhei, tudo faz parte da minha vivência, pois com essas experiências, a minha ingenuidade larguei... Aprendi que nem toda pessoa é confiável, mesmo aquelas que te abraçam e que possuem um sorriso amável... Sim, por isso o meu estilo de vida em um certo dia mudei, não porque eu não gostasse, mas porque cansei de ver gente ruim com uma bela face, as mesmas que viviam tentando tirar proveito da minha bondade, puxando o meu tapete e torcendo para que eu chorasse... São as minúcias de nossa vida, pois se com o ruim já caminhaste, não se assuste se um dia, com ele, alguém também te comparaste...
RIO, ENCANTO DO MEU CARNAVAL
É carnaval...
Sapucaí sonho meu
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam em mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Madureira, Penha, Realengo
São trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Leme e Vila Isabel
Marchinhas de todos os carnavais
São nas largas avenidas
Que amolecem o meu pisar
Minha fantasia lembra
A princesinha do mar que desfila
Junto a Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha borda meu carnaval
Me desenrola o espírito no samba
E o meu Império Serrano
Construído no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim
É carnaval...
Solitário
Como um lobo solitário
vago pelas ruas da cidade.
As estrelas, à noite, são meu guia.
O vento, durante o dia.
Becos sem saídas.
Esquinas apontam nenhum lado.
Caminhos errados.
Um cão abandonado.
Memórias de memórias.
Sentimentos no passado afogados.
Falta-me identidade.
