Ruas

Cerca de 1930 frases e pensamentos: Ruas

⁠Sereno

Céu nublado, lá em cima. Novos caminhos, nova vida, sob as ruas de NASCAR, um bar, míope, luz apagada, cabeça vazia, dor demais para lembrar de tomar os remédios. Em necessidade. Necessário, um bilionário acelerando o tempo na prisão, porque usava partes do corpo para se curar. Olha como é a realidade: um pedaço d sociedade. Quando você se faz o mal, recebe prêmios, orgulho e muitas almas perdidas atrás de você. Aqueles homens estão cansados? Dê-lhes um descanso, não é fácil viver. Respire. As abelhas vivem pouco, mas é um acordo justo; a beleza não dura mais do que um curto tempo. Isso é o que temos. Chovendo lá fora, aqueles homens trabalham sem parar, sem sede, pelo menos não desejam isso. Você vai ser grande, que mentira é essa quando você acha que está dizendo a verdade? Qual é a sua maldição? Julgue e esteja pronto, as cores são cinzas, perca o dia azul. O tempo passa.

Inserida por Andr3luis

⁠Terceira pessoa

A noite escura recai
As estrelas iluminam as praças
E a boemia perfuma as ruas
Todos largados e abandonados
Mas não destoante da história
Escondida no declínio da saudade
vejo uma luz
Entre as garrafas de vinho que comigo compadecem
Vejo pessoas indo e vindo
Entradas e saídas
De grandes amores que nunca conhecerei
Conjuro versos feridos por ausência de amor
Com razão, prazer e saber
Procrastino
Reflito
Deixo o tempo passar
Vasculho lembranças do passado
Por tênue
Por iluminada
Por filosofia que sou
Entre amores e ressacas
Reergui-me
Nada sei
Nada perdi
Onde vou
Ou como sou
A noite é relativa nesses confins
Lá fora
Choram corações
Sofrem e mendigam amor
Eu não estou mais lá
Longínqua eu os observo
Apenas os observo.

Inserida por anailmasilva

⁠A tirania
As ruas violentas
Privando-nos de tudo que fomos abençoados

Inserida por MatheusSampaio1999

⁠Não existe mais amor nas ruas da cidade.

O asfalto é cinza e sem vida
As ruas são frias e solitárias
É todos os prédios espelhados que nos julgam, demonstram nossa maior fraqueza.

A vida parece não existir na metrópole
Ela fugiu ou foi roubada?

A cidade é o espelho do egocentrismo, de pessoas que carregam apenas seus corpos, pelas entranhas sem fim.

Se estou perdido, vivo na morada eterna de minhas piores memórias.
A metrópole suja a minha vida e rouba o meu amor.

A minha dívida vai ser paga, pois devo meu tempo, minha morte e minha alma a alguns Deuses.

Inserida por viniciusagapitor

⁠O que se passa nas ruas e nas mentes inquietas de hoje é, talvez, reflexo de um mundo que se esqueceu da verdadeira essência do homem. Andamos a confundir o que é lei com o que é luta, e pior ainda, transformamos um acontecimento num espetáculo, onde se agarram às divisões mais fáceis. Mas a lei, não vê cores, nem se interessa por identidades. A lei é, ou devia ser, o pacto entre os homens para viverem em paz, sem temor, sendo julgados não pelo que parecem, mas pelo que fazem.

Se um homem transgride, não importa a cor da sua pele ou de onde vem. O que importa é o que escolheu fazer, e se isso feriu o acordo coletivo, deve ser julgado por esse ato. O problema é que a nossa sociedade, em vez de se centrar no cumprimento da justiça, prefere o caminho mais rápido, o da vitimização fácil, usando a emoção como arma. O que é grave, porque desvia-nos da verdadeira questão: a preservação da ordem, da segurança, da convivência.

E ao mesmo tempo, não podemos confundir indignação com legitimidade para a violência. Não há injustiça que justifique o caos. Quando se responde ao que se considera errado com mais transgressão, a causa perde a sua força, transforma-se numa afronta ao próprio conceito de justiça. A legitimidade não se constrói no tumulto, mas na persistência pela verdade, através dos caminhos corretos, por mais difíceis que sejam. Quem opta pelo caminho da destruição ou do ataque à ordem, perde o direito de reclamar a justiça. A partir do momento em que se cruza essa linha, a causa dissolve-se em erro.

Devemos entender que a justiça, para ser justa, exige paciência, serenidade e, acima de tudo, respeito pelas leis que nos unem. Quem infringe a lei, seja pela frustração de uma injustiça ou por puro desdém, deve ser punido conforme essa mesma lei. Não há lugar para violência, para desordem, se queremos construir uma sociedade melhor. Não se trata de dividir entre “nós” e “eles”, mas de compreender que o desrespeito pela lei, seja de onde vier, só perpetua o ciclo de destruição. E nós, como seres pensantes, deveríamos estar a quebrar esse ciclo, não a alimentá-lo.

Se nos afastarmos deste princípio, perderemos o sentido de comunidade e de justiça real.

⁠Escritora da janela

Da minha janela,
o que eu vejo?
Outras janelas ...
Poemas, ruas e vilarejos.

Viajo a olhar na direção das colinas.
Enxergo trens, flores, cores e ruínas.

Pássaros voando em bando e,
no céu a beleza da lua.
Vejo crianças cantando,
numa ciranda no meio da rua.

O tempo que passa, apressado,
no tic tac das horas,
um verso no papel, rabiscado.

O que vês,
escritora da janela?
Indaga-se, Francine, curiosa.
Vejo o que ninguém vê ...
Subjetivamente, misteriosa.

Lise Oliveira

Inserida por Liseoliveira28

Eu não quero ser mal criado,
Como estes que vagam pelas ruas como carros.
Muito menos ser narcisista
Pra sair pedindo esmola nas esquinas.
Não posso ter e sentir amor
Porque em cada vida estou
E acabou.

Me acho tão lindo
E feio ao mesmo tempo.
Não sei o que digo,
Mas espero que passe com o tempo.
Tudo isso é bobeira,
Uma grande baboseira
Que se perdeu, antes mesmo de se encontrar
E se amar, sem fim, sem dor, sem luz, sem amor.

A minha poesia é isso:
Envelhece e morre feito vinho.
Acaba e ressuscita,
Mas, por favor, não insista!
Nesta vida, pago tudo à vista,
Pois não sei o dia
Que a conta irá chegar.
E o medo é bem maior
Que o tempo, e o dó.

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Inserida por WalyssonLima

⁠ERA NOITE

De horas frias
No chão molhado
Silencioso momento
De ruas vazias.

Alagando a calçada
Embrenhado a escuridão
Luzes piscando
Em plena madrugada.

O vento em calmaria
Enquanto a chuva
Lava as nuvens
Borda com alegria.

E vem um novo dia
Raios de Sol
Brinca no solo
Vira poesia.

Autoria Irá Rodrigues.

Inserida por Irarodrigues

⁠Atrás do seu sorriso escondo a minha dor , nas ruas escuras eu vejo o seu rosto , fechando os meu olhos na minha mente só vem o seu sorriso. Só de pensar em te perder o meu coração se parti em mil pedaços, mas se me dissesses que nunca vou te perder eu usaria os mil pedaços só para escrever no céu o quão eu te amo, fica comigo meu amor!
De Alberto para meu amor Nélia

Inserida por AlbertoTamela

⁠O que eu vejo

Eu vejo o sol nascer entre fios e postes,
iluminando ruas de asfalto rachado.
O som do ônibus ecoa, rouco e cansado,
carregando sonhos, corpos, desgostos.

No metrô, corpos se apertam, suor e silêncio,
olhares perdidos, vidas que se cruzam.
Ambulantes oferecem o que podem,
um doce, um adesivo, um lenço.

Nas esquinas, mãos estendidas,
histórias que o vento leva, mas não apaga.
"Me ajuda, por favor?" — a voz é fraca,
mas ecoa fundo, onde a dor reside.

Eu vejo a luta diária, o vai e vem,
gente que não para, gente que não tem.
Cada rosto um mundo, cada passo uma história,
na periferia, a vida é dura, mas também é glória.

Eu vejo a resistência, a força que não cai,
nos olhos de quem segue, mesmo sem paz.
Subúrbio é isso: dor, luta e beleza,
um poema vivo, vivendo na incerteza.

Inserida por RALF2017

Cair para frente

Eu ando, mas não sei para onde,
meus passos são ecos em ruas vazias.
O que antes fazia sentido, se perde,
o que antes era luz, agora é névoa.

Busco algo que nunca encontro,
um norte que me escapa das mãos.
Se existe um caminho, não o vejo,
só sinto o peso de continuar.

E quando tropeço, não há quem segure,
o chão me espera de braços abertos.
Mas mesmo assim, caio pra frente—
como se o destino zombasse de mim,
me empurrando sem me deixar parar.

Inserida por arthururso

⁠Em dias de chuva as ruas ficam alagadas, os carros ficam parados, os sapatos ficam encharcados e eu, por dentro, fico todo molhado de tanto pensar

Inserida por joaquimcesario

⁠O sapo agora dorme, cansado de tantos saltos em vão. Circulou pelas ruas estreitas, visitou todos os lugares do mundo e brilhou nas cores escuras das festas juninas. Mas há um mundo que sangra e há sempre alguém a vender por litros.

Mas não se preocupe.
Nós estamos aqui prontos, para culpar as estrelas, as marés, o velho governo e até as galinhas.

Inserida por Bissueque

⁠O sol nascia sobre a cidade, iluminando ruas tomadas por serpentinas, confetes e máscaras. O carnaval pulsava em alegria, ao som vibrante das baterias. Eu, com máscara de lantejoulas, sentia-me livre entre os desconhecidos que logo viraram amigos.
O bloco passava arrastando uma onda de felicidade. O mestre de bateria marcava o ritmo,e os foliões respondiam em coro.
A noite, a cidade se iluminava e os sons da festa se misturavam às vozes animadas. Entre brindes, um olhar cúmplice e palavras perdidas no ruído. Ali já sabia que seria o carnaval inesquecível . Uma festa!

Inserida por ValMoni

⁠Ainda vou andar muito sozinho
Estas ruas ainda não conhecem minha sola
A morte ainda passará bem mais de perto
Do que das outras vezes
Ainda vou dormir num cantinho
Verei o sol nascer no seu todo
Nesses dias não haverá nada sobre mim
Os que em outros tempos me viram dirão
Não pode, é ele!?, é ele?, não pode
E nesses dias, os meus ainda existirão
Perguntando-se, "onde ele estará ?"
Sem exatidão
Pois continuarei mudo e indiferente, como se com eles não me interessasse
Ainda serei uma vagabundo
Estarei em sítios
Que só por não saber não cito
Mas, dessa vocês devem se lembrar:
"Quando esses dias chegarem e eu me afastar, até desaparecer, se de mim essas terras, esse céu, esse universo. Tiver piedade e não me levar
Eu vou voltar
Lembra-te do que em tempos me pediste
Porque eu vou dar
Sim, eu vou dar
Porque até lá eu terei pra dar
E aqueles que ficaram, não me esqueci,
Lembrem-se vou voltar
Voltar e vos levar
Levar pra onde prometi
Pra onde em tempos pediste
Não sei se será assim
Mas sei que serão tempos negros
Tempos negros...

Inserida por Lopo

⁠Título: Talvez Eu Pertença ao Talvez.

Gosto de ruas vazias, tão calmas,
De rostos tristes — talvez por simpatia.
Prefiro as noites de poucas almas,
Com poesias sendo minha companhia.

Há uma alegria nas luzes apagadas,
No som da chuva a varrer a cidade,
E nos grilos que, entre pausas marcadas,
Regem o silêncio com suave sintonia.

O vento carrega segredos no ar,
Um eco perdido, sem rumo ou lugar.
Talvez eu pertença a esse divagar,
Ao "talvez" eterno de sonhos fugaz.

Um temporal não me traz tormenta,
Mas uma dança onde me encontro inteiro.
Sou um reflexo que ninguém sustenta,
Uma sombra errante, sem paradeiro.

No "talvez" eu habito — começo e final,
Entre o vazio e o desejo de estar.
Sou o instante breve, o ponto crucial,
Que nunca se cansa de apenas vagar.

Inserida por Zeta

⁠O futuro não anda pelas ruas sem direção.

⁠Dentro de mim as ruas são largas e o tempo é um fio luminoso amarrado em meu pulso.

Inserida por pensador

⁠Espírito sociangustista

Nas ruas da desilusão,
Onde o eco da injustiça ressoa,
Caminhamos com o peso da opressão,
Na sociedade que nos despoja e magoa.

Erguem-se muros de indiferença,
No labirinto do progresso vazio,
Onde a esperança é uma crença,
E o amor, um bem desafio.

Mas ainda na angústia coletiva,
Há uma chama que persiste,
A luta por uma vida ativa,
Onde a justiça enfim existe.

Quebraremos as correntes do medo,
Com a força da união e da palavra,
Por um futuro onde haja mais enredo,
E menos dor que a alma lavra.

Pois somos mais que meros números,
Somos vozes, sonhos e ação,
Contra os abismos sombrios e erros,
Levantamos a bandeira da transformação.

Inserida por Moarfiso

⁠Epitalâmico Grunge


Nas ruas de Seattle, sob o céu cinzento, O grunge ecoava, rebelde e intenso. Guitarras distorcidas, vozes rasgadas,Em clubes escuros, almas apaixonadas. Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Eram os profetas desse som sem freios. Kurt Cobain, Eddie Vedder, Layne Staley, Seus versos eram gritos, seus acordes, raízes. Em camisas xadrez e jeans rasgados, A juventude dançava, corações inflamados. O cheiro de cigarro e cerveja no ar, Era o perfume da liberdade a flutuar. E nas letras, segredos e confissões, Amores perdidos, angústias e paixões. O grunge era a trilha sonora da rebeldia, A melodia da juventude em ebulição. Hoje, lembramos com saudade e reverência, Aqueles dias de chuva, som e resistência. Seattle, berço do grunge, eternamente marcada, Em nossos corações, a música nunca calada. Que o amor que inspirou esses versos, Seja eterno como os acordes dispersos. Que o grunge viva em nós, como um refrão, Neste epitálamo que celebra a nossa canção.

Inserida por lilijoiapsi