Ruas

Cerca de 1896 frases e pensamentos: Ruas

⁠Ruas escuras percorro nas sombras da noite um alvoroço.
Viver nessas ruas sem poder circular inteiramente nua, sem pressa e sem meta é falta de alegria, igual a uma epidemia.
Mesmo assim eu insisto em sair na rua, pois cada canto tem um cheiro, um ar e um apelo.
Lá naquela casa que moro, sou apenas mais um corpo.
Ninguém fala, quando falo, ninguém me escuta, estão todos sem astúcia.

Inserida por AnneBeth30

⁠Pelas ruas

Pelas ruas da cidade
Ando a pensar
Observo a sociedade
Os vários modos de andar

Na calçada a criança
Que está a brincar
Sinto a esperança
Na inocência do olhar

Lembro da pequena idade
Em que era inocente
E sinto uma saudade
Que me deixa bem contente

Tenho fé na criança
Que mora dentro da gente
Tem amor e perseverança
No coração e na mente

A vida fico a observar
Sua beleza fico a admirar
Maldade também posso ver
Mas a bondade há de vencer

Na praça um casal
Que está a namorar
Como é belo o amor
Toda forma de amar

As pessoas caminhando
Os velhinhos conversando
Os cachorros e seus donos
Juntos felizes passeando

As árvores e suas sombras
E os pássaros cantando
Em um lindo céu azul
As nuvens se desenhando

A imensa luz do sol
Faz do mundo um girassol
Criação humana e Divina
Se misturam em cada esquina

A vida fico a observar
Sua beleza fico a admirar
Maldade também posso ver
Mas a bondade há de vencer


Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei

Inserida por AlanAlvesBorges

⁠Nas ruas, um tempo de paz se espalha, Domingo, um quadro onde a tranquilidade boceja. O tempo desacelera, a alma se entrega. E o dia, como verso, nos braços do descanso.

Inserida por alexsandrobraga

⁠A noite

Andando pelas ruas
Navega nos pensamentos intensos
Oculta tortura que guarda para si
Extensão de emoções e sensações
Inspira tristeza de quem superou as piores.

Inserida por kaike_machado_1

⁠Noite escura, pensamentos a milhão,
Busco em mim um pingo de concentração.
Vago pelas ruas, entendendo a mente,
Fortaleço o que me é mais decente

Inserida por Jovem_JP

⁠Sou um pedaço de mim e uma parte de você
Sou os seus passos assim
Vielas sujos becos ruas sem fim
Amor retorcido permitido distorcido
Camas remexidas corpos dourados
Cheiro que chama amor de chama
Promessas repetidas, esquecidas
Fé no abraço quando se ama.

Inserida por eduardortavares

⁠A vida realmente surpreende a gente, pega curvas sinuosas, ruas sem saídas, para que possamos encontrar o caminho certo.
E mesmo encontrando o caminho, ainda surgirão dúvidas, questionamentos, será que é o ego querendo nos confundir?
(Fica a dúvida)

Toda a experiência que vivi, mesmo as mais terríveis, angustiantes e dolorosas, me trouxeram para pertinho de mim, atéquando houve uma desconexão de mim mesma, ou quando senti culpa e vergonha por me sentir potente e segura.

Quanta contradição esse mergulho me trouxe! Eu mesma precisei encontrar a resposta e montar todo o quebra-cabeça, peças que perdi pelo caminho, tive que voltar e encontrá-las, o que me tomou um certo tempo.

Algumas situações da vida também me colocaram de frente com meus complexos e inseguranças, relacionados a não aceitação de quem eu sou e a odiar isso, mesmo encontrando o equilíbrio e a paz no perdão e na busca do relacionamento harmonioso com meu autoamor.

Esse amor próprio realmente é uma construção diária, trabalho de ''formiguinha''! Santa paciência!!! (risos).

Mas se eu não tiver, quem terá por mim? É eu que me carrego todos os dias, sejam eles bons ou ruins...

É olhar no fundo do olho da minha criança interior que tem 5 anos e lembrá-la todos os dias que a amo e que pode sempre vir no meu colo quando precisar. Agradecendo por existir e lembrando o quão incrível e única é
.
Apesar de todo o processo doloroso que é olhar para si, é transformador construir e alimentaresseamor.

Inserida por manuellaweber

Do Brás a rua Bresser


⁠Fundamental na cultura boemia das ruas do Brás até a rua Bresser estão presentes os variados rostos com suas infinidades de expressões, no caminhar pelas ruas uma grande união de estilos e suas cores, no falar a preciosidade da mistura linguística de diversos povos e suas tradições.

Belas músicas são cantadas, variados bate papo são jogados fora e no esconder da madrugada quantos acontecimentos, quantas baladas!

Incorporado em cada copo de cerveja/ bebida forte tomados está a preciosa liberdade, o lazer e o prazer tornam-se um só em homenagem a criatividade das letras tocadas e dos abraços trocados.

As noites criativas e tão apreciadas pelos boêmios das ruas do Brás a rua Bresser são silenciadas apenas pela sua característica histórica, ou seja a sua originalidade.

Nos versos uma dedicatória a saudade.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠No silêncio das ruas, passos ecoam,
olhares que atravessam, como facas,
cada gesto, uma história não contada,
mas o rótulo pesa, sem compaixão.

Mentes tecem tramas de suposições,
corações se fecham em prisões de medo,
o que parece é um espelho quebrado,
refletindo sombras de quem não somos.

Palavras se tornam pedras, lançadas ao vento,
enquanto a alma anseia por compreensão,
não há um único caminho para a verdade,
cada vida é um labirinto, um mistério profundo.

Escute o que não se diz, sinta a essência,
abra os olhos para além do visível,
pois cada ser carrega um universo,
e a beleza mora na aceitação do diferente.

Inserida por Terezalima12


Seu caminho, ainda que não compreendido,
Nas ruas, seu sofrer permanece escondido.
Mágoa que corre em suas veias, a te destruir,
Na verdade, impede teu crescer e construir.

Inserida por davi_martins_2

⁠Nas ruas de São Luís, onde poetas repousam,
A Praça exalta versos, em honra aos seus laços.
Ferreira, Catulo, Nauro e Sousândrade,
Caminhamos pelos versos que a memória invade.

Bandeira, José, Gonçalves na trama,
Maria Firmina, Dagmar, e Lucy na chama.
Palavras que dançam como folhas ao vento,
Na Praça dos Poetas, o tempo é momento.

Mirante que abraça o horizonte vasto,
Vendo o Maranhão, onde o passado é contrasto.
Entre versos e olhares, a cidade se revela,
No poético trajeto, a alma se encantela.


"Corações Ancestrais", São Luís em poesia e pin-hole,
Nas páginas, o tempo se desenha como um farol.
Cada verso, um eco de corações que resistem,
Pin-hole, artista da luz, em cada imagem persiste.

A cidade, um poema entrelaçado nas vielas,
Corações ancestrais, guardiões de memórias singelas.
O pin-hole, como um portal para o passado,
Em cada clique, um diálogo com o tempo marcado.

Palavras e imagens dançam nessa sinfonia,
São Luís, em cada rima, uma poesia viva e vazia.
Corações ancestrais, pulsando nas linhas,
Pin-hole, capturando instantes como pequenas vinhas.

Inserida por wbrit

⁠Ruas de São Luís...

Nas ruas que sussurram histórias, São Luís,
Calçadas de memórias, onde o passado reluz.
Pedras que ecoam passos de outrora,
Caminhos que entrelaçam cada aurora.

Pelos becos estreitos, segredos a contar,
Casarões coloniais, a cidade a se revelar.
Cada esquina, um verso guardado,
No silêncio das pedras, o tempo é eternizado.

O vento, mensageiro dos contos do passado,
Em São Luís, o encanto é preservado.
Nos azulejos, o colorido da tradição,
Pintura viva que resiste à efemeridade da estação.

As praças, testemunhas dos encontros e despedidas,
Em cada canto, São Luís tece suas vidas.
Ruas que sussurram poesia a cada esquina,
Na cidade que guarda em si uma rica sina.

São Luís, nas entrelinhas do seu calçamento,
É poesia viva, pulsante sentimento.
As ruas sussurram, e nós, seus leitores,
Imersos nesse livro, exploramos seus arredores.

Inserida por wbrit

⁠Máquina do Tempo
Ruas estreitas, Pedras antigas, Casas coloridas, Memórias ancestrais.

Aqui, o tempo passa devagar, E o passado se mistura ao presente.
A máquina do tempo está aqui, À nossa espera.

Inserida por wbrit

⁠A máquina do tempo na ponta dos dedos,
Em São Luís, onde o passado se faz segredo.
Ruas que respiram o pulsar do tambor,
Blocos tradicionais, dança que encanta com fervor.

Cada tecla pressionada é um portal aberto,
Nas letras digitadas, o tempo é descoberto.
A cidade é palco, o bloco é poesia,
No ritmo do tambor, a história se inicia.

Inserida por wbrit

⁠Flores em Paris

Perambula
Carros
Prédios
Avenidas

Observa
Homens
Janelas
Ruas

Para
Mulheres
Portas
Ruelas

Senta
Crianças
Arcos
Praças

Respira
Bolas
Pontes
Parques

E as flores!

Inserida por zuleica_klauck

No dia que eu for andar pelas solitárias ruas⁠

Eu aguardo o olhar doce do luar
para assim, memorias doces e decisões amargas...

apenas sumam junto de minha alma

Inserida por 5O5

⁠O Eterno Xeleléu e o Eco de Rui Dourado:
Em uma manhã de domingo, as ruas de São Luís ainda despertavam preguiçosamente. No pequeno estúdio da Rádio Timbira, Rui Dourado já estava a postos, ajustando os controles e preparando-se para mais uma transmissão do seu icônico programa “Futebol de Meia Tigela”. Era um ritual que ele repetia há décadas, mas que nunca perdia o brilho.
Rui, com sua voz grave e inconfundível, dava vida a uma série de personagens que habitavam o imaginário dos ouvintes maranhenses. Entre eles, destacava-se Xeleléu, o puxa-saco mais querido e odiado da cidade. Xeleléu era uma figura caricata, sempre pronto para bajular os poderosos e fazer críticas ácidas, mas com um humor que arrancava risadas até dos mais sisudos.
Naquele dia, Xeleléu estava especialmente inspirado. “Bom dia, meus queridos ouvintes! Aqui é o Xeleléu, o defensor dos fracos e oprimidos… desde que não me custe nada, é claro!”, começava ele, com seu tom sarcástico. “Hoje vamos falar sobre o grande clássico do futebol maranhense, mas antes, uma palavrinha sobre nossos políticos… Ah, esses sim sabem jogar, mas é com o nosso dinheiro!”
Rui Dourado, por trás do microfone, sorria. Ele sabia que Xeleléu era mais do que um personagem; era uma extensão de si mesmo, uma forma de criticar e ao mesmo tempo entreter. A cidade parava para ouvir suas tiradas, e muitos se viam refletidos nas histórias que ele contava.
Enquanto o programa seguia, Rui lembrava-se de sua trajetória. Começou no rádio quase por acaso, sem receber um centavo, apenas pelo amor ao ofício. Passou por várias rádios, enfrentou dificuldades, mas nunca perdeu a paixão. E foi essa paixão que o levou a criar Xeleléu, um personagem que, apesar de fictício, se tornou tão real quanto qualquer pessoa.
O programa chegava ao fim, e Rui, com a voz já um pouco cansada, despedia-se dos ouvintes. “E assim encerramos mais um ‘Futebol de Meia Tigela’. Lembrem-se, meus amigos, o humor é uma arma poderosa. Use-a com sabedoria. Até a próxima!”
E assim, com um último aceno para o microfone, Rui Dourado deixava o estúdio, sabendo que, enquanto houvesse um rádio ligado em São Luís, Xeleléu e suas histórias continuariam a ecoar, levando risos e reflexões para todos os cantos da cidade.

Inserida por wbrit

⁠TRIANON

Longe das ruas de terras
Do Capão conhecido
Dos becos e vielas
Lugar onde vivo.

Longe do Parque Fernanda
Longe do gueto querido
Longe do Parque Santo Dias
Eis me aqui... Na Paulista.

Longe da amada. Ó
No Parque Trianon.

Cercado de árvores
Brisa na face
Enquanto escrevo meus versos
Os pedestres passam.

Inserida por poetafuzzil

⁠Fumo a fumaça dos carros
e vago pelo teto dos prédios.
Ao meio-fio do prazer,
enquanto as ruas
caminhavam sobre mim,
transito, transando com a poesia.

Inserida por Lucarte

⁠Perambulando pelas ruas a te encontra com essa ilusão notória,
De um passado que me afoga afim de um dia tentar te esquecer,
Que a partir do dia que eu te ver sei que cairei em pedaços,
Mar de de risos e abraços que me faz lembrar de você,


Tão coerente e convincente foi tentar explicar pro coração,
que você não volta mais não,
E que a única solução foi sair do seu caminho .
Mas até hoje sofro sozinho e tudo me faz lembrar, tua boca , teu cheiro , tudo tenho no peito e isso me leva a chorar.

Termino esse poema com aperto no coração,
Sofro de amor e paixão e a única solução e nunca mais querer amar.
Voltar a amar quem me fez bem é tudo que me faz falta , mais não sei se era amor ou uma simples percepção falsa,
E se um dia amar de novo peço que não caia no poço a minha outra pessoa amada.

Inserida por Wemersonreis