Rrases sobre Literatura Portuguesa

Cerca de 3346 frases e pensamentos: Rrases sobre Literatura Portuguesa

Fico pensando: O que seria "do" Legião Urbana nos dias de hoje? Faroeste Caboclo, por exemplo, teria que ser cantada assim:
"E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pra "presidentA"
Pra ajudar toda essa "gentA" que só faz... Sofrer..."

Inserida por jeffcamargo

Ser brasileiro é acreditar em mudanças da mesma forma que só por aqui, em português se tem saudade.

Inserida por RicardoBarradas

"De tanto escrever,
de tentar descrever,
de escrever tentando,
de descrever o tentar...

escrito está!

Inserida por barbosalagos

"Quem dera a vida fosse apenas uma série de AFORISMOS. Ao invés disso, somos condicionados desde o nascimento a lidar com essa imensa REDAÇÃO.

Inserida por barbosalagos

Rebuscado

Em um país de extrema multiplicidade cultural, falar a mesma língua parece ser mais difícil do que realmente é. Eu sei que dizer extrema multiplicidade chega a ser redundante, mas um pouco de pleonasmo nunca fez mal a ninguém não é mesmo?

Comunicar-se de forma clara e concisa exige mais do que um vasto arsenal se sinônimos, aliás, exige praticamente o oposto, ser direto, com palavras de conhecimento amplo que não causem um mal estar e medo ao receptor. Sejamos francos, comunicar-se é uma arte! Você pode estar falando da forma mais clara e objetiva, mas se seu corpo não se comunicar como suas palavras, a mensagem recebida não será a mesma da emitida, agora imaginem se usarmos palavras de conhecimento restrito.

Não estou aqui dando meu aval para que a literatura mais rica seja deixada de lado em prol do empobrecimento literário, pois sei que a pobreza vocabular limita os textos a uma enxurrada de termos e palavras repetidas, mas um texto rebuscado no mínimo causa modorra a quem lê, ou dá aquela sensação de estar jogando forca, já com o corpo inteiro no patíbulo faltando apenas uma letra e não fazer ideia de que palavra é aquela em sua frente, dando a impressão de quem escreveu com todos esses floreios ser um abastado abestado, cheio de empáfia.

Viu que chato, agora limitei o texto a um pequeno grupo de pessoas que não vão ter que procurar no dicionário algumas palavras que daqui fazem parte, e que estão aí só para satisfazer o ego deste que vos escreve, na intenção de mostrar que seu repertório literário é vasto e culto. Mas quanta besteira, o importante é que entendam a mensagem, ser culto não é só saber o maior número de palavras, ou ter lido mais livros em um ano do que a maioria lê em toda a vida, saber ser claro e sucinto importa mais. Mas vamos combinar? Sem depauperar o texto tudo bem?

Inserida por arthurpilastre


O que seria do concreto,
Se não fosse o abstrato,
O próprio do comum,
O derivado sem o primitivo,
Sendo simples ou coletivo,
Na forma de nós Substantivo.

Inserida por Celso38

Outra coisa que me amedronta mesmo é quando eu falo que o aluno fulano de tal é um péssimo aluno, desrespeitador e desvalorizador da escola, e a minha colega professora diz: — "Pois comigo ele é ótimo"!
A escola é uma, os alunos são os mesmos; minha aula de Língua Portuguesa é tão sem admiração tanto quanto as de matemática, percebo pelos resultados.

Inserida por Kllawdessy

Os eletrônicos pedagógicos da escola são armadilhas, além de velhos e ultrapassados, ainda todo mundo mexe irresponsavelmente, embora bem intencionado ou não. Eu queria fazer uma aula diferente, exigida pelo planejamento da coordenadora, queimei a fonte do computador, tentando que lesse meu pendrive; desloquei-o para tomada 220v da sala ideal e alguém o usara em 110v como eu ia adivinhar que tinha de mudar a chave? Sou apenas um professor de Língua Portuguesa!

Inserida por Kllawdessy

⁠Sendo eu, um aprendiz
A vida já me ensinou que besta
É quem vive triste
Lembrando o que faltou

Magoando a cicatriz
E esquece de ser feliz
Por tudo que conquistou

Afinal, nem toda lágrima é dor
Nem toda graça é sorriso
Nem toda curva da vida
Tem uma placa de aviso
E nem sempre o que você perde
É de fato um prejuízo

Inserida por alberto_alencar

⁠Invirmóglio (s.m / adj) — neologismo

(S.m) Algo que é vergonhoso, repugnante ou insensato.
(Adj) que possui ou evoca tais características.

(s.m) — Aquilo foi um invirmóglio nacional
(adj) — uma decisão invirmóglia foi tomada pelo deputado.

in-vir-mó-glio

Inserida por ronan_khliechtmanter


LÍNGUA VIVA

Tenho uma palavra na pontinha da caneta
Agarrada
Mergulhada na tinta
Não quer sair ainda
Se for um verbo
Tomara que não seja de estado
Permaneceria estática, atrofiada
Que seja um verbo de ação
Que me leve por aí
Mexa minha alma, mova meu corpo
Se for pronome
Que me situe no espaço
No tempo
Talvez seja adjetivo
Se for, que me modifique
Provoque uma metamorfose
Caso seja substantivo
Que seja composto
Traga-me boas companhias
Ela está aqui na pontinha da caneta
Teimosa
Acho que é uma nova palavra
Está nascendo agora...

Inserida por ElisBarroso

A percepção inicial sobre a Mediação ⁠é naturalmente, de estranheza porque estamos a falar de um projeto que é pioneiro na cidade do Porto.
No entanto, depois começam a entender que, afinal, somos todos portugueses, a nossa cultura cigana é tão portuguesa como a da sociedade em geral.

Inserida por bruno_prudencio

⁠Português é complicado

A sessão para a cessão do prédio foi na seção de obras da prefeitura.

Inserida por zatonio

Algo "bendito" e algo "bem dito" podem ter significados totalmente opostos... e ainda assim não valorizam a Língua Portuguesa.

Inserida por AMDLetrista

⁠"Uau" faz sentido quando uma coisa que não fazia sentido começa a fazer.

Inserida por AMDLetrista

Ensino da língua respeitoso


Ficar preso a gramática
Não é assim tão legal
A linguagem é poesia
Na fala da tradição e não tradicional

A linguagem é incorporação
Do meio em que se vive
E andar na contra mão
É mais difícil, acredite

Como disse Heráclito
Não é possível duas vezes
No mesmo rio se banhar
As águas fluem e a que foi já não estar

Bagno também poetiza
Que a língua é um rio com fluxo caudaloso
Enquanto água parada é a gramática
Deixando tudo desgostoso

Sucesso no ensino não haverá
Se a concepção gramatical não se alterar
O professor deve ensinar várias concepções
Mas sempre respeitando a linguagem e suas tradições

A gramática deve existir em função dos que falam
Ouvem, leem e escrevem suas práticas
Sofrendo processos de variação
Precisando ser respeitado em sua dimensão

O método para se ensinar a Língua Portuguesa
Deve-se ser repensado
Respeitando a língua materna
Esse tem de ser o diálogo

Não retirar a língua de sua realidade social
Estereotipando como difícil de aprender
Temos muitas variações linguísticas
E é disso que precisamos saber

A função do falante pode variar
Em dialeto, idade ou geracional
A função do ouvinte compõe graus de formalismo
Modalidade e sintonia incluindo dinamismo

Se a escola o hábitos cultural do aluno valorizar
Com certeza habilidades na própria língua adquirirá
Sabendo narrar, descrever, dissertar e expor sem discriminar
No uso da linguagem oral e escrita não esmaecerá

Pois assim como nós seres humanos em constante mutação
A língua é miscigenada e cheia de vida
Consequência de sucessiva transformação
O preconceito linguístico não deve sernossaocupação

Inserida por Rutyenne

Se eu ficar sozinha demais procurarei o nosso Consulado. Para rever brasileiros e poder de novo usar a nossa difícil língua. Difícil mas fascinante. Sobretudo para se escrever. Asseguro-vos que não é fácil escrever em português: é uma língua pouco trabalhada pelo pensamento e o resultado é pouca maleabilidade para exprimir os delicados estados do ser humano.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Minha próxima e excitante viagem pelo mundo.

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Inserida por pensador

Não façam farofa de Machado... pois sua genialidade está justamente na linguagem e na sua crítica sagaz! Deixem o Machado de Assis em paz!

Inserida por palcodasflores

⁠A burocracia começa pelo idioma complicado. Se já é difícil falar a própria língua, imagine então o resto. Português é burocrático.

Inserida por reconceituando

Recebi mais uma mensagem de um jornalista português. Volta e meia os jornalistas portugueses me procuram para eu contar as historias da sociedade portuguesa dos anos 80 e 90. Fico feliz de poder falar dos meus registros e contributo para a historia, que estão nos aquivos da biblioteca nacional e na imprensa não diária, que serão lembrado e estudado, pelas gerações futuras... Foram os melhores anos da minha vida, lembro-me tão bem da transformação da sociedade e da economia, de um país que quando lá cheguei nos anos 80,estava 70 anos a trás do Brasil, e, hoje, está 250 anos à frente do Brasil.

Inserida por nereualves