Repúdio
O amor abortado
E viu com repúdio o que foi-lhe abortado.
E viu o parasita que lhe domara as entranhas.
Utopias antigas agora tão estranhas,
Sem os olhos do puro amor derrotado.
E viu encarnado em si mesmo este sol.
Sol este repleto de chamas valentes.
Valentes chamas tais quais mil serpentes.
Serpentes que dançam no próprio cheol.
E viu com repúdio o verme falante.
Bípede animal repleto de mal.
Abortara o amor e foi despertado.
"Não me impressiona um verme que cante "
Sem o parasita se viu racional,
E escarrou com repúdio o amor abortado.
Nas esquinas do meu ser, caminha a solidão a passos contidos, meio tímida, repudiando o amor, transformando cada fração de segundo em eternidade. É intolerante, é covarde mas é o jeito dela, fria como as noites de julho, certeira como um tiro, calma como a escuridão do meu quarto.
Uma alma com instinto assassino que mata sem mover uma palma, ela tortura seus pensamentos te fazendo pensar como o passado poderia ter sido diferente e de como o futuro pode não chegar!
O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.
MORTO POR UM ABORTO
(Esta poema é produto de uma ficção que traz à tona o veemente repudio do próprio feto, contra UM CRIME CHAMADO ABORTO.)
Mãe! Eu consigo e você comigo,
Poderíamos viver juntos por muito tempo
Se não fosse esse seu inescrupuloso intento,
Prestes a decretar minha não-vinda.
Esse intento que desenfeita a beleza feminina
De dois corpos num só.
Que desvenda o mal que você apronta,
Ao ilustrar na tela do desrespeito à vida
Ao apresentar a aparição dos contras
E o desenrolar da eliminação dos prós.
Mãe! Eu que queria ser o fruto de sua existência.
A rósea flor da sua façanha,
Regada com o choro da criança que viria,
Sou, no entanto, um botão pisoteado num canto.
SOU UMA CRIATURA sendo abatida, sem clemência.
SOU UM SER sendo assassinado nas entranhas,
Sob os mandos e desmandos
Da frieza, da perversidade, da covardia.
Mãe, como é pecaminoso esse seu delito!
Emolduras um quadro com falso desenho.
Colas um cartaz com rasurados manuscritos,
Ocultando, no ventre, a falência de seu juízo,
Ao agredir-me, às escondidas, com golpes doloridos,
Certificando-se, assim, que não mais tenho
O vigor que possuí outrora.
O calor materno daquela ocasião...
Nos minutos daquelas horas.
Mãe, eu me perco na escuridão desse desafeto
E, pouco a pouco, desfalecendo,
Sou um feto doado à dor e à agonia.
...Me remexo, me enfraqueço.
Desfaço-me nesse embaraço
Que tanto me judia.
Que me tinge com o corante da violência.
Que me queima com o fogo do sofrimento,
Levando-me a saborear
A ceia das conseqüências,
Como o mais recomendável dos alimentos.
Mulher!
Você é simplesmente mulher, adiante,
Porém, jamais pura ou sublime.
Você não é mais digna
Da minha admiração que se finda,
Ao ser impiedosamente detonada, explodida,
Pela exterminadora sem-vergonhice do seu crime.
Você, pra mim, vale menos que uma moeda,
Pois a gestante que se preza não pratica isso:
Não ignora a semente de sua vida,
Pondo-lhe um maltratante sumiço.
Mulher, conclui-se o seu insensato desejo!
Sei que, prematuramente, sairei.
Que sua barriga logo... logo eu a deixarei,
Para entre os seres vivos não permanecer.
Para não dar e nem receber
Sequer um... um único beijo.
Agora, mulher!
Agora... agora tudo está para ser desfeito.
Se o arrependimento a fizer voltar atrás,
Não será possível dar um jeito,
Porque já é tarde demais.
Porque eu já presencio a morte
Vindo ao meu encalço, ao meu encontro,
E, daqui a alguns segundos,
Ela fará com que eu esteja morto.
Morto por sua conduta contrária.
Morto por seu aborto.
Por essa injustiça cruel e voluntária,
Que me traz o ponto final
De um total desconforto.
Adeus,
Mulher que não quis dar-me ao mundo.
Adeus,
Mulher que não quis ser a minha mãe.
Adeus...
É o meu irremediável fim... ADEUS!
Recomeço
já não consigo descrever quem somos nós
a minha voz não declama poesia
quem repudia muito antes do após
faz do algoz aquele ombro em que confia.
E a escrófula, repudiada, inexistente
Afasta o horror, num beijo cálido
A evadir-se, como chegou, furtivamente.
Eu te amo faz parte da peculiaridade na busca do encontrar e possuí um certo repúdio d'entre duas tênues divergentes, quais estão na ternura e na posse.
Tu repudias o coração que tanto te queres
Não te contentas com a veneração de seu amor tirano?
Há muito além de uma simples mágoa que te atormentas
Nada além de sentimentos ocultos em uma casca ôca
Mantidos subjetivamente por uma alma opressora.
Pessoas que você dizia conhecer, hoje são estranhos, estranhos que você repudiava, hoje são seus amigos.
Quem prefere continuar onde estar, tendo as mesmas ações, com os mesmos pensamentos, repudia os bons conselhos e contradiz as pessoas sensatas
Nunca pensei em repudiar o fim de semana
Nele vem tudo, tudo que tinha e se foi
Na sexta já vem as escapadas
Desviando daquelas rotinas
Se esquivando das fotos e lembranças
Na hora do almoço, na sexta, já bate a preguiça
Ando me esquivando até dos jogos da série B
Que nos momentos que eu não enxergava
Me pareciam ossos do ofício
Chega 17:00 e preciso me mover
Academia, mesmo cansado, ajuda
O alívio dura até a janta
Que maltrata com a falta do sal
Tomo banho pensando em sair
Escapar do confronto com a dor
A saída parece maltratar
Aquele que sempre se cuidou
Dizem que o tempo ajuda
A curar tudo isso que machuca
Tenho fé na rodagem da Terra
Que assopra e revela
Eu sou o livro proibido,
banido em muitos países
repudiado por muitos,
alvo de olhares hostis e de falsos pudores
sou o livro que te desafia, que te faz desaprender...
em poucas livrarias me enfeito, esquecido pelos deuses, abominado, sou renegado,
mas sou acolhido por ti.
NOTA DE REPÚDIO:
Fica aqui registrado meu repúdio a esses seres humanos, que aprofeitam da oportunidade, para defenferem seus interesse, usam do poder para restringir o povo de #Deus, se fazerem presente na casa de Deus. A esses que assim agem, tem que olhor para os dois lado: enqtºs não podemos participara de nossa ritos religioso, onibus colhetivos estam aboratados de seres humanos, sem nenhuma proteção, basta olhar para os proficionais da area de colheta de lixo, "ou garis não tem os mesmos valores que muitos os tem", fala para esses profissionais da segurança, vizitar uma unidade prissional, onde os agentes penitenciário tem que trabalhar em um espaço de 2 metros quadros, em quatros profissionais, sem falar que uma unidade que tem a capacitade para (800) oitocentos, detentos, esta com uma super lotação de até (1.600) mil e seicentos detentos. Ou nós do sistema penitenciário, não somos seres humanos, e não temos família?? Por que os super mecados, podem estarem abertos, funcionandos, sendo que não vi nenhum profissional fazendo uso de mascara, sem nenhuma proteção?? Só sei dizer uma coisa que esse virus veio só para algumas classe de trabalhadores, enqtos, que para outros são inatingivél, ou a vida se baseia em o quem tem poder finançeiros. Pessoas gananciosos pelo poder estão tirando aproveito do momento, com a desgraças alheias. Seres humanos, inesgrupulosos. Por um Brasil de Todos, literalmente... E não de uma meia dúzia de poderosos.
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