Relógio Parado
Heavy Love
Parado no bar da esquina
Eu vi uma menina me dizia venha com tudo
que eu quero te ter só comigo hoje e sempre,
Nem Sempre é um instante de ver você, se eu paro o mundo a lua e o inferno
vou até o mar mediterrâneo e materno por ti,
Se eu não ti vi eu me reduzi a luz maluca e o inferno me dizia até
hoje você contagia até o mar e a poesia você não me dizia
que me amava e nem cantava o blues da piedade
Não quero vingança e nem bobagem,
sou um cão selvagem, até que eu perdi o
sentido e a viagem.
Nem tenho maldade, só amo você,
se eu te perco, eu quero me esconder, se
eu sonho e com você minha flor, meu bebê
Heavy love
parado no bar da esquina
eu vi você e sua menina
como dizia que tu eras bela e feia e
me seduzia como eu a havia
era um pequena menina e garotinha do bar
só não bebia por que esculpia o teu prazer em forma de teatro.
Ninguém ganha prêmio algum em rodeio permanecendo por 7 segundos em cima de um cavalo parado! Nem de doma em cima de cavalo pulando! Saber se comportar é a chave!
Sou o que Fica -
Eu sou o que fica parado, contra o tempo,
numa espera inútil e cansada,
num espaço aberto, contra o vento,
onde a Alma está ainda agrilhoada.
Sou o que fica depois de tudo terminar,
calado, ausente de esperança,
num silêncio abrasador, a chorar,
mas com alguma Fé e Confiança.
Sou o que fica vestido de madrugada
com sapatos de silêncio à beira mar
e que caminha numa longa estrada
numa pressa incessante de chegar.
Eu sou o que fica sem ficar
a mágoa apetecida sem razão
o triste barco ao cais pronto a largar
a que o destino deu o nome de solidão.
Teria parado o tempo naquele instante
No instante em que há conheci.
Só pra entender
Da onde saiu esse sentimento obsceno
Que me maltrata com tamanha grosseria.
Será um castigo
Pensar há todo instante em ti?
Há, não sei o que pensar
Estou perdido.
Estou louco.
Estou vendo as grotas se abrirem
E meu coração sendo levado
Pela força bruta das águas.
Estou perdendo a esperança!
Meus olhos secaram.
Meu rosto está pálido
Envelhecido de angústia.
Tudo que vejo me lembra
Aquela mulher.
Aquela poderosa mulher
Que quebra rapidamente
As pedras do meu peito.
Com teu sorriso de diamante
Que reflete a quilômetros.
Tento evitá- la
Mas não consigo
Aquela mulher
Tem sobre mim
Total domínio.
Tão forte é seu olhar
Que esqueço
Que é por causa dela que choro.
E relevo
Adormeço
Sonho
Não adianta ela está no sonho
O que me resta é aceitar
Eu a amo
Não tem como negar.
Uma vez a caminho do trabalho perto de descer, avistei um caminhão de engradado, acho, parado, não lembro ao certo rente ao calçamento, atrapalhando um pouco a circulação dos veículos. Só sei que não sei porque tampei os olhos de uma mocinha que trabalhava comigo, que estava na porta esperando descer feito eu, de brincadeira eu disse, : - Não olhe, não! Depois tirei a mão e ela arregalou os olhos e abriu a boca fazendo uma fisionomia de pavor, a espanto, aí quando ônibus começou a andar vi de relance um pedaço de bola de futebol cortada com alguns cabelos. Pedaço de bola com cabelos... Aí caiu feito um raio a percepção. Ao descer reparei uma aglomeração de pessoas olhando, tirando fotos, , com suas curiosidades morbidas, soube que era um corpo de um homem que trafegava numa bicicleta rente ao caminhão, aí a bicicleta tombou de lado, de repente, como que empurrada pela mão do destino, acredito que devido a algum buraco, entulho da avenida em reforma, uma desculpa qualquer, o deformando-o. Teve uma morte boa, penso, apesar de trágica. O ideal era não morrer, mas, não há outra opção. Apagou feito uma lâmpada, como um fio cortado ao meio, interrompendo a corrente, impedindo a iluminação. Nem dor deve ter sentido, medo, foi pego se surpresa, não agonizando dias, até a exaustão no leito. Foi surpreendido pelas costas, covardemente, como se obedecessse a nossa lógica e razão. Incomodou quem ficou olhando só, ele não, isso é forma de morrer, pavorosa, preconceituosos. Em plena saúde, provavente, vigor do corpo fisico, pensando em nada, despreocupado, preocupado no máximo pra não atrasar no trabalho, agora nao vai mais nao. No máximo, lembrando de algo agradável, quem sabe, a cerveja do final de semana, o futebol do seu time, coisas simples, o aniversario naquele dia, talvez. Poxa! tinha outro dia pra isso acontecer nao? So sei que apagou como uma lâmpada, ou uma vela? Um passarinho abatido, um pintassilgo, uma criança que não sane e bota a mão. Morreu sem saber, "morreu na contra mão atrapalhando o trafego".
Vocês pareciam tão pilhados quanto eu
Ríamos de chorar
O carro parado, rodava a cidade
A mais de 140 km por hora
O vento da madrugada repuxava o rosto desconfigurado
No vidro da janela, o reflexo de mim mesmo
Me acompanhava feito sombra
Agarrado pelos pés de um solo infinito que ruia
Íamos, íamos, íamos e nunca chegavamos
Duas e dezenove, 2:19, três, duas e dezenove
Eita, que p**** é essa?
Diga-se de passagem, mas estavam todos lá
Um a um iam se apresentando
Música, olhares, toques e sorrisos
Complexos, incertos, oportunistas, poderosos eu diria
De fato aquilo tudo era ridículo
Mas foi tudo que ficou, desde o princípio
No primeiro golpe
Fugimos no estalo do recado
Leves, tão leves, que voavam, flutuavam
Não parecia certo, mas era bom
Muito bom pra ser verdade
E não era
REFLEXÕES
Tempo estranho parado em torno de mim,
Mais agitado no meu interior, fervilha pensamentos, momentos, quem sou, onde estou em cada situação em que sou arremetida.
Busco-me no centro de mim mesma, tentando compreender o sentido mais profundo da minha existência, que por vezes se revela em situações difíceis como esta.
Os valores essenciais rondam minha alma.
Envelheci uns 70 anos nesta quarentena. Este mundo todo parado. As pessoas trancadas em suas casas (as pessoas boas, né, porque as ruins estão nas ruas, com exceção de quem é obrigado por causa do trabalho), porra, está tudo fechado. O mundo ficou vazio. Chato. Desconfiado. Tudo é contagioso...
Não estou reclamando do comportamento de ninguém, nem da condição do isolamento. Não, pelo contrário. Acho que é necessário esse sacrifício e é natural que estejam assim com essa neurose. O problema é que não estávamos preparados para isso, principalmente para quem gosta de gente, de contato físico, calor humano. É difícil você ficar em casa preso, com tanta energia pulsando em ti, o mundo lá fora fervendo, as estradas, as ruas, a noite lhe convidando para sair, mas foda-se. As vontades precisam ser contidas, por enquanto (mas se puder vivê-las não hesite). O amanhã é incerto e os desejos não são eternos - assim como a gente também não é.
Texto: SirFoda (Apollo Narciso)
É se jogar no rio parado, e sacudi-lo
É fazer todas pessoas que dançam na festa parar
Tocar no peito e sentir a contração do coração
Fazendo a pressão arterial sistólica aumentar
QUANDO DUAS BOCAS SE ENCONTRAM
São duas almas se comunicando sem sair palavras
São esperanças sendo ativas inconscientemente
É o querer ficar, e esquecer o ir embora
Dizer ao mundo: Pare que daqui eu não quero sair
QUANDO DUAS BOCAS SE ENCONTRAM
Imaginamos logo o fogo se ascendendo
O colchão chamando para delírios
A roupa gritando que precisa ser tirada
Fios de cabelo se alertando fazendo o arrepio aparecer
QUANDO DUAS BOCAS SE ENCONTRAM
Se você ficar parado ,ou de mal com a vida,nada muda,nada acontece.
E preciso tomar as rédeas da nossa vida nas nossas mãos.
Tenha foco,acredite que você tem um poder renovador que modifica o que precisa ser mudado. Aja.
Confie,acredite,entregue, agradeça e viva!
TEU SORRISO ME DÁ PAZ
Fiquei triste quando te vi
Num canto parado
Como se estivesse acuado
Semblante sério, sofrido
Olhando o nada, perdido
Não via mais o brilho
Nos olhos do meu filho
E mesmo sem entender
Sem saber o que fazer
Ajoelhei-me para orar
Mas precisei silenciar
Então, mediante aquele olhar
Triste, parecendo vencido
Deus atendeu o meu pedido
Te vi tranquilo, sereno
E o teu lindo sorriso
Voltou me dar a paz
Que tanto preciso
Sandra Leone
Pegue carona com a felicidade
e permita-se ser feliz.
A vida é preciosa demais para ficar parado
olhando o tempo passar.
🦋 OS OLMOS
Andam pela luz do vento
Sem correr no tempo parado
Num mundano contemplar
Enche a boca num calão perverso
Para não chegar à alma
Profeta da essência mais mortal que os anjos
Que imita um mestre já morto
Mudo esse o seu mundo
Num rio que corre sem correr
Achado instinto de um dom
Sofridão que verte intensamente
A solidão sem poder ver a luz
Entre uma caixa deixada sem almas
De um poeta mudo, amordaçado na carne
Pela lua cheia entre as folhadas dos olmos
Onde se esconde com medo mas não dos lobos
Há em mim um místico sentimento 🦋
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o Inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de Bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.
Do Outro Lado
Aqui estou eu, parado no escuro.
Cansado de viver sozinho.
Agora vejo o tempo passar.
Olhando por essa janela embaçada.
Esperando a chuva passar.
Meu coração está aqui.
Ainda bate forte por ti.
Eu vou esperar.
Não ligo para o que foi dito.
Porque do jeito que estou, eu não quero ficar.
Eu espero o que for preciso.
Todos os dias.
Até essa tempestade passar.
Eu não posso ir até você chegar.
Você vê o caminho que eu não consigo enxergar.
Vou esperar você bater na janela.
Você é a melhor que já tive.
Você não pode ter ido longe demais.
Aqui estou eu, preso entre céu e inferno.
Arrume sua alma a pedido do amor! Guardar sujeira na alma é ficar parado no tempo passado, tempo impossível de se viver.
