Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Ele e a falta de amor
Ele não sabe o que fazer com o amor.
Quando chega perto, ele endurece.
Quando alguém lhe oferece, ele recua.
Não por maldade, mas por não entender.
Nunca lhe ensinaram que amor não pesa,
que carinho não aprisiona,
que o toque não fere.
Para ele, tudo isso é estranho, desconfortável, inútil.
Ele aprendeu que homem não sente,
que homem não se rende,
que homem não precisa de afeto.
Mas ninguém lhe disse que isso era mentira.
Nunca teve braços que o acolhessem sem pedir nada,
olhos que o enxergassem além da casca dura,
mãos que lhe mostrassem que o mundo não é só espinhos.
Então, construiu muralhas dentro de si.
E agora, quando ela o olha com ternura,
ele desvia o olhar.
Quando ela o toca com leveza,
ele se afasta.
Quando ela insiste,
ele a fere,
porque foi isso que aprendeu.
Mas o que ele não sabe,
o que ninguém lhe ensinou,
é que o amor não é fraqueza,
é refúgio.
Que não precisa ser temido,
apenas sentido.
Porque quem nunca foi amado
não sabe amar.
Mas pode aprender.
O que um escritor realmente sente quando o amor vira só uma história antiga que ele já não sabe mais contar?
Lisboa
Lutar e perder
Ignorar o amor
Saber ler o tempo
Bálsamo da dor
Ouvir o coração
Amor, redentor
Poesia, Pois só se vive uma vez.
Quando amarmos, que o nosso amor seja genuíno, sabendo que o tempo não volta e as palavras quando são proferidas não podem ser mais revertidas.
Elas têm o poder de matar, ou gerar a vida. Através delas curamos feridas na alma, manifestando a graça que nos acalentam e acalmam.
Quando formos fazer o bem, que o façamos sem olhar a quem. Pois, a verdadeira bondade é imparcial, incondicional e o seu amor é o que desfaz todo o mal.
Sabendo, que só se vive uma vez, e que nessa breve jornada da vida nós estamos apenas de passagem e o que vamos levar para a eternidade é apenas o amor e caridade.
Filosofia, amor a sabedoria. Como a relação entre Sócrates e seus discípulos, nenhum escrito, mas não podemos deixar os pensamentos do mestre morrer com ele. Assim fizeram, discípulos como Aristócles e Xenofonte escreveram sobre o velho Sócrates.
Verdadeiramente vos digo, não há amor mais sublime do que o de Cristo Jesus. Ele me conheceu ainda no ventre materno. Ele está comigo em todos os momentos do dia, cuidando de mim. Nos momentos mais difíceis, quando a angústia e a tristeza assolavam minha alma e minhas lágrimas banhavam meu rosto, foi Ele, o Senhor, quem enxugou minhas lágrimas e me concedeu paz e descanso. A quem tenho eu nos céus além de ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti. Meu coração e minha alma anseiam por tua presença todos os dias. Tu és meu refúgio e meu amparo constante. Tu és minha fortaleza, e em ti confiarei todos os dias da minha vida.
A parte mais bonita do amor é a inocência: apesar de não saber como termina, a gente começa como se nunca fosse acabar.
A gente sabe que é amor quando o tempo passa e o sentimento não diminui, permanece pleno, total e infinito.
O amor verdadeiro não conhece limites. Existem pessoas que você amará para sempre, independentemente de estarem ao seu lado ou não.
Amor, ser adulto é chato
Distrai muito do que é importante sabe?
Coisas simples que você já sabe sentir
Coisas bobas que você ama pensar
Tudo isso (Tudo isso) pode ser levado
Desculpa se estou sendo repetitivo estes tempos
Mas desejo muito mesmo que você envelheça bem
E quando digo isso, meu anseio é que você perca
com todas as suas forças a batalha de se tornar um
ser humano adulto atual.
Paz, amor e esperança são as maiores fortalezas dos bobos
ninguém vence um bobo cheio destes
e ele não se importa de ser vencido por ninguém
segure firme no seu amor, amadureça com ele a paz e a esperança
e viva livre no meio dessa luta dolorosa, mas apaixonante pro persistente.
Enquanto eu estiver aqui acho que vou estar tentando, espero não vacilar,
você é melhor que eu, aprendeu mais cedo, força meu amor! Te amo!
Sabe, Amor, estava pensando hoje sobre a vida. Desde os 46 invernos, 46 primaveras, 47 verões e vivendo meu agora o meu 47 outono.
Percebi, aqui caído nesse precipício, no qual estou já fazem quase dois anos, por caminhos que escolhi traçar, caminhos longe do sol, regados pelo frio sombrio da noite, que a vida não é um fim, não é um resultado. É um conjunto dos momentos, todos os momentos, que vivemos durante nossa caminhada. E como será o fim da jornada, depende de como olhamos, de como apreciamos, de como conseguimos entender a beleza, a intensidade, o sabor, a textura desses momentos, sejam eles bons ou ruins, doces ou amargos, sonhos ou pesadelos. De como aceitamos as cores que cada um desses momentos, caminhos, cultivou e que envolve nosso ser. Não existe nada que não devíamos ter vividos. E por pior que pareçam, por mais terríveis, por mais sombrios, sempre haverá uma beleza exótica que podemos encontrar e que, ao contemplar e viver, passou a fazer parte de nós e nós fazem únicos.
É nesse momento que precisamos encontrar a paz de saber que um dia, um momento, em um dos caminhos, seja ao sol ou ao luar, chegaremos ao fim. Onde não haverá mais caminhos, momentos, sabores, nada a contemplar mais. O fim de tudo é inevitável. Pena que quando jovens, pensamos que a maior conquista é alcançar a vitória. Ignoramos que a real vitória da existência, de forma dúbia e antagônica, é também o fim de nossa jornada.
E quando percebemos que a vitória é o fim, é não mais caminhar, não mais contemplar, não mais saborear, não mais sentir a textura, essa vitória, esse fim perde o sentido. Percebemos que o que importa são as coisas que são inevitáveis, ou seja a caminhada, a jornada, a luta, os momentos, o amor, a intensidade, as cores e ver e encontrar a beleza até naquilo que achamos mais improvável que exista algo belo. Seja as coisas que criamos, que achamos,vá esquerda que tomamos quando tudo nos leva para a direita. Como vivemos, como avançamos em busca do que sabemos que nos marcará para sempre. E quando esquecemos isso, um grande "se" invade nosso ser, e mesmo ao chegar na linha final, ganharmos a vitória tão almejada, podemos nos deparar que perdemos o mais importante: o caminho, os momentos, as cores, sabores, a vida... perceberemos que muito do que ouvimos e seguimos apenas nós limitou realmente de guardar e viver o que era realmente valioso.
Tem um poema se Dylan Thomas, que reflete tudo isso. "Fúria contra a luz que já não fulgura". Quero que você imagine. Estamos cercados de tantas coisas que estão ali apenas para ofuscar e desviar nossa atenção daquilo que realmente importa em nossa caminhada. Algumas sombras, que às vezes nos dão tanta certeza de que estamos vivos, que estamos cercados e de que finalmente encontramos o grande significado. Para ver mais adiante de que não passava de uma sombra, que ao anoitecer some sem deixar rastros e simplesmente a amargura de ter deixado essas sombras desviarem nossos olhares daquilo que era realmente palpável e eterno. E por causa disso, deixamos de nos comprometer e apaixonar em abraçar a vida. Em viver o que muitos achavam improvável, mas que no final, veremos que era o mais provável para nós.
A paixão não está em lutar para alcançar, mas sim em viver o caminho. Em não se render frente as ondas, opiniões, preconceitos ou mesmo as dores e feridas que adquirimos na jornada. Mas, ao invés de se render, escolher a "fúria". A fúria contra a luz que se apaga. A fúria contra tufo que se opõe em fazer com que possamos contemplar o caminho, a jornada. A fúria contra as sombras que são colocadas a nossa volta, por melhor que sejam, mas impendem de ver o palpável e real, e de viver momentos únicos que nos completariam e evitariam uma lamentável tristeza do "e se..." A fúria de proteger o amor, e de escolher vivê-lo apesar de tudo. A fúria em não querer a ambiguidade de receber a vitória e com ela o fim de tudo. Ter a fúria de viver intensamente, mesmo sabendo que a luz ainda continua se apagando.
Me lembro de estar sentado no Arpoador e vendo o sol descendo. A luta do Sol contra a sua eminente derrota para a fria noite. Me lembro da sensação, de ver que mesmo no último instante, quando ele se dissipada no horizonte, ainda era possível ver que ele continuava lutando. Nunca desistia, mesmo sabendo que seria obscurecido. A fúria de viver ao máximo, viver apaixonado, mesmo sabendo que ela ainda nós leva ao inevitável fim. É a escolha mais comovente que alguém deve fazer. É a escolha que faço. Não escolho como minha jornada terminará. Mas, sim em viver a jornada, os momentos, a aventura, sentir a vida, tocar o amor é ver ele se materializar, a fúria!
É, eu termino esse devaneio, ao som de "Knocking on Heavens Door". E a letra dessa música, ilustra um pouco tudo. Menos lutas inglórias, menos certezas, menos armas, e sair mais vivo desta vida...
As pessoas não precisavam falar sobre o amor para saber que ele existia. O amor não é real apenas porque alguém o verbaliza. Não, o amor só meio que fica ali, quietinho, nas sombras da noite, curando as rachaduras em nosso coração.
A tarefa do amor é ajudar o homem a descobrir coisas que ele só é capaz conhecer quando ama. Uma delas é conhecer a si mesmo.
