Quase

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Eu Queria Não Ter Te Conhecido

Existe uma frase que quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta:

"Eu queria nunca ter te conhecido."

Não porque todos os momentos foram ruins.
Pelo contrário.
Porque alguns foram tão bons que fizeram a despedida doer muito mais.

Ninguém entra em uma história imaginando que um dia desejará apagar o primeiro encontro, a primeira conversa ou o primeiro sorriso.

Mas há dores que nos fazem querer voltar no tempo.
Não para mudar quem somos.
Apenas para evitar a cicatriz.

O curioso é que o coração não esquece na mesma velocidade em que descobre a verdade.

Às vezes, a razão já foi embora há muito tempo.
Já entendeu tudo.
Já aceitou os fatos.

Mas o coração continua sentado no mesmo lugar, esperando alguém que nunca mais voltará do jeito que um dia existiu.

E então nasce o conflito mais silencioso de todos:
amar alguém que já não faz bem.

Não é fraqueza.
Não é loucura.
É apenas o tempo que os sentimentos levam para alcançar aquilo que a mente já compreendeu.

Talvez um dia a gente deixe de desejar não ter conhecido certas pessoas.

Talvez a gente apenas aprenda que algumas histórias não vieram para durar.

Vieram para ensinar.

E, por mais dolorosa que tenha sido a lição, nenhuma ferida merece nos convencer de que deixamos de ser dignos de um amor tranquilo, verdadeiro e recíproco.

Todos ganham, em algum momento.
Até lá, todos perdem em quase todo tempo.

Quase me afoguei em minhas próprias lágrimas.
Mas foi no silêncio das noites e nas conversas com Deus
que descobri a força que nem eu sabia que tinha.
Aprendi a nadar de braçada e cheguei até aqui.
Hoje nada mais me abala, porque a minha fé se tornou inabalável.

Van Escher 🦁

O Vilarejo escondido .


Havia uma chuva torrencial lá fora e quase ninguém podia ouvir .

— Um sábio perguntou você sabe por qual motivo aquele vilarejo não consegue ouvir o barulho da chuva .

Por quê com essa insistência em querer saber mais da vida dos outros que as deles mesmo passaram a não perceber o que realmente tem valor no mundo espiritual.


D. A

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Autora : Gislene Pascutti

A Vida Entre o Quase e o Aconteceu


Existe uma curiosidade sobre a vida que só percebemos quando olhamos para trás.
Quando somos crianças, acreditamos que tudo é possível. O mundo parece pequeno diante da nossa imaginação. Um cabo de vassoura vira cavalo, uma caixa de papelão transforma-se em castelo, e uma simples tarde de chuva é suficiente para criar aventuras que nem os adultos conseguem compreender.
Nessa época, os sonhos não conhecem limites.
Queremos ser astronautas, jogadores de futebol, cantores, heróis ou qualquer coisa que nos faça sentir especiais.
O mais bonito é que acreditamos de verdade.
Mas o tempo passa.
E a infância, sem pedir licença, entrega lugar à adolescência.
Talvez seja aí que os primeiros desencontros aconteçam.
O espelho começa a mostrar alguém diferente.
O coração passa a bater mais forte por motivos desconhecidos.
Surge aquele amor impossível pela menina da escola, pelo rapaz da sala ao lado, por alguém que muitas vezes nem sabe da nossa existência.
Passamos horas ensaiando palavras que nunca serão ditas.
Criamos diálogos perfeitos que jamais acontecem.
Vivemos encontros imaginários e colecionamos desencontros reais.
Mas seguimos em frente.
Porque a juventude tem essa estranha capacidade de transformar decepções em combustível.
Então chega a fase em que acreditamos que já sabemos tudo.
Escolhemos profissões.
Fazemos planos.
Desenhamos o futuro como quem traça uma estrada reta em um mapa.
Só esquecemos de um detalhe.
A vida raramente segue o mapa.
Ela prefere os atalhos.
As curvas.
Os desvios inesperados.
Muitos encontram o emprego dos sonhos.
Outros descobrem que o emprego dos sonhos não era exatamente aquilo que imaginavam.
Há quem encontre o amor cedo.
Há quem espere anos por ele.
Alguns constroem castelos.
Outros precisam aprender a reconstruí-los depois que desabam.
E assim vamos colecionando experiências.
Os anos passam.
Os encontros continuam acontecendo.
Novos amigos surgem.
Outros seguem caminhos diferentes.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras apenas passam, deixando ensinamentos que só compreenderemos muito tempo depois.
Também existem as frustrações.
A promoção que não veio.
O negócio que não deu certo.
O namoro que terminou.
O projeto que ficou pela metade.
A oportunidade perdida por poucos segundos.
São momentos difíceis.
Porque ninguém cresce imaginando os "nãos" que ouvirá pelo caminho.
Mas eles chegam.
E quando chegam, doem.
Porém existe algo curioso nas derrotas.
Elas quase sempre ensinam aquilo que as vitórias nunca conseguem explicar.
Então a vida continua.
Casamos.
Criamos filhos.
Mudamos de cidade.
Mudamos de opinião.
Mudamos de sonhos.
E, sem perceber, vamos mudando a nós mesmos.
Chega uma fase em que passamos mais tempo lembrando do que planejando.
As conversas ficam mais profundas.
As prioridades mudam de lugar.
Aquilo que parecia indispensável perde importância.
E coisas simples passam a valer ouro.
Um almoço em família.
Uma ligação inesperada.
Uma tarde tranquila.
Um abraço sincero.
Percebemos que a felicidade nunca esteve tão longe quanto imaginávamos.
Ela apenas se escondia nos detalhes.
Mesmo assim, a vida continua nos surpreendendo.
Porque sempre existe algo por acontecer.
Um novo amor.
Um novo trabalho.
Um novo projeto.
Uma nova amizade.
Uma nova chance.
Talvez seja esse o grande segredo.
A esperança.
Ela é a única companheira que atravessa todas as fases da nossa existência.
Está presente na criança que sonha.
No adolescente que ama.
No jovem que planeja.
No adulto que trabalha.
E também naquele que já viveu muito e continua acreditando que o amanhã pode ser melhor.
A esperança não envelhece.
Não se aposenta.
Não desiste.
Ela permanece sentada em algum canto do coração, esperando o momento certo para nos lembrar que ainda há páginas em branco para serem escritas.
E talvez a vida seja exatamente isso.
Uma sucessão de encontros e desencontros.
De expectativas e frustrações.
De planos que dão certo e de caminhos que precisam ser refeitos.
Mas, acima de tudo, uma jornada onde a esperança nunca deixa de caminhar ao nosso lado.
Porque enquanto houver esperança, sempre existirá um novo capítulo esperando para acontecer.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Quase sempre a imparcialidade é a desculpa dos interesseiros sem personalidade.

"A morte vence quase tudo — ela não só pode vencer um algo,
esse... é o amor."

Eu já te amei… e nesse amor depositei uma fé quase sagrada, como quem entrega a própria vida a um destino sonhado. Acreditei em você, não apenas como pessoa, mas como promessa de eternidade. Achei que meus sentimentos eram verdadeiros, e talvez tenham sido mais reais que nós mesmos. Quando se imagina uma vida com alguém, não se projeta apenas um futuro, cria-se um universo inteiro, feito de gestos, silêncios e possibilidades. Mesmo quando o amor morre, esse universo não desaparece; ele permanece suspenso, habitando um lugar secreto dentro de nós, como se fosse um eco do que poderia ter sido. E esse eco… nunca se apaga por completo.

Era uma vez um quase-amor... Intenso, confuso, bonito, mas mal vivido. Não faltava sentimento — faltava coragem. Ela amava com presença, ele respondia com ausência. E nesse vai e vem, perderam um ao outro sem nunca terem se tido por inteiro.

Ela foi embora pra se proteger. Ele ficou, tentando disfarçar saudade com distrações. No fim, o que restou foi silêncio onde havia conexão, e um “poderia ter sido” que pesa mais que qualquer adeus.⁠

“⁠Seja gentil e calmo com as pessoas, quase ninguém está bem.”

A comparação quase sempre é injusta

É comum compararmos o nosso bastidor com o palco de outra pessoa.

Conhecemos nossas dúvidas, medos e inseguranças, mas enxergamos apenas os resultados dos outros. Assim, concluímos que estamos atrasados ou que nunca seremos suficientes.
A comparação raramente considera as histórias, as dificuldades, os recursos e o tempo de cada indivíduo.
Crescer não significa superar alguém. Significa tornar-se uma versão mais consciente de si mesmo.

Pepita de Oliveira

CHUVA

água caindo
paisagem embaçada
quase sumindo.

“Chamam o cacto de espinho — mas ele floresce exatamente onde quase tudo desistiu de viver.”

“O sal desaparece para dar sabor — talvez por isso as maiores forças da vida quase sempre sejam invisíveis.”

“Quase toda a vida é comum — até o instante em que o comum se revela cinematográfico.”

“Sorte quase sempre caminha ao lado de uma sombra chamada autoconfiança.”

Quem tenta controlar todos os caminhos, quase sempre deixa de perceber para onde a vida está querendo levá-lo.

Pepita de Oliveira

Mentir é quase colocar uma bomba-relógio em uma ponte que você está passando.

Como eu poderia culpar qualquer sentimento para justificar tantas escolhas erradas?

Durante quase toda a minha vida, caminhei por uma estrada que julgava moralmente correta. Bastou um momento de descuido para que eu me perdesse completamente.

Hoje não sou vítima de circunstância alguma. Sou o carrasco da minha própria alma. Sou responsável pela infelicidade da pessoa que jurei proteger. E, como se isso não bastasse, despertei o amor de alguém que jamais poderei amar da mesma forma.

Estou colocando em risco o maior chamado que já recebi na vida, como se estivesse desperdiçando a única oportunidade de realizar algo verdadeiramente importante nesta breve e insignificante passagem pela Terra.

Às vezes, gostaria de desaparecer por um tempo. Outras vezes, gostaria apenas de possuir a força necessária para me tornar alguém completamente diferente.

Porque já não gosto de quem me tornei.

Não gosto da minha própria companhia. Não gosto dos meus pensamentos. Não gosto da imagem que encontro quando me observo com honestidade.

Sinto nojo do mentiroso habitual que me transformei. Sinto repulsa por já não reconhecer uma identidade sólida dentro de mim. É como se tudo aquilo que eu acreditava ser tivesse se dissolvido, deixando apenas um vazio onde antes existiam convicções, amor e propósito.

Estas palavras não nascem da autopiedade. Não procuro absolvição nem conforto fácil.

Escrevo porque estou cansado.

Escrevo porque procuro uma saída que ainda não consigo enxergar.

Escrevo porque espero encontrar, em algum lugar entre estas linhas, a força necessária para continuar caminhando sem perder de vez aquilo que ainda resta de mim.

Escrevo porque não quero enlouquecer.

⁠O tempo parece nao está ao meu favor.
Decepções tem virado rotina.
A angustia quase sempre toma conta de mim.
O fato de nao poder fazer nada é o que mais me tortura.