Quase

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⁠A tradicional lucidez dos depressivos, quase sempre descrita como um desinteresse radical pelas preocupações humanas, revela-se, em primeiríssimo lugar, como falta de interesse pelas questões de fato pouco interessantes.

[Sobre Fábula e Fé]


Acredite em mim, quando digo,
Que não acredito em quase nada
E não acredito em quase ninguém.


Eu não tenho religião,
Nada credito aos deuses,
Nenhum mérito ao onipotente.


Não creio em evangelhos,
Parábolas, conselhos, sermões,
Depoimentos, escrituras,
Sacramentos, santidades ou visões.


Mas reconheço milagres,
Quando os vejo.
E minha única crença
É a poesia.


Ela é a única explicação que especulo,
A única expectativa que tenho,
Única conclusão que espero.


Entre as lacunas incalculáveis,
Sei que ela, é a única coisa que resta,
Única substância, que sou.


19/05/23
Michel F.M.

[Sorvete de Cicuta]


todos têm um preço,
mas a maioria se vende
por quase nada.


não me julgue
com severidade,
sou só mais um
ser humano falho,
falhando.


movido pelo esforço
incessante na
busca por descanso.


tomar veneno ou
servi-lo, eis a questão;
que bebamos juntos.


incendiamos o Éden
e traímos a confiança
divina, para isso.


pelo nobre direito
de pecar, e ser
açoitado, receber
o mais furioso
castigo.


minto, distorço,
mato e destruo
qualquer coisa,


para colher
o tão adocicado
fruto;


para obter
meu tão merecido
conforto.


Michel F.M. - Ensaio sobre a Distração
Bruno Michel Ferraz Margoni
12/12/23

Superação é quase sempre um gesto íntimo.
Ninguém vê o instante exato em que você decide tentar outra vez.
Não existe anúncio, fanfarra, nem testemunha.
Existe apenas um pensamento pequeno — às vezes tão tímido que parece nada — dizendo:
“Eu não quero parar aqui.”

E é assim que a vida continua:
numa escolha calma, repetida muitas vezes, mesmo quando não há garantias.
Superar não é sobre apagar a dor, mas dar a ela um lugar que não te impeça de andar.
É entender que a ferida pode permanecer, mas você também permanece — e cresce.

A superação não costuma vir de coragem heroica, mas de uma paciência profunda consigo mesma.
De aceitar que tropeços fazem parte do caminho,
e que recomeços não diminuem ninguém.

No fim, superar é isso:
perceber que, apesar do peso, você ainda se move.
E que esse movimento, por menor que seja, é digno, verdadeiro, e seu.

ENSAIO POÉTICO


Dedicado a
Maria das Dores
(Dona Dorinha - Minha mãe)


POEMA
OU QUASE VERSO MATUTO


Félix di Láscio


Arruma tudo, vambora
qui hoje vai tê animaçan;
sigura na mão di Rosinha,
si ajeita ca bichinha,
qué prumode Dona Dorinha,
sabê qui voismecê
tem muito amô no coração!


Félix Di Láscio - Poeta e Pensador Paraibano
www.napoltrona.net | felixdilascio.facebook


Reeditado no dia 16/16 às 21:40

"Se todo o dinheiro do mal fosse utilizado para o bem, seríamos uma nação próspera e quase perfeita!"

A dor do abandono
é quase insuportável
dói a alma, dói por dentro..
Ela é quase incurável

A dor do abandono
é uma dor que não se vai
nos perturba, nos aflige
E não há como ter paz

A dor do abandono
faz o peito chegar a arder
você chora perde o sono
Pensa até que vai morrer

A dor do abandono
é uma dor que agoniza
falta ar você pede a morte
E nunca sabe se termina..

A dor do abandono
é uma dor martirizante
nos deprime, nos afunda
Não há como seguir a diante

O Vilarejo escondido .


Havia uma chuva torrencial lá fora e quase ninguém podia ouvir .

— Um sábio perguntou você sabe por qual motivo aquele vilarejo não consegue ouvir o barulho da chuva .

Por quê com essa insistência em querer saber mais da vida dos outros que as deles mesmo passaram a não perceber o que realmente tem valor no mundo espiritual.


D. A

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Autora : Gislene Pascutti

A Vida Entre o Quase e o Aconteceu


Existe uma curiosidade sobre a vida que só percebemos quando olhamos para trás.
Quando somos crianças, acreditamos que tudo é possível. O mundo parece pequeno diante da nossa imaginação. Um cabo de vassoura vira cavalo, uma caixa de papelão transforma-se em castelo, e uma simples tarde de chuva é suficiente para criar aventuras que nem os adultos conseguem compreender.
Nessa época, os sonhos não conhecem limites.
Queremos ser astronautas, jogadores de futebol, cantores, heróis ou qualquer coisa que nos faça sentir especiais.
O mais bonito é que acreditamos de verdade.
Mas o tempo passa.
E a infância, sem pedir licença, entrega lugar à adolescência.
Talvez seja aí que os primeiros desencontros aconteçam.
O espelho começa a mostrar alguém diferente.
O coração passa a bater mais forte por motivos desconhecidos.
Surge aquele amor impossível pela menina da escola, pelo rapaz da sala ao lado, por alguém que muitas vezes nem sabe da nossa existência.
Passamos horas ensaiando palavras que nunca serão ditas.
Criamos diálogos perfeitos que jamais acontecem.
Vivemos encontros imaginários e colecionamos desencontros reais.
Mas seguimos em frente.
Porque a juventude tem essa estranha capacidade de transformar decepções em combustível.
Então chega a fase em que acreditamos que já sabemos tudo.
Escolhemos profissões.
Fazemos planos.
Desenhamos o futuro como quem traça uma estrada reta em um mapa.
Só esquecemos de um detalhe.
A vida raramente segue o mapa.
Ela prefere os atalhos.
As curvas.
Os desvios inesperados.
Muitos encontram o emprego dos sonhos.
Outros descobrem que o emprego dos sonhos não era exatamente aquilo que imaginavam.
Há quem encontre o amor cedo.
Há quem espere anos por ele.
Alguns constroem castelos.
Outros precisam aprender a reconstruí-los depois que desabam.
E assim vamos colecionando experiências.
Os anos passam.
Os encontros continuam acontecendo.
Novos amigos surgem.
Outros seguem caminhos diferentes.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras apenas passam, deixando ensinamentos que só compreenderemos muito tempo depois.
Também existem as frustrações.
A promoção que não veio.
O negócio que não deu certo.
O namoro que terminou.
O projeto que ficou pela metade.
A oportunidade perdida por poucos segundos.
São momentos difíceis.
Porque ninguém cresce imaginando os "nãos" que ouvirá pelo caminho.
Mas eles chegam.
E quando chegam, doem.
Porém existe algo curioso nas derrotas.
Elas quase sempre ensinam aquilo que as vitórias nunca conseguem explicar.
Então a vida continua.
Casamos.
Criamos filhos.
Mudamos de cidade.
Mudamos de opinião.
Mudamos de sonhos.
E, sem perceber, vamos mudando a nós mesmos.
Chega uma fase em que passamos mais tempo lembrando do que planejando.
As conversas ficam mais profundas.
As prioridades mudam de lugar.
Aquilo que parecia indispensável perde importância.
E coisas simples passam a valer ouro.
Um almoço em família.
Uma ligação inesperada.
Uma tarde tranquila.
Um abraço sincero.
Percebemos que a felicidade nunca esteve tão longe quanto imaginávamos.
Ela apenas se escondia nos detalhes.
Mesmo assim, a vida continua nos surpreendendo.
Porque sempre existe algo por acontecer.
Um novo amor.
Um novo trabalho.
Um novo projeto.
Uma nova amizade.
Uma nova chance.
Talvez seja esse o grande segredo.
A esperança.
Ela é a única companheira que atravessa todas as fases da nossa existência.
Está presente na criança que sonha.
No adolescente que ama.
No jovem que planeja.
No adulto que trabalha.
E também naquele que já viveu muito e continua acreditando que o amanhã pode ser melhor.
A esperança não envelhece.
Não se aposenta.
Não desiste.
Ela permanece sentada em algum canto do coração, esperando o momento certo para nos lembrar que ainda há páginas em branco para serem escritas.
E talvez a vida seja exatamente isso.
Uma sucessão de encontros e desencontros.
De expectativas e frustrações.
De planos que dão certo e de caminhos que precisam ser refeitos.
Mas, acima de tudo, uma jornada onde a esperança nunca deixa de caminhar ao nosso lado.
Porque enquanto houver esperança, sempre existirá um novo capítulo esperando para acontecer.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

"A morte vence quase tudo — ela não só pode vencer um algo,
esse... é o amor."

“⁠Seja gentil e calmo com as pessoas, quase ninguém está bem.”

A comparação quase sempre é injusta

É comum compararmos o nosso bastidor com o palco de outra pessoa.

Conhecemos nossas dúvidas, medos e inseguranças, mas enxergamos apenas os resultados dos outros. Assim, concluímos que estamos atrasados ou que nunca seremos suficientes.
A comparação raramente considera as histórias, as dificuldades, os recursos e o tempo de cada indivíduo.
Crescer não significa superar alguém. Significa tornar-se uma versão mais consciente de si mesmo.

Pepita de Oliveira

CHUVA

água caindo
paisagem embaçada
quase sumindo.

Quem tenta controlar todos os caminhos, quase sempre deixa de perceber para onde a vida está querendo levá-lo.

Pepita de Oliveira

Como eu poderia culpar qualquer sentimento para justificar tantas escolhas erradas?

Durante quase toda a minha vida, caminhei por uma estrada que julgava moralmente correta. Bastou um momento de descuido para que eu me perdesse completamente.

Hoje não sou vítima de circunstância alguma. Sou o carrasco da minha própria alma. Sou responsável pela infelicidade da pessoa que jurei proteger. E, como se isso não bastasse, despertei o amor de alguém que jamais poderei amar da mesma forma.

Estou colocando em risco o maior chamado que já recebi na vida, como se estivesse desperdiçando a única oportunidade de realizar algo verdadeiramente importante nesta breve e insignificante passagem pela Terra.

Às vezes, gostaria de desaparecer por um tempo. Outras vezes, gostaria apenas de possuir a força necessária para me tornar alguém completamente diferente.

Porque já não gosto de quem me tornei.

Não gosto da minha própria companhia. Não gosto dos meus pensamentos. Não gosto da imagem que encontro quando me observo com honestidade.

Sinto nojo do mentiroso habitual que me transformei. Sinto repulsa por já não reconhecer uma identidade sólida dentro de mim. É como se tudo aquilo que eu acreditava ser tivesse se dissolvido, deixando apenas um vazio onde antes existiam convicções, amor e propósito.

Estas palavras não nascem da autopiedade. Não procuro absolvição nem conforto fácil.

Escrevo porque estou cansado.

Escrevo porque procuro uma saída que ainda não consigo enxergar.

Escrevo porque espero encontrar, em algum lugar entre estas linhas, a força necessária para continuar caminhando sem perder de vez aquilo que ainda resta de mim.

Escrevo porque não quero enlouquecer.

⁠O tempo parece nao está ao meu favor.
Decepções tem virado rotina.
A angustia quase sempre toma conta de mim.
O fato de nao poder fazer nada é o que mais me tortura.

A maioria diz que a gente é uma lagarta… e que, com o tempo, vira uma borboleta.
Mas quase ninguém fala do que acontece no meio. A lagarta não cresce simplesmente e cria asas. Ela se desfaz.
Dentro do casulo, ela libera algo que a destrói por "completo"… para então se reconstruir. E talvez a gente não seja tão diferente assim.
A gente cresce absorvendo o ambiente, como folhas.
Aprendendo sem perceber, copiando, se moldando… virando um pouco de tudo, menos de nós mesmos.
Até que chega um momento de pausa.
Um casulo.
Um lugar onde o mundo desacelera… e... sobra só você. E é aí que começa.
Os questionamentos.
As dúvidas.
As coisas que não encaixam mais.
Esse é o ácido.
Não é confortável.
Não é bonito.
Mas, necessário.
Porque aos poucos, aquilo que não é seu começa a se dissolver.


Expectativas, versões, partes que você carregou só por ter aprendido… não por ter escolhido.E então sobra algo.
Não perfeito.
Não pronto.
Mas verdadeiro.
E é nesse ponto que você entende…
quem você era antes do mundo tentar te moldar. E, pela primeira vez, você não cresce baseado no que viu… mas no que você escolhe ser.
Você se dá forma.
Você constrói suas próprias asas.
E só então… você vira borboleta.
@Adryan_Ryan__

VECCHIA SIGNORA

A história quase nunca
É fidedigna aos fatos
Ela sempre muda
Muda nos momentos
Em que revive- se.
A vecchia signora,
Ao se despir
Das mazelas
Do passado...
Rejuvenesce e
Transborda
vigor e luz
Caminho este
Que a conduz
A eternidade.

110626

O que realmente transforma a vida quase nunca faz barulho.


Mora nos gestos simples, no afeto sincero e nas pequenas luzes que Deus espalha pelo caminho.


Que a gente nunca passe depressa por aquilo que alimenta a alma.
Edna de Andrade


@coisasqueeusei.edna

Desconexo, imprevisível, quase sem forma…
mas carregado de amor.
Um desejo que queima fácil,
e uma vontade estranha de cuidar.


DeBrunoParaCarla