Quase

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Tem pessoas que um dia foram quase tudo…
e, aos poucos, se transformam em quase nada…

Não porque faltou sentimento…
mas porque faltou permanência…

Escolher o amor é escolher colo…
pertencimento…
carinho…
desejo…
reciprocidade…

É o sorriso que acelera o coração…
o beijo que encaixa…
o cangote que arrepia…
e a intimidade que encontra seu próprio ritmo…

Algumas pessoas chegam muito perto de viver tudo isso conosco…

Mas nem todas sabem permanecer…

Coisas que quase ninguém sabe, os Imigrantes Italianos, Japoneses, Espanhóis, Alemães, Poloneses, e outras etnias, vieram para o Brasil para cobrir a falta da mão de obra Escrava após o fim da Escravidão.
Então que fique bem claro: Quem escravisou os NEGROS foram os Portugueses, nós, filhos, netos, bisnetos, tataranetos de Imigrantes não temos nada de divida com os Negros!!!!

Todos interrogam, muitos exclamam, alguns colocam uma vírgula, mas quase ninguém põe um ponto final!

Eu me perdoo pelo passado frio, pelo passado que quase me queimou por dentro. Eu me perdoo se eu ainda carrego ressentimento, mágoa, dor. Eu me perdoo, porque muitas vezes fui ódio. Plantei a semente errada no solo do amor.


Nildinha Freitas

Ansiedade


Ansiedade,
angústia,
dor no peito,
uma quase certeza de que nada mais tem jeito...


E mais um dia acabou de acabar
e nenhuma alegria
só nostalgia...
Se não controlar,
todas as lágimas do mundo é capaz de chorar...
deixar uma por uma pelo rosto cansado rolar.
Ah! mas é só mais um dia!! Sem alegria.


Sim, sim, amigo meu
mais um dia seu
que deixou de ser seu,
sumiu, evaporou-se no tempo chamado hoje
se escafedeu.


Daqui a pouco o hoje já vai ser ontem
e o que veio com você na bagagem?
Um monte de bobagens?


Frequência cardíaca alterada,
vontade mais de nada,
mãos trêmulas, suadas
e ainda há pela frente uma longa caminhada... - espera-se ;)


A pessoinha mais importante pra você nessa vidinha
que nada tem de certinha é você.


Então, com o seu hoje o que vai fazer?


Dor no peito?
Quem dera fossem só gases
e não mais uma artinha do tipo de Jogos Vorazes....


Hasta mañana, baby...

Todo dia é quase igual,
A rotina não dá trégua,
O mundo parece banal,
E a mesmice nos carrega.

As mesmas ruas, os lugares,
As conversas sem emoção,
Os mesmos velhos olhares,
A mesma programação.

É chato, não vou negar,
Parece tudo repetido,
Mas a vida pede pra andar,
Mesmo quando falta sentido.

A gente sai pra espairecer,
Pra ver gente, ouvir canção,
Pra tentar um pouco viver,
Pra distrair o coração.

Um bar, uma mesa, um amigo,
Uma cerveja pra acompanhar,
Mesmo sem nada de novo,
A gente insiste em tentar.

Porque ficar só reclamando,
Também não muda o cenário,
E o tempo vai nos levando,
Sem consultar o calendário.

Então, mesmo achando chato,
Mesmo cansado de tudo,
Vamos sair desse quarto,
Conhecer um pouco do mundo.

Que a vida não é novidade,
Nem sempre tem emoção,
Mas ainda existe liberdade
Pra escolher outra direção.

E se amanhã for igual,
E o tédio vier novamente,
Que a gente enfrente o banal
Com um sorriso diferente.

Porque viver é insistir,
Mesmo quando falta prazer,
É levantar, sair, sorrir...
E dar uma chance ao viver! 🌹

Sandro Paschoal Nogueira

Todo mundo quer exigir seu direito de ser respeitado, mas quase sempre esquecem do seu dever.

Não me apego no quase,
Talvez é dúvida, incerteza.
Que não leva a lugar algum,
É ausência de verdade e vontade.

Amar é quase isso
Baixar a guarda,
E entrar no ringue oferecendo uma flor.

Desapegue do,
Quase deu certo
Quase aconteceu
Quase fomos.
Quase,
Não soma resultado.

Sentir o seu coração quase parar, provoca mudanças!

Quando amamos – e o amor é espiritual – a presença quase não se faz necessária, pois os espíritos se reconhecem e se complementam.

Deus sempre responde nossas preces,
mas quase nunca é a resposta que esperamos.

"A luta é quase sempre solitária e o apoio, raro. Vencer é difícil, mas quando acontece, só ou acompanhado, a vitória deve ser celebrada."

A alegria do dinheiro é passageira. Mas a felicidade de ajudar um amigo é quase eterna, dura uma vida inteira.

Há coisas que faço com grandeza quase ofensiva — levantar ruínas, atravessar vendavais, carregar mundos nas costas. E, no mesmo corpo, existe o sujeito que trava diante do pequeno: lavar a louça, lavar o corpo, lavar a alma — e nada ficar realmente lavado. A pia continua cheia, a pele continua cansada, e a alma… essa sempre deixa um canto por esfregar.

De vez em quando, meus monstros me chamam para a caverna. Eles têm boa dicção, argumentos sedutores, promessa de silêncio. Os pseudo-anjos, esses, são piores: falam em luz, mas deixam tudo enevoado; abrem a boca e não esclarecem nada — só criam sombras com asas brilhantes. Vivo assim: entre o que me salva e o que me consome, entre o que me ilumina e o que me incendeia. Um clarão que, às vezes, vira labareda.

Dentro de mim, a vida e a morte conversam. A morte que pede fôlego, a vida que implora descanso. As dores anunciam sua chegada sem som — e quando finalmente tento dizer, ninguém entende a língua em que sangro. Falo em metáforas, gaguejo verdades, engulo gritos. E sigo juntando frases soltas: as tuas, as minhas, as que se quebram antes de virar sentido. Somos dois que viram quatro, e cada um deles puxa um fio do mesmo corpo.

Muita gente em mim. Tão pouca gente pra mim. Por mim?

Minha voz anda rouca de tanto gritar por dentro. E, no entanto, aqui estou: 30 gotas de Rivotril, uma trégua temporária, mais uma noite sem enlouquecer. Amanhã acordo de novo, inteiro o suficiente para existir, firme o suficiente para não pedir licença, atento o bastante para não pisar nos ovos dos pintinhos que nunca rompem a casca.

Porque, apesar de tudo, ainda escolho viver. Mesmo quando viver parece demais para um dia só.

Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de deixar de ser quem aprendemos a ser para abrir espaço para quem já estamos nos tornando.

É com alegria que venho informar que TODOS os feriados de 2026 serão em dias úteis e quase todos com opção de emenda.

Além da copa que vai começar em Junho!

Onde Mora o Perigo


Beijo lento, quase segredo,
mordida leve, guardando o desejo,
um sorriso que entrega o que tentou esconder,
e um selinho no fim, só pra me fazer querer.


É nesse instante que mora o perigo,
quando o silêncio brinca comigo,
quando um simples toque parece dizer
tudo aquilo que a boca tenta esconder.


Porque o beijo termina,
mas a vontade não.
Fica presa no sorriso,
faz morada no coração.


E eu finjo que não percebi,
finjo que não me rendi…
mas se você repetir esse jeito de beijar,
talvez eu esqueça até de tentar escapar.


Beijo lento + mordida + sorriso + selinho no final…
Perigo?
Não.


É exatamente aí que começa o meu caos.

Cor de Marte


Há uma cor que não existe
nas paletas que conheço,
um vermelho antigo, quase secreto,
que parece guardar o avesso
de tudo aquilo que não confesso.


É a cor de Marte,
distante, silenciosa,
que atravessa milhões de quilômetros
sem jamais pedir passagem,
como uma lembrança teimosa
perdida na imensidão da paisagem.


Não é vermelho de rosas,
nem de fogo, nem de paixão.
É vermelho de poeira,
de tempo, de solidão,
de um planeta que aprendeu
a carregar cicatrizes
sem perder a própria direção.


Talvez por isso eu goste tanto dela.


Porque há beleza
naquilo que o tempo transforma,
naquilo que um dia foi diferente
e hoje carrega outra forma.


Marte não precisa ser azul
para ser bonito.
Não precisa de oceanos
para esconder seus abismos.
Basta existir,
vermelho e distante,
guardando em seu silêncio
mil histórias que ninguém ouviu.


E talvez seja essa
a verdadeira cor de Marte:


a cor de tudo aquilo
que sobreviveu ao tempo
e, mesmo depois de perder tanto,
ainda consegue iluminar o céu.


Uma cor que não pede para ser entendida.


Só para ser contemplada.