Quase

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A Gentileza do Olhar

Rua quase deserta debaixo da escuridão celeste, sem luar, nem estrelas, que poderia ser vista facilmente como um lugar de solidão, triste e arriscado — uma impressão muito negativa.

Entretanto, se for observada por um olhar mais atento, logo será percebida a sua beleza admirável, que de alguma forma está viva: um lindo cenário, nada hostil.

Ornada por algumas luzes artificiais bem posicionadas, que trazem um aspecto muito receptivo, apaixonante, num ar de romantismo sereno e marcante.

Caminhar por ela durante a noite, deve ser bastante aprazível, inclusive na companhia da pessoa certa, dando passos tranquilos, sem nenhum motivo para se ter pressa.

Portanto, a gentileza e a calma também se fazem necessárias para uma observação mais completa, que não permita que as coisas significativas sejam ignoradas.

⁠Boa tarde, é quase Natal!
Que nada te impeça
de se ficar em paz com
si mesmo se reconciliando
mesmo com aquele que
não te permite diálogo,
a oração é a chave desta
e de qualquer situação.

Quase não restam lembranças boas da minha infância. Talvez nunca as tenha vivido, ou talvez algo em mim tenha morrido antes mesmo de aprender a ser feliz, deixando apenas um vazio frio onde deveriam habitar memórias e calor.

Hoje, um “bom dia” soa quase herético, a gentileza desperta olhares desconfiados, o afeto provoca incômodo. Chegamos ao ponto em que ser humano é resistência, e a ternura, um ato de coragem.

Sou a soma dos dias em que quase desisti.

Às vezes a voz de Deus sussurra. A esperança é um som leve, quase imperceptível, mas suficiente para mover montanhas internas. Quem ouve o chamado na escuridão, já está a caminho da luz.

No deserto, o conforto virou dor, eo silêncio me acusava sem piedade. O frio do esquecimento quase apagou meu nome… Até que ouvi a voz do Pastor chamando por mim.

Meu coração não conhece a economia do afeto, ele quer o inteiro, a verdade absoluta, e quase sempre recebe o troco em ausência.

A dor não chegou de uma vez, ela foi construída, em camadas tão sutis que quase passaram despercebidas, até que um dia percebi que já não era mais o mesmo, mas também não era alguém completamente perdido.

Há uma santidade quase mística no cansaço de quem deu tudo de si no campo de batalha da própria mente, sem recuar um centímetro sequer diante do abismo que o medo cavou. O verdadeiro herói não é aquele que ostenta uma armadura intocada, mas o que levanta com o peso de mil derrotas nas costas e ainda consegue sorrir para o sol com o olhar de quem já viu o inferno. A melancolia é o combustível dos fortes, o filtro aristocrático que separa o ouro da nossa essência do entulho das expectativas alheias, fúteis e vazias. Seja o regente soberano da sua própria agonia e faça dela uma abertura triunfante para os dias de glória que o destino, por justiça, agora te deve. A dor não é um fim, é o prelúdio necessário para a sua coroação.


- Tiago Scheimann

A esperança é uma teimosia quase sagrada que insiste em existir mesmo quando tudo dentro de você já desistiu.

Há algo quase indestrutível em quem já não teme mais se perder, porque já esteve perdido e voltou.

_ O meu amor não é perfeito , mas é
raro...porque vem de um lugar onde
quase ninguém consegue chegar.

De tanto ouvir que eu não conseguiria, quase acreditei; mas, como gosto de teimar, segui minha teimosia.
Nildinha Freitas

Bom dia!


Tem recomeços que chegam sem aviso,
quietinhos, quase imperceptíveis…
e ainda assim, mudam tudo por dentro.


Hoje não precisa ser grandioso.
Basta ser verdadeiro.
Um passo com calma,
um pensamento mais leve,
um cuidado gentil com você.


A vida também floresce nas pausas,
nos dias simples,
nos instantes em que a gente decide não desistir.


Que o seu dia te acolha…
e que você se permita caminhar com fé,
mesmo sem ver todo o caminho.


Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Acordar cedo não é um hábito, é quase um pacto silencioso que eu fiz com a vida. Enquanto o mundo ainda está naquele estágio meio zumbi, meio travesseiro, eu já estou de olhos abertos, tentando entender se sou corajosa ou só teimosa mesmo. Cinco e meia da manhã, às vezes cinco em ponto, e lá estou eu… firme, porém bocejando com elegância, porque dignidade é tudo, até na luta contra o sono.


Mas aí vem o motivo. O som. Ah, o som da natureza… aquilo não é barulho, é um tipo de conversa que não exige resposta, só presença. Os passarinhos começam como se estivessem fofocando da vida alheia, cada um com sua versão da história, e eu ali, ouvindo tudo, sem julgar ninguém, porque claramente não fui convidada para opinar. O vento passa devagar, como quem sabe que ainda é cedo demais para pressa. As folhas respondem, e de repente tudo parece uma orquestra que ensaiou a madrugada inteira só para aquele momento.


E eu fico ali, parada, meio acordando, meio existindo. Porque não é só ouvir, é sentir. É perceber que enquanto eu me preocupo com boleto, com futuro, com o que deu errado ontem, a natureza simplesmente… continua. Sem drama, sem reunião, sem crise existencial. O sol nasce todos os dias sem postar indireta, sem precisar de validação, sem perguntar se está bonito o suficiente. E está. Sempre está.


Tem uma paz meio debochada nisso tudo. Porque a vida lá fora acontece de um jeito tão simples, enquanto a gente complica tudo aqui dentro. Eu olho ao redor e penso que talvez eu esteja fazendo muita coisa errada… ou talvez só esteja fazendo demais. A natureza não tenta ser mais do que ela é. E eu, às vezes, acordo querendo ser tudo ao mesmo tempo, e acabo não sendo nada com calma.


Então, nesses momentos, eu respiro. Fundo. Como se pudesse puxar um pouco daquela tranquilidade pra dentro de mim. Como se desse pra armazenar paz igual a gente armazena foto na galeria. Spoiler: não dá. Mas a tentativa já melhora o humor, o que convenhamos, às cinco da manhã, é praticamente um milagre.


E assim eu começo meu dia. Sem pressa, sem plateia, só eu e esse espetáculo gratuito que ninguém valoriza o suficiente. Porque enquanto muita gente está brigando com o despertador, eu estou ali… fazendo amizade com o silêncio, que de silencioso não tem nada.


Agora me conta… você também já parou pra ouvir o mundo antes dele começar a gritar?

Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.


E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.


Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.


E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.


E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.


E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.


Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.


Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.


E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.

Nem todo “quase” merece virar lembrança.

"Ser um trilionário é descobrir que o preço de quase tudo é irrelevante, mas o valor de quase nada mudou."

"Estrutura de pirâmide existe em quase toda empresa tradicional, onde o topo ganha sempre mais que a base. No multinível honesto, a sua dedicação determina o seu teto."