Quando a Gente Cresce Descobre Mario Quintana
Manifesto: Quero o meu lado mulherzinha de volta
(ou em outras palavras: até que ponto a gente sabe administrar o rebolado?)
Primeiramente devo dizer: a culpa não é de ninguém. Não me atirem pedras nem queimem meus sutiãs, que me são tão raros, caros e meus. Ando pensando muito sobre a questão ying/yang na sociedade e dentro de nós (minha monografia foi sobre a revolução feminina e a repercussão na publicidade atual) e o que eu vejo não são mulheres independentes e felizes com seus novos papéis, nem homens satisfeitos com um ter-que-ser que não combina com seus antigos moldes. O que enxergo são homens e mulheres perdidos e insatisfeitos, loucos por colo e amor, loucos por si só e loucos de saudade. Sim, loucos de saudade. Eu quero ser mulher de novo, estou cansada de virar homem tantas vezes por dia, tendo que resolver a vida e o mundo. Tenho que trabalhar, pagar contas, impostos, saber tudo sobre contabilidade, escrever, recitar Vinicius, ter uma bunda dura, um cabelo macio, quinhentos e cinqüenta e cinco cheiros gostosos pelo corpo, pés e mãos bem-feitos, saber o que está passando no cinema, ler de Sartre a Vogue, ajudar família, amigos, colocar os quadros novos na parede, responder e-mails, saber se o chassi do carro foi adulterado (!?) e estar linda e com a pele fresca quando aquela pessoa que você joga charme há meses te chamar pra sair. Ok, você toma banho em segundos, reclama com sua mãe pelo telefone enquanto decide o que vestir (a eterna dúvida do primeiro encontro) e tenta se focalizar em ser mulher. Apenas mulher. (Mesmo que tenha um bilhete em cima da mesa dizendo para entrar em contato com o contador com a máxima urgência). Máxima urgência? E o interfone toca e você está com duas blusas na mão, nenhum sapato no pé e uma interrogação bem no meio da maquiagem. O espelho não mente: você está ligeiramente linda, confusa e cansada. Mas pega a bolsa e vai... (Afinal, arriscar é viver!). No elevador você pensa, enquanto dá o ar da graça com o eterno blush (amigo de todos os posts e horas): o mundo está invertido ou será que sou eu? E você não encontra respostas mas encontra o cara. Parado. Mudo. Com um olhar bonito e alguma expressão que você não entende. Aí te vem a mesma imagem de minutos atrás: olha o ponto de interrogação bem no meio da cara dele... O cara não sabe o que fazer. Não sabe se abre a porta do carro, se escolhe o restaurante, se te beija, se te come ou manda embrulhar, se leva flores no dia seguinte, se conversa sobre poesia, sobre filhos ou musculação, tudo porque está na dúvida se você vai achar lindo ou vai rir na cara dele. Tudo porque ele está perdido, mas... Caramba! Você também está. Não sabe se ele tem a mente aberta igual aparenta ou se é mais careta que seu pai. E ninguém se percebe. O cara te acha inteligente, gostosa, divertida e acha que você é moderna demais pra gostar de uma mensagem fofa no dia seguinte. Meninos, é mentira. A gente gosta. Tem gente que pode não gostar, mas eu gosto. Vivemos num momento de transição e conflitos, fica difícil entender. Nada mais normal. Eu, por exemplo, trabalho, tenho minha casa, sou forte por acaso mas tenho meu lado mulherzinha que não me deixa. Sou emotiva, sensível, choro à toa, rodo a baiana, mas espero o telefone tocar, tenho meus nhem-nhem-nhens e estou cansada. Cansada de ser racional. Cansada de tomar iniciativa, cansada de ser homem em cima do salto 15. Por isso, em nome do meu equilíbrio, da falsa modernidade e dessa bagunça que virou um simples abrir ou fechar de portas, eu me atrevo a dizer: toda mulher tem seu lado mulherzinha. Rapazes, sejam fortes e persistentes! Nós somos complicadas mas contamos com vocês!
Tem muita gente contaminada pela mais grave manifestação do vírus - a aids psicológica... Do corpo, você sabe, tomamos certos cuidados, o vírus pode ser mantido a distância. E da mente? Porque uma vez instalado lá, o htlv-3 não vai acabar com as suas defesas imunológicas, mas com suas emoções, seu gosto de viver, seu sorriso, sua capacidade de encantar-se. Sem isso, não tem graça viver, concorda?
Você gostaria de viver num mundo de zumbis? Eu, decididamente não. Então pela nossa sobrevivência afetiva - com carinho, com cuidado, com sentimento de dignidade - ó gente, vamos continuar namorando. Era tão bom, não era?
Não se procura o amor, ele nasce no coração, cresce e toma conta das pessoas, quando a ele adiciona-se respeito, carinho, companheirismo, fidelidade e cumplicidade, torna-se um sentimento incondicional.
Boldane A. Cordeiro
Quando tá tudo indo bem, eu sempre tenho a sensação de que alguma coisa, no fundo, tá muito errada. Sei lá, é como se um relacionamento saudável fosse impossível no meio dessa merda toda, e quando eu não posso ver os erros, eu fico com essa certeza de que estou sendo enganada. E fico procurando, investigando, revirando o mundo pra encontrar os vacilos, mentiras, motivos pra terminar.
E você fica feliz,
quando descobre que sua felicidade não depende de ninguém
e isso torna sua fonte de felicidade inesgotável.
Então você descobre:
* Que pode ir mais longe quando te obrigam a caminhar mais.
* Que você é capaz de ter mais forças quando joga-lhe uma carga mais pesada.
* Você aprende que pode adquirir mais conhecimento quando te desafiam a falar algo do qual você já acreditava conhecer tudo.
* Que você pode superar desafios quando os obstáculos cressem.
* Você aprende que não é nada, quando aquilo que você acreditava ser seu "tudo" lhe é tirado...
* Você aprende ser mais você, quando lhe solicitam que seja outro...
* Você aprende a ser mais Cristão quando compreende que são nas pequenas coisas que precisa honrar a Deus...
O QUE JOÃO ME CONTOU
João pescador assim me falou:
A maior boniteza que tem pra vê,
É quando a onda bate no mar e beija a pedra na areia.
É como se aquela beleza toda fosse pra avisar,
Que a onda nasce da água e pra ela vai voltar.
Mas também tem outra coisa, que mais formosa não há.
Até me fogem as palavras de tanto admirar.
É quando no mar, eu vejo os olhos de uma moça,
Feitio de estrela que não cessa de piscar.
Então eu fico confuso, sempre a imaginar.
Pro sinhô que gosta de estórias, eu lhe posso contar.
Já pensei em ajuntar a onda, com os olhos do amar.
Fiz até uma promessa, que vivo a suplicar.
Quando minha hora chegar,
Esperem a noite alta e me joguem inteiro no mar.
Vou virar mistura de lama, coberto de calcário, envolto de sal,
Para nascer como pedra, estendido a beira mar.
Então, nem queira saber, que alegria será,
Eu me vivendo banhado de ondas, a relembrar,
Toda a vida que viceja, quando se descobre um olhar.
Carlos Daniel Dojja
- Em homenagem a João que já virou Pedra no Mar do S
" Quando você entende que limite é apenas uma palavra, você descobre seu real potencial para ir além"
"Quando você descobre sobre seu eu,
sem máscaras,sendo você de verdade,
você vive a verdadeira liberdade."
Balões são como o amor...
Quando você o descobre e aceita ou, pega pra si, eles são todos cheinhos, bonitos e coloridos, mas também são incrivelmente frágeis, qualquer coisinha estouram e tudo acaba.
Com o passar do tempo eles acabam murchando, e consequentemente ficam menos bonitos e atraentes mas em compensação são menos frágeis, afinal já estão acostumados com o ambiente e a situação.
E depois de um bom tempo eles murcham de vez, basicamente morrem. E depende apenas de você escolher se continua com aquele ou se vai atrás de outro... Começando tudo denovo.
A maioridade de um homem não se dá aos 18 ou 21 anos!
Um homem atinge a maioridade quando descobre que é de aço!
Quando percebe que o "medo" nunca existiu!
Quando seus conceitos implantados culturalmente encontram a total falência!
Quando olha e não enxerga máscaras!
Quando não dá mais importância para o óbvio!
Quando descobre que ser tolo é chique!
Quando se realiza com pequenas coisas!
Quando não para de "tentar" ser feliz!
Quando simplesmente, VIVE!
A coisa mais comum de se ver por aí é gente se fazendo de difícil para ver se alguém vai correr atrás, enquanto o amor de quem está bem do lado aos poucos se desfaz.
Quem usa gente como trampolim para o sucesso, corre o risco de mergulhar de cabeça numa piscina vazia.
Gente deveria ser tratada como um livro, que se pudesse ler, tentar entender, e se não conseguisse não o rasgasse, não o julgasse, e não o jogasse no lixo, apenas o devolvesse à estante, porque com certeza um dia apareceria alguém a quem servisse de inspiração.
Não é que existe gente que está à frente do seu tempo. É que ainda existem pessoas que ficaram para trás presas ao passado.
Gosto de gente que não cede às pressões, que se mantém fiel às suas crenças, e não vive a vida que outros desejam, só porque lhes falta habilidade para amar.
