Quadro
Tudo
Um quadro pintado com a graciosidade da fotossíntese,
uma viagem no mundo dos sonhos aonde o passado se une ao presente e o futuro para com dó de se apressar.
Um farol iluminando o oceano revolto,
é abundância naquilo que transforma e é medicina para o coração.
Você é essencial é o meu tudo.
DESENCONTRO
Pintei um céu
Para nós dois
Um quadro azul
Em tom pastel.
Morreu meu sonho
quando amanheceu
Você, indiferente,
Não me reconheceu
E no vale ficou
Sem olhar para o céu.
Eu te acenei amor
Amorosa te beijei,
E o dia era instante
Sereno, constante,
Gravura em papel
Mas um beijo de amor
Não foi o bastante.
Despedaçada,
Abandonei os teus olhos
Perdidos no vale
Sondando ilusões
Sem olhar para o céu.
Enveredei nas alturas
Carregando teu nome
Um punhado de estrelas
E um doce pincel.
Estava certa que vinhas
Porque tinha que ser
Mas olhei para baixo
E chorei a verdade:
Você tão cruel
No vale voejava
Junto às borboletas
Sem olhar para o céu.
AMOR DESATENTO
(O Alecrim e a Estrelinha)
"Pintei um céu
Para nós dois
Um quadro azul
Em tom pastel.
Morreu meu sonho
Quando amanheceu
Você, indiferente,
Nem me notou
No vale ficou
Sem olhar para o céu.
Acenei meu amor
Como flor te beijei,
E a noite era instante
Gravura em papel
Mas um beijo de amor
Não foi o bastante
Veio o sol e encontrou
Teu olhar infiel
Perdido no vale
Espreitando outros beijos
Sem olhar para o céu.
Por te amar insisti
E jurando que vinhas
Esculpi o teu nome
Na luz das estrelas
Com doce cinzel...
Mas olhei para baixo
E chorei a verdade:
Você tão cruel
No vale bailava
Junto às borboletas
Sem olhar para o céu."
Lori Damm, 02/03/2022
O olhar do trabalhador brasileiro.
Tristeza, desesperança, vergonha.
O quadro pintado por Tarsila do Amaral em 1933, nunca foi tão atual.
Feliz dia do trabalho?
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
Quadro tão lindo
cheio de ternura e magia
Me recorda Maria Eduarda
Assim tão pequenina
debruçada sobre os livros
como se dali viesse
tudo que lhe fortalecia
E é claro que isso acontecia
Tanta imaginação voando
estacionando aqui e acolá
Fez dela essa menina encantadora
de palavreado manso e sedutor
Ah, minha Dudinha tão pequenininha
Mas de uma imaginação tão grande
que saudades a vovó tem
Dessa sua infantilidade inocente
que preenchia a vida da gente
Hoje já mais crescida
Está quase adolescente
se deixar,
trocas o livro pelo celular
Mas o que ficou na mente gravado
com certeza é subsídio lacrado
que te direciona para uma escolha eficiente
Sempre me pergunto: será que é preciso inovar sempre, sempre? Não se pode escrever um livro, pintar um quadro, fazer um filme? Simplesmente. Muitas vezes estamos inovando sem saber, fazendo uma coisa que é necessária e vem do fundo. E há tanta inovação falsa, para chocar, chamar a atenção.
Ah, se eu acordasse todo dia com o seu bom dia
De tanto café na cama, faltariam xícaras
Me atrasaria só pra ficar de preguiça
Se toda arte se inspirasse em seus traços
Então qualquer esboço viraria um quadro
Um dia fui andar e em um sobressalto comecei a observar uma moça na lagoa a brincar com os patos que ali estavam a nadar, era bela e muito singela, uma linda menina que não sabia o que pensar pois o mundo a sua volta conseguia iluminar, seu nome, não me lembro, mas suas feições me hipnotizaram tão indevidamente que eu não conseguia sair daquele lugar, ela me encantou e encantou a todos que passavam ali, pois com leves movimentos conseguia maravilhar e me levava a pensar como alguém tão linda poderia existir e ao mesmo tempo eu não poder me aproximar, porque nos fez assim? Tão longe um do outro que nunca poderemos nos encontrar e eu fiquei naquele banco, no lago, esperando que um dia o que eu sentia em um retrato fosse transformado.
Se a gente olhar com um filtro do amor, vai perceber que todos os detalhes que compõem a nossa trajetória podem ser peças de um quebra-cabeça que vai formar um grande quadro, quase uma pintura divina.
Todo amor é imortal. Até mesmo os que, diante da impossibilidade, tiveram que ser escondidos, como o segredo de Da Vinci no quadro da Mona Lisa.
Siga os três passos para transformar a tua esperança em certeza agora!
1- Procure imagem(s) que represente a tua esperança.
2- Pegue tua esperança e coloque em uma foto ou faz uma espécie de colagem. (Teus sonhos, - materiais ou não...e Etc...)
3- Cole a foto na parede ou faça um quadro de fotos e coloque em um lugar estratégico para você.
Agora vem uma pequena introdução do sentido dos três passos do caminho da transformação da esperança para a certeza!
O que é a fé?
Fé é quando por exemplo, esta foto da esperança que você está olhando, deixa de ser esperança e passa ser a certeza! Certeza daquilo que se espera. Isto é a fé! Tome posse da sua esperança! A partir de hoje ande no nível de certeza!
Tenha fé em Deus e tão importante quanto, é ter fé em si mesmo! Acreditar que a capacidade de superação e realização não muda com as intempéries que aconteceram em sua vida!
Viva um dia de cada vez!
Nada em nossas vidas está escrito, fechado e consumado. Você à cada passo tem que colocar uma nova cor no grande quadro que vai pendurar no final da sua vida !
Viver e morrer no final são as mesmas coisas o que muda em nós é a história.
Quadros
(F.Franklin)
Lá estava ele, pendurado numa parede imóvel, o enfeite na sala de estar.
Mas afinal, de onde veio?
A imagem tingida, as cores entrelaçadas...
A harmonia, e o conceito. ..Não surgiram do nada.
Antes de carregar uma história, antes de se tornar vivo, uma imagem animada ou triste, o quadro nasceu no interior do artista.
E alma de artista é sempre pulsante e inteligente.
Sonham, criam situações e cores, cenas surreais e cenas de amores... depois tudo se materializa.
Eu ganhei um quadro em grafite, mas minha'alma o via colorido!!!
Frida Kahlo
Faz uma tela sentida:
Prepara pincéis e tintas,
Um'alma exposta, ferida...
O que ela externa, tu pintas.
Carrega nas cores quentes:
Rosto? Amarelo-pavor.
Ígneas lanças nos dentes;
Na boca, maçã do amor.
Nos olhos, usa três cores:
Tenta azul, verde e cinzento.
Tons de finados amores...
Arco íris em tormento.
Não poupes nas cores frias!
Põe púrpura nos cabelos.
Nos seios, como farias?
Cor de gelo, sem apelos.
Nem penses ficar com ela;
Assim, ela te domina!
Crava no corpo da tela
A fria espada da China.
Fêmea louca que se esvai?
Ah... Não te sintas dorida.
É tinta o sangue que cai.
É bela e ainda tem vida.
(Verônica Marzullo de Brito)
São apenas as lembranças. É tudo que eu tenho e tudo que eu sou: as lembranças daqueles que me guardarão no coração. Lembranças daqueles que eu fiz sorrir e também daqueles que, infelizmente, eu fiz chorar. As lembranças das minhas ações são a oração maior que irá me acompanhar e vai além dos meus dias de vida. São elas, as lembranças, que manterão vivas as imagens que, de mim, esculpirem, estampadas num quadro secreto de cada alma em que conheci.
A momento mais difícil e contraditório vacilante na obra pictórica é o da assinatura, o instante de afirmar que ela em si está completa, não mais pertence ao artista e a partir de então, entrega la ao mundo.
