Quadro
Contentamentos! Sim! Sem maus ventos!
Sem tempos, nem tormentos!...
Neste meu pintar, de quadro.
Neste meu escrever, no quarto.
Assim pinto e escrevo, a minha alma!
Sem, que mal me faça perder, a calma.
Pinto dor!... Amor!... Verdade!...
Lealdade!... Caridade, sem idade!
Pinto... Com palavras e não com pincéis
Nem tão pouco, nos dedos uso anéis!...
E pinto uma pintura de escrita, à tarde!...
Que vai ficar, para sempre pintado...
No tempo e no não tempo. Não será, pois apagado.
Este meu quadro, lindo, sem idade!...
Ele fica fora, também do tempo...
Para meu, vosso, contentamento!
Sim! Povo do tempo e do amar...
Povo dos séculos e não séculos;
Povo dos milénios e fora d'eles.
Povo! E Deus dos tempos e sem ventos...
Assim pinto, meus e vossos contentamentos!...
A ausência das pessoas, é como um quadro que vai perdendo a cor lentamente sem ninguém perceber, depois, de todo branco, sem cor, apenas um destino há para ele.
UM QUADRO DA INFÂNCIA
Sem mostrar resistência a essa vontade
de visitar os tempos de criança,
ponho na mão meu livro de saudade
e folheio lembrança por lembrança.
O olhar de minha mente assim me invade
a infância por inteiro, e logo alcança
uma linda menina da cidade,
loura, de olhos azuis e fala mansa.
Foi ela, certo dia, sol já posto,
que, após eu mal pisar sua calçada,
parou-me, com as mãos prendeu-me o rosto,
esfregou sua boca em minha boca,
e em seguida, saiu em disparada
para dentro de casa, como louca...
Um quadro, pinto na tela
O que não dá pra contar.
Vou seguindo o meu caminho
Onde Deus deixa eu chegar.
As boas lembranças da vida
Com as dificuldades na lida,
E tudo que a vida me dá.
Mas é dia de alegria,
Vamos comemorar.
Meu pai, hoje é o seu dia.
É dia de festejar.
Vamos começar a festa
Porque eu sei que lhe resta
Muitos anos completar.
Eu lhe desejo saúde,
Muita paz e alegria.
Prosperidade e amor,
Tudo que alegre o seu dia.
Só lhe peço, por favor,
Carregue o meu amor,
Meu carinho e harmonia.
O que trago no meu peito
É difícil de explicar.
Edilson Alves, meu pai,
Eu sempre vou te amar.
Tudo que me ensinou,
Com muito carinho e amor,
Em meu coração vou levar.
Hoje a festa é sua,
Mais eu ganhei o presente.
Tenho você como pai,
Muito muito alegre e irreverente.
Assim quero terminar,
E lhe PARABENIZAR!
MEU PAI, TE AMAREI PARA SEMPRE!
FELIZ ANIVERSÁRIO!
A sua ideia é uma obra de arte não fique pintando para qualquer um porque quem pendura o quadro na parede se considera dono e tem muito prego aguardando por suas iniciativas.
O tempo apaga
Feito apagador no quadro negro
Mas também escreve com giz.
Ressuscita boas lembranças
E as matam...
Já vivi tantos períodos:
Muitas alegrias.
Tantas tristezas e...
Outras decepções!
Mas vivo, estou vivo e desejo viver.
Vamos estar em um mundo
Onde possamos construir um futuro.
Que esse futuro seja apenas
Lembranças daquilo que talvez...
Fora algo muito importante um dia!
Quadro de pintura difusa
Lançando sua cor primária
Única exclusiva em sua paleta confusa
Tentando retratar sua alimária
Alimária confusa que fugiu
Assustada com o repentino horror
Que planejando sua fuga interesse fingiu
Na sua obra um certo amor
Pode ajudá-lo com sentimento
Do mais triste e atroz
Povoa agora em lúgubre pensamento
A sua sombra veloz
Ele quer ver o amor voltar
A sinceridade máxima no coração
De joelhos pede que a sua cor volte a reinar
Angustiado,soluçando de emoção!
Eis a cor da harmonia
Quero nesse dia poder vibrar
Com o sentido mais vivo da harmonia
Para com você sempre amar!
Quem analisa um quadro olhando apenas uma parte unilateral dele,não é capaz de vê-lo como a um todo!
Palácio de Queluz: Um Encontro de Descolonização
No quadro "Palácio de Queluz", proponho uma inversão simbólica da história: e se os povos indígenas brasileiros atravessassem o Atlântico, invadissem Portugal e reivindicassem o que lhes foi tirado?
Recrie o Palácio de Queluz como palco de uma devolução imaginária. Não se trata apenas de revanche, mas de justiça histórica, em que as riquezas extraídas das terras indígenas voltam às suas origens. A recente repatriação do manto tupinambá da Dinamarca, após mais de 300 anos, inspira essa reflexão. Esse símbolo sagrado ecoa a luta dos povos indígenas por memória e pertencimento.
Vocês podem considerar esse pensamento utópico, mas, se o trouxermos para os dias atuais, veremos que a colonização persiste em novas formas. À medida que as big techs continuam a colonizar nossos territórios, explorando dados e lucros sem retribuir de forma justa às comunidades afetadas, temos uma nova versão da exploração que repete as dinâmicas coloniais do passado.
Minha busca aqui não é apenas despertar a imaginação, mas também provocar uma inquietação política. Essa inversão desafia as narrativas de poder, expõe as feridas da incursão portuguesa e provoca a pergunta: o que significa devolver o que foi tomado?
Assino esta obra como um gesto artístico e político, para repensarmos os lugares que ocupamos no passado e os que podemos recriar no futuro.
Abstrato
Estou pintando esse quadro
Quase arte sem artista
Em que se divide a autoria...
Abstrato coração
Que pontua de emoção
Um amor pra toda vida...
Ela é o meu caminho
Que caminho com destino
E já não sei mais ser sozinho
Abstrato coração
De moldura outrora informe
Que agora se moldou ao seu amor...
Edney Valentim Araújo
1994...
Criação
.
Se a vida fosse uma arte
Onde se traça em branco quadro
Os caminhos do amor,
Teria vida nessa arte abstrata
Os contornos do tracejo de se amar...
Seria a arte um momento
Em que se funde autor e criação
Em vívidas cores de emoção...
E nestes traços outrora informes
Vai-se a distante imensidão
Desfazendo a solidão...
Agora o rabisco de um instante
Em que reluz eterna ascensão
Fulguraria o árduo fogo da paixão...
Seria as bordas tenaz linha
Em que desenha a amada minha
Minha vida e meu contento,
Onde derrama as cores
Infundidas do infindo quadro vívido
Agora posto autor e criação.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
Moldura vazia
Olho para mim,
Olho para você,
Vejo a moldura vazia.
Um belo quadro,
Uma linda gravura,
Ou só mais uma pintura.
Traços destorcidos,
Formas abstratas,
Eufemismo.
Pinceladas no tempo,
Cores desbotadas,
Nada!...
Poderia ter sido tudo,
Poderia ser qualquer coisa,
Só não poderia ser o que foi.
Sem fundo...
Sem cor...
Sem magia.
E no fim de tudo, sem o seu amor.
Edney Valentim Araújo
O amor
é como a paisagem
dos seus sonhos em um quadro
Você nunca cansa de olhar
e tem acerteza
que ali é o seu lugar
