Quadro
Tudo
Um quadro pintado com a graciosidade da fotossíntese,
uma viagem no mundo dos sonhos aonde o passado se une ao presente e o futuro para com dó de se apressar.
Um farol iluminando o oceano revolto,
é abundância naquilo que transforma e é medicina para o coração.
Você é essencial é o meu tudo.
Senhor, muitos, por si mesmos, encerram a possibilidade de mudar o quadro em que se encontram, seguindo por um caminho sem volta, que só conduz ao sofrimento. Que jamais permitas que tal pensamento irreversível encontre espaço em mim, pois, na verdade, ele nada resolve. Amém.
Como se estivesse admirado um lindo quadro, eu trafego gentilmente pela arte envolvente dos teus traços, a liberdade dos teus cabelos, a polidez da tua pele, dos teus lábios, mergulho na profundez que há nos teus olhos, fico admirado intensamente e um simples instante se faz memorável.
A minha admiração dedicada a ti, fotografou a tua bela existência, agora tenho um parte de ti, uma arte em exibição na minha mente e por meio do sentir, posso contemplá-la, então, mesmo que não estejas aqui, estarás comigo, um frescor para minha alma, um vislumbre de amor imprescindível.
Sempre quando for possível mentalmente te contemplar, ficarei inspirado, serei atingido por tamanha vitalidade, uma sensação incrível semelhante a estar diante de um mar vivo, que, às vezes, é agitado, em outras, é tranquilo, mas mantém a sua verdade, o seu encanto, um forte ponto de equilíbrio, um bem e tanto.
Quadro sublime a céu aberto, natureza bem verde, cenário naturalmente belo com o teu olhar expressivo e tão verdadeiro ainda sendo o centro da atenção, um destaque na tua face graciosa e delicada, uma forte expressão
como se olhasse focada, de volta para quem te admira, que conquistou o teu respeito ou quiçá, também o teu coração, sendo uma mensagem subliminar para alguma pessoa específica, uma singular que está apta para receber o teu amor sincero,
mistério provocante de um tipo jovem de Mona Lisa, mas com a tua própria personalidade, lindos cabelos, pele suave, que provocam a mente sem usar nenhuma palavra, passando verdade, deslumbramento e nada de superficialidade.
Quadro a céu aberto, de cores quentes, emoções calorosas, o fascínio de um cenário maravilhoso, vislumbre de um poder divino, ainda mais exaltado por uma arte abundante, encantadora, sobre um mar calmo durante uma tarde que se finda com a veemência admirável de um pôr do sol exuberante, equilíbrio esplendoroso, momento único, apaixonante, que dilata meus olhos, favorece o fervor da minha alma na sutileza de um instante de uma experiência simplesmente rara.
Quadro sem moldura, arte liberta, uma linda pintura apresentada numa tela grandiosa, unindo o céu, a terra e uma árvore frondosa por intermédio de um pôr do sol poderoso, imagem naturalmente satisfatória.
A inspiração e a solitude às vezes se unem na criação de um lindo quadro, cenário fascinante, uma jovem venusta, sentada num balanço, preso a um galho forte de uma árvore solitária, admirando um céu estrelado com a lua se destacando, acompanhada de um espírito felino, desfrutando de uma atípica tranquilidade, certamente, imprescindível, um equilíbrio de neutralidade e veemência, o tom azul reunido à cor preta e alguns toques reluzentes do branco, a arte simples de uma alma sincera vivamente se expressando.
No quadro da minha mente,
a tua bela imagem está emoldurada,
pra que eu possa admirar-te
quando eu sinto a tua falta,
ainda espero encontrar em ti, reciprocidade pra que eu seja
o teu amado e tu a minha amada
num laço de cumplicidade
que a contrariedade não desata.
Rosto harmonioso, harmonia de um lindo quadro, cachos fabulosos, sedução de um céu estrelado, olhar misterioso, profundo, que causa uma certa inquietação muito deleitável semelhante à lua que se destaca na escuridão, uma singularidade incomparável, poderosa inspiração, arte de um talento divino, essencialidade amável, composição incrível de detalhes, a vividade de um amor genuíno, amparado pela verdade.
É muito admirável
a capacidade de eternizar
a frugalidade de vidas breves
num lindo quadro com cores ricas,
onde a vivacidade prevalece,
então, de uma maneira singela,
a arte vivifica, assim, a mente agradece,
o poeta logo se inspira,
causa uma sensação que enriquece
aqueles que a admiram.
Quando vejo num fim de tarde um lindo quadro a céu aberto
numa viveza de cores
que certamente é fruto de um divino talento em todos os seus pormenores, prontamente,
meus olhos ficam admirados
com tanta perfeição
que chego a ficar inspirado
por esta rica contemplação.
Admirando atentamente um lindo quadro,
fui transportado através da minha mente
para uma ilusão de época.
Era uma manhã no início do outono,
as folhas das árvores estavam
ficando secas, um clima agradável
tomando conta e estava ventando
um pouco,
quando eu estava de saída
de uma casa grande,
na minha carruagem
para voltar ao trabalho,
mas logo precisei parar
por alguns instantes,
pois avistei uma linda jovem
usando um lindo chapéu,
bem vestida, de pele delicada,
uma aparência expressiva
e apaixonante.
Penso que ela estava longe
em pensamentos, distraída,
já que nem percebeu a minha presença.
Não sei se chamaria de amor
a primeira vista,
tendo em vista que não acredito,
entretanto sei que senti uma emoção
forte e distinta de qualquer outra
que havia sentido outrora.
Ainda extasiado, despertei
e para não assustá-la,
antes que percebesse,
fui embora
e volteipara minha realidade
após provar um dos efeitos
que a arte provoca.
Um belo quadro é formado
pela riqueza dos detalhes
e cada momento nosso
pode resultar em belos quadros,
Independentemente se são
quadros grandes ou pequenos,
ficarão expostos nas nossas mentes
numa grande Exposição de pensamentos
que pode passar Algum Conforto
nos instantes de tormentos.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
Se tu quiseres serei diálogo em seus quadrinhos.
Um quadro moldurado, descanso pros quadris,
Degraus em sua escada; padrinho, noivo e juiz.
O olhar do trabalhador brasileiro.
Tristeza, desesperança, vergonha.
O quadro pintado por Tarsila do Amaral em 1933, nunca foi tão atual.
Feliz dia do trabalho?
Dá vontade de ampliar a foto e fazer um quadro para pendurar na parede sob o título de "Mulheres Lindas que Conheço". Parabéns. Beijos do amigo de sempre.
