Pulo
O Salto Feminino
Acumulador
De
Lembranças
Daqui
Dali
Dacolá
Algumas
Apenas
Lembranças
Consigo
As que valem
Carregá
Ela está solteira
vive na atitude
Se o papo é amor
ela não se ilude
Seu salto é Louboutin
Batom vermelho
Gastou seu dinheiro
No vestido da Fendi
Arranca suspiros
por onde passa
Na boa!
Ela arrasa
Faz a noite
parecer encantada
Princesa
de olhos pintados
com as amigas do lado
deixa eles olhando
desesperados
Nem vem!
Fica aí!
Continua parado
Não quer se envolver
Só curtir
Não dá pra dizer
Se o final é feliz
Vai vendo
Ontem ela corria
Correu tanto
Se cansou
Agora
Tem que valer a pena
Quem sabe
Consegue um passo
Ser racional
Um salto no desconhecido pode ser intenso, alguém pode se ferir, ou da de cara com a terra prometida.
Somos seres dotados dos verbos, explorar, crescer e evoluir, com isso podemos conquistar, usufruir e cuidar do novo para que ele possa continuar à existir.
O Limiar
No limiar, não há ventos que empurrem,
nem mares que convidem ao salto.
Há apenas o peso da pergunta tardia:
“E se?” – um eco que se dissolve no vazio.
Aqui, a alma desperta tarde demais,
não para agir, mas para contemplar o que não foi.
Os olhos, antes cegos pela marcha do hábito,
enxergam, mas não movem os pés.
É tarde para o recomeço,
não porque o tempo se esgotou,
mas porque o coração se aquietou
no conforto áspero do mesmo lugar.
Há uma estranha paz em não cruzar,
em não arriscar o salto que devora o chão.
Covardia ou prudência?
Ou apenas a certeza silenciosa
de que o homem pertence ao seu medo
mais do que ao seu desejo?
O limiar não pede pressa,
não exige escolhas,
não grita nem sussurra;
ele apenas está –
uma linha imóvel entre o ser e o nada.
O despertar chega como uma lâmina,
fina, fria, cortando o véu da ilusão.
Mas a ferida não sangra coragem,
apenas o conforto amargo de saber:
a vida continua, mesmo no não-agir.
E assim, o homem se curva,
não à força da mudança,
mas à aceitação de sua própria fraqueza,
encontrando, no limiar,
não um início,
mas um fim que se alonga.
A fé não é cega ou muito menos um salto na escuridão. Ela é o canal principal de obtenção das bênçãos, dos dons e dos mistérios da parte de Deus aos que crerem, confiam e esperam. 2 Co 5.7
Estive tão triste nessa ultima hora que qualquer convite para um salto eu topava um fuga
Qualquer saída
Mais não veio nada.
E o álcool não ameniza a depressão
Estou só mesmo rodeado de pessoas são vozes e palavras que não levam a nada e não chegam perto do nada que sou. Viver virou um grande desafio .
Tudo que quero é o fim... paulorockcesar
Ser vulnerável é um ato de coragem,é um salto em queda livre,acreditando que o outro irá com um abraço amortecer a queda,mas há também quem apenas ache graça do tombo.
Depois que encerramos certos ciclos,
Nossa vida não anda.
Ela sai em cima do salto requebrando,
e distribuindo sorrisos.
Neanderthali's Café
o salto evolucionário
da espécie nossa,
não foi tão efetivo
e a estupidez é visível.
diariamente reencontramos
o reavivado elo perdido
e ainda habitamos
entre os Neandertais.
em suas vestes etiquetadas
vociferando para as tribos,
das cavernas de mármore
ocultam o fedor do limbo.
essa nova fase primitiva
é infinitamente mais perversa
e destrutiva que as anteriores,
por possuir os meios técnicos
e político-econômicos,
para elevar a bestialidade
a um nível inimaginável.
todavia, a estupidez é previsível.
(Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime) ©
O que é a vida?
Um salto para o finito?
E a morte?
Um salto para o infinito?
- Sei lá, os olhos estão fechados!
Haredita Angel
02.11.19
Rodeio no teu Salto
No teu Salto pude escutar
a música e ler o poema
da mais linda cascata,
Amada Rodeio amada,
não saio por nada
desta cidade abençoada.
Doutor Pedrinho
Pertenceste a Benedito Novo
é na Cascata Salto Donner
que está eternizada
a homenagem ao teu pioneiro,
Jamais esqueceste dos teus
três destacados sertanistas.
Tu honras na História
as tuas gentes migrantes
que vieram das cidades
de Rodeio, Nova Trento,
Luiz Alves e de outros lugares.
Da Cachoeira Véu de Noiva
a Cachoeira Paulista dá
para perceber que da tua gente
tu honras, louvas e jamais esquece.
Doutor Pedrinho acolhedora,
acolchoada e de Mata Atlântica
toda enfeitada que ao olhar
brinda, com mel e frutas
os lábios nossos sempre adoça.
A oração na gruta e tua gente
amável sempre enche o meu
coração de gigante ternura:
cidade poética por excelência.
Ituporanga
Meu Salto Grande
em tupi-guarani,
Meu Salto fundamental
e inapagável xokleng,
Beijada carinhosamente
pelo Rio Itajaí do Sul,
Ituporanga tu nasceste
esperança em meio
aos anos confusos,
Onde Martinho Bugreiro
deixo em ti marcas.
Na Gruta Nossa
Senhora de Lourdes,
no Salto Grande
com suas corredeiras
ali posso ler com
o coração os teus poemas.
Nos teus bosques e jardins,
faço passeios no tempo.
Minha Ituporanga amada,
és fortuna poética
que inspira e me ampara,
És reluzente tesouro
do Alto Vale do Itajaí
e me aconchegante refúgio.
No museu brindo a História
e na Igreja Matriz a memória
da fé do teu povo incansável.
Na Barragem Sul e na Cascata
Rio Bonito e suas três cavernas,
faço os meus mergulho internos.
No Seminário e na Casa da Cultura
com a fé e a existência: congrego.
Por tudo que fostes, és e serás,
por esta tua amável gente,
ao Bom Deus sempre agradeço.
Só sei que do tempero principal
desta terra catarinense especial,
és o nosso maior orgulho nacional.
Descobriremos a cada dia que amar é o salto da liberdade em plena companhia, e que só o amor traz essa alegria.
