Pratos
OS PRATOS DE VOVÓ
A minha avó guardava, com alegria,
muitos pratos, lindíssimos, de louça
que ganhou de presente, quando moça,
e que esperava usar – quem sabe? – um dia.
Mas a vida passando tão insossa
e nada de importante acontecia
e ninguém pra jantar aparecia
que compensasse abrir o guarda-louça.
Vovó morreu. Dos pratos coloridos
que hoje estão quebrados e perdidos
ela jamais usou sequer um só.
Assim também meus sonhos, tão guardados,
terão, por nunca serem realizados,
o mesmo fim dos pratos de vovó.
Pratos de bateria
Não coloque sua mão em um prato de bateria. O baterista pode até não te falar nada, mas garanto que ele não gosta. Se você não sabe, suas mãos limpas soltam um suor que dá zinabre no prato. Imaginem aquela mão que você segurou um copo de cerveja!
“Muitos querem comer em pratos limpos, mas poucos se alistam a ajudar a limpar às sujeiras das louças."
"Era pra eu ter falado, sabe. Ter botado tudo em pratos limpos. Limpar a mente e o coração. Dizer que foi ele o motivo do meu mal dia. Que a culpa foi dele, se eu chorei o meu domingo inteiro. Que ele mentiu e me fez acreditar que eu era especial. Que ele disse que o meu sorriso era o seu preferido. Mentiu ao dizer que me achava linda, que o meu cabelo era sedoso e que os meus olhos o impactavam. Mentiu. E sabe? A mentira é imperdurável. Por mais que eu goste, ame. Se mentiu pra mim, perdeu meu respeito, confiança, amor. Perdeu tudo, até o que não tinha. E, sabe, realmente ele estava mentido sobre tudo isso. Porque eu não era só essas meras palavras saídas da boca dele. Eu era muito mais. Sou muito mais. E olha que eu nem abri a boca."
E daí a gente descobre que a omissão e a mentira são pratos insabidos e indigestos que nos trás dor e desbota nossa vida envernizando nosso sorriso. Descobre também que todo dia tem que ser um recomeço, e que todo recomeço é o uma borracha, e descobre que os dois lados da borracha serão um para apagar a história e outro para apagar a dor, mas a experiência, essa nunca será questionada e apagada, você sempre será aquilo que já escreveu, e mesmo que tenha apagado não apagará aquilo que és.
Os pratos vazios...
Um pai contava histórias na hora da refeição
Nos olhos atentos dos filhos, nenhuma divagação
Os pratos vazios, as bocas ávidas por uma refeição
Aquela lastimável situação ele queria abrandar
A fome de seus filhinhos
ele tentava de alguma forma disfarçar
Ele lia em voz alta com muita empolgação!
Porém os seus olhos estavam tristes,
exibiam a amargura cravada no coração
Quando viu seus pequeninos caindo no sono, parou de ler
E ficou a pensar no dia seguinte, no que iria fazer!
Quem sabe conseguiria um emprego
e diria adeus para aquele pesadelo?
Então a sonolência veio e ele procurou o sossego
E sentindo muita pena dos seus entes queridos,
adormeceu nos braços da esperança e do medo!
Preencher espaços de luz. Perseverar na fé. Se há pratos sujos é porque tínhamos o que comer. Se há coração partido é porque tínhamos o que amar. Agradecer e aceitar, mas nunca acomodar-se. Entender que o bom da vida é tirar um tempinho para o que realmente é importante. Deixar o tempo e o amor cuidar de cada passo dado. Esquecer problemas pequenos, mesquinhos, e lembrar que quem tira uma hora do dia para chorar o passado, perde sessenta minutos para viver bem o presente.
Daqui a pouco a noite
me oferecerá os seus
pratos...
Sobre uma mesa um
copo e uma garrafa de
vinho...
Olhares, músicas, sorrisos
e talvez alguém que me
faça bem
Eu acho que ofenderia um par de gente se demonstrasse tudo o que eu sinto. Se botasse em pratos limpos todas as raivas, incômodos e sentimentos tortos que estão aqui por dentro. Muita gente seria machucada sem motivo. Muita gente se assustaria, choraria, sairia correndo, gritando pela mãe. Alguns me chamariam de louca e outros ficariam sentindos. “Mas eu pensei que você gostasse de mim…” diriam. E gosto. E amo. Mas tem muitas outras coisas também. Muitos outros sentimentos feios que rodeiam o amor. Não só amo. Não só tenho sentimentos bons. Tenho vontade de bater em quem anda lentamente na minha frente. Gosto de bebês, mas detesto crianças. Sou agressiva, maldosa, impetuosa. Sou má de vez em quando. Não sou feita de açúcar.
Não Vou Mais Lavar os Pratos
Não vou mais lavar os pratos.
Nem vou limpar a poeira dos móveis.
Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro
e uma semana depois decidi.
Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo
a bagunça das folhas que caem no quintal.
Sinto muito.
Depois de ler percebi
a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética,
A estática.
Olho minhas mãos quando mudam a página
dos livros, mãos bem mais macias que antes
e sinto que posso começar a ser a todo instante.
Sinto.
Qualquer coisa.
Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes
para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d’água.
Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender.
O porquê, por quê? e o porquê.
Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri.
E deixei o feijão queimar...
Olha que feijão sempre demora para ficar pronto.
Considere que os tempos são outros...
Ah,
esqueci de dizer. Não vou mais.
Resolvi ficar um tempo comigo.
Resolvi ler sobre o que se passa conosco.
Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou.
De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi,
você foi o que passou
Passou do limite, passou da medida,
passou do alfabeto.
Desalfabetizou.
Não vou mais lavar as coisas
e encobrir a verdadeira sujeira.
Nem limpar a poeira
e espalhar o pó daqui para lá e de lá pra cá.
Desinfetarei minhas mãos e não tocarei suas partes móveis.
Não tocarei no álcool.
Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler.
Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar
meu tênis do seu sapato,
minha gaveta das suas gravatas,
meu perfume do seu cheiro.
Minha tela da sua moldura.
Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira
no fundo do copo.
Sempre chega o momento
de sacudir,
de investir,
de traduzir.
Não lavo mais pratos.
Li a assinatura da minha lei áurea
escrita em negro maiúsculo,
em letras tamanho 18, espaço duplo.
Aboli.
Não lavo mais os pratos
Quero travessas de prata,
Cozinha de luxo,
e joias de ouro. Legítimas.
Está decretada a lei áurea.
pratos sujos
Filhinhos, permaneçam nEle, para que, quando Ele aparecer, tenhamos confiança e não tenhamos vergonha diante dEle na Sua vinda. - 1 João 2:28
Quando eu era garoto, meu pai costumava viajar para outras cidades para falar em igrejas e conferências bíblicas. Às vezes minha mãe o acompanhava, deixando meu irmão e eu sozinhos por alguns dias. Gostávamos de ser independentes, mas detestávamos lavar a louça.
Lembro-me do tempo em que tentamos adiar essa tarefa temida o maior tempo possível, empilhando todos os pratos, copos e talheres sujos no forno após cada refeição. No final da semana, quase não havia espaço. Então, na noite antes de mamãe e papai voltarem, arregaçamos as mangas e limpamos toda a bagunça. Demorou horas! Como teríamos vergonha se nossos pais tivessem voltado mais cedo do que esperávamos.
Porque não sabemos exatamente quando Cristo voltará (Mt 24: 36,42,44), não devemos ficar preguiçosos em nossa caminhada cristã. A expectativa de Sua aparição a qualquer momento deve ajudar-nos a ser servos “fiéis e sábios” (v.45) e viver de uma maneira que “possamos ter confiança e não ter vergonha” quando Ele vier (1 João 2:28) .
Sim, Cristo voltará, como prometeu. Talvez hoje! Você tem algum "prato sujo"? Agora é a hora de se arrumar.
Bem-aventurados os que o Senhor achar vigiando,
Na Sua glória compartilharão;
Se Ele vier ao amanhecer ou meia-noite,
Ele nos encontrará assistindo lá? —Crosby
Viva como se Cristo tivesse morrido ontem e está voltando hoje. Richard DeHaan
Seus pratos são simples, mas sofisticado no trato com seus clientes. Ele sabe que é muito mais que dinheiro, é arte de fazer alguém sorrir a cada colherada.
[...] São dezenas de selfies diárias, pratos bonitos, lugares maravilhosos com marcação do estabelecimento, amizades incríveis estampadas – Quando na verdade, lagrimas se misturam á maquiagem do rosto, o prato está sendo pago com o cartão de credito emprestado, muitos filtros e fotoshop, e as pessoas a sua volta nem são seus amigos de verdade. [...]
Em nosso ideal de vida é como os pratos de uma balança onde colocamos de um lado o ter e do outro o ser. Nossa felicidade começa quando há um equilíbrio entre eles. E vai se aumentando à medida que a prato do ser começa a pesar mais que o ser.
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