Pouco
Tentei provar para você o significado da minha existência. Mas pouco se importou, meu amor por você virou falência.
muita hipocrisia
para onde pouco se via
o saber que se extinguia
a ardente hipocrisia.
hipócrita aquele que acha
que devemos tudo realizar
sendo que o mesmo
já não se sai do lugar
exige de mim
algo que a ele não se encaixa
mas isso terá um fim, sim
pois a hipocrisia,
que já não se via
que já não nos perseguia,
virou nossa parceira
do dia a dia
Quando chegar em casa muito cansado, um pouco estressado e absolutamente solitário, sorria. Sorria com a certeza da profunda PAZ que habita dentro apenas de quem nunca precisou enganar alguém para hoje possivelmente estar sorrindo, usufruindo e sendo portador de uma TRÁGICA FELICIDADE!
FOI UMA FLOR
A flor vive tão pouco
Algumas por dias
Outras apenas uma manhã
Logo murcha
Logo cai
A flor não se importa com o tempo
O quanto de vida terá
A flor aproveita o momento
Lhe dado para desabrochar
Foi uma flor que me ensinou
Que há vidas de pedra
E vidas de flor.
O eufemismo procede quando pretende encobrir determinadas expressões e/ou certas palavras pouco decentes, usadas, ora menos agradáveis, ou, até mesmo, mais grosseiras ou que, por delicadeza ou religiosidade, não devam ser pronunciadas.
Ela chegou perto de mim como quem nada queria...
Ela chegou perto de mim como pouco quer alguém...
Ela chegou perto de mim como se precisasse de companhia...
Ela chegou perto de mim como se eu tivesse esperando ela...
Ela chegou perto de mim e abriu aquele belo sorriso...
Ela chegou perto de mim para jamais sair...
Ela chegou perto de mim para fica ali pra sempre...
Ela chegou perto de mim para me ganhar...
Ela só não sabia... Que me ganhou antes de chegar...
Ela é profunda...
Ela é completa...
Ela me completa...
Ela é tudo e mais um pouco...
Ela é pouco e mais que tudo...
Ela me deixa sonhar de olhos abertos, embora quando eu os feche seja igual...
Ela é capaz de me tirar sorrisos, quando tudo que me resta é chorar...
Ela tem milhões de formas, e eu amo cada uma delas...
Ela é como um paraíso onde você olhar, vai querer ficar...
Ela é tudo que você deseja embora ela realmente seja...
Ela é simples e a simplicidade é a melhor coisa que existe...
Ela é como você olhar o céu nas melhores noites, você se perde e viaja sem sair do lugar...
Ela é como você olhar um belo dia, o bem que te faz, se sentir vivo de verdade...
Ela é somente ela...
Converse um pouco com a minha avó sobre corpo humano e logo ela vai te perguntar qual o maior órgão do ser humano. A pele. Aprendeu isso em um curso de massagem. Deslizava sua pele em outra pele. Agora enrugada já não desliza mais. Ela que reveste, que protege, que cobre, tão fina e delicada, segura rios de sangue, de pulsações, corações. Estes que batem agitados com o toque de uma pele especial, que saltam com a lembrança de uma pele, que se fecham para peles específicas e que esquentam os tremores da pele no frio. Pele que se livra ao notar o fogo, pele que se torna os olhos dos cegos, a forma no escuro, que se arrepia com um mau pressentimento. Ela, que tirada da natureza, com suas cores de terra, foi tirada à força de sua beleza para se tornar apenas três: branca, preta e amarela. Ela que surge em uma barriga, em trilhões de barrigas, que transforma o prazer em gente, que reveste crianças e ingenuidades. Culpada pela própria riqueza acabou virando carma, castigo, azar. Ela que definiu de berço escravos arrancados de seus tetos, de peles arrancadas, cortadas, que definiu judeus encurralados, que caiu gelada em câmaras de gás. Culpada pelos próprios filhos, responsabilizada. Pele que em umabraço salva um dia inteiro, salva uma vida, pele que com o toque acalma e cura, que com suas texturas, bocas, suscita paraísos. Pele que cobre gênios, bichos, tapete de pelos, de camadas grossas para nadar no gelo, de confundir leões. Ela que se multiplica para ver crescer suas criações, sem pensar em formas e pressas, generosa com todos que respiram. Pele, ela que sem querer fazer sentido apenas gostaria que todas as suas peles estivessem unidas como uma pele só.
A vida nos ensina mais e alguns poucos mestres nos ensinam um pouco. Seria uma tragédia ignorar ambas as coisas.
Mescladas de um pouco de tudo,
Poesias são assim,
Como o Brasil,
Miscigenação,
De festas a velórios,
Certos velórios mais são festas,
E certas festas mais parecem,
Velórios, tudo
Mesclado em sombras mórbidas,
Que a escuridão alua,
Da cor descorada,
Temperada com chuchu e
Melancolia,
Isso é um Brasil
É poesia.
A velhice faz parte da vida, tudo envelhece. Só não terá rugas quem da vida bebeu pouco. Se já bebeu da juventude, por que negar beber a velhice? O cálice é o mesmo. Esconder as marcas do tempo, é esconder o que se viveu.
Respirar e amar, sorrir e agradecer pois diante da insegura e liquida contemporaneidade, pouco sonhamos, morremos, silenciamos, mutilamos e nos alienamos um pouco mais todos os dias enfraquecendo a vital rebeldia pela covardia imparcial de achar que não poderíamos de forma alguma, tudo mudar.
O apego pelas decisões, interrompe o fluxo das renovações, coloque um pouco mais de velocidade nas contemplações.
