Poesias sobre os Cinco Sentidos
Amor platônico,
amor sintônico,
Amor que mexe
com meus sentidos
desnorteia, tonteia
faz o fácil, parecer
difícil, faz o possível
ser impossível, amor sem
você não vivo. Ambos
precisamos dessa harmonia
para continuarmos uma perfeita sintonia"......
Céu tristemente enfurecido entorpece meus sentidos;
Hoje foi mais um dia sem você, paixão
que deixa saudade de uma época que te
amar era viver.
Viver em perfeita harmonia consigo mesmo,
tudo realmente fazia sentido.
quando você partiu algo de vazio ficou.
Triste pensar, que hoje faz mais um
ano da sua partida.
Aqui na terra perdemos uma pessoa guerreira
porém lá no céu ganharam uma linda estrela.
Brilha, brilha estrelhinha, seja a mais visivel
de todos os astros, o céu enfurecido demora a
melhorar, e essa enorme saudade insiste em ficar....
Particular
De uma pequena fresta surge um universo de sentidos. Como numa fenda algo pode se instalar ou invadir, e até mesmo se espaçar? É um número que só o amor pode conjeturar. De grão em grão em meio à cumplicidade são construídos alicerces sentimentais que ao final de tudo, fica o espaço criado pelo amor ou o vazio deixado por ele. Um mutuado de expectativas e esperanças desliza em nuvens de sonhos enquanto milhares de pesadelos limpam o céu de quimeras. A realidade é a carta de anuência para o efêmero cotidiano. Seria um nó do acaso improvisado por um laço em falso a busca por patentear os sentimentos a outrem. São tantas paredes testemunhas das insônias, tantos sorrisos estampados de plenitude, tantos equilibristas da razão e emoção, tanto amor surgido, “morrido”, “matado” e renascido, tanto amor, tanta dor. Que de aprofundar-se, cicatriza; que de esvaziar-se, transborda; que de dilacerar-se, sossega. E os pontos de cada nó rompido se tornam laços, e cada laço dado é um nó que se deu. Um ato que desata quanta dor que vira dó. Caberia no mesmo lugar o esmagamento e a liberdade gerada por amar, ou romperiam fitas de tanto entrelaçar a convivência e sua pluralidade? É, o amor é mesmo singular!
João Sem-Braço
Não nasci para cálculos. Não meço palavras, perco os sentidos e os centímetros, avalie os sentimentos. Para os fardos da atualidade e a busca incessante do ser, a reciprocidade não anda de vento em poupa. Pasmem! O cenário frio e calculista dos tempos modernos é retrógrado e vago. É veemente o traço da fugacidade encontrado nas projeções de vida e sua conjuntura folclórica. O romance foi assassinado. Na prática, a luta entre os sexos, é vista burlando a boa-fé da espontaneidade. E o que se assemelha a um personagem poético, é dotado de uma inocente ingenuidade. “Sabe de nada inocente”. Porque nada disso é verdade! Tudo é calculado. A aptidão para os números é multiplicada pelos corpos, subtraída pelo vácuo e somada ao descaso. Desejam praticar o desapego, apegados ao passageiro. Olha o passeio! Dar as mãos é coisa do passado, estão passando é a mão mesmo. A flor da pele fica os nervos com a falta de senso, raros são os arrepios em meio aos poros sufocados de desdém. Os beijos efusivos tornaram-se tentativas do chamado “forçar a barra”. Parece que as pessoas hoje em dia são maquetistas deste cenário onde o dissabor acarreta uma aptidão para esquivar-se do romance. A frase clichê “quer romance, compra um livro”, virou música popular complementada pelo filósofo Mr. Catra “quer fidelidade compre um cachorro e quer amor volta pra casa da mamãe”. A tendência é esta! Os espertinhos (as) de plantão implantaram nas mentes estéreis a ideia de poder como meta sem baldrame para conquista. Nada se ganha sem o devido mérito. “Bonito isso, né? Eu li num livro”.
Amar é ir além. É multiplicar os sinônimos, conjugar o verbo a dois, é perder os sentidos e ganhar novos sentimentos todos os dias. É perder a bússola para se encontrar. É se perder nos limites sem fim para recomeçar. É fazer uma história em segundos e registrar um momento como secular. É infindável o romance, porque busca sempre o amar.
Amar é ação. Faz amor nos gestos proferindo palavras gentis que tocam o coração. Arrepiando a pele que tocada pelo amor dança uma valsa. É calma a paz que o amor canta sua canção. Dedilhando o interior transborda a essência da alma.
Amor é amar. Sem querer mudar, transforma e direciona o que melhorar. Porque o amor cresce, amadurece, evolui e compreende. O amor é. Não deseja ser. O amor é. Não impõe o querer. O amor é. Do jeito que for. Porque o amor não se nega a nada. Compõe o todo. O amor é tudo que nos faz amar sem sofrer. Porque o amor é o único e verdadeiro poder.
Menina flamejante,
Metamorfose dos sentidos,
Transmutando sentimentos,
Movimentos, emoções em tecidos.
Certos impulsos
como nascer e morrer não
deveriam ocupar nossos caros neurônios
e sentidos, por serem movimentos que pouco
ou nadadependem da nossa vontade...
Por nós, sabiamente vasculhados
e compreendidos devem ser as razões
que nos colocaram
aqui!
... me encanta
essa ideia de que o amor
em seus múltiplos sentidos
seja a mais legítima e agregadora
forma de sintonia que possa existir...
Quando, despretenciosas, até mesmo
as palavras assumem seu lugar,
bem antes de serem
ditas!
... a mais
prazerosa e sofisticada
das Literaturas é a capaz
de inundar mentes e sentidos, causando os mais originais
e incômodos pontos de
interrogação!
o olhar do mundo
aprisiona os sentidos adormecidos:
não me julgue pela dor de ser preterido
nasci uma pérola incrustada na ostra
a fiz sangrar
minar
doer
até, enfim, singrar entre os mares
impetuosos desta existência
vim e vou
como cheguei
estou parindo a outra face
enquanto vicejo o milagre
de uma nova essência.
– as cortinas do palco incendiaram
acendi o pavio
escutei as labaredas penetrarem em mim
como fogo fátuo
indo e vindo
passando e sendo
mais um dentre tantos que não conheceram
razões para continuar…
[apenas não me julgue mais um covarde
a verdade:
eu, a sós com meus pensamentos,
me sustentei até aqui!
e isso foi muito
e isso foi tudo
e n f i m]
Não presumo resgatar nada.
Tempo não se recupera e, tampouco, sentimentos sentidos.
Vivemos o que podemos viver.
Vivi a minha entrega
e o que me resta é viver o agora.
Não ouso tentar não ser.
Não me indague sobre sentimentos que podem ser sentidos.
Sinta-os ou não sofra na busca de resultados impróprios para a fala.
Muitas vezes marchamos por caminhos sem os cuidados dos avisos sentidos e, sem ao menos percebermos, estamos na repetição dos mesmos equívocos do passado.
Então, o tempo nos é concedido para meditarmos e
para sentirmos o que Deus nos oferece e só depois de amadurecidos os nossos sentimentos e termos eliminado os fantasmas do passado estaremos prontos para nova vida.
Ninguém poderá nos salvar das nossas dores, dos nossos desencontros.
Somos os únicos responsáveis por aquilo que temos e resultante de nossas escolhas.
Na angústia sensacionalista de todos os dias sentidos...
Toda despedida é dor...
E dói entregar nas mãos de Deus aquilo que você não pode mais ter...
Falo de mim porque bem sei que a vida é assim...
Meu coração não aprendeu nada...
Recolho assim minhas palavras em versos...
Feitas de lágrimas e silêncios...
Do que quero renego...
Me pesa na vontade...
Recebo o que me é dado...
E o que me é dado quero...
Mesmo com medo...
E de alma partida...
Só posso clamar aos céus...
Pela vida tal qual entendo...
Sandro Paschoal Nogueira
" Apenas o que cabe nas mãos
a paz, o pão
a benção
o clamor
os sentidos e calos da vida
as lutas,
vitórias e derrotas
os afagos do amor
o abraço carinhoso da filha
é só o que quero
apenas o que cabe nas mãos
o que é meu
e de mais ninguém...
O tempo das verdades acontece
desnuda sentidos, revela amigos e falsidades
torna possível rostos esquecidos
saudades de quem partiu
o eterno cumplice agoniza
na memória dos fatos
nos relatos
e pede amor
entretanto continua absorvendo
porque os fardos são inúteis aos covardes
que não carregam suas águas
mas bebem nas fontes à beira das estradas
porque se de um lado as dificuldades apertam
do outro a liberdade sorri
mesmo sem o respaldo da possibilidade
finge que tudo pode, que tudo é posse
mas enquanto ele (o tempo) esvai
o modo foda-se não serve mais
porque saudade é aperto
e a vontade atrai
os bons ventos de outrora
regados a relâmpagos da memória
em fotos amareladas, guardadas
nos baús, das recordações...
Só para revirar os teus sentidos,
E nos toques mais infinitos:
Pedi o ombro do meu moço,
Amei você com gosto.
A felicidade não tem preço,
Quando ela chega, te vira
E revira do avesso...
Ela tem sempre um começo,
E também um recomeço.
Com gestos e feitiços plenos,
O teu sorriso iluminou,
Só quem não deu valor,
É porque nunca enxergou...
Escrevo todos os dias
Para dizer que jamais te esqueço,
Entre nós haverá sempre um defeso,
Para nós o amor é indefeso;
Portanto, eu implacavelmente te protejo.
Dona dos meus sentidos
aliados a memória e a criticidade,
a sua prepotência, displicência
e ironia fizeram entre nós
mais de uma vez uma
nova ponte ser explodida.
Quando não há mais pontes,
não existem mais diálogos,
sem diálogos só há chance
para a total distância
e sem deixar nada sobrando.
Convicta disso avancei
cem passos na frente
sem olhar para trás
e sem com que percebesse
escapei silente e para sempre.
Escapei para sempre
para salvar-me de ti,
para ficar viva por dentro
e sem deixar nenhum poder
teu vigente sobre o meu peito.
olhando nos olhos,
respirando o respirar,
Sentindo os sentidos
e o afetuoso palpitar,
jamais confunda
a vontade de uma
mulher com facilidade;
um homem de verdade
sabe como se comportar.
Venho crescendo
como a poetisa
dos teus sentidos,
Não tem dado
para disfarçar,
Que o teu peito
quer se entregar.
