Poesias sobre os Cinco Sentidos
Uns, apenas enxergam. Outros, tudo sentem. Estes? São poetas. Aqueles? São sentidos pelos poetas que os transformam em versos.
O poeta sabe que na arte da inspiração há uma ação que pira, mas não é ira. É apenas uma expiação.
Só para revirar os teus sentidos,
E nos toques mais infinitos:
Pedi o ombro do meu moço,
Amei você com gosto.
A felicidade não tem preço,
Quando ela chega, te vira
E revira do avesso...
Ela tem sempre um começo,
E também um recomeço.
Com gestos e feitiços plenos,
O teu sorriso iluminou,
Só quem não deu valor,
É porque nunca enxergou...
Escrevo todos os dias
Para dizer que jamais te esqueço,
Entre nós haverá sempre um defeso,
Para nós o amor é indefeso;
Portanto, eu implacavelmente te protejo.
Dona dos meus sentidos
aliados a memória e a criticidade,
a sua prepotência, displicência
e ironia fizeram entre nós
mais de uma vez uma
nova ponte ser explodida.
Quando não há mais pontes,
não existem mais diálogos,
sem diálogos só há chance
para a total distância
e sem deixar nada sobrando.
Convicta disso avancei
cem passos na frente
sem olhar para trás
e sem com que percebesse
escapei silente e para sempre.
Escapei para sempre
para salvar-me de ti,
para ficar viva por dentro
e sem deixar nenhum poder
teu vigente sobre o meu peito.
olhando nos olhos,
respirando o respirar,
Sentindo os sentidos
e o afetuoso palpitar,
jamais confunda
a vontade de uma
mulher com facilidade;
um homem de verdade
sabe como se comportar.
Venho crescendo
como a poetisa
dos teus sentidos,
Não tem dado
para disfarçar,
Que o teu peito
quer se entregar.
Como a chuva fina
molha o Louro-Branco
em plena florada,
Para os teus sentidos
a sua amada,
Penetrei na sua alma
há muito tempo,
Sou eu a dona do seu
coração e do seu pensamento.
Tenho em ti todos
os meus sentidos,
Do meu peito tu tens
feito uma orquestra,
Meu milagre perene
de amor infinito,
De ti sou tua obediente
presa e destino,
Meu altivo Apacanim
místico de austral signo.
Petúnia vermelha
rara e poética
nas quatro estações
e dos sentidos
a tua flor perpétua,
A dama inopinada,
absoluta e discreta,
Por mim você
não mais sossega.
Com esse Papo-de-Anjo
mais doce do que o doce
que enternece os sentidos,
você me leva fácil contigo
e nos mantém seduzidos.
Dialogar com
cada um dos
seus sentidos
com muita arte,
Levar-te pela mão
para onde você
muito bem sabe,
Até a tentação
surgir e dela
não mais sair,
Para comigo
da realidade foragir.
Sentimentos nos unem
como sentença inoxidável
de entregar um ao outro
os nossos sentidos
onde as estrelas são sempre
mais visíveis neste Hemisfério
por mistério do Universo,
Não haverá nada para evitar
o quê pelo destino está sentenciado.
Teus lábios feitos
de Alfelô me prendem
e são capazes de criar
mais de sete sentidos
que por eles me rendem,
Não conheço outros
que tal proeza alcancem,
Com tal doçura escrevo
em mim o romance.
Certos impulsos
como nascer e morrer não
deveriam ocupar nossos caros neurônios
e sentidos, por serem movimentos que pouco
ou nadadependem da nossa vontade...
Por nós, sabiamente vasculhados
e compreendidos devem ser as razões
que nos colocaram
aqui!
... me encanta
essa ideia de que o amor
em seus múltiplos sentidos
seja a mais legítima e agregadora
forma de sintonia que possa existir...
Quando, despretenciosas, até mesmo
as palavras assumem seu lugar,
bem antes de serem
ditas!
... a mais
prazerosa e sofisticada
das Literaturas é a capaz
de inundar mentes e sentidos, causando os mais originais
e incômodos pontos de
interrogação!
te quero em todos sentidos imagináveis
com todos seus sentidos inigualáveis
eu nem conheço amores inabaláveis, mas sou guerreiro
e vou lutar pra que o nosso seja o primeiro!
Meus sentidos estão em tamanha desordem
Penso em você mesmo sem querer
Em meus pulmões falta ar
Minha voz anda tremula
Minhas mãos inquietas
E meu peito parece que está derretendo
O que será que esta acontecendo com o Iceberg que tenho no lugar do coração?
A filosofia é uma observação espontânea acerca da realidade. Em seu escopo agem os sentidos e razão para que, juntos, consigam formular e desvendar os segredos postulados pelo ser humano como decifráveis.
“ 'Poderia prosseguir, se não fosse pelo corpete'. Mas por que o ainda usava?... Fechou os olhos: toda a sua propriedade orgânica, plástica, sensorial estava lá. Mas o corpete, no apuro dos sentidos, imobilizava-lhe o instinto; atrapalhava o prelúdio, limitando movimentos, desafiando-a para sempre... Eis o modismo e o massacre, através dos séculos".
Nos espaços entre as palavras há uma intensa e verdadeira manifestação de sentidos que se cruzam e conversam.
