Poesias sobre o Frio

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⁠Tudo por você!

Está fazendo muito frio, né?
Na minha cabeça
começa uma retrospectiva:
Acordar...
Enfrentar uma ou outra situação e sair...

Vou para a parada,
parada de ônibus.
Frio intenso! Sim.
Mas moro no DF;
e a gente aprende a fingir que é inverno.

A poeira dança nas estradas de chão,
e a "montanha" sem asfalto
engole meu passo apressado.

Mas o ônibus vem pela rodovia — lá é tranquilo.
Tudo certinho.
Passa um, dois... e não param, não.
O terceiro, mesmo lotado,
não me deixa na mão...

Em meu coração, surge o receio:
se demorar muito, eu não o vejo...
Desço correndo e entro.

Não te procuro —
a ansiedade não deixa.
Mas minha alma te sente.
Você está por perto...
Eu sei.
Consegui: eu te encontrei!

E por você,
enfrento o frio,
a poeira,
a espera,
a pressa.

Faço tudo por você!
E quando
nossos olhos se cruzam,
e, finalmente, simplesmente, respondo:
— É... está bem frio!

Inserida por EdineuraiSaMarSi

Mais uma noite triste
mais uma decepção
mais uma dor
muito frio e pouco calor

mais uma vez se sentindo mal amado
a tristeza batendo
a alegria fugindo
o choro chegando
o sorriso indo

Como aguentar tamanha tristeza
como viver assim
procuro mudar e fazer diferente
e mudo e faço
mas o valor não é dado

So um não sustenta o relacionamento
só o colchao sem o cobertor não tira o frio
só um dedo não tampa o sol
mas essa tristeza tirou meu sol
arrancou minha luz
e colocou a escuridão
tirou de mim o calor
e me deixou mais uma decepção
(ÁG)

Inserida por alexguilherme

⁠Mas Tomé, ausente, não viu,
e na dúvida se rendeu ao frio.
“Só crerei se eu tocar”, ele diz,
e o Amor responde com graça e não por um triz.

Jesus volta, só por ele,
“Vem, toca-Me, e crê, filho tão querido.”
Tomé cai de joelhos, quebrado e inteiro:
“Meu Senhor e meu Deus verdadeiro!”

Inserida por MiriamLeal

⁠Mesmo que a noite esteja longa,
E o frio toque a alma em silêncio,
Ainda há uma canção guardada
No lugar onde habita o
Espírito Santo.

Inserida por MiriamLeal

⁠Balneário Rincão


Meu Balneário Rincão,
façam dias de frio ou calor,
tu és a razão deste amor
com todas idas e vindas.

A tua História forte,
indígena e desbravadora
está escrita nesta cidade
gentil, alegre e sedutora.

Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que captura o coração
e dele é a plataforma.

Mesmo que a sua gente
amável não me veja,
Sou eu a poetisa do mar
que nas ondas verseja.

Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que beija os olhos
com as lagoas e o céu azul.

Inserida por anna_flavia_schmitt

É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Não sinto mais frio

Você me tem na sua mão

Faça o quê quiser comigo

Sou tua brisa perfumada

- e encantada...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Não corro mais perigo

Encontrei o meu abrigo

Tenho o seu coração

Morando nele

- estou protegida...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Ele nos aproxima

Sempre me manterei pequena

Para ser grande nos teus braços

A minh'alma nos serena

- nos determina ...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Eternamente enamorado

Ele nos encaixa,

e nos intensifica

Vou te provocando

com os meu versos de menina

Para sermos imensos

nos sentidos e delírios...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Guardo-o sob minha proteção

Perdoe-me por às vezes ser grande

E também por também muito insegura,

É o jeito que encontrei

de ser tua, e toda doçura...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Sob a guarda da paixão

Não sinto mais frio

Só sinto os carinhos

dos teus arrepios

Tenho a sua pulsação

- sou a dona do teu coração...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração, sou pura devoção

Vou te provocando silenciosamente com poesias

Sei com certeza que você sempre volta

Você pode me deixar falando sozinha

Mas nunca na condição de nunca

estar te amando sozinha.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O Sol raiou dissipando o frio

O mar ainda persistente e bravio

- esbanjou -

A cor azul oceano se destacou

E o céu apaixonado sem engano

Beijou o mar conforme o plano.



O poema ali escrito nas dunas,

A praia de Salinas e das ternuras,

- escreveu -

A história do jeito que eu esperava:

Pude apreciar as tartarugas,

o ninho das corujas e as borboletas.



A nossa cidade tão cauta,

Tão repleta de alma,

Tão doce e calma,

É o Balneário longe do mundo,

- endereço do sossego

Que tenho por apego ao aconchego.



Balneário Barra do Sul,

Onde o beijo do céu azul

Beija o beijo do mar azul.

Faz de mim filha devota

- Da região Sul.



Derramada de tanta devoção,

Apaixonada pelas paisagens,

Carregando nas veias as origens,

Embalada por tanta paixão,

Carregando versos de amor,

Assim irei fazendo de mim uma canção.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Inverno mais frio para mim
O sol não está brilhando mais
A única coisa que eu sinto é dor
Causada pela sua ausência
O suspense está controlando minha mente
Eu não consigo encontrar o caminho para sair daqui
Eu quero você do meu lado
Para eu nunca me sentir sozinho de novo

Inserida por droplets

⁠Na minha cuia de Porongo
arrumei o meu Chimarrão Estrela
para me aquecer do frio extremo,
e escrever para ti um poema
que cante como o Sabiá-Laranjeira
para quem sabe o meu amor
te encante e a gente se mereça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sinto na pele o frio extremo
aqui no Médio Vale do Itajaí,
O silêncio da Cidade de Rodeio
encantadoramente é quebrado
pelo canto do Canário-da-telha,
Resolvi me arrumar por dentro
para escrever um lindo poema
enquanto bebo na cuia de Porongo
o meu tradicional Chimarrão Estrela.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um bocado de calor
e amor na alma
para aliviar a pena
de um mundo frio
e castigado
por poderosos que
quase não dão chance
da gente desfrutar
daquilo o quê
é feito para sossegar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coronel Martins

Neste dia frio relembro
a Pedra Branca da História,
A tua gente é dádiva que ergueu
da lavoura esta cidade
e fez do rebanho
o futuro de verdade.

Coronel Martins
da minha memória,
Cabocla e brasileira,
Tu sempre lutaste
e segue lutando
pela nossa Pátria brasileira.

Coronel Martins
da minha memória,
imigrante alemã e italiana,
Tu sempre lutaste
e segue lutando
pela nossa Pátria brasileira.

Coronel Martins,
recanto feliz
do nosso Oeste,
Tu és o rincão gentil
e celeste deste
nosso amado Brasil,
Te celebro, te louvo e agradeço
por tudo o quê fostes, és e serás
em nome do orgulho catarinense.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Caldinho de Pinhão
para aquecer do frio
do frio o coração,
Não existe quem
resista mesmo não.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Amendoim torrado
e receitas com ele
não podem faltar,
porque aquecem
do frio e fazem
a disposição disparar
para dançar no arraiá.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para esquentar
do frio de Junho
uma Maniçoba
bem saborosa
faz em nós um
verdadeiro Arraial.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para não se deixar
vencer pelo frio da vida,
Prefiro despertar
com aquilo que me leva
ser sempre poesia,
E reagir por detrás
de todos que me impedem
de sorrir com genuína alegria,
Florescer aqui e aí como
um Jacarandá com harmonia
como uma maneira de rebeldia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pentâmetro Iâmbico

Não tenho sangue frio
para calcular as palavras
no afã de traduzir
o quê sinto por você,
Para a sobrevivência
da própria poesia,
Ignoro o pentâmetro iâmbico
porque o que vale é fazer
de mim o seu amoroso objetivo
e o seu concreto compromisso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Inverno em Acrópole

Dia frio, manhã distante do inciar remoto. O que temos é uma versão privatizada da modernidade e já em meio ao inverno, com sopro gelado, mais uma tentativa de homicídio, espiritual, volto ao início para incitar o cabresto, que montado à hegemonia de um setor flagelado em meio famigerado do não famígero.
Em tempos cinzentos de céu azul, porém frio, nasce o inverno em nossa estação. Se não ao inverno, a primavera não seria tão agradável: se não experimentássemos algumas vezes o sabor da adversidade, a prosperidade não seria tão bem-vinda e, estaríamos estacionados em uma estação perigosa, talvez familiar, como a primavera ou o senhor verão.
⁠Hoje, a esfera pública se resume a um "palco onde se confessam e se exibem as preocupações privadas",e adverte contra as “comunidades-cabide", momentâneas, declara “o fim da era do compromisso mútuo”, alerta que “não há mais líderes, só assessores". E concluí: "Uma vez que as crenças, valores e estilos foram privatizados, os lugares que se oferecem para a reacomodação, lembram mais um quarto de hotel, que um lar vazio abaixo daquela ponte".

Inserida por samuelfortes

Anistia

Jogados pela lembrança do terror
Cheirando à diesel em meio a noite escura
No frio neblina fumaça branca em veraneio
Não sou a sua morte, nem serei sua vida

Somos o que repetidamente fazemos
⁠Se dez batalhões viessem à minha rua
E vinte mil soldados batessem à minha porta à sua procura
Eu não diria nada

Eu sou o não atrás do poste
Aquele que vê e se faz fazendo
Suspiro coração ardente
Saliva preparada em ponto de guerra

Teu corpo branco já pegando pelo
Me lembro o tempo em que você era pequeno
Não pretendo me aproveitar
E de qualquer forma quem volta sozinho pra casa sou eu

Eu sou a Pátria que lhe esqueceu
O carrasco que lhe torturou
General que lhe arrancou os olhos
O sangue inocente de todos os desaparecidos
O choque elétrico e os gritos

O terror continua aberto
Apenas mudou de cheiro e de uniforme
Está estacionado por cima da calçada
Comem lixo e deixam latrinas deitadas

Bocas de lobo abertas e quentes
Calor de um motor frio
Ausente de si mas em qualquer esquina

Preso em vergalhões gravetos
Surrado em meio ao muito cheio
Pela janela olhares assustados
Calor do rosto entre a fresta

Tropeçar de botas cano longo
Batidas de botas e cacetete
Eu sou a sua morte
O sangue inocente de todos os inocentes

Inserida por samuelfortes

⁠A Casa das Mil Janelas


Passarei lúcido e frio
Num ponto qualquer da treva

Na praia de ondas brancas
Abrem-se as ondas cativas

No oco raio estelar

Vão e vêm,
Chegar-me o apelo vazio
Afloram perspectivas

Chega impressentida
Nunca inesperada
Que matam a morte
Por medo da vida

A tarde morre bem tarde
Que tarde que a tarde cai
Tão boa de querer bem

Inserida por samuelfortes