Poesias sobre o Frio
" O frio aprisiona
dentro de casa
em roupas pesadas
em cobertores
mas o frio é especialmente bom para mergulhar
mergulhar numa garrafa de vinho
e tudo irá melhorar...
Lá tinha
pernilongos
noite escura
um certo frio
lá tinha também
vento fresco
estrelas no céu
boa companhia e cobertor
lá tinha
latinhas
e um fogo para esquentar coisas
que só o coração pode explicar...
Tudo por você!
Está fazendo muito frio, né?
Na minha cabeça
começa uma retrospectiva:
Acordar...
Enfrentar uma ou outra situação e sair...
Vou para a parada,
parada de ônibus.
Frio intenso! Sim.
Mas moro no DF;
e a gente aprende a fingir que é inverno.
A poeira dança nas estradas de chão,
e a "montanha" sem asfalto
engole meu passo apressado.
Mas o ônibus vem pela rodovia — lá é tranquilo.
Tudo certinho.
Passa um, dois... e não param, não.
O terceiro, mesmo lotado,
não me deixa na mão...
Em meu coração, surge o receio:
se demorar muito, eu não o vejo...
Desço correndo e entro.
Não te procuro —
a ansiedade não deixa.
Mas minha alma te sente.
Você está por perto...
Eu sei.
Consegui: eu te encontrei!
E por você,
enfrento o frio,
a poeira,
a espera,
a pressa.
Faço tudo por você!
E quando
nossos olhos se cruzam,
e, finalmente, simplesmente, respondo:
— É... está bem frio!
A sociedade me transformou num monstro, frio, apático, sem sentimentos
e ainda por cima egoísta. Culpa eu não carrego até porque me feriram e pisaram em mim. Chorei, me quebrei, me reconstruí e estou aqui moldado
a base do que eu vivi. Lhe contando detalhes, foi tudo muito nebuloso, cansativo, esvaiu minhas forças. Quando vi eu já estava irreconhecível.
Quando dei por mim, estava fazendo tudo somente com base no meu interesse pessoal. ''O que eu sou?'', é minha pergunta atual...só digo uma coisa eu não me reconheço e ainda por cima me temo.
#CREPÚSCULO
Tarde vem...
Céu escurece...
Cai...
Sol escondendo...
Frio chegando...
Alguém passando...
Lua diz que virá...
Quer na noite brilhar...
Mas somente depois...
Que a primeira estrela se apresentar...
Não tem seresta...
Não tem serenata...
Tempo estranho...
De paixões mal contadas...
As pessoas se recolhem...
Trancam-se em suas casas...
Na rua quem caminha...
É o vazio...
O nada...
Será uma cólera divina ?
Fado...
Triste sina...
Me recuso a aceitar...
Quero ser como a lua...
Pelo menos por essa noite...
Brilhar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Lembranças #de #dias #frios
Na noite que se anuncia...
Em hora que não é mais dia...
Frio intenso, garoa em lenta agonia...
O vento sopra...
Faz a árvore balançar...
Folhas velhas, já quase mortas...
Em meu caminho com poças d'água...
Para eu passar...
Pessoas correm abrindo guarda-chuvas...
O céu escuro vai ficando...
Na voz do pássaro...
Que frio!
Caminho...
Observo a calçada molhada...
Um brilho em toda paisagem...
Um passo atrás do outro...
Tudo isso é belo...
Em festa meu coração...
Espírito cheio de vontade...
Sentimentos sempre me aquecem...
Até a vil traição...
Depois de lágrimas quentes...
Sempre surge em mim o perdão...
Eu me preparo e espero a chuva que há de vir...
Já sinto o vento e o frio que a anuncia...
Sinto mais uma vez o sopro da vida...
No dia que já vai...
Meus passos seguem sozinhos...
Deixo a minha alma encontrar...
Com meu destino ninguém mais se importa...
Tudo vai e vem, tudo vem e vai...
Lembranças doces que escorrem...
Dias que não voltam mais...
#TARDE
Como a solidão sinto esse frio que me invade...
Severa e sem piedade...
Mergulho nessa tristeza profunda...
Que tão só minha alma conhece...
Nessa rua...
Na escuridão que se achega...
Só uma estrela no céu já anuncia...
O término de um longo dia...
Início de uma noite fria...
À sombra do esquecimento...
Meu universo se aflige...
Pranto em belos olhos derramados...
Só...
Abandonado...
Espírito de fogo em cristal aprisionado...
Alma que parece chama fria...
O que será dos meus amanhãs ?
Vivi realmente algum dia?
Oh Deus...
Dai alívio ao mal que estou gemendo...
Tão longe arrevoada de pássaros...
Nem eles...nem ninguém...
Só tu vê meu sofrimento...
Quero sonhar e dormir...
Voar, poder sentir...
Viver de esperança...
Não temer o que está por vir...
E entre os suspiros do vento...
Que eu possa sempre olhar...
E ser o meu maior segredo...
Infinitamente amar...
Transformando esse triste tempo...
Sandro Paschoal Nogueira
Amanheceu...
Frio intenso...
Árvores chorando em sereno...
Nem brisa sussurrando...
Em meu jardim só ?
Pensava ele = o poeta triste =
Rumor dos mortos...
Nunca esquecidos...
Caminhando....
E no silêncio presente...
Doce perfume inebriante pairava...
Nem uma abelha zumbia...
"De onde vem esse perfume?"
Indagava para si, tal qual sino silencioso,sem receber afago merecido...
Enquanto no frio agonizava...
Seus chinelos no chão arrastava...
Em penosa caminhada tremida...
Olhos lhe aguardavam...
Todo seus movimentos sentidos...
"O que será que o poeta vai fazer?"
Perguntam os pássaros uns aos outros...
Sussuravam baixinho...
A hora e o momento não pediam...
Alegres gorjeios...
E na aurora que o dia bebia em taças...
Pelo mel no ar ele se guiou...
Cada pétala...
Cada flor ele encontrou...
Estrelas deixadas na madrugada...
Com as quais se enamorou...
Eis que setembro chegou...
Olho-de-boneca floresceu...
O quanto Deus é generoso...
Só para fazer o poeta sorrir...
Plantou orquídeas em seu jardim...
Sandro Paschoal Nogueira
Não há mais de voltar...
Vento frio soprou...
Firmamento abriu...
Sob lágrimas do céu...
O poeta partiu...
Vontade do Supremo se fez...
Infinitamente...
Sempre...
Mais uma vez...
Anjos entoam cânticos alegres...
Uma nova estrela no firmamento a despontar...
Mas, para nós que aqui ficamos...
Sobrou pranto a rolar...
É difícil suportar...
A despedida de quem nunca mais voltará...
No contar das horas em que não mais estará...
Ficam as lembranças de quem muito soube amar...
O tempo passa...
E no vazio do peito...
Quando o silêncio muito diz...
Compreendemos que foi feliz...
Partiu amando...como quiz...
Sandro Paschoal Nogueira
#Despe #do #corpo #a #alma...
No frio concreto molhado...
O fato está feito, silenciosamente...
Diante do tempo que não pára...
Sonhos talvez tivesse...
Louvores sairiam em trinados...
Asas seriam estendidas aos céus...
Mas está tudo acabado...
A vida continua...
Mas não para o anjo caído...
Saiu de seu abrigo...
Tudo está perdido...
Aos céus já não mais irá alçar...
Em jardins não brincará...
Em silêncio a morte diz...
O que na vida não queremos ver...
Se você não sabe o que é a vida...
Nunca irá entender a morte...
A vida sempre é um encontro...
Um desejo...
Um alento...
Todo dia é uma festa...
Sempre é hora de florescer...
Sonhe sempre...
Seja feliz e faça acontecer...
"Aproveite o meu verbo-salivo,
pois ainda há pulso
mesmo anêmico e frio
parece vivo
este meu discurso
sobre a pedra
sobre o rio...."
"Como senão bastasse o frio quase a zero de novo, agora com chuva que congela meus ossinhos.
Vaya dia que frio madre mia. Perdoname pero prefiero sudar como una vaca que congelarme como pinguino."
Frio fue echo pa dormir. Que venga el veranito ya. Parque de atracciones, Aquopolis, Playa, Pisci, Barbacoa, Rios, Bar de terrazitas... oleeee y oleee.
─By Coelhinha
" Quando tá CALOR, tá calor demais, quando tá FRIO, tá frio demais, tudo em excesso, mas DINHEIRO em excesso que é bom NADA!!!
—By Coelhinha
Era cedo...
Lavei e perfumei meu corpo...
O vento frio bateu no meu rosto trazendo-me a vontade de um café bem quentinho...
Existe um tempo certo para tudo...
Os amores são como os grãos de café na máquina de moer...
Primeiro um...
Depois outro...
E depois mais outro...
E todos vão para o mesmo destino...
Próximo?
Sandro Paschoal Nogueira
Escondendo a lua...
Assim se movem as nuvens nesse anoitecer...
Como se o frio fosse o maior aconchego...
As árvores tornam-se luminosas...
A chuva se derramando por praças, vielas e ruas...
E as almas mais calorosas...
Ouvindo com encanto alguém que não conheço...
Mas a mim, hoje, a mim...
Ignoro o tempo...
A felicidade jorra do meu grito...
Não há sossego de pensar nos destinos que não desvendo...
A meia-noite com vagar soa...
Sob os vaivéns da sorte...
Vozes...
Gemidos...
Também ouço lamentos...
O vento geme...
O mocho pia...
A noite...
Ah essa noite...
Tão fria...
As horas vão escorrendo lentas...
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo...
E as histórias contadas no passado...
Retornam...
Não é serenidade o que se bebe pelas ruas...
Em cada rosto, em cada olhar,
um não-sei-quê...
Representando alegrias...
Máscaras...
Alegorias...
Sob o frio incenssante...
Enquanto o mocho pia...
Sandro Paschoal Nogueira
Frio
Não vejo chão! Não vejo paredes!
Cadê um braço para aconchegar minhas dores?
Sem lar! Sem ar! Afogado! Engasgado!
Sabem que sou gay! Acho que não sabem que sinto as mesmas dores que eles! Que derramo lágrimas quentes como eles! Que busco afeto como eles! Não sabem? Não enxergam? O frio da rua me anestesia! Meu único consolo! É que estou anestesiado com o frio da rua! Quantos como eu precisarão do frio da indiferença?
Sempre fui um menino sombrio,
A vida me fez sofrer muito,
Caminhei entre sombras e frio,
Com um coração sempre em luto.
As estrelas brilhavam no céu,
Mas na minha alma, escuridão,
Cada sorriso era um véu,
Ocultando profunda solidão.
O vento sussurrava segredos,
De um mundo de dores sem fim,
Meus olhos, cansados e negros,
Procuravam um raio de sol, enfim.
Mas entre as trevas surgiu uma luz,
Uma faísca de esperança, um refrão,
Que aos poucos a tristeza seduz,
Transformando em amor, o coração.
E assim, nesse caminho estreito,
Aprendi a viver, a lutar,
Mesmo com um passado desfeito,
A vida, eu voltei a amar.
No frio deste inverno
Aqueci o meu coração
Com as palavras do teu amor.
Toda dor que habitava em meu peito
Deixei a tempestade levar.
A tormenta já passou
Você trouxe a primavera!
Flores!
Com você tudo são flores!
Sentado ao frio, de madrugada
observava extasiado, o Céu noturno
visão celeste em versão celestial
inacreditável panorama Leste-Oeste
flutuando muito além
da linha imaginária
que limita meu quintal
o imaginário, de repente
transportou-me a um lugar
totalmente inesperado
talvez fosse a imaginação
sempre latente
um sonho, uma esperança
ou pesadelo
ou quem sabe
apenas desprendimento
que me torna não fixo
a lugares ou momentos
contemplei os poderes da Lua
que molhava as mãos nos mares
distante de olhares mais atentos
e a dança ilusionista das estrelas
o tempo, deus atrapalhado
que não sabe e nem consegue
passar sem causar atropelos
sem precisar de ajuda, tudo muda
desde a vida da gente
até a cor dos meus cabelos
o vento que sopra suave
se alia ao seu amigo tempo
e juntos, montanhas esculpem
o limite de linguagem
não permite explicar a imagem
se eu fracassar, me desculpem
de repente
eles percebem que eu olhava
e o tempo fecha a cortina
então a Luz do Sol meus olhos lava
a noite assim termina
quando muda a paisagem celeste
tudo isso acontecendo
e você, com quem queria dividir
tudo isto
dormindo
sem lembrar
que
eu
existo
Hoje
Meu coração amanheceu
Tão frio quanto este dia
E não sei
Quanto tempo eu vou viver
Sem saber se novamente
Haverá nele calor
Eu pensava que o amor
A gente levasse com a gente
Não percebi que ele morria
Pois nele eu vivia absorto
Não via que estava morto
E vivia em mim somente
Nem sei se existiu de fato
Ou foi coisa da minha mente
Amor, algo assim, abstrato
Verdadeira mentira
Pura ilusão
Concreta agora
É somente a ira
Que me congela o coração.
