Poesias sobre Mãos
Fanfarrice
o que
tem-se
em mente
e em mãos;
Tá ficando bravo
o fato de
se resumir
sem empobrecer,
mas amigo
não vem ao caso
sendo o jugo
suave
e o fardo leve.
No silêncio está a provação:
Portas vão se fechar;
Oportunidades irão escapar das suas mãos;
Pessoas que não se alinham a sua futura realidade irão se afastar;
Não tema, Deus está alinhando.
Tudo é para honra e glória do Senhor. Aceito e entrego em suas mãos.
Aceitar e entregar é dar a ele o arbítrio para ele alinhar o que precisa para te ver feliz e prosperar.
Sinto que admitir meu erro agora é como tentar segurar o oceano com as mãos; parece pouco diante de todo o tempo que deixei escorrer entre os dedos. No entanto, essa é a única verdade nua que me restou: eu falhei com você.
Você sempre carregou uma fé inabalável em nós, uma paciência sagrada que minha teimosia cega não soube honrar. Hoje, no silêncio deste quarto, eu finalmente enxergo: você não estava apenas "acreditando em nós dois"; você estava, sozinha, sustentando o peso do nosso mundo enquanto eu, em minha tolice, permitia que tudo balançasse.
Minha vida hoje se transformou em um filme sem trilha sonora, um roteiro sem cores. Sinto uma falta desesperada do seu sorriso — não apenas pela luz que ele irradia, mas porque ele era o meu único porto seguro, a prova viva de que o futuro poderia ser gentil. Sem o brilho dos seus olhos, o "amanhã" tornou-se apenas um espaço vazio e cinzento no calendário, uma promessa que não tenho vontade de cumprir sozinho.
O que sou eu sem você? A resposta, embora dolorosa, é cristalina: sou alguém tentando desesperadamente reencontrar o caminho de casa. E eu aprendi, da maneira mais difícil, que "casa" nunca foi um lugar físico ou quatro paredes; casa sempre foi o tom da sua voz, o calor do seu abraço e a paz infinita que só você sabe me transmitir.
Não tenho como saber o que habita seus pensamentos agora, ou se ainda resta um pequeno refúgio para mim em seu coração. Mas o meu peito precisava gritar: estou perdido na imensidão da sua ausência, transbordando saudade e, acima de tudo, pronto para lutar por nós com a intensidade que você sempre mereceu.
Por favor, não permita que o tempo vença. Não deixe que seja tarde demais.
Seria quase um sonho terminar o dia assim… nas suas mãos, que parecem saber onde o cansaço mora, no seu cheiro que me encontra antes mesmo de eu me explicar.
Deitar no seu peito… ouvir seu coração e o ritmo da sua respiração, como se o mundo inteiro, por um instante, resolvesse desacelerar comigo.
E então… adormecer no seu abraço. Não por exaustão, mas por entrega.
Como quem, finalmente, não precisa vigiar nada, nem sustentar força, e tampouco "segurar o dia nas mãos".
Adormecer ali, sentindo seu corpo presente, firme, quente… como um lugar seguro onde eu posso simplesmente existir.
Talvez nem seja sobre a massagem... talvez seja sobre encontrar em você um lugar onde eu possa descansar de mim.
Mas hoje eu só vou dar uma volta e aproveitar um pouco de silêncio.
Mesmo assim… ficou em mim essa vontade simples:
de um abraço sem pressa,
de um colo que acalma,
de alguém que, baixinho, me diga que vai ficar tudo bem."
... coisas sobre Ela e Ele.
O homem honesto perde atalhos,
mas não perde o chão.
Pode ter menos nas mãos,
porém carrega algo raro:
a paz de não precisar se explicar ao espelho.
— Sariel Oliveira
O que não posso viver
por Sariel Oliveira
Amar você
foi como segurar o mar nas mãos.
Por mais que eu tentasse,
por mais que eu quisesse…
nunca foi algo que eu pudesse manter.
Você nunca foi minha,
mas, ainda assim,
morou em mim
como se tivesse escolhido ficar.
E talvez esse seja o pior tipo de amor:
aquele que nasce inteiro,
mas não encontra espaço no mundo
pra existir.
Eu te vivi em pensamentos,
em silêncios,
em conversas que nunca aconteceram.
Te senti perto
mesmo quando tudo gritava distância.
E o mais cruel de tudo…
é que não faltou amor.
Faltou tempo.
Faltou caminho.
Faltou “nós”.
Hoje eu entendo:
nem todo sentimento vem pra ser vivido.
Alguns vêm
só pra atravessar a gente
e deixar marcas
que ninguém vê —
mas que mudam tudo por dentro.
E você foi isso…
um amor que eu senti inteiro,
mas que a vida
não deixou acontecer.
"Que a minha alma descanse na certeza de que o que é meu Senhor, por Tuas mãos, me alcançará."
—By Coelhinha
Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.
Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.
A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)
As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.
As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.
E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.
PROTEÇÃO DIVINA
Às vezes, o que nos mantém de pé não é o que as mãos alcançam ou o que os olhos veem. É a força silenciosa que nos acolhe quando o chão parece faltar.
Segurança não é sobre ter todas as respostas, mas sobre saber Quem nos segura em cada detalhe. No vazio das certezas, o sustento e a fé é real.
Lu Lena / 2026
Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.
O sofrimento é o cinzel nas mãos de um escultor invisível, retirando de nós o excesso de vaidade para revelar a essência de mármore. É preciso a agonia de um prelúdio de Chopin para que possamos entender a paz que sucede a tempestade interior. Não tente apressar o tempo da sua cura, pois cada nota tem seu tempo exato de ressonância no salão da vida. A beleza que nasce da dor é a única que possui autoridade moral para falar sobre a esperança.
- Tiago Scheimann
Das mãos de Allah saíram
as constelações árabes
para mostrar o caminho
que me leve pelo deserto
do destino da Humanidade,
além das mil e uma noites
narradas por Sherazade.
Onde muitos tratam o amor
como um desconhecido,
tenho feito ele reconhecido
sob nossos poéticos feitos
e luzes de Leyla e Mecnun.
A inspiração leva a pluma
onde ela permite deslizar
e redigir uma nova história
que me faça te encontrar
entre o Oriente e o Ocidente.
Onde se revela sobre a duna
e a conjunção planetária
com a Lua refletida no oásis,
em mim mora o silêncio,
a oração e o mistério
que já nos faz mais unidos
e imparáveis do que nunca.
A coragem leva os passos
por onde nunca imaginei,
faz perder inteiro o medo
crescente da tempestade,
e ser rendição de verdade.
O Livro das Estrelas Fixas
orientará todos os dias
como iremos nos amar
na terra, na água ou no ar,
os quatro sentidos nos pede
Astronomia e toda a magia.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
O mundo que tentam Destruir, Dominar ou Suportar, sempre esteve, está e sempre estará nas mãos do Filho do Homem.
O mundo que por vezes tentamos carregar nos ombros, dominar com nossas próprias forças ou até destruir com a nossa cegueira, nunca deixou de estar nas mãos do Filho do Homem.
Há quem se esgote tentando sustentá-lo sozinho, há quem se iluda acreditando ser dono dele, e há quem, por desespero ou revolta, queira vê-lo em ruínas.
Mas o mistério maior está em compreender que não fomos chamados nem para destruí-lo, nem para controlá-lo, e muito menos para suportar seu peso sozinhos.
O convite do Cristo é outro: confiar!
Confiar que o mundo repousa seguro em Suas mãos.
Confiar que nossa parte é ser presença de cuidado, de amor e de esperança dentro dele.
Quando aceitamos essa máxima, o peso diminui, a vaidade perde força e até a destruição parece inútil.
Porque se o mundo já está nas mãos do Filho do Homem, cabe a nós apenas abrirmos as nossas para servi-lo.
E se um dia teus espinhos tocarem minhas mãos,
não recuarei, não me esconderei.
Porque amar não é buscar caminhos fáceis,
é escolher ficar mesmo quando a alma treme,
é entender que até as flores mais lindas
guardam suas pequenas dores.
- Patrick Wallace
