Poesias sobre Mãos
Se um dia as mãos se calarem,
a vida ainda prega.
Os passos contam histórias,
as escolhas viram versos,
e o testemunho se torna carta viva.
miriam leal
Barro nas mãos de Deus vira vaso.
O segredo não é o vaso.
O segredo é Quem segura o vaso.
miriamleal
Este é o dia que o Senhor desenhou,
com Suas mãos de amor Ele me sustentou.
Antes mesmo do sol no céu brilhar,
já tinha graça pronta pra me alcançar.
miriamleal
A aprovação dos outros virou troco nas minhas mãos…
e eu não faço questão de carregar moeda pequena
quando o céu já me chamou de preciosa. miriamleal
Olhares que guardei para sempre
"Toma minhas mãos, me leve agora ao seu esconderijo, longe de todos os olhares, pois os únicos olhos que me interessam nesse momento são esses verdes olhos, brilhantes e angelicais que apesar de apaziguar esse misto de emoções, fazem meu corpo arder de paixão. Beije minha boca agora, sinta os meus seios em suas mãos quentes, sugue-os delicadamente, alimente-se do meu desejo. Quisera eu que o tempo parasse nesse momento, para que eu pudesse eternizar a doçura desses olhos dentro das memórias mais preciosas. Te desejo agora, não menos que antes, e talvez eternamente".
Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.
O sofrimento é o cinzel nas mãos de um escultor invisível, retirando de nós o excesso de vaidade para revelar a essência de mármore. É preciso a agonia de um prelúdio de Chopin para que possamos entender a paz que sucede a tempestade interior. Não tente apressar o tempo da sua cura, pois cada nota tem seu tempo exato de ressonância no salão da vida. A beleza que nasce da dor é a única que possui autoridade moral para falar sobre a esperança.
- Tiago Scheimann
As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.
As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.
E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.
QUANDO CUIDAR É PERMANECER
“Nem toda ferida cede às minhas mãos.
Cuidar não é prometer que a dor vai desaparecer.
Às vezes, é permanecer — até que a pessoa se lembre de que ainda não está sozinha.”
Personagem: Aurora
Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Nossos votos
Suas mãos juntas as minhas,
sorrisos,
afetos,
desejos,
valores,
autenticidade,
unidade,
são nossos votos de vínculos eternos.
“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira
Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.
Perdoar não reescreve o passado, nem absolve as mãos que nos feriram. Apenas impede que uma antiga dor continue escrevendo o nosso presente.
Há cicatrizes que não desaparecem; tornam-se portas para quartos onde ainda moram versões nossas que um dia sangraram.
Mas chega um momento em que precisamos entender: lembrar não é permanecer, e carregar uma ferida não significa morar dentro dela.
Perdoar talvez seja isso — apagar a luz de um lugar que nos fez sofrer, fechar a porta e seguir adiante.
Não porque esquecemos.
Não porque a dor deixou de existir.
Mas porque finalmente compreendemos que não precisamos mais morar lá.
- Tiago Scheimann
"Somos transmutadores de energia."
Através da fé, das nossas mãos, das palavras e das orações, transformamos energias, levando luz onde existe peso, equilíbrio onde existe desarmonia e acolhimento onde existe dor. Ao benzer e realizar nossos trabalhos espirituais, somos instrumentos de uma força maior, canalizando aquilo que recebemos para transformar, proteger e trazer paz.
Nossas Mãos
O tempo passa a correr e nos obriga a ver que a armadura pesada deixou de valer. O que nos resta — e o que nos basta — é continuar a apertar firme aquela mesma mão que nos susteve no topo do sol e no fundo da tempestade que afasta. Chegamos à maturidade plena da alma, onde a defesa cede à calma e o controle do destino nos dissolve numa cumplicidade. É um amor que despiu todos os medos, cruzou as eras sem segredos e transformou a calmaria do outro na nossa única, inegociável e definitiva morada, sem espaço para outro enredo. Porque tentar respirar e viver longe de tudo isto é, no limite mais cru do instante, caminhar infinitamente sem direção.
Marco Arawak
Quero fazer carinho nas suas mãos, e ver você sentir o amor inteiro nesse gesto.
Me diz qual pequeno carinho faz você se sentir profundamente amada?
Alma em reconstrução
Houve um tempo
em que eu juntava meus pedaços
com as mãos trêmulas.
Ninguém percebia.
Por fora,
eu cumpria os dias
com a delicadeza de quem
não queria preocupar ninguém.
Por dentro, havia uma casa depois do incêndio.
Não tentei reconstruí-la igual.
Algumas paredes precisavam cair.
Algumas portas já não levavam
a lugar nenhum.
Deixei o entulho onde estava
e comecei pelo chão.
Foi devagar.
Primeiro, aprendi a dormir
sem conversar com a culpa.
Depois, aprendi a dizer não
sem me sentir cruel.
Mais tarde, descobri
que não precisava explicar
cada escolha que fazia
para merecer paz.
Hoje ainda existem marcas
nas paredes de mim.
Não as escondo.
Elas me lembram
que reconstrução não é voltar
ao que existia antes.
É criar um lugar novo
onde finalmente
a gente consiga morar
E assim, vou habitando em mim
Outra vez!
