Poesias sobre Mãos
O Altar da Retribuição
Na curva do tempo, onde o passo é mais lento,
Eu vejo as mãos que outrora foram meu chão.
Cada marca na pele é um bento momento,
De quem plantou em mim toda a dedicação.
Vocês foram o porto, o escudo e a luz,
Doaram o fôlego para eu poder caminhar.
Hoje o peso do mundo às vezes seduz,
Mas estou aqui para os dois sustentar.
Se o corpo cansou e a memória falha,
Minha alma se lembra de cada lição.
Vencemos juntos tanta dura batalha,
Agora é minha vez de ser proteção.
Vou zelar pelo sono, cuidar do sorriso,
Honrar cada prece que por mim fizeram.
Transformar o cansaço no meu paraíso,
Retribuindo o mundo que vocês me deram.
Não temam a noite, nem o caminhar,
Meus braços são agora o ninho de vocês.
Pois quem tanto amou, merece encontrar,
O amor que plantou, colhido outra vez.
---------- Eliana Angel Wolf
As Mãos que nos Plantaram
Nas marcas do seu rosto, a história da terra,
O suor que pingou onde a vida floresce.
Sua voz, uma moda de viola que encerra,
A dor do cansaço, a força que cresce.
Com mãos calejadas, plantou o sustento,
Do pão na mesa ao exemplo de herói.
Nos deu o abrigo, acalmou nosso vento,
E o amor que plantou, agora nos constrói.
Se antes o senhor guiava o caminho,
Na lida da roça, sob o sol a brilhar,
Hoje nos cabe ser o seu ninho,
Cuidar do seu passo, ser o seu descansar.
Não se preocupe, paizinho, estamos aqui,
Como raízes fiéis, segurando o seu chão.
Todo o amor que nos deu, guardamos em si,
Devolvendo em zelo, com o coração na mão.
Seus netos, seus filhos, o seu legado vivo,
Cantando baixinho o que aprendeu a ensinar.
Obrigada por tudo, por ser nosso motivo,
Agora é a nossa vez, pai, de te cuidar.
----------------- Eliana Angel Wolf
O Pequeno Grande Homem
Pequenas mãos que agora crescem,
Um coração que transborda amor.
Um rapazinho que me engrandece,
E me faz uma mãe melhor.
Amoroso, carinhoso, educado,
Você é luz.
Que o seu caminho seja abençoado,
E que a vida te conduza à paz.
Você é o meu amor, a minha alegria,
O meu filho, a minha razão de ser.
Estarei sempre ao seu lado, dia após dia,
Te vendo crescer e te fazendo feliz.
---------------- Eliana Angel Wolf
02/05/2026
Eu amo o quentinho do café em minhas mãos, quando abraço o copo com os meus dedos.
Amo ver pessoas passarem, com seus sonhos, suas histórias e pensamentos.
Perceber que existem muitos mundos nesse mundo e que cada um tem o seu particular.
Quando eu era pequena, pedia pra Deus para pensar sobre o pensamento e a visão de outras pessoas.
Hoje, entendo que Deus nunca me permitiu viver isso do jeito que eu queria. Afinal, como seria dar uma espiadinha em algo tão particular?
Como uma criança pode ter esse tipo de pensamento?
Bom, até hoje não descobri…
Recentemente, decidi não questionar tantas coisas sobre mim. O nível de cobrança tem diminuído um pouco e, com isso, tenho me permitido viver…
E isso tem me feito um bem danado, porque eu tenho percebido coisas sobre mim que antes eu não sabia.
Esse momento também tem me permitido abraçar a Ana que eu já conhecia. E não só a Ana…
A Carol também, aquela que tinha pensamentos peculiares e deveras questionadores para uma criança de 8 anos.
Tem sido interessante esse processo de integração e descobertas.
Ana Caroline Marinato
O Despiste do Porto
Ontem, finalmente, abri as mãos,
Não por coragem ou por desamor,
Mas pelo peso dos vãos e dos nãos,
Pelo cansaço de carregar o que é dor.
Soltei-te sem a leveza da brisa,
Com o tremor de quem se improvisa.
Doeu a ausência do que não nasceu,
A herança de um plano que mal floresceu;
Pois em meu peito havia um altar,
Erguido ao hábito de te esperar,
Um vício mudo de ler teus sinais,
Em ventos que já não sopram mais.
O abismo que hoje em mim se faz
Não é teu vulto, nem tua paz,
É o naufrágio do que imaginei,
Da ponte de vidro que eu mesmo tracei.
Fiz o que é justo, o que o tempo ordena,
Mas a retitude também me condena.
Soltar não é o fim do sentimento,
É apenas cessar o próprio tormento;
É decidir, em um gesto profundo,
Não mais se perder no erro do mundo.
Se amanhã a dor se fizer pequena,
Hoje a lição ainda é severa e plena:
Aprendo a existir, em silêncio e lugar,
Sem os meus olhos terem que te procurar.
Implícita,
o teu estado
é de se admirar;
Quantos tentáculos
cabem em tuas mãos?
Quando
era pequeno
tudo lhe proibiam,
até tocarem
a famosa rebeldia
e agora
o que sobraste?
Não quero,
não quero,
não vou!!!
Minha filosofia
é falha,
meu sistema
é débil;
A volúpia
escorre-me
pelas mãos,
junta-me os destroços
como se eu fosse avião
punido por ir
longe demais,
ferido por não saber
se defender.
Fanfarrice
o que
tem-se
em mente
e em mãos;
Tá ficando bravo
o fato de
se resumir
sem empobrecer,
mas amigo
não vem ao caso
sendo o jugo
suave
e o fardo leve.
Deixe o tempo nas mãos de Deus
Tudo que Floresce um dia seca
E o amor que habita no ser humano
Ficará guardado nos pensamentos
Daqueles que florir a cada primavera.
Uma homenagem aos artesãos pelo seu (nosso) dia.
O artesão
Tem mãos que transformam.
Usa criatividade e cria a arte
Mesmo que sem vida, formam
A beleza da cria e reparte.
O artesão captura a essência da arte
Com as mãos molda o mundo
Dá sentido ao estandarte
Transforma o simples em segundos.
O artesão produz manualmente,
Une tradição, cultura e gera renda.
Exalta a criatividade naturalmente
Celebra a produção e logo põe à venda.
O artesanato é mais do que um objeto,
Sendo uma forma de expressão cultural
Que alia técnica e a emoção do projeto
E o transforma em algo natural.
O artesanato é arte diversa,
Incluindo bordado, cerâmica, trançado,
Escultura, materiais naturais e vice versa.
É o "feito à mão" na sua identidade com cuidado.
Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026
“As Mãos que Tudo Deram… e Nada Tiveram.”
O sol nem nascia…
e ela já era lida pelas frestas da vida.
As mãos, calejadas antes do tempo,
eram barcos de carne enfrentando o vento.
Não conheceu o descanso…
nem o pão de sobra.
Sua história foi escrita
na coragem silenciosa de sobreviver.
Venceu o cansaço…
enganou a fome…
honrou um destino duro,
que o mundo tantas vezes ignorou.
A casa era pouco.
O frio… era muito.
O teto chorava em cada minuto.
Faltou sustento… faltou lugar…
mas nunca faltou o esforço de amar.
Com o passar dos anos,
o brilho dos olhos se apagou devagar.
A tristeza morava em silêncio,
como uma chuva fina dentro da alma.
Mas então…
a porta se abria.
E quando via o rosto dos filhos…
o mundo cruel parava por um instante.
Na risada deles,
a fome passava.
No abraço pequeno…
a dor descansava.
Eles eram seu tesouro.
Seu ouro.
Sua razão de continuar.
Agora… ela dorme em paz.
Sem peso.
Sem sofrimento.
Sem labuta.
Venceu, finalmente,
a maior das lutas.
E mesmo sem ter riquezas,
deixou algo eterno:
amor.
Um amor plantado no peito
de todos que ela tocou.
Porque algumas pessoas…
mesmo quando o mundo tenta apagar…
se tornam eternas.”
Já tive que ser mão estendida
Quando eu precisei de alguém
Pra me estender as mãos Já tive que dizer: Vai tudo bem
Enquanto tudo estava errado
Eu tive que olhar pro céu
Confiar e crer
Que o Meu Socorro vem do Alto Flávio Henrique / Bruno Marinho.
Trêmulas mãos suadas,
Rápido! O fim breve vem,
Já vejo o túnel do além,
A morada das pessoas finadas.
O batimento caindo,
A morte sorrindo,
Ausente de medo,
Ciente do enredo.
Céu almejado,
Pós morte sonhado,
Eis o diário de um finado,
Aqui morre o citado!
De olhos fechados
Beijos, mas não era a boca dela!
Toque, mas não eram as mãos dela!
Cheiro, mas não era o perfume dela!
Aconchego, mas não era o corpo dela!
Sussurros, mas não era a voz dela!
Carinho, mas não era a pele dela...
Então, ele fechou os olhos.
De olhos fechados, a encontraria, a tocaria, a sentiria...
De olhos fechados, sairia dali, iria onde quisesse...
De olhos fechados, sentiria os seios fartos, a cintura fina, a voz dengosa, o corpo trêmulo, o sorriso fácil, lânguido...
De olhos fechados!
E assim teria que viver...
De olhos fechados!
Só assim teria a chance de sentir outra vez tudo o que havia perdido...
Congelado no tempo
Poder nas mãos dos revolucionários
Erguida foi a nossa bandeira,
República imposta por nossos lendários
Normas para uma terra ordeira.
Avante! conquistemos nosso ideário!
Miramos uma terra altaneira
Boas novas dos nossos emissários
Unicidade de pátria alvissareira
Cada canto, um lugar extraordinário
Otimismo de alma guerreira
Memórias de um tempo congelado
Exaltaremos sim, queira ou não queira.
Unicidade de João Ribeiro nos ceminarios
Prossigamos firmes nessa trincheira
Agradeçamos a Barros Lima, o Leão Coroado
Íntegro, plantou a nossa videira
Semente da liberdade, a nossa maneira.
Senhor Deus,
entrego em Tuas mãos esta noite de domingo, a segunda-feira e toda minha semana.
Abençoa minha família, meus amigos e meu trabalho.
Que seja uma semana de paz, proteção, saúde e vitórias.
Afasta todo mal e abra caminhos.
Amém.
Mãos Atadas
E eu aqui…
Às vezes penso que tudo aquilo que pode ser mudado é justamente o que não deveríamos mudar, porque já está escrito.
No entanto, ao meu ver, tudo aquilo que parece impossível de mudar é exatamente o que deveríamos transformar, apesar dos sacrifícios, das dores, do choro e até dos fins que isso possa causar.
Levo isso como um raciocínio de uma equação matemática.
Mas sabendo que cada problema possui sua própria equação, cada condição exige um raciocínio diferente.
É triste quando as falhas são conhecidas e reconhecidas.
Sabemos como consertar, mas não podemos — ou não temos poder suficiente — para fazê-lo.
A isso eu chamo de:
“Mãos Atadas.”
Virei a página
com mãos firmes e coração leve,
não porque esqueci,
mas porque escolhi continuar.
O que passou virou aprendizado,
não morada.
Não carrego mais o que me prende,
nem revisito o que me machuca.
Agora, cada linha é recomeço,
cada passo é coragem,
cada escolha é por mim.
Nova história não pede permissão —
ela nasce quando a gente decide viver.
E eu decidi:
não sou mais capítulo interrompido,
sou livro aberto
Helaine Machado
Não quero mãos que não me alcancem,
nem palavras que não saibam ficar,
amor que não cuida, não soma,
não merece o verbo amar.
Helaine machado
A vida não pede licença —
ela chega, ensina, marca,
às vezes com mãos suaves,
às vezes com golpes que rasgam a alma.
Cada dor carrega um segredo,
cada queda sussurra uma verdade,
mas só entende quem aceita
que aprender também dói.
Há lições que queimam por dentro,
que a gente tenta negar, fugir, esconder…
mas quando, enfim, as abraçamos,
elas deixam de ser feridas
e se tornam armas silenciosas.
Helaine machado machado
