Poesias Infatis sobre Peixes Peixes
Mergulhei no oceano que habitava o seu interior, capturando peixes abstratos e admirando corais luminosos.
Afundei-me na escuridão inexplorada, ponderando sobre voar, andar e nadar.
O sol dentro de mim explodiu, como se desejasse iluminar uma parte de seu oposto, fazendo com que a escuridão escurecesse um feixe de apenas sete centímetros.
Convite, condenação, maldição.
Agarrei-me ao céu, ansiando por voltar, retornar à linha de partida, retroceder.
Mas para onde voltar, se antes disso não havia nada? Voltar a um estado que nunca existiu, regressar ao contrário/contraditório
ODE AOS PEIXES DE VERA CRUZ
Aos peixes em solo firme eu digo:
Saltou para a terra em criatividade
Rastejou em lama em sua vitalidade
Sempre esteve comendo fora d'água comigo.
Esperançosos ao rio do futuro
Elegem anzóis ao topo da cadeia
Lembram-se e esquecem-se que já foi de aldeia
Adaptam-se milhões de anos ao muro.
Permanecem na esperança desde os antepassados
Antigos que um dia nas águas rasas nadaram
Ancestrais que todos os dias aos poucos andaram
Nas azedas poças estavam sempre adoçados.
O samba na nadadeira antes do pé!
A novidade das mãos sempre em toque
Afluentes culturais do Chuí ao Oiapoque,
Folclore, danças polonesas e arrasta-pé.
Tantas cores no manto verde e o cantar alto,
Falam como araras, e que saudade da ararinha azul
Reco-reco forte como vós do norte ao sul
Amo odiar e odeio amar este mar alto.
Vontade tenho de puxar-lhes as escamas
Comem iscas na água, comem incas no solo
Pirajuçara do bem, fisgada no no colo
Namorado nas ideologias em chamas.
Em redes antes dos coronéis
Pescas nas caravelas de Portugal
Escravidão em embarcação surreal
Repetem golpes nos futuros papéis.
Ó peixe que usa calças e é anfitrião
Simpático este cardume que agrada
Criatura gloriosa que por troca degrada
Luta lá de longe sem ver que é em vão.
Com cuidado, elevados peixes, sobreviveremos!
Brigamos, amamos, será que também sou assim?
Como os ratos de Noronha, a dor terá um fim
Cuide das águas, Linguados terrestres, pois evoluímos!
PEIXES
sensibilidade que absorve e intensidade que transborda; é filha da emoção, universo paralelo entre calmaria e agitação. vive sentindo e não vê sentido numa vida sem sentir: ela mergulha na profundidade sem prender a respiração não temendo se afogar. é galáxia perdida, alma nua navegando na imensidão. se ancora nas estrelas e se perde nos devaneios até nadar na imaginação. é ter a essência idealista, criativa e altruísta. sente as dores dos outros e abraça como se fossem suas. reciprocidade para ela é sol que ilumina, e quando não iluminada, perde a sua atenção. ama de peito aberto e punhos fechados. acredita mas não espera, porque está sempre preparada para tudo. se for preciso voar, voa, se for preciso caminhar, caminha. é adaptação e entrega, sabendo que o mundo não é flor, mas escolheu ser jardim. é viver no futuro com os pés no passado, nadar contra a correnteza e amar como se não houvesse fim.
"A vida é prato recheado de peixes do mar, o homem cego pela fome, as vezes aprisionado pela mente, não resiste, traga a carne, junto o espinho que fere o homem."
Giovane Silva Santos
A verdadeira multiplicação dos pães:
Eu tenho três peixes sobrando, e você tem cinco pães,
quando distribuímos, alguns deixaram de ter fome.
Dos gases às águas
Dos ares às algas
Da areia à praia
Da flor à mata
Dos peixes aos primatas
Da fome à caça
Do fogo à prata
Da fala à arte
Da roda à máquina
Do amor ao ódio
Da dor ao ópio
Sou
Transbordo a expressão do ser no tempo
Sou essa interação, esse senso
Sou essa liberdade, esse contato integrado
Coisas passam despercebidas
Temores contidos
Quando o Mundo Gira
Peixes emergem assustados
Seres emitem som de lira
Pedras rugem
Quando brilha a Lua
Sombras que surgem das sombras
Coisas sem explicação
Rondando as fronteiras
do meu coração
Medos que me fazem
Criar coragem
Meu peito emite
Um silêncio lancinante
E os impulsos descrentes me fogem
Vai longe o tempo da inocência
A gente aprende de repente
a ter prudência
Ao perceber que a Floresta encantada
Que a gente enxergava
espiando pelas frestas
se tranforma do dia pra noite
Em bosque assombrado
O BURRO
Quando os peixes voavam e as florestas
Moviam-se e espinheiros davam figos,
Num momento em que a lua era de sangue,
Eu decerto nasci: tempos antigos.
Com uma cabeça enorme e um grito ascoso
E orelhas – duas asas aberrantes –,
Sou a paródia mesma do demônio
Por entre todos mais quadrupedantes.
A andrajosa escumalha deste mundo,
Cuja perversidade não tem fim,
Escarnece-me, bate-me, esfomeia-me,
E eu guardo o meu segredo para mim.
Estultos! Eu também tive uma hora,
Distante e doce e minha – uma hora ardente:
Bradava a multidão à minha volta
E espalhava-me palmas pela frente.
O atum e muito diferente
da sardinha, porém, os dois peixes vivem no mesmo ambiente, saiba ser diferente.
Sou de toda paixão, pois sou do signo de peixes Com um sentimento límpido permitido por Deus que rogai toda benção
Venho com o coração aberto
Trabalho o meu psicológico no qual, alimento a minha esperança para não ficar boquiaberto!
Só queria não perder a viajem
Gostaria de pousar e descansar aqui nessa cidade
Sendo eu assim, tão enamorado
Faço questão de ser todo atenção
Para não parecer tão abusado
Vou lhe pedir o seu número telefone
Para adquirir um do outro o contato
Peixes
Sou como o vento, do campo,
Que vai aos montes cantar.
Canto uma canção, do amar!
Diante das aves aí canto!
Vou, também, dançar,
Na praia, do mar selvagem.
Canto e danço sem, parar,
Nesta longa e linda viagem.
Ó mar de sal salgado!
Tu desde, tempos, navegado.
Deixa os peixes dormir,
E a bela música, ouvir.
Até que voltem a nadar,
Nas águas de manso, mar!
Joaquim
Joaquim! O vento parou! O mar está sereno...
E nesse teu calmo, mar!
Olha! Olha os peixes, no seu nadar.
E com eles, vai! Sim! Nesse empenho.
Caminha nas águas que correm pr'a norte.
Nao mais, para o sul.
Mas nesse teu rio azul....
Em aguas de paz... segue a vida e deixa a morte...
Mas canta com os peixes, seus belos hinos.
Hinos de amor, sem dor...
Vai nas verdes algas. Nesses caminhos...
Então, vida terás ...
Eterna... eterna. Nesse nosso mar.
As carroças, são os carros;
os cavalos, são as motos;
os pássaros,
são os helicópteros;
os peixes, são os submarinos.
“” A paciência é virtude de um bom pescador
O peixe, seu objetivo
Peixes melhor ainda
Por isso o 8 é um peixe em pé...””
Por eliminação...
carne não dá
peixes do mar contaminados com mercúrio
frutas e verduras contaminadas com agrotóxicos
caçar é proibido
pescar em rios não está dando nada
sobrou apenas... capim.
e mesmo assim não tem para todos.
Louvor e Palavra
Não podemos nos esquecer de que foram cinco pães e dois peixes, e não o contrário. Quando o louvor toma o espaço da palavra, faltará crescimento, maturidade, edificação e voz profética.
ilha do Badejo
Por este momento
perto da Ilha do Badejo
viramos peixes e deixamos
tudo por conta do desapego.
Brindar com raios de Sol
e merecido sossego é o quê
temos para o encantamento
grato, sublime e intenso.
Filhos do Atlântico Sul
assim somos além do dia azul,
e assim nos escolhemos.
Entregues ao vai e vem só por
conta das ondas porque o amor
da gente é profundeza e continente.
Os peixes das nuvens
nascem de ovos escondidos
no fundo das amáveis lagoas,
São anjinhos que nadam
e que brotam sempre
quando as cheias retornam,
e na Terra escrevem os seus
gentis poemas do Céu que dão
as asas para a nossa imaginação.
Corais aconchegados
na foz do Rio Amazonas
abrigam peixes recifais,
Corais chifre-de-veado
são catedrais atemporais
assim como o amor
perene que tenho guardado
e preservado em paz
para quando você chegar
no seu tempo e dele
você eleger como refúgio:
Corais sempre ensinam
aos que sabem observar
e obter a sabedoria preservar
com o sagrado sentimento.
