Poesias Faceis do Elias Jose
Élcio José Martins
LIMBO DE MALDADE
ESTOU SÓ.
GARGANTA UM NÓ.
ANSIOSO POR FAZER.
OUÇO UM GRITO DE PARE!
OUVIDOS CHEIOS DE CHORO,
HÁ DONOS DO CHORO?
A COISA TEM DONO. DONO DE TUDO,
SEGUE A REGRA OU É PERJURO.
MALIDISCÊNCIA DESCONSTROI,
NA ALMA QUE DOI.
É O ÂNIMO QUE ROI,
NO FINO FIO QUE CORROI.
NAS COSTAS DELATA,
UM CRIME RELATA.
AMIZADE DE LATA,
QUE FERE E QUE MATA.
A ALEGRIA SE DESFAZ,
NO CAMINHO QUE PERFAZ.
SONHO FUGAS,
DE CERTO FICA PRA TRÁS.
A TAL VERDADE DITA
NÃO PODE SER BENDITA.
NO TOM DE VÓZ QUE RECITA,
É O EGO QUE PALPITA.
É DESUMANA A AGRESSIVIDADE,
BEIRA O LIMBO DA MALDADE.
CHEIRA MAL A CRUELDADE,
EXALANDO FALSIDADE.
QUANDO O EGO SOBREPÕE,
NADA CONTRAPÕE.
NEM O SOL QUE SE PÕE,
ESCONDE O QUE PREDISPÕE.
É UM, MAS PODE SER DOIS,
É FEIJÃO COM ARROZ.
A MISTURA É EXAGERO,
DA INOVAÇÃO SÓ SAI O CHEIRO.
GANHAR E GUARDAR,
GUARDAR E GANHAR.
GANHAR MAIS E QUARDAR MAIS,
GUARDAR MAIS E GANHAR MAIS.
JULGA O CEGO E A CEGUEIRA,
FOGO QUENTE NA FOQUEIRA.
LINGUA FELINA MORDE CERTERA,
BOMBA ÁGUA NA LADEIRA,
DA OUTRA BANDA SÓ TEM RASTEIRA.
RESERVAR PRA NÃO FALTAR
NÃO É CERTO DUVIDAR.
PRA INVESTIR É SÓ GANHAR,
ENTÃO DEIXA DE AMOLAR.
É INVEJA O QUE APREDREJA.
QUER NOTÍCIA NA VEJA.
QUER ANDAR NA BANDEJA,
ROGA AOS SANTOS NA IGREJA.
MESMO TRISTE A BANDA TOCA,
ALGODÃO NO OUVIDO SEM FOFOCA.
A PRESSÃO QUE O CORAÇÃO SUFOCA,
INSTIGA O FUROR DA POROROCA.
O TEMPO QUE ESCREVE,
AS LINHAS DA CERTEZA.
AINDA TEM AQUELE QUE SE ATREVE,
DAR SABOR E PREPARAR A SOBREMESA.
AINDA HÁ OS QUE ACREDITAM,
VELHOS AMORES RESSUCITAM.
QUEM É DONO DA VERDADE, FAZ ALARDE,
PERDE A LÍNGUA DE PIMENTA QUE ARDE.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
CADERNO DA VIDA
A vida é como a escola,
Primeiro dia, primeira aula.
Caderno, lápis e borracha,
Sorriso nos lábios, a alegria ultrapassa.
Lápis na mão, sem direção,
Linha torta, sem noção.
Professora direciona a mão,
Aos poucos os rabiscos dão vazão.
Folhas em branco
Dão início à transformação,
Letra por letra, o primeiro nome,
Papai e mamãe, quanta emoção!
Página por página, o lápis registra,
Primeiro marco, primeira conquista.
Ano a ano, tudo é registrado,
São as marcas que ficaram no passado.
Passam-se os anos e a idade,
A infância e vem logo a mocidade.
As formaturas e os troféus de felicidade,
O dever, o discernimento e a dignidade.
Assim é a vida,
Um caderno em branco.
Nele se escreve com lápis preto
Ali são gravadas a virtudes e os defeitos.
A história de cada ele mesmo que escreve,
Mesmo com a borracha que se atreve,
Fica a marca do que na folha subscreve.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
GUARANÉSIA 116 ANOS
116 anos se passaram,
Histórias boas muitos contaram.
Dos sonhos que seus filhos sonharam,
Com muita luta muitos deles se realizaram.
Hoje ela é realidade,
No campo e na cidade.
Humilde e sem vaidade,
Abraça o velho e a mocidade,
De mãos dadas com o progresso,
Nas indústrias faz sucesso.
Mesmo com a distância e o acesso,
Mostra ao mundo o seu processo.
Na arte da madeira,
Sempre sai na dianteira.
Tece armários e prateleiras,
São cristais e cristaleiras.
Na arte da construção,
Tem cerâmica e proteção.
Pedreiros livres de prontidão,
Erguem seu nome pra orgulho da nação.
Fez seu nome ecoar alto,
Mesmo com estradas sem asfalto.
Não há abismos nem sobressaltos,
Tem fôlego de sete gatos.
As indústrias têxteis se prosperaram,
Famílias inteiras por elas passaram.
Primeiro emprego. A data ficou marcada,
Primeiro dinheiro e o presente pra namorada,
O comércio tem sua importância,
A agropecuária sua elegância.
Cabines plantou esperança,
Mangueiras jorram pujança.
Doce verde que alegra a alma,
Gotas de orvalho que a noite acalma.
Serras cafeeiras de paisagens exuberantes,
Fixaram aqui filhos nobres e viajantes.
Nossa cidade tem tempero e temperança,
Tem o ritmo e o pulsar da dança.
Tem luz no sonho da criança,
Guaranésia é a paz e a esperança.
Saudamos esta data especial,
Seu nome é pluma em recital.
Parabéns, felicidades e tal,
Esse mês você é a maioral.
Orgulhosamente cumprimentamos,
Prazerosamente regozijamos.
Guaranésia de todos os guaranesianos,
Parabéns pelos seus 116 anos.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
UMA MARCA PRA VIVER
Quero uma marca pra viver,
Uma marca pra crescer,
Outra marca pra vencer.
Quero uma marca pra valer.
A cicatriz da queimadura
É um traço da aventura.
Uma donzela em formosura,
Deixou as marcas da doçura.
Uma ferida que não fecha,
É a lembrança que o tempo deixa.
Pode ser boa e sem queixa,
Ou mágoas que a lágrima enfeixa.
O atleta tem que treinar,
Pra uma marca alcançar.
A marca é o altar,
Do atleta exemplar.
Se a camisa é de marca,
A beleza se destaca.
Mas a marca às vezes encharca,
Nas humildes tiras de alparca.
A marca simboliza grandeza,
Simboliza presteza e pureza,
Jorra o licor da gentileza,
É nobreza no jardim da realiza.
Mas o feio também marca.
Marca com ferro quente,
Dilacera o que vem na frente,
Embriaga o poder da mente.
Quem não tem marca registrada,
Por certo saiu da estrada.
Não cumpriu sua jornada,
Fugiu da raia em disparada.
A marca mede o homem,
O homem faz o seu rumo.
Seu rumo o tempo encarrega,
De fazer o pacote que vai para entrega.
A sociedade é pouco justa, mas severa,
E nem tudo tolera.
Na prisão dos boatos encarcera,
Nos caminhos difusos atropela.
Há a marca das feridas da cela,
Do pelego, do cavalo e da sela.
Dos crimes de colarinho que a Lei cancela,
Do poder que só o governo apodera.
Quem dera a marca fizera,
A Justiça que Deus impusera.
A marca do justo eu quisera,
Acabar com o temor da miséria.
A marca que o tempo constrói,
E a mesma que o indigno destrói.
Se não cultuada no amor,
Enrolaras no terço da dor.
Quero uma marca pra viver,
Uma marca pra crescer,
Outra marca pra vencer.
Quero uma marca pra valer.
Élcio José Martins
Élcio José Martins
ACABOU O CARNAVAL
Acabou o carnaval,
No interior e na Capital.
Alegria geral,
Para o folião e o normal.
Acabou o carnaval,
De fantasias e fio dental.
Vai pra caixa o pedestal,
Fecha a cortina no seu final.
Acabou o carnaval,
Fica a ressaca colossal.
Da bebida, passar mal,
E de uma lembrança sentimental
Acabou o carnaval,
Deixa o cheiro de curral,
Do recado social,
Para o Governo maioral.
Acabou o carnaval,
Segue o rio o seu canal,
Tudo volta ao normal,
Na indústria e no canavial.
Acabou o carnaval,
Tudo tem o seu final.
Pra quem soube aproveitar, tudo ficou legal,
Pra quem não soube, fica uma lição especial.
Acabou o carnaval.
Do sorriso e alto astral.
É cultura nacional,
Tradição e coisa e tal.
Acabou o carnaval,
De Crenças, Deuses e festival.
Acabou o carnaval,
Onde o povo é maioral.
Acabou o carnaval,
O sonrisal e o anticoncepcional.
Nove meses e a espera final,
Antecipado, vem o presente de Natal.
Acabou o carnaval!!!....
Élcio José Martins
Sorria, José!
Manhã de sol, José acabara de acordar
Segue até a cozinha, como de costume
Prepara teu café quentinho, e no sofá vai se sentar
Lareira, livro bom, o objetivo é relaxar.
Os raios de sol iluminam tua casa
José vive no campo, nada irá te incomodar,
o vento, a calmaria, José feliz está
Aproveite José, este é o teu lar.
Agora é o luar, deitado na grama
observa o céu e as estrelas,
no silêncio da noite, outro café
solitário, apaixonado, sorria José!
O BANCO
O banco,
Assento,
Descanso,
De ferro,
Madeira,
Pedra,
Jesus fazia banco?
Jose fazia com certeza!
O banco,
De pedra,
Na pedreira,
De areia,
No mar,
Encalho,
De riqueza,
De morte,
De azar,
De sorte,
Na marinha,
Na geologia.
O banco,
Do réu,
Do assassino,
Traficante,
Violentador,
Quem se esqueceu de amar o próximo,
Quem sairá impune,
Matara novamente,
De Judas.
O Banco,
Do dinheiro,
Da divida,
Da hipoteca,
Do roubo permitido,
Da transação.
O banco,
Que salva vida,
Do vermelho,
Da doação,
Do sangue,
Da reposição,
Da medula,
De órgãos,
Que devíamos ajudar,
Mas não fazemos por medo,
Por egoísmos,
Por covardia,
Seja lá por que for.
O banco,
De informação,
Do chip,
Do satélite,
Dos dados,
Que permite a conexão,
De você saber o que penso.
Também tem o banco do romântico,
O banco daquela praça,
No formato de jacaré,
Onde comia pastel,
Tomava cerveja,
Com a minha amada
Que agora me deu saudade,
Da amada ou do banco?
André Zanarella 09-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4628002
Prece a São José:
"São José, esposo casto de Maria e pai adotivo de Jesus, rogai por nós pobres e miseráveis pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém."
DO PROGRAMA "PÃO COM MANTEIGA" (autoria:Zambujal, Carlos Cruz, José Fanha, etc)--1980
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De hora a hora Deus melhora. Ainda bem, porque um Deus doente não serve para nada.
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A carne é fraca, mas o molho é uma maravilha
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A segunda circular é a que se manda a quem não respondeu à primeira.
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Um lar só com uma assoalhada é um singular.Ao maior lar que conhecer, chame-lhe maxilar.
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O carteiro é um homem que trabalha por correspondência.
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Quem à tarde ama, noite lhe parece.
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--O ar está tão calmo!
--É assim em toda a parte: não há vagas
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Depois de muitas diligências, inventou-se o combóio
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Peta era antigamente. Hoje é mentira. Qualquer dia é verdade
SEJAMOS MAIS HUMANOS
(Assim disse Seu José, pai de 27 filhos, com 08 esposas, fazendo a parte dele).
Melania Ludwig
1 de novembro via celular
próximo a São José do Rio Prêto · Editado
MEU MEDO
Caminho pela casa a esmo... me perco...mesmo...
Esbarro em minha sombra... tropeço...desço...
Fujo dos espelhos que eu mesma coloquei por todos os cômodos...incômodos...
Tenho medo da minha cara de medo...
Onde fui buscar este inimigo...perigo?
Se eu quebrar os espelhos aumentarei a sua força...minha forca...
Cada caco será mais um...buraco...
Infinitamente perdida no escuro de cada lâmpada que ainda não me ensinou qual é o interruptor correto...aperto...
E onde foi parar o meu equilíbrio para andar no escuro? Tudo virou muro...
Cada passo é um ponto de interrogação...sem noção...
Estou perdendo meu norte
preciso de um suporte
O tempo passa e a aprendizagem é mais escassa
Quero uma mão que me fala...não bengala...
Olhos que me enxergam sem me tocar...só de olhar...
Se ninguém me fizer isto... eu desisto...
mel - ((*_*))
Hoje eu acordei cedo disposto a dar uma lida em Direito Constitucional e, na altura em que José Afonso da Silva diz ser "na democracia que a liberdade encontra campo de expansão", extasiado por tal constatação, pego meu copo de Coca-Cola estupidamente gelado e encontro dentro dele um condor. Sim, um pássaro condor que não estava ali a toa e que me remeteu imediatamente à terceira fase do Romantismo brasileiro, e me fez lembrar de Castro Alves com sua poesia libertária influenciada por Victor Hugo. Então lembrei-me dos escravos, da liberdade ao inverso naqueles navios negreiros, dos miseráveis dos dias de hoje que ainda ontem dormiram nas ruas suportando a chuva fria que caía, e abri a janela e disse ao condor: voe, pois só tu és livre.
Ele se foi, rumo às Cordilheiras dos Andes onde é o seu lugar. E quanto ao copo de Coca-Cola, fiquei feliz por não ser um rato...
NASCIMENTO DE JESUS
José e Maria, não encontrando lugar na hospedaria, resolveram passar a noite em um estábulo que havia no caminho que os levaria para o recenseamento obrigatório em Belém. Eles tinham deixado Nazaré, onde residiam, poucos dias antes. Mas, Maria, grávida de Jesus, sentiu as dores do parto, e, ali mesmo, deu à luz a Jesus, "envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura" (Lucas 2.7).
Naquele momento, uma grande estrela, como um cometa, apareceu no céu, junto ao horizonte. Ela noticiava o nascimento de Jesus e, ao mesmo tempo, mostrava o caminho a seguir pelos 03 (três) reis magos que viajaram do oriente para visitá-los e entregar-lhes presentes.
Os animais da redondeza e alguns pastores se aproximaram e fizeram parte do lindo presépio então instalado. Ali ficaram alguns dias e, logo depois da visita dos reis magos e de muitas pessoas, se dirigiram a Belém, passando a anunciarem a Boa Nova.
JOSÈ WILKER (Autor: Henrique R. de Oliveira).
E de repente a luz se apagou
A plateia se calou
E a cortina fechou.
Sem prenuncio
De surpresa
Sem rima para seu sobrenome
Na poesia sem graça
E agora José; disse Drummond
Viu que é verdade
Viu que acabou
Wilker e Viu que.....
José se foi.
Lembre-se dos sonhos de José,nem seus irmãos que estavam ao seu lado acreditaram em seus sonhos.Ele foi traído,vendido,humilhado,caluniado...
Mas Deus tinha um propósito em tanta aflição e o exaltou.
De humilhado passou a ser governador do Egito!
Nem todos acreditarão em seus sonhos,mas Deus não desistirá deles!
Meu escritor favorito, Ganymédes José, datilografava só com três dedos, o que não o impediu de deixar mais de 150 obras.
Eu digito com apenas dois dos meus dez dedos. A saber, com meus dois dedos médios, de preferência, que é com os quais eu mais tenho facilidade, e posso dizer, equilíbrio, para digitar, desde que aprendi e comecei a digitar.
Inveja: como reagir?
“Certa vez José teve um sonho e o contou aos seus irmãos. Aí é que ficaram com mais raiva dele” (Gn 37:5).
José contou seu sonho para as pessoas erradas. Mas quem sonda o coração de Deus?! Por isso, é preciso saber que quem está com Deus, Deus está em tudo.
Apesar da nossa imprudência, Deus cuida de nós, e garante o melhor para os seus escolhidos. Só Deus sabe aproveitar as circunstâncias para o alcance dos seus propósitos. Ninguém mais tem essa sabedoria. Ninguém! Como transformar o mal em bem sem machucar ninguém?!
Contar um sonho para todo mundo, contar aos outros algo bom que é certo de acontecer, leva a pessoa a ser odiada por muitos. Porém, nenhum ódio humano tem poder para destruir o amor de Deus por seus escolhidos. E o amor de Deus destrói qualquer forma de mal, transformando tudo num bem maior e inimaginável.
Não se deve contar nada para aqueles que já demonstraram algum comportamento estranho para consigo — aquelas reações que causam desconforto seguido de insegurança em uma conversa, no contato etc. Tua própria família e também na igreja há pessoas invejosas. Não se engane!
Saul invejou David e os irmãos de José o invejaram. José não se vingou de seus irmãos, assim como David não se vingou de Saul, quando, na verdade, se os dois quisessem, poderiam e tinham condições plenas para efetuar vingança, mas pagaram mal com bem. Por isso mesmo, ambos foram tremendamente galardoados por Deus.

José brasileiro
Cortem-lhe a água
Tomem-lhe a casa
Independência
E razão
Mas deixem a carne
Na brasa
E a cerveja
Gelada
Não privem o Zé
De ilusão
Tirem-lhe a honra
Tomem-lhe a alma
Saúde
E educação
Mas deixem em paz
Sua pelada
Som, internet e a TV
Ligada
Basta pro Zé
Distração
2. Trabalho árduo
José não procurou destruir aqueles que o escravizaram. Ele realmente os ajudou a prosperar. Isso aconteceu tanto na casa de Potifar, bem como na prisão. Eles, por sua vez, reconheceram seus talentos e bênçãos. Se você não trabalhar arduamente através de sua adversidade, outros talvez nunca possam ver suas verdadeiras competências.
Sr. ``José´´, colhia nas áreas de mato, nos arredores do sitio em que morava, pedaços de madeiras, pequenos troncos secos que ali havia devido a aridez do sertão, pra confeccionar esculturas.
... ele escultor nato, coisa passada de pai pra filho, fiel e dedicado, em trazer à tona imagens extraídas de troncos considerado velhos.
Visitantes que por ali passavam pra tomar um água e refrescar-se à sombra foi arguido por uma outra pessoa que ao observar suas obras ficara curioso por perceber tamanha exatidão de detalhes.
Vendo toda aquela exposição disse: mas como e de onde vem toda essa sua expiração e sagacidade de perceber num troco tido como velho e inútil a escultura desenhada na madeira que o Sr. faz com tamanha perfeição?
E este visitante foi surpreendido pela simplicidade de resposta dada pelo mesmo!
.. ao que replicou à aquele moço que ouvia de olhos e boca abertos.
`` Sei não seu moço, só sei que a cada lasca da madeira que retiro, cada passada do formão, surge a beleza que ora se esconde lá dentro até que eu faça toda retirada dos excessos, cada casquinha que encobre a imagem que surge até pro meu espanto´´.
O maior elogio foi ao ver uma imagem do Cristo crucificado e ele de novo perguntou!
E esse ``Cristo Crucificado como o Sr. explica?´´
... e eis que subitamente ele disse!!! `` Sou eu não moço, como já disse, na verdade ele já estava aqui dentro, apenas fui lhe descobrindo a cada lasca de madeira arrancada, e ele foi surgindo feito o sol numa manhã de céu límpido´´.
É por isso que devemos valorizar cada ser e entender sua tenacidade de percepção.
