Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Tempo ao Tempo.
Guerra nova.
Conforme amplamente divulgado pela imprensa, a Venezuela decidiu anexar a região de Essequibo, território pertencente ao país Guiana; o que pode acarretar um conflito armado.
Nada de novo: ano novo guerra nova...
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"Guerra e Paz.
As forças armas é apenas mais um ramo de uma intrincada rede de defesa das quais nós também fazemos parte.
Seja por nós, seja contra nós, seja para que não sejamos sempre nós mesmos, mas que seja sempre para enfrentar um mal pior e que esse mal seja sempre menor."
Em meio ao caos
No ódio no campo de guerra
A uma única esperança de sair vivo
Lutar para viver
Por quem me espera longe daqui
A minha única motivação
É ela
Mesmo estando tão longe
Sei que ainda me espera
Tenho esperança de um dia voltar
De encontrar tudo que eu deixei
As pessoas que eu já amei
Aquela que ainda amo
Se eu não voltar saiba que sempre tive esperança
De sair desse caos
Em meio de uma batalha sangrenta
Rezando por misericórdia
Pedido cada vez mais para ter um fim
Para finalmente voltar para casa
Exclama quem pode, indaga quem quer
Explode quem pode, à guerra quem quer
Explica quem pode, entende quem quer.
Dias de glória só chegam depois de uma guerra, e quem não te abandona na batalha é quem vai estar contigo no topo, celebrando.
No momento do sucesso, vai ter um monte de interesseiros dizendo que te ama, mas só vai ficar contigo quem não te larga quando o bicho pega e você não tem nada pra dar.
Fica ligado!
A minha alma está em guerra, lutando contra a correnteza das incertezas. Meu coração insiste em não desistir de você, mesmo quando a esperança parece ser uma lâmina afiada que me corta ao tentar segurá-la.
Ainda assim, meu amor não se rende. Talvez amanhã o vento sussurre novas promessas e o sol ilumine o caminho que nos leva um ao outro. Sei que é difícil, e que a dor às vezes rouba o fôlego, mas o que sinto por você é forte demais para se apagar nas sombras de uma noite difícil.
Até lá, vou continuar sonhando. Quem sabe, em um amanhecer próximo, seus olhos encontrarão os meus e, enfim, a tempestade dará lugar à calmaria que tanto desejo ao seu lado.
A cabeça do rei
Muitos tempo depois,
A muito guerra findada,
Entendeu a verdade exposta:
a cabeça do rei degolada.
Um crânio oco de osso,
Uma coroa de ouro dourada,
A cabeça de um rei asqueroso,
Descarnada num poste empalada
Percorreu os estágios do luto
De negação à aceitação
Lutou contra o sono profundo
Precisava entender a razão.
Cem dias de paz restaurada,
Nos portões da cidade murada
Beirando a estrada de entrada
A cabeça foi iluminada
Um epifânico momento noturno
Que da caveira escapou em berros
Nunca fui rei desse mundo
Eles quem sempre eram servos
O que é a guerra?
A guerra é causada por egos desmedidos. Egos de quem se julga senhor e dono da vida do outro.
A guerra só serve para criar ódio ao povo ofendido e medo por represálias ao povo que atacou inicialmente, no pós-guerra.
A guerra traz dor e sofrimento. É um atraso descomunal para seres humanos ditos do século XXI. Onde está a civilização, os valores, o falado progresso?
A guerra é um círculo vicioso que enriquece muito poucos e à custa de muitos.
A guerra é ganância, poder, ódio, desdém e loucura. É uma luta cega sem fim à vista. É e sempre será uma demonstração de poder para fazer com que os mais fracos obedeçam por meio da força. Isso nunca acontecerá. Quem é esmagado no presente vai querer esmagar no futuro.
A guerra devia ser resolvida com diálogo. O ser humano aprendeu a falar há tanto tempo. Tanta gente com cursos e formação. Parece que ninguém ensina como se comunica a insatisfação, o desacordo, o erro e o engano. Sem comunicação correta e no momento certo, haverá sempre guerras e guerras bem desmedidas.
Guerra é guerra, e só trará mais guerra. Nunca trará paz.
Quando o ser humano aprenderá como se comunica?
Beleza incomparável
Ligando meu céu a terra
Me deixando vulnerável
Em meio a uma guerra
O céu na mente soletra
Palavras de incerteza
A terra no peito grita
Oque o coração deseja
Napoleão
Napoleão, o imperador destemido,
Com seu exército, por terras percorrido.
A guerra era sua busca incansável,
Por domínio e poder inabalável.
De Austerlitz a Waterloo, ele marchou,
Com estratégias que o mundo admirou.
Mas a guerra, cruel e impiedosa,
Cobrou um preço além do que se pensa.
Napoleão, com sua ambição desmedida,
Trouxe à Europa uma era sofrida.
As batalhas, os campos de sangue e dor,
Marcaram sua história com resplendor.
Sua queda em Waterloo foi o fim,
Do império que ele construiu para si.
Napoleão, na ilha distante, destituído,
Encerrou-se ali o seu reinado temido.
Sua saga na guerra ficou marcada,
Como um capítulo da história passada.
Napoleão, com sua grandiosidade e dor,
É lembrado até os dias de hoje, com fervor.
A guerra fere, antes que os homens, a Deus que está em cada um deles.
(Trecho do livro "Vozes da guerra")
Toda guerra é insana
É o fruto da ambição
É ato de crueldade
É a arma do vilão
É maldade, é desamor
É prazer em causar dor
Em ferir o próprio irmão
Dia D
Que toda guerra seja de travesseiro
Que todas as balas sejam de chocolate
Que todo soldado seja de chumbo
E os doentes, figurantes de um filme.
Que a realidade seja como quando acordamos de um lindo sonho, feliz e cheios de esperança por dias melhores.
Da alma mais aguerrida
Passada por muita guerra sofrida
De antemão a vida querida
Como um sopro desaparece
No melhor canto da sua ala
Aladas tais quais satélites
Na órbita de seu próprio espírito
Sempre pensando e agindo
No âmbito de sua ciência
De se conhecer melhor
Para escolher o canto
Por onde vive a passagem
Para outro mundo espiritual
Que a alma se materializa
Sem ser apenas uma imagem
Virtual
Sendo mais que penas do passado
Sendo, aí, o atual.
Nos vales devastados da Palestina,
Onde a guerra escreve com tinta vermelha,
Ergue-se o heroico povo, em luta clandestina,
Contra a opressão, que o mundo sela.
Terras que choram histórias de resistência,
Mares de túmulos que não silenciarão,
Cada vida perdida, um ato de persistência,
Cada lágrima, um poema de insurreição.
Com pedras nas mãos e fogo no olhar,
Desafiam tanques e armas covardes,
Sob um céu que insiste em desabar,
Enquanto líderes fecham os olhos, fardos.
Sombra de um apartheid desumano,
A liberdade é só um sonho distante,
Mas em cada coração palestino, humano,
Bate um tambor de resistência vibrante.
Cada criança que sorri entre ruínas,
É um desafio à história de indiferença,
Cada mãe que sepulta, nas cinzas,
É um grito de horror à nossa inconsistência.
Radicais não são eles, mas nós, os adormecidos,
Que aceitamos a barbárie, cúmplices mudos,
Enquanto a Palestina se cobre de mártires esquecidos,
Heróis de um conto que escrevemos em escudos.
Ácido é o silêncio da comunidade global,
Críticos somos todos, impotentes espectadores,
Enquanto um povo écrucificado no altar mortal,
Da política e da hipocrisia de nossos senhores.
O heroico povo palestino, resistência encarnada,
Não se curva, mesmo diante da escuridão,
Pois na batalha diária, sua verdade é sagrada,
E sua existência, um eterno hino de libertação.
A única guerra que podemos perder,
É a que lamentavelmente desistimos de guerrear...
Nunca devemos, em nenhum momento esquecer,
Que viver, é aprender a cair, levantar e continuar a lutar...
Quando Deus mandou Gideão separar um povo para pelejar por Israel, se alistou para a guerra 32 mil homens. Mas quando Gideão falou do risco eminente, o número reduziu para 10 mil homens. Mas foi ao tomar água que Deus mostrou a Gideão quem realmente estava preparado.
Na nossa vida é assim: nas festas encontramos muitos que se dizem amigos, mas nos ventos que se levantam ficam só os admiradores. Mas na verdade, quem vai pelejar do seu lado pode ser contado nos dedos.
Não devemos desanimar pelas palavras de maldição que nos falam, nem esmorecer por alguém nos abandonar na caminhada. Sigamos firmes, sejamos fortes em Cristo. Somos mais que vencedores.
Ecos de uma guerra sem fim
Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.
Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.
Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.
A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.
Os demônios existem.
Contemple a monstruosidade da guerra, para vê-los enlouquecidos, ziguezagueando na Terra.
