Poesia sobre poesia

Cerca de 23537 poesia poesia Poesia sobre

Spurgeon sobre Rm 9.22-23:


“Nosso texto é extraído de Romanos 9:22-23. (...) Esta passagem não diz coisa alguma sobre Deus destinar homens à destruição. Os homens se preparam a si mesmos para a destruição. Deus nada tem a ver com isso".
C. H. Spurgeon - Sermões sobre salvação (Jacó e Esaú, editora PES. 2014, p. 104.)

O Brilho do que Fica


A xícara de café já estava fria sobre a mesa, mas eu continuava ali, encarando o vapor que não existia mais. No celular, uma música qualquer tentava preencher o silêncio da casa, que parecia maior naquela manhã. Olhei para a estante e vi o livro que você me emprestou quando tudo ainda era confusão na minha cabeça. Lembrei daquela tarde chuvosa, da sua paciência em me ouvir e de como, sem perceber, você se tornou o meu porto seguro.


Sabe, eu nunca fui bom com despedidas. Mas, enquanto guardava as últimas camisas na mala, entendi que partir não era sobre fugir de você. Pelo contrário. Eu resolvi partir justamente porque gostei tanto de você — e, se quiser a verdade, ainda gosto. Gosto, sobretudo, da forma como o destino nos apresentou e do jeito leve com que você
estendeu a mão quando eu mais precisei.


No fim das contas, a vida me ensinou que o tempo tem o hábito cruel de desgastar até as cores mais vivas. E eu não queria ver o que fomos se apagar em brigas bobas ou rotinas amargas. Às vezes, é melhor fechar a porta enquanto o riso ainda ecoa no corredor. É melhor guardar uma lembrança boa de alguém do que insistir até que a decepção tome o lugar do carinho. Vou levar comigo esse retrato intacto de nós dois, guardado onde o tempo não alcança.

Estava aqui refletindo sobre o quanto, muitas vezes, deixamos de ser nós mesmos por medo.
Medo de errar, de perder, de ouvir um não,
de não agradar, de tentar e não conseguir.
A vida passa igual foguete,
deixa o rastro, mas não volta para trás.
Por isso, viva.
Viver é a coisa mais cara que temos nesta vida.
E, mesmo assim, tantas vezes nos apegamos a coisas supérfluas,
como se pudéssemos levar tudo conosco.
Mas, no fim, não levaremos nada.
Nem bens, nem dinheiro, nem aquilo que passamos a vida tentando possuir.
O que fica é o que fomos,
o que fizemos,
o amor que deixamos
e as marcas que plantamos na vida de alguém.
Que a gente aprenda a viver mais,
a amar mais,
a sonhar mais
e a aproveitar o presente enquanto ele ainda é nosso.
Porque a vida passa, o tempo corre
e o relógio não sabe voltar.
E, quando o nosso tempo acabar,
possamos olhar para trás e ter a certeza
de que deixamos o melhor de nós pelo caminho.
Porque, no fim, tudo passa.
E o tempo não espera por nós.


"O tempo não volta".

Entrelinhas

Ela diz que não gosta quando escrevo sobre ela.
Diz com a voz firme,
mas com os olhos curiosos.
É curioso isso:
quem não quer ser verso
não pergunta se é poema.
Ela passa por perto quando escrevo,
finge desatenção,
mas desacelera o passo.
Não lê,
mas tenta.
Não pergunta,
mas espera.
Existe nela um desejo discreto
de se reconhecer nas entrelinhas,
de descobrir se o segredo mora em alguma metáfora, se o nome dela cabe em sinônimos,
se o amor sabe se esconder.
Meus segredos ela conhece.
Não os detalhes,
mas a essência.
Sabe que quando escrevo sobre o vento,
é o jeito dela passar.
Quando falo de calma,
é o silêncio que ela deixa.
Quando escrevo sobre amor,
é porque não sei escrever outra coisa
que não seja ela.
Ela diz que não gosta,
mas pergunta.
Diz que não quer,
mas procura.
Diz que não lê,
mas sente.
E talvez amar seja isso:
respeitar o limite que a boca impõe
e continuar falando com o coração.
Se ela se reconhecer,
não foi porque escrevi sobre ela.
Foi porque ela sempre esteve
em tudo que eu escrevo.

*Sobre Criar Gente em 2026*


Menos "amigo" do seu filho.
Mais pai.
Menos "like" na foto.
Mais limite na vida.
Menos "deixa pra lá".
Mais "vem cá, vamos conversar".
Século XXI não precisa de pais modernos.
Precisa de pais presentes.
_Van Escher

Não é sobre ser forte o tempo todo.
É sobre saber quem luta por você
quando suas forças acabam.

Salmo 91:11 📖🧡

Van Escher

Nas fronteiras da elipse — no eterno instante sobre um horizonte de eventos massivo —, o olhar se perde além do limite da razão. O paradoxo revela-se mera metáfora na amplidão do espaço sideral.
​A verdade do universo ressoa em nossos pensamentos: fragmentos esquecidos pelo tempo e pelo espaço, capazes de transcender uma vida inteira no simples esboço de um olhar.
​Na escuridão da caverna profunda, guardam-se segredos dos quais as sombras da essência humana teimam em nos lembrar. Na origem, a falácia ganha contornos em uma realidade ambígua e primordial; éramos apenas células errantes de um mundo pujante e pulsante. Sonhamos, desejamos viver cada sonho e pertencer a uma aldeia global.
​Vemos inovações em nossas origens cósmicas, células de uma aglomeração de estrelas. Seremos parte de um organismo maior e faminto por existir, no momento irônico em que acordamos: pois, ao olhar para o universo, ele olha de volta para nós como quem contempla a existência através de um telescópio de partículas.
​— Celso Roberto Nadilo

A conclusão sobre ações da consciência o traumatico encontro com a realidade ambígua.
Nos faz existir dentro do possível paradoxo.
Cada paradoxo temos equações e equilíbrio de realidade no fato que teoria tenha base e fragmentos do do conhecimento reminiscência da virtude da compreensão inata do vemos.
O conceito inicial visto nas arestas da superfície inicial. Compreender mistérios da camadas superiores ao inferiores até o infinito vemos aglomerados de convergência, respostas mais perguntas no espaço continuo e tempo relativos ao Paradoxo inicial.

Sou alma pedida em teus lábios,
O vasto sentimento que vangloria...
Sobre olhares dos deuses sois minha alma...
Tão vivida, tão clara nas planices de minha alma...
O último suspiro é simplicidade o abraço da eternidade...

Sobre olhares navegantes ilusões...
São prestes a harmonia virtuosa...
Clarividente são as brumas reluzente de Paranapiacaba...
Ar de mistério místico e maravilhoso dos artesãos que vende sua arte contemporânea...
Velha estação de trem carrega seus fantasmas do passado.
E um relógio que atravessa as épocas com encanto da bruxaria...
Cachoeiras desafia nossa imaginação e detalha, há águas puras da natureza.
Os eventos festivos movimenta a pacata cidade. A fruta que amor da cidade e o cambuci ate cachaça tem....
Doces de cambuci. Famoso sorvete de cambuci.

Sou noite sobre a madrugada...
Meros arficios atrozes...
Cala te silêncio do meu algoz....
Sobre olhares da lua sois o amante..
Galante flor do amanhã
Sensato e soberano meu sono
Parece ser o filho angustiado pelo leite da mãe...
Frio paira a alma...
No meio do espinhos escorre a dor
O doce aroma que embriaga...
Mais mais no profundo da alma.

Seus maus dizeres sobre minha pessoa são flores no meu jardim.
Se me xinga eu ignoro pois que xinga nao tem argumentos!

O homem é um pássaro sobre abismo
Medo que cair, pois voar igual a andar,
Se torna fenômeno cair do ninho aprender a voar.

DEPRESSÃO

Uma vez, refletindo sobre a depressão, tentei encontrar uma forma lúdica de explicar algo tão complexo.
E me veio a seguinte imagem:

Imagine que você percorre um caminho.
Esse caminho é feito de escolhas.
Você escolhe, cria oportunidades, dá passos, acredita que está indo na direção certa… e segue.
Segue sem olhar para trás.

Até que, ao final desse percurso, você se depara com um muro enorme.
Uma rua sem saída.
Você caminhou, caminhou… para chegar exatamente ali.

Então você olha para trás e pensa em voltar pelo mesmo caminho.
Mas não é possível.

O caminho por onde você veio agora está tomado por obstáculos imensos.
Obstáculos que surgiram ao longo do percurso.
Eles são as escolhas feitas, as decisões tomadas, as histórias vividas — e escolhas não podem ser desfeitas.

Diante desse muro, dessa rua sem saída, o que resta é sentar, encostar nele e olhar para trás.
Encarar uma trilha cheia de bloqueios, lembranças e pesos.

Alguns conseguem permanecer ali.
Fazem uma fogueira, sobrevivem como podem, encostados no muro, olhando para o passado.
Vivem presos às escolhas que os trouxeram até um lugar sem saída.

Outros não conseguem existir nesse espaço.
Presos entre o que foi e o que nunca chegou a ser.

Porque à frente há apenas um muro intransponível,
e quando não se enxerga futuro, a esperança desaparece.

E sem esperança, a vida perde o sentido.

Isso é depressão.

SOBRE AMOR

Quando a gente ama, num tem porquê, não.
A gente ama e pronto, sem motivo, sem razão que o outro dê… e sem invenção na cabeça da gente.
Amor não usa máscara, visse?
Por isso é que não se explica, nem se entende com palavras — só sentindo mesmo.

O amor é que nem água limpa: a gente vê logo quem é a pessoa de verdade.
E, mesmo ela sendo o contrário de tudo que a gente já sonhou um dia… olha, num tem jeito: a gente ama assim mesmo.

É coisa doida, sem pé nem cabeça.
Mas quando é amor de verdade, daquele que vem do fundo do peito…
Ah, minha filha, num tem força nesse mundo que desate.

Talvez você esteja carregando um peso que nunca deveria ter sido colocado sobre você.


A responsabilidade de manter sua família bem.


A necessidade de resolver os problemas de todo mundo.


A sensação de que, se você parar, tudo ao seu redor vai desmoronar.


Então você continua.


Ajuda.


Serve.


Cuida.


Resolve.


Até esquecer que você também precisa ser cuidado.


Mas escute:


você não é Deus.


Você não foi chamado para sustentar o mundo.


Você pode amar sem carregar tudo.


Pode ajudar sem assumir o controle.


Pode servir sem se destruir.


Pode cuidar de alguém sem ocupar o lugar que pertence a Deus.


Existe apenas um Salvador.


E não é você.


É Cristo.


“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
— 1 Pedro 5:7


Talvez esteja na hora de entregar novamente a Deus aquilo que você tentou carregar sozinho durante anos.


Você não precisa salvar todo mundo.


Você precisa aprender a descansar no Salvador.

O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.

Não é sobre presentes.
É sobre postura.

Não é sobre discurso.
É sobre prática.

Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.

E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.

Porque respeito não é homenagem.
É dever.

E igualdade não é gentileza.
É justiça.

E justiça…
não se pede.
Se faz.

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

Eu não escrevi nenhum poema sobre ti que tu goste ler. Porque não existe palavras, rimas, figura de estilo, métrica, verso o estrofe que substitui tua presença, palavras não chegam para descrever o conjunto de emoções e sensações que eu sinto só de olhar em seus olhos.


Você é minha tentação perfeita, minha história predileta
Meu sorriso encantado sabes é um grande prazer ser teu namorado.

Quimeras


Uma nuvem noturna pairava sobre ele
Dia e noite
Noite e dia.
Não via solução pras dores de seu coração.
Já tentara de tudo:
Gritara... ficara mudo.
Sorrira... chorara...
Nada adiantava.
No meio de tudo isso,
deu-se conta de que ninguém se importava...
Começou a duvidar de que a vida não era nada do que sonhara...
Quimeras...
Quem sabe a realidade de todos eram puros devaneios?
Tentavam todos se equilibrar na corda bamba...
Lutar contra a corrente...
Escapar da areia movediça que aos poucos os engolia.
Talvez fosse pura utopia a existência de um lugar onde reinasse dia e noite a alegria.
Aceitou então seu trágico destino: viver entre faces confusas, jogar os dados, consolar-se com perguntas sem respostas... um trevo de quatro folhas de ouro no pescoço... torcer para ganhar as apostas...
Um laço invisível, astúcias astuciosas sempre em ação...
A bater no ritmo da roleta, então, acostumou-se, seu coração.