Poesia sobre poesia

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Por vezes, ponho duas refeições sobre a mesa, embora eu viva só.
É um pequeno engano que concedo ao coração: por alguns instantes, imagino que há alguém comigo, e a solidão se torna menos severa.


Com o passar dos dias, o gesto tornou-se hábito; ainda assim, toda vez que o repito, algo em mim se comove.


Talvez esta seja minha única maldição: preparar um lugar para quem jamais há de vir.

"Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco dela.
Escrevo sobre as dores, decepções, dos amores, as mazelas.
E sempre reflito; não existiriam amarguras em meus escritos, se ela fosse minha e eu dela.
O que escrevo são gotas, para narrar um oceano, o que sinto é todo um universo, o que pode ser expressado, quirela.
Se a amo, eu a escrevo, e por isso tudo tem um pouco dela.
E é 'Tutto Per Ella'.
Ela transita livremente por meus escritos, enquanto me pego escondido, no amor que sinto, minha eterna cela.
Palavras para umas e outras, paixão a algumas poucas, fé ao Cristo, amor e devoção somente a ela.
Se meus escritos são o céu, o azul é ela.
Se meus escritos são os mares, cada gota é ela.
Se escrevo o Sol, cada raio é ela.
Se escrevo a praia, cada grão de areia é ela.
Se escrevo sobre as árvores, pomares, as flores; é ela, toda folha e cada pétala.
Quando escrevo sobre a morte, percebo: a minha vida é ela.
Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco, mas bem pouco, acerca dela..."

Mundo Da Hipocrisia
Hoje já não se trata de amor, hoje é sobre quem paga mais.
É galhofeiro como a sociedade metamorfoseou o amor verdadeiro à um negócio para contrair bens de valia.
Hoje, já não se trata mais de dignidade, hoje os corpos são vendidos publicamente e cada uma atribui um preço ao seu⁠ corpo como se fosse um simples produto de compra e venda.
CONTINUA…

Lula sobre Lulinha!
Ele sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato.

Ando todos os dias sobre o Rio Saracura. Não que eu seja Jesus Cristo para andar sobre as águas, mas trata-se de um curso d'água soterrado e canalizado aqui no bairro da Bela Vista, na capital de São Paulo.


Benê Morais

Flávio, sobre a Michele!
"Eu tenho certeza de que a Michelle pensa igual a mim", disse. Disso ninguém duvida! É cobra comendo cobra!

RELÓGIO DE DEUS

Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.

Poema - Idolatria


Na Bíblia já dizia
Sobre a idolatria
Será que existe cura?
Idolatram mais a criatura
Padres, bispos e pastores
Do que o Criador
Seguindo suas religiões
Odiando os próprios irmãos
Chegam até a comparar políticos
Com Jesus Cristo.


A idolatria é cega
Seus ídolos na terra
Podem cometer desvios éticos e crimes
Mas por causa da religião, do gênero musical ou dos times
Tudo será tratado como mentira ou perseguição
O maior exemplo está nas eleições
Maldito o homem que confia no homem
O seu santo nome
Não está vinculado a nenhum lado político
Precisamos de mais estudos bíblicos.

SOBRE: JOANA D'ÁGUA ARC - DE HEREGE À SANTA.
#HojeNaHistória Em um dia como hoje, em 1920, a Igreja Católica canonizava Joana d'Arc, transformando-a oficialmente em santa e padroeira da França. A cerimônia, conduzida pelo Papa Bento XV, aconteceu quase 500 anos após sua morte trágica na fogueira, em 1431, acusada de heresia e bruxaria. A jovem camponesa, que dizia ouvir vozes divinas, liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, tornando-se um símbolo de coragem, fé e resistência nacional.​


Joana nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, e começou a se destacar aos 17 anos, quando convenceu o delfim Carlos VII a deixá-la comandar o exército francês. Sua liderança foi decisiva na vitória da França em diversas batalhas, incluindo o cerco de Orléans. Mesmo capturada, julgada injustamente e executada aos 19 anos, seu legado resistiu aos séculos. Em 1456, a Igreja reverteu sua condenação e, séculos depois, reconheceu sua santidade. Hoje, Joana d'Arc é símbolo de fé inabalável e heroísmo.​


#JoanaDArc #HistóriaDaFrança #santoscatólicos

ENFIM, O MEU EPITÁFIO
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não chores sobre a fria sepultura;
Ali repousa apenas a moldura.
Quem fui não cabe em pedra ou inscrição,
Pois fez da própria ausência uma canção.
Passei qual sombra errante pela estrada,
Levando a alma de esperança ornada.
Perdi jardins, abracei o inverno,
Mas preservei o lume do que é eterno.
Se amei, foi com a força das ruínas;
Se caí, foi beijando as disciplinas.
Jamais verguei ao ouro ou à vaidade;
Busquei, na dor, a face da verdade.
Não tragas flores para o meu jazigo;
Prefiro o bem semeado entre o perigo.
Que cada gesto nobre em teu caminho
Transforme em luz o pó do meu destino.
Se um dia leres estas derradeiras linhas,
Não contes minhas perdas ou conquistas.
Recorda apenas que um coração sincero
Jamais morreu por ter amado austero.
E quando o tempo apagar meu nome inteiro,
Sem voz, sem retrato, sem roteiro,
Escreve apenas, simples, sobre a fria pedra:
"Aqui repousa um homem que jamais deixou de procurar a Verdade; e, procurando-a, aprendeu que o amor é a única herança que não conhece sepultura."

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - QUESTÃO 632.
SOBRE O BEM E O MAL SEGUNDO A LEI NATURAL.


A questão seiscentos e trinta e dois de O Livro dos Espíritos, traduzido por José Herculano Pires, situa-se no âmago da ética espírita, onde a consciência humana é convocada a discernir, com rigor, o bem e o mal. O questionamento é direto: sendo falível, poderia o ser humano enganar-se, atribuindo ao bem aquilo que, em profundidade, é mal?


A resposta dos Espíritos superiores, sintetizada pela remissão ao ensino do Cristo, é lapidar e absoluta: tudo se resume ao critério do que desejaríamos receber. Este princípio, enunciado como medida universal, evita sofismas e protege o espírito contra ilusões morais. O erro humano não se origina na lei, mas na deformação dos desejos e na projecção egoísta das próprias paixões.


A lei natural, conforme elucidada por Kardec em mil oitocentos e cinquenta e sete, é inscrita na consciência. O equívoco ocorre quando o homem, em vez de consultá-la, inclina-se à sombra de seus interesses, perdendo a clareza interior. A ética espírita, entretanto, oferece um método: a diligência reflexiva, o autoexame diário, a comparação entre aquilo que faço e aquilo que gostaria de receber caso estivesse na posição oposta. É um retorno permanente à simplicidade da sentença do Cristo.


A aplicabilidade deste princípio é inalterável. Não depende de época nem de circunstância, pois se funda na reciprocidade moral que estrutura a convivência e regula o progresso espiritual. Toda ação que resiste ao teste da reciprocidade revela-se legítima; toda ação que o reprova denuncia desvio.

EIS A FRIA.

Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.

As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.

Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?

Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.

E será ela, agora, o deslumbre do universo?

Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.

Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM - ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
E A CONTINUIDADE DA VIDA ESPIRITUAL. PARTE I.
Cidade no Além: apresentado como introdução à obra mediúnica atribuída ao Espírito André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier em 17 de junho de 1983, constitui uma reflexão doutrinária de grande densidade filosófica dentro do corpo literário do espiritismo cristão. Trata se de uma exposição que busca interpretar, sob a ótica da continuidade da vida, o significado das comunidades espirituais descritas em Nosso Lar.
O autor espiritual inicia suas anotações reconhecendo o esforço de um colaborador espiritual denominado Lucius para transmitir aos encarnados alguns aspectos da colônia espiritual conhecida como Nosso Lar. Essa cidade espiritual é apresentada como um núcleo de trabalho, reeducação e organização social destinado aos espíritos que se libertaram do corpo físico, mas que ainda necessitam de reajuste moral e intelectual. A mediunidade de Heigorina Cunha, residente em Sacramento no estado de Minas Gerais, é mencionada como instrumento dessa comunicação espiritual, demonstrando o papel da mediunidade como ponte entre os dois planos da existência.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM.
PELO ESPÍRITO: ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
PARTE II
O texto ressalta que, após a morte, o espírito leva consigo todos os elementos de sua vida interior. Ideais elevados, virtudes cultivadas, paixões desordenadas, ressentimentos, esperanças e conhecimentos acompanham a individualidade espiritual. A morte não transforma instantaneamente o caráter do ser humano. Ela apenas remove o invólucro físico, revelando com maior clareza a realidade moral da criatura.
Por essa razão, a desencarnação funciona como um processo de revelação interior. O espírito manifesta, no mundo espiritual, exatamente aquilo que é. Seu grau evolutivo, suas conquistas morais e suas limitações tornam se evidentes através da atmosfera espiritual que irradia. Essa atmosfera determina o ambiente em que o espírito se sentirá naturalmente integrado, pois a afinidade constitui a base da organização social no plano espiritual.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM.
DO ESPÍRITO: ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER .
PARTE III
Outro aspecto relevante abordado pelo texto refere se à pedagogia espiritual. A instrução dos espíritos desencarnados utiliza múltiplos recursos didáticos. A palavra falada ou escrita ainda desempenha papel fundamental na transmissão de conhecimentos. Entretanto, a telepatia e outras formas mais elevadas de comunicação espiritual tornam se progressivamente acessíveis à medida que o espírito desenvolve suas capacidades mentais.
Dentro dessa estrutura social, a afinidade moral aparece como a força organizadora fundamental. Espíritos com valores semelhantes naturalmente se aproximam e formam comunidades. Aqueles que já despertaram para a necessidade de aperfeiçoamento interior demonstram profundo respeito a Deus e ao próximo. O trabalho no bem torna se então o elemento central de suas existências.
A religião, nesse contexto, não se apoia em dogmatismos rígidos. A filosofia valoriza o pensamento elevado onde quer que se manifeste. A ciência assume um caráter humanitário, orientando se pelo ideal do progresso moral da humanidade. Em todas essas áreas, o objetivo final é sempre o mesmo. O desenvolvimento integral do espírito.
O texto conclui reafirmando um princípio moral presente no ensinamento evangélico atribuído a Jesus Cristo.

TRISTEZA.

Há uma tristeza antiga, obscura e fria,
que desce sobre a tarde, lentamente,
como um sino perdido, cuja agonia
se dissolve no espaço inutilmente.

Não sei de onde ela vem, talvez do chão
onde repousam mortos esquecidos,
ou desse imenso e fúnebre sertão
que guarda os sonhos todos sepultados.

A noite cresce. O céu, desabitado,
derrama sobre a terra um véu profundo;
e o vento, entre os ciprestes fatigados,
parece prantear o fim do mundo.

Há vozes que não chegam aos meus ouvidos,
mas vivem na penumbra da memória;
são nomes, rostos, amores já perdidos,
cinzas errantes de uma antiga história.

E a lua, espectral, sobre o ermo,
contempla a solidão dos caminhos;
seu clarão parece um olhar enfermo
vagando entre sepulcros e espinhos.

Oh, morte! Tu, silenciosa soberana,
que igualas rei, mendigo, sábio e incréu,
quando recolhes a matéria humana,
que abismo abres entre a Terra e o céu?

Talvez sejamos apenas poeira
levada pelo vento dos destinos;
talvez a alma, eterna forasteira,
atravesse outros mundos e caminhos.

Mas hoje, não. Hoje somente a dor
me fala ao coração com voz soturna;
e até o próprio silêncio, ao meu redor,
parece ter saudade da vida diurna.

Se há depois da morte alguma aurora,
se existe além do túmulo outra estrada,
que a alma encontre aquilo que implora
quando a existência termina desolada.

Enquanto isso, permaneço junto ao nada,
ouvindo a noite em sua imensidão;
e, sobre a terra fria e abandonada,
deposito uma lágrima, e uma oração.

Porque a tristeza, quando é verdadeira,
não grita, não suplica, não reclama:
é como uma árvore derradeira
que morre lentamente dentro da alma.

Lendo um capítulo bíblico por dia e orando sobre o texto, conclui-se a leitura da Bíblia em quatro anos.
📖🙏

O que o evangelho fala sobre dinheiro?
Não seja preguiçoso nem avarento, mas trabalhe a cada dia para ter o seu pão. 🥖
📖 2 Tessalonicenses 3.10

Quem pode dar conselhos
sobre o Monte Everest da vida?


Quem está no topo.
Quem já desceu.
Quem está a caminho da subida.

“O mundo se apoia sobre três coisas: o estudo da Torá, o serviço a Deus e os atos de bondade.”


📖 Ética dos Pais 1:2