Poesia sobre poesia

Cerca de 23814 poesia poesia Poesia sobre

"Uma das melhores piadas sobre 'especialistas' em livros, autores e exibicionismo é aquela em que o sujeito alerta que, enquanto o outro está discursando sobre Autores que ele leu, o Dirceu está com a mulher dele, na casa dele, HeHeHe. Na piada, o Leitor é português, mas aplica-se a qualquer um!"
TextoMeu 1372

1759
"Se eu viesse (ou se vier) a escrever sobre Misterio, Suspense e Coisas Assim, meu primeiro trabalho seria (será) sobre o Misterio que são Algumas Mentes Bolsonaristas. Sim, para Mim, Misterio!"

1760
"Minha opção, caso eu escreva sobre Misterio, Suspense etc, não seria (não será) por ficção. Afinal, Agatha Christie e Stephen King já existem e são geniais. Eu optaria (ou optarei) por não ficção!"

⁠Na velhice da alma

Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.

Ezra Pound

Nota: Tradução do poema In The Old Age Of The Soul.

Não quero escrever sobre o amor
Eu quero ser o amor
Não quero escrever sobre a verdade
Eu quero ser a verdade

O que o poeta sabe sobre o trabalho?
Trabalho para Deus
Escrevendo lindas poesias
O tema sempre é amor
E minha remuneração é a sua alegria

Real Amor Incondicional

Hoje preciso falar um pouco sobre ela, a mulher que amo e sempre esteve comigo
Sempre foi assim quando os tempos eram difíceis eu sabia que podia contar contigo

De vez em quando eu aprontava e você ficava brava, mesmo com algumas broncas eu não ficava bravo porque me amava
Quando chegava a noite as coisas ficavam estranhas as luzes das velas iluminavam o barraco de madeira

E na cozinha fazia milagre com pouca comida e mesmo com tão pouco como nunca pensou em fazer alguma besteira?
Nunca tive nada mas sempre tinha tudo que alguém precisava, quando não sabia o que fazer você me ajudava e no final me abraçava

Os anos iam se passando e cada vez a vida complicava, a beira da miséria a família estava
Porque tanto sofrimento assim eu me perguntava e a resposta quase não achava

Mesmo passando natais com pouca comida, todos da casa ficavam feliz vendo as luzes piscantes da avenida
Na mesa panettones doados faziam nossa ceia, numa vida simples não tinha presente na meia

Passamos por tudo isso e hoje podemos ser felizes, foram tempos difíceis mas sem cicatrizes
Então não se esqueça que eu amo você é estou contigo, pode contar comigo, Mãe além de ser seu filho sou seu amigo

E se não for mais sobre eu e você?

E se eu finalmente parar de te esperar?

Será que, algum dia, vou te ver passar
e não sentir vontade de voltar?

E será que, nesse dia...
meus olhos ainda serão os mesmos?

Ou talvez eu já tenha aprendido
a olhar para você
sem procurar em nós
aquilo que um dia eu esperei encontrar?

RELÓGIO DE DEUS

Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.

NÃO É SOBRE VELOCIDADE É SOBRE PERMANÊNCIA. QUEM NÃO PARA, HERDA🌻


#nãodesista #motivacao #reflexao #inspiracao

Dor

Às vezes, a dor consegue ser maior que o amor.
Falamos tanto sobre o sentimento de amar… mas e a dor?

A dor física, aprendemos a amenizar.
Mas e a dor que fica dentro?
A dor de perder alguém que nunca mais iremos ver, nem sentir?

Como se ameniza uma dor dessas?
Com ela se vão os sorrisos, os abraços, os melhores conselhos.

Que remédio existe para tanta dor?
Qual é a cura de deixar alguém partir
sem ao menos ter vivido o que foi sonhado?

Como seguimos, convivendo só com a dor e as lágrimas?
Os abraços não terão mais calor.
Os conselhos perderão o sentido.
As gargalhadas já não terão mais graça.

Como me despeço de quem me ensinou tanto?
Como direi “adeus” sem saber se você está ouvindo?

Me perdoe por não ter aproveitado mais a sua presença…
Por não ter dito mais vezes o quanto eu te amo.

Dói dizer adeus.
E dói ainda mais saber que agora você vive apenas dentro de mim.

K.B.

Quanto menos as pessoas estiverem alertas sobre o que acontece, menos elas vão saber. E quanto menos souberem, mais ignorantes elas continuarão sendo. E, se continuarem ignorantes, nenhuma mudança será vista no meio social.


Quando alguém não entende ou não está consciente do que acontece ao seu redor – seja na sociedade, na política, na cultura ou em seu próprio ambiente – ela se torna incapaz de questionar e mudar algo. Isso mantém tudo parado, sem transformação.


A ignorância, nesse caso, não é só falta de conhecimento, mas também falta de interesse em buscar a verdade. E enquanto isso continuar, nada muda de fato, nem no social, nem no pessoal. Para mudar, é preciso primeiro entender o que está acontecendo, enxergar a realidade e agir.


Se ninguém busca saber, tudo fica como está. Por isso, é necessário se manter consciente e atento para que algo possa realmente mudar.

A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.


Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.


Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.


A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.

Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.

Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.

Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.

Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.

No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa




(Leonardo Mesquita)

Digitais deixadas em palavras abrem investigação, poética, sobre se há pensamento perfeito


Leonardo Mesquita

Com um bom raciocínio martelar o pensamento dando pernas a uma frase... colocando sobre ela delícias da linguagem e, reunindo em torno dela leitores famintos, pregada com esmero assim ela conforta a imaginação dos convidados a baterem pernas, nas delícias da linguagem, puxar conversa e sentar-se à mesa — o papo rolando
e o raciocínio toc! toc!ler é abrir a mente... como pregos na mão de carpinteiro pensamentos sustentam poemas e na alegria dessas palavras
em torno dessa mesa, mesa cara de imagens (de madeira) das terras das letras...


Leonardo Mesquita

Palavras voam em bando e terminam em versos,
elas vêm e passam sobre do que se tratam e vão....
o caçador calcula o ponto do pouso...
ele quer palavras pra poucos...
quando ele tem uma na mira
só atira se ela cai bem
no verso...




(Leonardo Mesquita)

Relatos sobre escola e as dificuldades de ser diferente
Na escola, ser diferente nem sempre é fácil.
Heitor sabia disso todos os dias.
Enquanto algumas crianças falavam rápido e riam alto, ele precisava de tempo. Cada palavra sua parecia carregar um peso maior. E, às vezes, o silêncio dos outros machucava mais do que qualquer risada.
Muitos não entendiam.
Confundiam dificuldade com incapacidade.
Silêncio com desinteresse.
Mas a verdade é que, dentro de crianças como Heitor, existem mundos inteiros — cheios de ideias, sentimentos e coragem.
Assim como o Sussurrador, muitas crianças também carregam histórias invisíveis.
Às vezes, quem machuca… já foi machucado.
Quem se isola… já tentou se encaixar e não conseguiu.
A escola pode ser um lugar de dor — quando falta empatia.
Mas também pode ser um lugar de transformação — quando alguém escolhe acolher.
Lucas fez essa escolha.
Ele ouviu. Esperou. Caminhou junto.
E isso muda tudo.
Porque inclusão não é fazer todos iguais.
É permitir que cada um exista do seu jeito — e ainda assim, pertença.
No fim, Heitor descobriu algo poderoso:
sua voz não precisava ser perfeita para ser importante.
E o Sussurrador aprendeu que nunca é tarde para recomeçar.
Heitor e o Segredo do Sussurrador .
Heitor é um garoto com dificuldade na fala que descobre ter superpoderes. Ao enfrentar o Sussurrador, um vilão que desperta sua insegurança, ele percebe que o inimigo na verdade é alguém ferido pela exclusão. Com a ajuda do amigo Lucas, Heitor escolhe o caminho da empatia, transformando o vilão em aliado. Juntos, eles aprendem que coragem não é falar perfeito, mas se expressar com o coração.

Sobre Respeito X Bajulação


Respeito não se pede,
se constrói.


Bajulação é ruído,
respeito é presença.


Prefiro vínculos inteiros
a elogios vazios.
Sempre.