Poesia sobre pensamentos
Eu fui de encontro ao desencontro.
O peso da despedida ainda esta sobre meus ombros...
Você continua indo embora pra sempre.
E esse pra sempre é tão sem fim...
Sobre a verdade ...
Quero o aconchego desse abraço por onde sinto, firmada além desse pilar que me firma e me contorna, além desse barco que nas ondulações flutua, no aguardo e de mãos postas!
Semeastes tuas manifestações sobre esse solo, germinastes em faces e concedeu-me os frutos, nessas expressões. Hoje, lhe reconheço, recebo, aceito e sou grata! Em mim ouço-te... nítida voz em comunhão!
sobre os cansaços
pousados entre as narinas
suspirei clareiras e vi
vestidas de cravos
as flores dos teus olhos
soprei levezas
acolhi em pétalas
meu campo conhecido
o teu jardim ...
Para um poeta,
debruçar-se sobre sua obra
é tão ou mais importante
que contemplar a sua inspiração.
Os mais apaixonados,
no entanto,
vão ao seu amor
e lhes dão
as mais simples, carinhosas
e sinceras palavras:
Eu te amo!
Nunca fale sobre os seus segredos mais ocultos pois é muito difícil e complicado fazer com que as pessoas entendam o que se passa em nossas mentes!
DE ASSOVIO
O clima do tempo,
estava assim...
Como se tivesse sobre as margens
de um rio... frio.
Não tinha garoa nem chuva...
Mas estava frio...
Frio, muito frio! Tão frio!
Que até os cânticos
dos pássaros...
Se ouvia de assovio.
Antonio Montes
ela escreve a lápis arranca as folhas, porem com os punhos sobre a mesa em outra folha ela registra minuciosamente com detalhes,
E as palavras surgem como Uma composição ela preenche aquelas folhas
e foi sobre esse voar
(de alma e pranto)
que se viu chuviscar
o sol (amplo e nascente)
e foi desde e por entre
o desanuviar do espanto
que um quê de encanto
se esfumou crescente
quem sabe se nevoando
solidão sobre os beirais
se lembrando ais
no crepitar da saudade
quem sabe, quem sabe!
nas asas cegas
a traça sonda
sobre a luz da vela
a misteriosa beleza
o lúgubre destino
a sua morte inesperada.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "nas asas cegas")
- Sobre aqueles relógios de pulso -
O tempo cicatriza,
mas não faz esquecer.
O tempo passa,
mas não faz voltar.
O tempo é um maldito,
é um anjo salvador.
Quando ele te mata; te salva.
O vento em sua intraduzível lira
por sobre flores segue o caminho
fazendo-as sorrir quase em leseira
acalmando dores de seus espinhos
Segue a manhã neste dia de sol
sobre a paisagem em loiras tranças
e que permaneça belo até o arrebol
nos iluminando em esperança
